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quarta-feira, 2 de junho de 2010

White Sabbath

polonorteNo início do século passado os polos da Terra eram os únicos lugares onde os homens ainda não haviam chegado. Por pouco tempo, é claro. Em 1909, o explorador americano Robert Peary chegou teria chegado ao Polo Norte.

Mas antes disso já havia uma polêmica na comunidade judaica. De acordo com a tradição judaica, um dia é definido como o intervalo de 24 horas entre um pôr-do-sol e o próximo pôr-do-sol. Entre o crepúsculo de sexta e o de sábado, é o sétimo dia, o chamado Sabbath (ou shabat ou sabá ou sábado mesmo). Nesse dia é proibido fazer qualquer trabalho. Por isso, os filhos de Abraão, Isaque e Jacó passaram a se perguntar: Seria possível descansar no Sabbath em plena terra do sol da meia-noite, o Polo Norte?

terça-feira, 1 de junho de 2010

Diluviossauros

Um grande asteróide caiu na Terra há 65 milhões de anos e extinguiu os dinossauros? Não dá pra entender por que “Deus” faria isso. Uma explicação melhor é essa:
dinoé
Afinal, esses dinossauros levavam uma vida muito desregrada: eram preguiçosos, viviam de farra, não iam ao templo, não pagavam dízimo e ainda por cima não acreditavam em Deus. Nesse caso, uma extinção até que faz sentido.

Amém!

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Os músicos do futuro (1906)

Depois de tentar, com algum sucesso, imaginar o teatro do futuro, T. Baron Russell escreveu — num estilo bastante tortuoso — o seguinte sobre como seria a música de nossa época:
[O] próprio músico profissional, como o ator, vai deixar de ser considerado como um tipo de arlequim superior ou um animal performático, exibindo suas forças para a diversão de um público reunido. O que ele pôde um dia tocar poderá, se ele quiser, ser constantemente repetido. [...] Em vez do intérprete ou cantor ser julgado por seu desempenho em uma ocasião na qual o cansaço, a fadiga, a doença ou condições desfavoráveis atuem contra seu perfeito sucesso; quando as condições esmagadoras de nervos dos palcos podem em qualquer caso ofender suas suscetibilidades e distraí-lo da perfeição de seu empenho, ele [o cantor] será capaz de encontrar sua reputação na melhor performance que ele é capaz de fazer. [O músico] será capaz de tentar e tentar, vez após vez, em seu estúdio privado. Quando ele se satisfizer, ainda sozinho, ele irá publicar se esforço artístico para o mundo. Ele pode destruir tantas gravações insatisfatórias quanto quiser — da mesma forma como o escultor quebra o molde que não o agrada e da mesma forma que o pintor cobre parte de sua pintura — e ser julgado apenas pelo seu melhor.
— T. Baron Russell, A Hundred Years Hence [Daqui a cem anos], 1906
Em resumo, Russell acreditava que as gravações libertariam cantores e intérpretes de maus bocados. Na prática, ele prevê o uso do que se chama hoje de playback [dublagem de gravação].

Por outro lado, ao falar em músicos que trabalham “sozinhos” em estúdios “privado[s]”, o autor adiantou também o surgimento de músicos (e músicas) independentes, que não dependem de um “público reunido”. Em tempos de myspace, tramas e youtube nada poderia ser mais verdadeiro.

Mas, assim como achava que o cinema acabaria com atores medíocres, Russell também pensava que a música gravada jamais seria capaz de resultar em música ruim. Ele acreditava piamente que a evolução técnica nas artes resultaria em artistas irretocáveis, perfeitos, incapazes de ter um dia ruim (ou de, considerando-se bons o bastante, escolherem justamente as suas piores gravações). Ele ignorou, enfim, que a música, como qualquer arte, é feita por seres humanos, seres que podem compor grandes obras num dia e músicas péssimas em outro.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Topa tudo pela fama

Prosper Mérimée tornou-se conhecido como o autor de Carmen, a novela que inspirou a famosa ópera de Bizet. Ele começou sua carreira como um escritor desconhecido na Paris da década de 20 — de 1820 —, época em que a literatura hispânica estava na moda entre os franceses. Já que ninguém ligava para ele, por que não ousar? Mérimée publicou Le Théâtre de Clara Gazul, uma falsa coletânea de peças teatrais supostamente escritas por uma atriz espanhola.

O truque funcionou muito bem: as peças foram bem recebidas e a carreira de Mérimée deslanchou. Mas algo intriga os fãs até hoje. Se Clara Gazul nunca existiu, quem é a bela espanhola retratada na folha de rosto do livro?
Mérimée
É uma cilada, Bizet!

A dama não é uma dama coisa nenhuma! É o próprio Mérimée, travestido.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Towel Day 2010

toalha
Don't panic!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

A última coisa que você vai ver

morri

Não olhe agora, mas… atrás de você! Isso mesmo é… é só uma parede. Ou pior: seu chefe.

domingo, 23 de maio de 2010

A analfabetização de Dilma

Em Nova York, Dilma se irrita e “demite” tradutora

Dilma, que preferiu falar em português, chegou a elogiar o primeiro tradutor. A partir da metade da entrevista, a tradução ficou por conta da angolana Marísia Lauré.

Perguntada sobre o delicado tema da autonomia do Banco Central, Dilma falou da “autonomia operacional” do órgão. Lauré esqueceu uma das palavras e Dilma completou, em inglês: “operational autonomy”. Em seguida, repreendeu a tradutora. “Eu peço para você traduzir literalmente, porque é complicado [o tema]”.

Dilma passou a falar sobre privatizações e as empresas que acredita que deviam permanecer públicas, como Petrobras, Eletrobrás, as do setor elétrico e bancos públicos. A tradutora esperou que a convidada concluísse a frase para traduzir. Ao final, Dilma conferiu com a platéia: “Não faltou [o trecho] da Petrobrás?”.

Na frase seguinte, Dilma ouviu o início da tradução e, achando que havia mais um erro, interrompeu Lauré. “No, no,no. Yes, yes, yes”, emendou, ao se dar conta de que a frase traduzida estava correta e arrancando risos da platéia.
Dilma está mesmo se esforçando para ficar igual ao Lula. E está conseguindo. Ele não sabe falar inglês — e se orgulha de nunca ter aprendido. E ela, mesmo sabendo, evita usar o idioma de Shakespeare. “Stupid Jingoism anyone?”. O resultado não poderia ser mais patético. Tipicamente lulista.

Aliás, o que dona “Diuma” anda fazendo nos States se é apenas pré-candidata? Será que ela foi botar mais botox? Ou agora vai tentar um implante de barba, enrolar a língua e cortar o dedo mindinho? Por que do jeito que está é só isso que falta mesmo — analfabeta ela já sabe ser.

Em tempo: ela nem chegou ao poder e já demitiu uma pobre “companhêra”… Eis a candidata do Partido dito “dos Trabalhadores”.

sábado, 22 de maio de 2010

Sulzbach, o artilheiro

Um episódio ocorrido nas trincheiras alemãs em agosto de 1915 foi recordado pelo artilheiro Herbert Sulzbach vinte anos depois em suas memórias, With the German Guns: Four Years on the Western Front 1914-1918 [Com as Armas Alemãs: Quatro Anos no Front Ocidental]:
Numa das noites de verão seguintes, de céu estrelado, um chapa Landwehr [gíria para Guarda Austríaco], decente, subiu de repente e disse ao 2º. Ten[ente]. Reinhardt: “Sir, é só aquele francezinho que está lá, cantando de novo, maravilhosamente.” Nós nos colocamos para fora de nossa esburacada trincheira e, incrivelmente, havia uma maravilhosa voz de tenor cantando noite afora uma ária do Rigoletto. A companhia inteira estava parada na trincheira, ouvindo o “inimigo”. Quando ele acabou, aplaudimos tão alto que o bom francês deve certamente ter ouvido e tenho certeza de que ele deve ter sido tocado da mesma maneira que nós fomos por sua maravilhosa canção.
Não se sabe quem era o francês que cantava o Rigoletto em plena trincheira nem qual fim ele teve.

Herbert Sulzbach nasceu em Frankfurt, na Alemanha, em 1894. Serviu no exército alemão durante toda a Primeira Guerra Mundial. Incrivelmente, nunca se feriu e foi condecorado com duas "Cruz de Ferro". Apesar de sua bravura e do sucesso de seu livro de memórias, foi obrigado a fugir da Alemanha em 1937, após ter sua cidadania cassada por ser judeu. 

Herbert passou a viver na Inglaterra. Após escapar ileso aos bombardeios de Londres, alistou-se no Exército Britânico e foi responsável por reeducar prisioneiros de guerra alemães. Foi trambém condecorado com medalhas pelos ingleses. Após a Guerra, Sulzbach naturalizou-se inglês em 1947. Em 1952, sua cidadania original foi restituída e ele voltou a ser cidadão alemão, mas continuou a viver em Londres, onde trabalhou como intérprete na Embaixada Alemã. Herbert Sulzabach morreu aos 91 anos de idade em 1985.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Você conhece este homem?

O panfleto a seguir teria circulado em Dallas em 21 de novembro de 1963, um dia antes de John Kennedy ser assassinado.
antijfk

É difícil dizer se o documento é mesmo autêntico, isto é, se teria mesmo circulado na cidade na véspera do assassinato do JK gringo. Mesmo que seja uma farsa feita posteriormente, não deixa de ser uma espécie de justificativa para o assassinato, ainda hoje cercado de teorias conspiratórias.

Pra quem não entendeu nada, a tradução do panfleto é a seguinte:

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Em respeito ao Islã

Paquistão bloqueia acesso ao Facebook por caricaturas de Maomé

Decreto foi motivado por competição "profana" para desenhar o profeta muçulmano, marcada para esta quinta (20)

"O tribunal decretou que o governo bloqueasse o Facebook imediatamente, até 31 de maio, devido a esta competição profana", disse Azhar Aiddique, um representante do Fórum de Advogados Islâmicos, que abriu o processo no Tribunal Superior.
Os muçulmanos dizem amar o Profeta, mas ele não pode ser retratado de maneira nenhuma, pois isso é considerado anti-islâmico. Ah, a religião e suas lógicas absurdas! 

Mas isso não é lá muito diferente do que se passa aqui no Ocidente. Os cristãos dizem que amam Deus, mas ele também não pode ser retratado — nem seu nome pode ser pronunciado e ele é tratado apenas como "Senhor", coisa que qualquer velho consegue.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

terça-feira, 18 de maio de 2010

O Carro-mala

Depois de ver a diferença entre o estacionamento do shopping e o estacionamento no shopping, você deve achar que já viu de tudo em termos de soluções para esse problema do trânsito.

Uma solução mais séria seria apostar em carros compactos. Mas o que te vem à cabeça quando você pensa em carro compacto? VW Fox? Ford Ka? Mini? Smart? Romi-Isetta? Você ainda não viu nada, por que você não conhece o Peel P50.

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