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quinta-feira, 28 de julho de 2011

Vingança à Indiana

Na Índia, os macacos são mais ou menos objetos de reverência supersticiosa e são, consequentemente, pouco ou raramente destruídos. Em alguns lugares eles são até mesmo alimentados e encorajados a viver nos telhados das casas. Se um homem deseja vingar-se de qualquer injúria, ele precisa tão-somente espalhar um pouco de arroz ou milho no teto da casa ou do celeiro de seu inimigo pouco antes da chuva cair. Os macacos vão se reunir ali, comer tudo o que puderem do lado de fora e depois levantam as telhas em busca dos grãos que caíram pelas fendas. Isso, obviamente, abre caminho para as torrentes que caem naquele país e as casas, a mobília e os alimentos [do inimigo] são todos arruinados. — Edmund Fillingham King, Ten Thousand Wonderful Things [Dez Mil Maravilhas], 1860

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Janeiro é o mês do desgosto

Ou pelo menos é o que afirma um almanaque inglês do século XVI, que apresenta um verdadeiro horóscopo maldito:
Os dias agourentos de acordo com as opiniões dos astrônomos [sic] são os seguintes: — Janeiro: 1, 2, 4, 5, 10, 15, 17 e 29 são muito agourentos. Fevereiro: 27, 27 e 28, agourentos; 8, 10 e 17, muito agourentos. Março: 16, 17 e 20, muito agourentos. Abril: 7, 8, 10 e 20, agourentos; 16 e 21, muito agourentos. Maio: 3 e 6, agourentos; 7, 15 e 20, muito agourentos. Junho: 10 e 22, agourentos; 4 e 8, muito agourentos. Julho: 15 e 21, muito agourentos. Agosto: 1, 29 e 30, agourentos; 19 e 20, muito agourentos. Setembro: 3, 4, 21 e 23, agourentos; 6 e 7, muito agourentos. Outubro: 4, 16 e 24, agourentos e 6, muito agourento. Novembro: 5, 6, 29 e 30, agourentos; 15 e 20, muito agourentos. Dezembro: 15 e 22, agourentos; 6, 7 e 9, muito agourentos. — Grafton’s Manual, 1565, apud The Origins of Popular Superstitions and Customs, 1890.

Interessante notar que não há nenhum dia 13 — nenhuma sexta-feira como a de hoje entra nessa lista nefasta. Talvez com exceção dos dias malditos do mês de janeiro, os demais talvez se expliquem pela TPM da mulher de Mr. Grafton (ou mulheres, já que os períodos não são os mesmos).

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Como (não) tratar tuberculose

Ou: “como suspeitar que a doença é causada por parentes vampiro-zumbis”.

Em janeiro de 1892 o fazendeiro George Brown, de Rhode Island, enterrou sua filha, Mercy. Como a mãe e a irmã, ela morreu tísica.

Dois meses mais tarde, foi o filho do fazendeiro, Edwin, que caiu doente. Nhô George Brown passou a crê que um de seus familiares mortos tava sain’o da cova como um vampiro para matar o filho que lhe restava.

Diante das circunstâncias, ele tomou uma atitude totalmente racional, : exumou o corpo da filha, ’rrancô o coração fora e moeu ele. Depois, ele misturou os restos em uma poção e serviu pro sinhôzinho Edwin.

Edwin Brown morreu dois meses depois.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Nem morta!

Devizes.market.cross

Na Praça do Mercado em Devizes, Wiltshire, Inglaterra, há a seguinte um monumento com a seguinte inscrição:
Na terça-feira, 25 de janeiro de 1753
RUTH PEARCE
de Potterne, neste Condado,
Fez um acordo com três outras mulheres para comprar um Saco de Trigo
no Mercado, cada qual pagando sua devida proporção    
pelo mesmo.
Uma dessas Mulheres, ao coletar as várias quotas    
de Dinheiro, descobriu uma deficiência e exigiu de
RUTH PEARCE a soma que faltava para 
completar o Montante.
RUTH PEARCE protestou que ela já pagara sua Parte,
e disse que gostaria de cair morta se não o
tivesse feito. — Ela imprudentemente repetiu esse terrível desejo; — quando, para a consternação e o terror da multidão
que a cercava, ela caiu instantaneamente e expirou,
com o dinheiro em questão em suas mãos.
Na época, John Clare, encarregado de investigar a morte de Ruth Pearce, acreditou na história e concluiu que ela “caiu morta pela vingança de Deus”. Não seria surpresa se, com a aproximação entre Católicos e Anglicanos, Ruth Pearce virasse a santa padroeira dos mão-de-vaca. Falando sério, Pearce pode ser apenas uma personagem folclórica, coisa que toda cidadezinha tem para atrair turistas.

Devizes é uma tradicional cidade-mercado e os mercadores sempre tiveram grande influência por lá. Assim, a história pode ter sido inventada para assustar os inadimplentes numa época em que não existiam serviços de proteção ao crédito (aka Serasa).

Mesmo que Ruth Pearce tenha sido uma personagem real, a morte dela não tem nada de sobrenatural. Ela simplesmente pode ter tido um enfarte ou uma morte súbita.

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