Eis o pior pesadelo dos peões de obra: robôs na construção civil!!!
Basicamente, é um sistema robotizado de injeção e modelagem (extrusão) de concreto. Tal máquina tem sua ideia baseada no mesmo princípio da impressora de jato de tinta - só que em três dimensões. O processo é chamado de "modelagem de contorno" e é capaz de criar um edifício em questão de horas.
Tal invenção ainda está sendo projetada e testada em escala por Behrokh Koshnevis e equipe, na University of Southern California (Universidade do Sul da Califórnia). Os equipamentos já existentes são capazes de criar, automaticamente, paredes de até 1,82 m. de altura. O projeto conta com apoio e finaciamento da gigante Carterpillar, que atua no ramo de máquinas pesadas.
Nas palavras do próprio Koshnevis:
"O grande desafio em nosso centro tecnológico é construir uma casa com projeto customizado em um dia, reduzindo drasticamente os custos, os ferimentos, o desperdício e o impacto ambiental associados à construção tradicional. Poderíamos prover moradias mais acessíveis e até mesmo construir edificações extraterrenas com materiais disponíveis no local..."
Não é de se surpreender que até a Nasa esteja interessada no projeto. Com ele seria possível construir bases na Lua sem a necessidade de levar astronautas até lá. Uma possível missão tripulada do futuro poderia encontrar abrigos prontos. Obviamente, os custos também seriam mais baixos.
O vídeo a seguir apresenta o trabalho das máquinas em escala e em seguida, animações de computação gráfica mostram como seria o trabalho de verdade, usando dois sistemas diferentes: um fixo (grande e sobre trilhos) e outro móvel (pequeno e sobre rodas).
Eis algumas das minhas conclusões (ou dúvidas) pessoais:
Será que tal equipamento seria economicamente viável, com produção em larga escala?
Se uma impressora comum pode travar, quem garante que isso não pode acontecer com esse sistema? Imaginem se um troço desses "pega" um vírus? Teria de ser um vírus especializado, porém. Coisa feita especialmente para sabotar. Algo com espírito ludista.
Consequências sócio-econômicas: A construção civil é um ramo da indústria que emprega muito. Se sistemas robotizados, como esse, chegarem ao setor, o que será dos peões-de-obra?
Tal sistema, por outro lado, parece ser ideal para a construção de casas populares - projetos que exigem simplicidade e rapidez na execução.
As animações não mostram, mas tais edificações devem ser dotadas de fundações se quiserem ser tecnicamente viáveis. As fundações também seriam feitas de modo automático?
Os terrenos teriam que ser necessáriamente planos? Robôs com rodas não lidam muito bem com terrenos irregulares - os trilhos do sistema "fixo" também não.
E quanto às paredes? Seriam inteiriças, certo? Como se comportariam tais paredes durante longos períodos de tensão causada pelo peso e variações térmicas, além da trepidação causada pelo tráfego? Uma parede comum, de tijolos, é relativamente flexível e, por isso, me parece mais durável.
Para quem não sabe, a "salvação" do último quadrinho é o Monstro do Espaguete Voador, uma paródia de deus criada para combater o avanço do criacionismo nos EUA.
Reiki é uma terapia pseudocientífica de origem tibetana baseada na manipulação da energia vital ou espiritual (ki) através da imposição de mãos com o objetivo de restabelecer o equilíbrio vital e, assim eliminar doenças e promover a saúde. Apesar de determinados relatos, não é reconhecida pela medicina pela ausência de evidências científicas de sua eficácia.
A maioria das escolas ensina que a energia Reiki é uma energia "inteligente" [1], que "sabe o que fazer", ou "onde é precisa". Também afirmam que, por outro lado, se quem recebe não estiver aberto ao tratamento, modificando suas emoções, pensamentos e atos nocivos, a energia não terá efeito duradouro no organismo, persistindo a enfermidade.
Quando a cura está condicionada à crença ou fé isso se chama efeito placebo.
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[1] Energia inteligente? Isso é besteira! Como algo que não é material pode ter consciência e "saber o que faz"? Isso é só mais um nome pomposo e dissimulado para deus.
Um wormhole (ou buraco de verme ou buraco de minhoca), é uma característica topológicahipotética do continuum espaço-tempo, a qual é em essência um "atalho" através do espaço e do tempo. Um buraco de verme possui ao menos duas "bocas" as quais são conectadas a uma única "garganta" ou tubo. Se o buraco de verme é transponível, a matéria pode "viajar" de uma boca para outra passando através da garganta. Embora não exista evidência direta da existência de buracos de verme, um contínuum espaço-temporal contendo tais entidades costuma ser considerado válido pela relatividade geral.
Há exatamente 150 anos, em 20 de agosto de 1858, Charles Darwin publicou pela primeira vez a sua Teoria da Evolução no The Journal of the Proceedings of the Linnean Society of London (um jornal especializado em biologia). Na verdade, porém, Darwin vinha trabalhando com sua teoria desde 1838. No ano seguinte, Darwin escreveria um livro, A Origem das Espécies, no qual aprofundava e explicava a sua teoria, que se baseava no conceito de seleção natural.
A ideia de uma origem comum de todas as espécies e, consequentemente, de evolução não era inteiramente nova. O primeiro a examinar tal ideia, no século VI a.C. foi o filósofo grego Anaximandro de Mileto. Mais tarde, o grego Empédocles e o romano Lucrécio também se interessaram pelo tema. Somente no século XVIII os conhecimentos bilógicos voltaram a se expandir. Assim ideias evolutivas foram propostas por alguns filósofos como Pierre Louis Maupertuis em 1745, Georges-Louis Leclerc (conde de Buffon) entre 1749 e 1778, e Erasmus Darwin em 1796. Este último, por sinal, era avô paterno de Charles Darwin. Na primeira metade do século XIX, o Lamarckismo, teoria proposta por Jean-Baptiste Lamarck, era a explicação científica mais aceita sobre a origem e a evolução da vida.
A obra de Darwin revolucionou o mundo e ainda hoje é a explicação oficial da ciência quando se fala da origem e da evolução da vida na Terra.
Uma das explicações mais simples que pude encontrar é o seguinte vídeo. Nele, o saudoso astrônomo, escritor e divulgador científico, Carl Sagan narra os 4 bilhões* de anos que nos separam das células primordiais. É importante ressaltar que a verdadeira evolução biológica ocorreu em todo aquele espaço de tempo - 4 bilhões de anos - e que não devemos basear nossa noção de evolução na duração do vídeo - pouco mais de 7 minutos.
___________________________________________________________________ * Nota: Para aqueles que não têm ideia do que se trata quando se fala em bilhões, uma comparação é muito útil: - 1 000 000 (um milhão) de segundos = 12 dias e -1 000 000 000 (um bilhão) de segundos = 32 anos.
É interessante notar como algumas pessoas adoram alguma conspiração envolvendo alienígenas malévolos mancomunados com os governos e que estão por trás dos grandes feitos da humanidade. Essas pessoas, na verdade, são falsos céticos pois duvidam de tudo aquilo que está amplamente comprovado e ainda preferem buscar explicações que envolvem coisas improváveis. Essas pessoas acham que a humanidade é incapaz de grandes feitos. Modestamente, eu acho que tais pessoas é que são incapazes de raciocionar bem.
É incrível como algumas pessoas só acham que algo é verdadeiro e indiscutível apenas por que é antigo ou tradicional ou por ser parte de uma cultura distante e exótica.