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segunda-feira, 4 de julho de 2011

O caso Belle Gunness

Em 1902, Belle Gunness, uma imigrante norueguesa de 42 anos comprou uma fazenda em LaPorte, Indiana, com os 8.500 dólares que recebeu do seguro após a morte de seu marido e dois de seus filhos. Não demorou muito e Mrs. Gunness casou-se novamente. Nove meses depois, seu segundo marido também morreu.
Belle Gunness e seus filhos. O olhar dessa senhora já revela tudo.
Durante os seis anos seguintes, diversos pretendentes — muitos deles prósperos —, visitaram a fazenda da viúva norueguesa e jamais voltaram. Se você é leitor de romances policiais, já deve ter sacado que a perda de dois maridos em questão de meses e diversos pretendentes ao longo dos anos não foram meras fatalidades ou acidentes.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Os infortúnios dos irmãos Fortunato

Em 1929, um homem bem-vestido procurou os irmãos Tony e Nick Fortunato, proprietários da New York's Fortunato Fruit Company, uma pequena quitanda da Big Apple. O homem se apresentou como T. Remington Grenfell e disse ser vice-presidente da Grand Station Holding Corporation, a empresa que administrava a Grand  Central Station.


Falando estritamente de negócios, Grenfell disse aos irmãos quitandeiros que a Grand Station havia decidido fechar seu posto de informações. Se eles estivessem interessados, só precisariam pagar um ano de aluguel adiantado, no valor de 100.000 dólares para converter o espaço em uma quitanda situada no meio da maior estação ferroviária de NY.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

O Mistério de Pimlico

Em 28 de dezembro de 1885, o padeiro Edwin Bartlett foi encontrado morto em sua cama, no distrito de Pimlico, em Londres. Seu estômago estava cheio com uma dose fatal de clorofórmio, mas, de modo intrigante, seu esôfago e sua laringe não mostravam qualquer sinal da queimadura que o clorofórmio líquido deveria ter causado.

A principal suspeita era a esposa de Bartlett, Adelaide (1855-?). Ela estava tendo um caso com um pastor do distrito, George Dyson. As investigações mostraram que d. Adelaide havia convencido o pastor Dyson a comprar pequenas doses de clorofórmio em diversas farmácias para não levantar suspeitas. Ela afirmava que Edwin (1845-1885) estava passando por um doloroso tratamento dentário e precisava de anestesia.

No tribunal, a defesa de Adelaide alegou que era impossível que ela tivesse matado o marido (que, diga-se de passagem, ela traía religiosamente) com clorofórmio líquido sem passá-lo pela garganta. O júri entendeu muito bem esse argumento e ela foi absolvida.

No entanto, ainda dentro do tribunal, o renomado patologista Sir James Paget queria uma resposta: “Agora que Mrs. Bartlett foi absolvida, ela deveria nos dizer, pelo bem da ciência, como ela fez isso.” Adelaide não respondeu. Após o julgamento tanto d. Adelaide quanto o Pastor Dyson sumiram do mapa (há quem diga que eles teriam emigrado para os Estados Unidos).

O assassinato de Edwin Bartlett continua sem solução até hoje.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

O Problema de Molyneaux

Em 1690, após publicar seu Ensaio acerca do Entendimento Humano, John Locke recebeu uma carta entusiasmada de um fã. Mas o autor da carta não era qualquer fã: seu nome era William Molyneux.

William_Molyneux
William Molyneaux (1656-1698): favor não confundir com Isaac Newton.

Apesar do sobrenome, Molyneaux era um renomado “filósofo natural” e político irlandês. Casado com uma mulher cega, o ilustre fã de Locke propôs em sua carta um curioso problema: um cego que recobresse a visão poderia diferenciar, visualmente, formas que só conhecia pelo tato? 

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O Segredo de Fermat



Certa vez, Marsenne escreveu para Fermat, perguntando se 100.895.598.169 era um número primo ou não.

Fermat respondeu imediatamente, dizendo que aquele número era primo, pois é o produto de dois primos: 898.423 e 112.303.

Até hoje ninguém sabe como ele sabia disso ou como descobriu. Será que Fermat levou para o túmulo uma poderosa técnica de fatoração (ou seria fermatação?) ainda desconhecida?

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Pergunta Eternamente Inquietante

Em que unidade se mede o fluxo do tempo? Segundos por — o quê??
Isso explica por que o capacitor de fluxo (e a viagem no tempo) ainda não foi inventado. Não sabemos nem como medir a passagem do tempo...

segunda-feira, 5 de julho de 2010

O Paradoxo da Chuva de Amanhã


Mas como podemos perceber a mudança da "indefinição" para a "verdade"? Ela é súbita ou gradual? Em que momento a afirmação "vai chover amanhã" começa a ser verdade? Quando a primeira gota cai no solo? E supondo que não chova, quando a afirmação passará a ser falsa? Somente no fim do dia, à meia-noite em ponto? [...] Não sabemos como responder a essas questões. Isso não se deve a nenhuma ignorância em particular ou à estupidez de nossa parte, mas ao fato de que algo dá errado com o modo de uso das palavras "verdade" e "mentira" que são aplicadas aqui.
— F. Waissmann, "Como eu vejo a filosofia", in H.D. Lewis (editor), Contemporary British Philosophy [Filosofia Britânica Contemporânea], 1956.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Em câmera lenta

Em 1876, o advogado londrino Charles Bravo levou três dias para morrer de envenenamento por antimônio. Mesmo assim, ele recusou-se a dizer quem tinha sido o responsável pelo crime ou qual poderia ser o motivo.

Um inquérito concluiu que era um crime premeditado. E só. Ninguém foi condenado, muito menos preso. Até hoje não se sabe que matou o Dr. Bravo.

domingo, 7 de março de 2010

Contradições Bíblicas — Matusalém e o dilúvio

 O Dilúvio, segundo o ilustrador francês Gustave Doré

Em De Civitate Dei [A Cidade de Deus], Santo Agostinho levanta uma importante questão bíblica: Como Matusalém sobreviveu ao dilúvio? De acordo com a Septuaginta, versão grega da Bíblia, o patriarca já era bem velho quando Noé nasceu; tinha 355 anos de idade. O dilúvio aconteceu 600 anos mais tarde. Portanto, Matusalém ainda estava vivo, com 955 anos, quando o céu desabou — e ele viveu mais 14 anos, falecendo aos 969 anos. Só que Matusalém não estava na arca de Noé e a hecatombe pluviométrica matou todos os demais seres vivos — entre os quais, segundo os criacionistas, encontravam-se também os dinossauros.

Então, como é que Matusalém sobreviveu? Nunca houve uma resposta oficial dessa "celebrada questão que tem sido publicamente divulgada por todas as igrejas", nas palavras de S. Jerônimo. Em vez disso, culparam (e talvez condenaram à danação eterna) os tradutores gregos pelo erro bíblico. Textos mais recentes, baseados diretamente dos manuscritos hebraicos massoréticos relatam que Matusalém morreu no ano do dilúvio.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

"Eu não sei de nada"

Ken Rex McElroy era o valentão da cidade de Skidmore, Missouri, nos Estados Unidos. Era um verdadeiro vilão: ladrão, estuprador e incendiário, ele acumulava dúzias de acusações criminais, mas nunca foi preso por que intimidava as testemunhas.

Então, talvez não seja surpresa saber que dois de seus concidadãos tenham matado McElroy a tiros, em 10 de Julho de 1981, em plena luz do dia e no centro da cidade.

Entretanto, embora a esposa — ou melhor, viúva — do valentão morto tenha identificado os assassinos, nenhuma das 46 testemunhas dizia se lembrar do que tinham visto naquele dia.

Sem os testemunhos, o caso não pode seguir em frente — judicialmente, o crime continua sem solução até hoje.

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