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sábado, 8 de outubro de 2011

Patentes patéticas (nº. 28)

Para um gentleman, não há nada mais deselegante que naufragar durante uma viagem transatlântica e acabar com o chapéu e o bigode molhados e ainda ter seu charuto apagado pelo mar. Foi pensando nisso que um tal de Camille Krejci, de Scranton, Pensilvânia, inventou um colar-salva-vidas por volta de 1870.

Trata-se simplesmente de uma bóia — talvez feita com a recém-inventada borracha — e que é inflada em caso de naufrágio de modo a manter a cabeça do usuário acima da água até que o resgate chegue. A ideia não parece tão patética à primeira vista, já que as viagens transatlânticas (e os acidentes decorrentes) tornar-se-iam cada vez mais comuns no último quarto do século XIX. 

No entanto, essa patente pode ser bastante patética quando se lembra que o resgate podia levar uns quatro ou cinco dias para chegar ao distinto cavalheiro. O lado bom é que ele ainda vai poder fumar os charutos que conseguir salvar (como acendê-los em tal condição fica como um exercício para o leitor). Evidentemente, tudo isso só é possível se o local do desatre marítimo não for habitado por tubarões ou outras feras marinhas.

A patente, de nº. 100.906, emitida em 15 de março de 1870 é tão antiga que não tem muito mais do que um par de desenhos e uma brevíssima descrição do invento.

domingo, 2 de outubro de 2011

A Rede Social (1982)

Em maio de 1982, a CompuServe publicou o seguinte anúncio de seu “sistema de videotexto” na revista Inteface Age. Mensagens eletrônicas, murais e jogos em rede com amigos virtuais — muito do que hoje se considera características de redes sociais — já existiam naquela época.


A seguir, uma versão traduzida do anúncio acima e um pouco da história da CompuServe:

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Como tomar banho, em oito lições (1931)

Não é de hoje que acidentes no banheiro são comuns. Também não é de hoje que se tenta preveni-los com algumas regras para a hora do banho:
Oito regras para tomar banhos

Para ajudar a diminuir o crescente número de acidentes no banheiro, a New Health Society of England apresentou recentemente oito regras.
A primeira regra é sempre manter a janela um pouco aberta para prevenir o envenenamento através de um aquecedor com defeito. A segunda e a terceira regras são nunca tomar um banho quente após uma refeição pesada nem um banho frio se você tem coração fraco. A quarta é ter todos os aquecedores equipados com dispositivos de segurança, para que os tubos cheios de vapor não explodam. As outras regras lidam com as instalações elétricas no banheiro, sendo consenso que choques elétricos são tão comuns quanto fatais quando a pele está molhada ou quando o banhista está numa banheira de metal eletricamente ligada ao solo pelos encanamentos de água. — Modern Mechanix, Maio de 1931

Atentem para um potencial conflito entre as regras 2 e 3 — se você tem coração fraco (e não pode tomar banho frio) e acabou de tomar uma refeição pesada (e não pode tomar banho quente), você não precisa tomar banho de maneira nenhuma porque não lhe sobra nenhuma escolha. Boa desculpa, hein!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Radical Chic

Se você se acha o fodão só porque sabe fazer alguns truques com a sua bicicleta, lembre-se que esse esporte radical foi inventado no tempo do seu bisavô (ou tri, dependendo da tua idade). Se você não acredita, o tio Edison registrou alguns dos primeiros truques ciclísticos com seu kinetoscópio na virada do século XIX para XX — uma época em que tanto cinema quanto bicicletas eram o máximo da tecnologia em termos de entretenimento. 

Os truques em si são um tanto toscos, mas é bom lembrar que aqueles ciclistas foram os pioneiros na arte de manobrar as magrelas. Ninguém sabia ainda muito bem o que fazer ou como fazer — afinal não havia nem rampas nem algo que se assemelhasse ao YouTube, onde é possível aprender alguns truques com gente que se dispõe a ensiná-los.

Destaque para o cavalheiro mané que tenta passar por um looping nos 30 segundos finais. O resultado é cômico e parece coisa de comédia pastelão, mas deve ter sido um tanto sério. É uma pena que, apesar do zumbido típico de um velho projetor, não haja nenhuma trilha sonora engraçadinha.




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[vi no bookofjoe, que viu no excelente Open Culture]

sábado, 3 de setembro de 2011

Patentes Patéticas (nº. 23)



Cansados de ter que fazer os trotes nos bixos todo começo de ano, os vóteranos senhores veteranos Edmund e Ulysses de Moulin resolveram automatizar o processo em 1900.

No “aparelho de iniciação” (fig. 1) inventado por eles, o novato é vendado, posicionado e recebe a ordem instrução de puxar as alças para testar sua força. Só que, ao fazer isso, o verme recém-chegado é atingido nas nádegas por um remo. Como bônus, um choque elétrico pode ser aplicado nos braços do bixo ao mesmo tempo em que ele puxa e apanha, “tornando essa sensação algo único”.

É possível trotar um bixo de cada vez ou — se você for um veterano que tem mais o que fazer — usar vários aparelhos para fazer uma linha de montagem e humilhar uma classe inteira do primeiro ano de uma só vez.

domingo, 24 de julho de 2011

Um museu vivo dos refrigerantes


Nesta era de globalização, quando os longos — e, vamos admitir, deliciosos — tentáculos da Coca-Cola ou da Pepsi alcançam até os lugares mais remotos do mundo, a Galco Soda Pop Stop é um lugar único. Nesse mercadinho cabe uma imensa variedade de marcas de refrigerante artesanais ou vintage, vindos de todos os cantos dos Estados Unidos e de lugares tão distantes quanto a Romênia. 

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