Um jovem cavalheiro, às vésperas de se casar, deseja encontrar um homem de experiência para dissuadi-lo de dar tal passo.
— Classificado no Times de Londres, s/d, apud William Shepard Walsh, Handy-Book of Literary Curiosities [Manual de Curiosidades Literárias], 1892
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sábado, 14 de agosto de 2010
Um jovem cavalheiro deseja encontrar…
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Porra, New York Times!!! [2]
Mais algumas pérolas notáveis que vieram da seção de erratas do New York Times:
Mudando o rumo da história (de novo):
"Uma reportagem identificou erroneamente o documento no qual John Hancock colocou sua proeminente assinatura. Foi a Declaração de Independência, não a Constituição." (14 de julho de 1985)
Um pequeno erro de cálculo na coluna social:
"Um artigo sobre Ivana Trump e seus hábitos de consumo errou o número de sutiãs que ela compra. São duas dúzias [de sutiãs] pretos, duas dúzias beges e duas dúzias brancos e não dois milhares de cada." (22 de outubro de 2000)
E outro no caderno de culinária:
"A receita para o petisco de salmão zimbrado errou na quantidade de sal kosher. É metade de um copo, e não quatro copos." (26 de novembro de 2000)
Botando a culpa na fonte:
"Uma reportagem no caderno 'Sunday' incluiu dados errôneos do Farmer's Almanac sobre a ocorrência de luas cheias. O último mês sem lua cheia foi fevereiro de 1980, não fevereiro de 1866. O próximo mês sem lua cheia será fevereiro de 1999 e não o mesmo mês daqui a 2,5 milhões de anos." (25 de fevereiro de 1996)
E alguém da editoria de cinema fez James Dean se revirar no túmulo:
"Um artigo errou o título do filme de 1955 que fez de James Dean uma estrela. É 'Rebelde sem Causa', não 'Rebelde com Causa.'" (8 de maio de 2000)
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Um aniversário de presente
Em 1891, Robert Louis Stevenson recebeu uma carta de uma garotinha de Vermont chamada Annie Ide. Em sua cartinha, Annie dizia que fazia aniversário no Natal e, por isso mesmo, raramente recebia presentes de aniversário. O autor de A Ilha do Tesouro respondeu com um verdadeiro decreto:
Eu, Robert Louis Stevenson,
considerando que Miss Annie H. Ide, nascida, sem qualquer razão, no dia de Natal; que portanto injustamente a ela foi negado o consolo e o bem de um aniversário apropriado; que eu, o dito Robert Louis Stevenson, alcancei uma idade na qual nunca se menciona [o aniversário], e que eu não tenho agora nenhum uso para minha data de nascimento em nenhuma descrição.
Eu TRANSFIRO A PARTIR DE AGORA, para a supracitada Annie H. Hide INTEIRAMENTE TODOS os meus direitos e privilégios sobre o dia treze de Novembro, antes minha data de nascimento, a qual aqui, a partir de agora, é a data de nascimento da dita Annie H. Ide para que ela mantenha, exerça e aproveite o mesmo na maneira de costume, a saber, a prática do bem-vestir, o comer de ricas refeições, e o receber presentes, cumprimentos, cópias de versos, de acordo com a maneira de nossos ancestrais.
Como condições, Stevenson apenas exigiu que ela adicionasse Louisa ao nome dela, "pelo menos privativamente" e que ela usasse o aniversário "com moderação e humanidade". Ele explicou que, se ela faltasse com qualquer dessas condições, o aniversário seria doado ao Presidente dos Estados Unidos. Até onde se sabe, ela não falhou.
No entanto, a menina Annie certamente já morreu; Stevenson também. E o status da doação do aniversário, como fica? O presidente dos Estados Unidos poderia reclamar a data, mas ele não precisa disso. Tampouco os herdeiros de Stevenson. Uma saída útil seria colocá-la em domínio público e, assim, resolver os problemas (e os traumas) de quem nasce em datas ingratas — como o 25 de dezembro ou o 29 de fevereiro.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
terça-feira, 10 de agosto de 2010
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Orgulho Modesto
Por que a modéstia é considerada uma virtude? Tradicionalmente, ser virtuoso é ser sábio, pensativo e prudente. Mas a modéstia parece estar baseada não nessas qualidades, mas na ignorância.
Ainda que seja um tipo especial de ignorância. Para uma pessoa ser modesta, ela deve ser ignorante com relação ao seu valor próprio. Ela deve se ver como alguém que merece menos, ou que vale menos, do que realmente deveria esperar.
Como a modéstia é geralmente considerada como uma virtude, conclui-se que essa virtude repousa sobre um defeito epistêmico fundamental — um paradoxo. O modesto não pode se considerar modesto por que, como a modéstia é uma qualidade, isso seria um sinal de vaidade, de orgulho.
Então, quando alguém diz “Eu não sou modesto” pode estar realmente sendo o oposto do que diz. O cara é tão modesto que nega sua própria modéstia. E é apenas assim que a modéstia funciona.
Ou, como disse Sherlock Holmes: "Subestimar-se é tão distante da verdade quanto exagerar o próprio poder."
sábado, 7 de agosto de 2010
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Depende do ponto de vista
Se você perguntar o que a Fig. 1 representa, nove em dez pessoas vão lhe dizer que é uma placa de madeira triangular ou algo do tipo. Na verdade, trata-se de um bloco retangular de madeira sólida com um triângulo entalhado em um lado. A Fig. 2 mostra a vista na direção da seta, com o entalhe em linha pontilhada.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
O ‘bixo’ mais folgado da história
Em 1939, um cara chamado George Bernard Dantzig (1914-2005) era candidato a doutorado em matemática na Universidade da Califórnia (UC) em Berkeley. Um dia, ele chegou atrasado para uma aula de estatística ministrada por Jerzy Neyman (1894-1981). Apressado por chegar tarde, ele copiou os dois problemas que estavam no quadro-negro. Poucos dias depois, Dantzig devolveu os problemas. Novamente, ele pediu desculpas por demorar tanto para solucioná-los — mas ele também disse que achou-os anormalmente difíceis. O Prof. Neyman, distraído e ocupado, pediu apenas que o aspirante a doutor deixasse seu trabalho em cima da mesa.
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terça-feira, 3 de agosto de 2010
Em uma palavra [17]
Ambissinistro
adj. muito desastrado, destrambelhado; literalmente, "aquele que tem duas mãos esquerdas." Antônimo: ambidestro.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
domingo, 1 de agosto de 2010
Contos Traduzidos — Ou o seu dinheiro de volta
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| Jason Howley e sua caixa-talismã em ação (ou não) |
Todo mundo que já fez uma "fezinha" na Mega Sena tem algum tipo de ritual ou talismã — um número favorito, um gesto sempre repetido ou até mesmo as infames cuecas da sorte. Mas e se os talismãs usados por jogadores em cassinos não apenas funcionassem, mas também fossem gadgets industrializados? Eles deveriam ser proibidos? Ou será que talismãs nunca funcionam realmente e tudo não passaria de um efeito placebo?
São essas as situações exploradas por David Gordon (1927-1987) no conto "Ou o seu dinheiro de volta", uma mistura interessante de ficção científica e história de tribunal. Tão interessante que chega a surpreender como Hollywood ainda não descobriu esse conto e levou-o às telonas, o que é uma pena. Ou não, já que muitas adaptações cinematográficas de FC são bastante grosseiras.
A seguir, a íntegra do texto de "Ou o seu dinheiro de volta", traduzido e comentado por este que vos escreve.
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