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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Saída Estratégica

Um Judeu muito velho chamou sua mulher para a cama e disse: “Eu estou morrendo. Por favor, chame um padre... Eu gostaria de me converter ao Catolicismo.” Chocada, a mulher lembrou ao seu marido que eles haviam sido judeus devotos durante toda a vida. “Eu sei, querida,” disse ele, “mas não é melhor que um deles morra em lugar de um dos nossos?” — Epígrafe anônima em John Martin Fischer, The Metaphysics of Death [A Metafísica da Morte], 1993

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Alá é para lá [2]


Situado na Polinésia Francesa, próximo ao famoso atol Mururoa, o atol Tematangi (ou Tematangui) é a antípoda quase exata de Meca — o ponto exatamente oposto fica a uns 50km a nordeste do atol. Por isso mesmo, um lugar que é aparentemente paradisíaco deve ser um inferno para os seguidores do Islã.

Em Tematangi a qibla¹ torna-se tão sensível quanto uma bússola perto de um campo magnético. Naquele pequeno atol, e em algumas ilhas mais próximas, dois seguidores de Maomé dificilmente oram alinhados na mesma direção e — talvez de modo bastante perigoso do ponto de vista doutrinário e teológico — cada um pode escolher para que lado se voltar. Não surpreende que não haja nehuma mesquita no local, habitado por apenas 57 pessoas.
_________________

¹ qibla [direção em árabe]: a direção em que todo muçulmano se deve voltar quando faz cada uma de suas cinco orações diárias, isto é, com a face voltada para a Caaba, em Meca.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Herança Divina

Em um testamento registrado em 1864, Peter e Hannah Armstrong deixaram como herança um pedaço de terra na Pensilvânia. Os herdeiros seriam ninguém menos que o Deus e seu filho:
Contendo quatro milhas quadradas [cerca de 10 km² ou pouco mais de 1.000 hectares] de terra, do qual nós reservamos cerca de seiscentos acres [uns 242 hectares] e do qual nós separamos o dito trato de terra antes ou até a redenção do mundo inteiro, como propriedade particular de Jesus, o Messias, incluindo-se todos os direitos singulares, liberdades, privilégios e benfeitorias quaisquer até agora pertencentes a nós. E nós cedemo-la, legamo-la e transmitimo-la ao dito Criador e Deus dos céus e da terra e a seu herdeiro, Jesus, o Messias, para seu uso e benefício próprio para sempre. 
Talvez mais interessado nos tesouros do Vaticano, o Criador não deve ter se interessado muito por esse presente. O Todo-Poderoso jamais compareceu para tomar posse da propriedade e também deixou de pagar os respectivos impostos e taxas. Não tardou para que a divina propriedade fosse desapropriada pelo Estado e leiloada, voltando às mãos de um reles humano.

Vinte anos mais tarde, Charles Hastings também legou um pedaço de terra — dessa vez no Massachussets — “para o Senhor Jesus, o Regente Supremo do Universo”. Talvez sabendo do fracasso do casal Armstrong, Hastings entregou a propriedade a Cristo apenas em usufruto, reservando a seus herdeiros apenas o direito de agirem como agentes (ou meros caseiros) para “ocupar e ampliar, fazer reparos, pagar tributos e apólices de seguro, etc.” No fim das contas, nem essa precaução funcionou. Em 1897, os herdeiros de Mr. Hastings cansaram-se de ter que sustentar a divina propriedade e contestaram judicialmente o testamento, que acabou sendo anulado.

domingo, 30 de outubro de 2011

As Torres do Silêncio

A Torre do Silêncio de Yazd, no Irã (imagem: indigoprime)

Na tradição zoroastriana, assim que um corpo deixa de viver, ele pode ser imediatamente invadido por demônios e tornado impuro. Para prevenir essa possessão póstuma, os seguidores de Zoroastro purificavam os corpos de seus mortos expondo-os aos elementos no topo das dakhmas, torres construídas sobre os platôs do deserto.

Segundo a tradição — que remonta a mais de 3000 anos — os corpos dos falecidos, devidamente despidos, eram abandonados no topo das torres formando três círculos concêntricos. Os homens ficavam na circunferência mais externa; as mulheres no círculo intermediário e as crianças formavam o anel interno. Os cadáveres eram abandonados até serem desintegrados naturalmente ou despedaçados pelas aves de rapina do deserto.

Após esse processo de purificação, os ossos eram retirados e guardados em ossuários localizados no interior das torres ou dentro delas. Monumentos fúnebres dos zoroastrianos, essas torres-ossuários existiam em grande parte do sul da Ásia — foram descobertas dakhmas dos séculos IV e V antes da era comum nas proximidades de Mumbai, na Índia.

Mas as mais famosas dessas torres eram conhecidas como Torres do Silêncio. Situadas em Yazd,  no Irã, elas continuaram a ser usadas até o começo dos anos 1970. Mas a crescente urbanização deixou as dakhmas incomodamente próximas dos limites urbanos de muitas cidades, obrigando o governo iraniano a proibir o milenar ritual fúnebre. 

Aos poucos mazdeístas que ainda restam no mundo (cerca de 120 mil), sobrou apenas a opção de cremar seus mortos. Embora não sejam mais usadas cerimonialmente, as Torres do Silêncio continuam a ser uma grande atração do deserto iraniano.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Em uma palavra [75]

eloísmo
s.m. adoração de deus sob o nome de Eloim (ou Elohim), em vez de Jeová (ou Javé). eloísta, adj. culto ou seguidor de culto caracterizado pelo eloísmo.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Igreja Fatiada


Dizem que a fé move montanhas. Mas a engenharia move igrejas:
Um dos mais incomuns feitos da engenharia em tempos recentes foi a moção da torre de 1814 toneladas de uma igreja em Detroit para abrir espaço para o alargamento de uma rua. A torre de pedra de 55 metros foi movida por sete homens sob os olhares de centenas de espectadores que seguravam o fôlego. Trabalhando sob a direção de Carl F. Henrichsen e Carl A. Johnson, veteranos motores de edifícios, os homens primeiro removeram uma secção de 8,2296m da igreja para que a fronte pudesse ser movida para trás o mesmo tanto. A porção frontal foi então levantada e colocada sobre calços. Polegada por polegada a estrutura foi empurrada através de força manual até encostar na parte posterior da igreja, quando os calços foram retirados e a fundação foi rapidamente cimentada. Devido ao risco de desequilíbrio e tombamento da torre, foi necessário eliminar todo o equipamento mecânico. — Modern Mechanix, Dezembro de 1936

Antes que me perguntem: sim, a Central Methodist Church de Detroit está de pé até hoje. Quase 8,3 metros mais curta, mas está.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Jesus Multinacional

Recentemente em um congresso teológico em Roma, estudiosos bíblicos de várias nacionalidades e etnias apresentaram TRÊS PROVAS DE QUE JESUS...
...ERA MEXICANO
1. Seu primeiro nome era Jesus;
2. Ele era bilíngue;
3. Ele sempre estava sendo perseguido pelas autoridades.
...ERA NEGRO
1. Ele chamava todo mundo de “mano”;
2. Ele curtia música gospel;
3. Ele não conseguiu um julgamento justo.
...ERA JUDEU
1. Ele seguiu a mesma carreira do pai;
2. Viveu em casa até os 33 anos;
3. Ele tinha certeza de que sua mãe era uma virgem, e ela estava certa de que ele era um Deus.
...ERA ITALIANO
1. Ele falava com as mãos;
2. Ele vivia tomando vinho;
3. Ele só comia massas e peixes e temperava tudo com azeite de oliva.
...ERA IRLANDÊS
1. Ele era barbudo;
2. Ele nunca se casou;
3. Ele vivia contando histórias...
...ERA CALIFORNIANO
1. Ele nunca cortou o cabelo;
2. Vivia andando descalço por aí;
3. Ele inventou uma nova religião;
...ERA ARGENTINO
1. Ele era cabeludo;
2. Se considerava um deus;
3. Só era legal com seus puxa-sacos.
...ERA BRASILEIRO
1. Ele nasceu num curral e depois mudou-se com a família pra cidade grande;
2. Vivia cercado de pobres e putas (mas detestava os camelôs);
3. Sempre negou-se a trabalhar e a pagar impostos.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Confirmado: deus está em baixa

Deus: um declínio
Uma agência de pesquisas americana, a Public Policy Polling cansou-se de fazer sondagens populares sobre os políticos e, durante uma enquete sobre diversas figuras em evidência na mídia, finalmente fez a grande pergunta: “Se Deus existe, você aprova ou desaprova sua atuação?” Realizada entre 15 e 17 de julho, a pesquisa revelou que 52% dos 928 entrevistados aprovam a atuação de Deus. 40% estão indecisos e 8% o desaprovam. A margem de erro é 3,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Alguns aspectos do divino governo também foram pesquisados. Questionados sobre a performance de Deus na criação do Universo, 71% aprovam; 5% desaprovam e 24% não souberam opinar. Entretanto, quanto mais se aproximam do mundo humano, mais cai a aprovação para as ações de Deus: só 56% aprovam o modo como o Todo-Poderoso cuida do reino animal e apenas metade do público aprova a atuação do Criador quanto aos desastres naturais. Infelizmente, porém, não foram feitas perguntas sobre as ações de Deus diante de problemas que afetam diretamente os humanos, como fome, miséria, violência, guerras (inclusive as santas) e segunda-feiras. Sem surpresa, os jovens entre 18 e 29 anos são mais críticos com relação a Deus; os maiores de 65 são os que mais o aprovam.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Fé e Obra

Não sabia que a Igreja Católica aceita o cumprimento de promessas “por procuração”...
Catarina de Médicis (rainha da França) fez um voto de que se algumas de suas preocupações terminassem bem-sucedidas, ela enviaria um peregrino a Jerusalém. Ele iria a pé até lá e, a cada três passos para frente, ele voltaria um passo para trás. Havia dúvidas se poderia ser encontrado um homem suficientemente forte para ir a pé e suficientemente paciente para retroceder um passo a cada três. Um cidadão de Verberie se apresentou e prometeu pagar o voto da rainha do modo mais escrupuloso possível. A rainha aceitou sua proposta e prometeu-lhe uma recompensa adequada. Diz-se que ele cumpriu sua promessa com grande exatidão e que a rainha foi constantemente informada por relatórios. — William Granger, The New Wonderful Museum, and Extraordinary Magazine [Revista do Novo Museu do Maravilhoso e Extraordinário], 1804

Católica de origem italiana, Catarina de Médicis (1519-1589) foi rainha consorte e regente da França em diversas ocasiões durante a Reforma e Contra-Reforma. Entre outras “preocupações”, ela foi responsável pelo Massacre da Noite de São Bartolomeu, em 24 de agosto de 1572. Para alegria do Vaticano, mais de 30 mil protestantes franceses foram mortos numa única noite. Afinal, “a fé sem obras é morta”.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Em uma palavra [59]

exparadisação
s.f., mitolog., relig. 1. a expulsação de Adão e Eva do Paraíso, na mitologia judaico-cristã. 2. por extensão, expulsão de qualquer ambiente considerado paradisíaco por seus habitantes. “A ação do homem sobre o meio-ambiente tem causado a exparadisação de animais silvestres e de povos nativos.”  [neologismo formado por comparação com expatriação, a partir de ex- = prefixo com sentido de exterioridade + paradiso = paraíso + -ação] Exparadisar, v. expulsar do paraíso.
Ufa! Pelo que eu me lembre, esse é — até agora — o verbete mais longo da série Em uma palavra

sábado, 21 de maio de 2011

10 Dimensões: Apocalipses FAIL!


Hoje o mundo acabou. Mais uma vez. Não foi a primeira e provavelmente não será a última — ainda falta 21 de dezembro de 2012. Por enquanto, pois ao longo dos séculos diversas foram as previsões. Evidentemente, todas falharam. A razão por trás disso é que a humanidade teima em projetar no planeta seu próprio ciclo de vida e de morte — até mesmo cientificamente, conforme a Hipótese Gaia. Somos tão antropocêntricos que não admitimos ser extintos sem levar o planeta inteiro junto (isso também explica o atual cenário ambiental). Mesmo que toda a vida desapareça de uma vez, a Terra vai continuar firme e forte. Mas como nada é eterno ela vai acabar sendo engolida por um Sol vermelho, inchado e moribundo dentro de sete bilhões de anos. Ou não.

domingo, 15 de maio de 2011

Sex and the Vatican

Denúncia de pedofilia: você está fazendo isso errado


O papa pode não ser mais italiano há um bom tempo, mas mesmo assim, parece que o Vaticano acha que suas fronteiras vão além dos muros que o separam de Roma. Em meio aos escândalos político-sexuais de seu primeiro-ministro fanfarrão, a Itália está calada. Vergonhosamente, também está calada com o lançamento do livro Sex and the Vatican, do jornalista Carmelo Abbate. Não que se esperassem louvores à obra que devassa a vida dupla que padres, freiras, monges e bispos italianos levam. Surpreendentemente, também não houve críticas generalizadas. Nem um escândalo sequer.

domingo, 8 de maio de 2011

Gênesis, cap. 51

Esta “parábola contra a perseguição” era a favorita de Benjamin Franklin (1706-1790), que muitas vezes apresentava-a como um texto bíblico, “o capítulo 51 de Gênesis”. Os fiéis mais fervorosos vão afirmar que tal capítulo inexiste. Mas eles não sabem a grande lição que perdem e que está fora de suas bíblias:

quarta-feira, 4 de maio de 2011

O século XIX inteiro. E ponto final.


Dentre os muitos livros de história do cristianismo publicados no século XIX, History of the Church of God: from Creation to A.D. 1885 [História da Igreja de Deus: da Criação a 1885 A.D.] é notável por seu estilo prolixo. Publicado em 1886, o livro de Cushing Biggs Hassell não é apenas um calhamaço com umas mil páginas. Ele contém o que se considera a mais longa sentença já escrita em um livro. É simplesmente o quinto parágrafo do capítulo XIX, que trata, justamente, do século XIX.
The nineteenth is the century of the rise and fall of Napoleon Bonaparte, in a long series of bloody and demoralizing European wars; the […]

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Voto de Pobreza

Por que a população do Vaticano não derruba o papa? Porque o "povo" vaticano
 vive rica e fartamente com a renda de suas ovelhinhas.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Pai de Todos

Bons eram tempos em que padres poderiam “tirar o atraso” livremente com mulheres. Nada de preservativos e um monte de filhos! Porém, até hoje não houve pároco com tanta vontade de “fazer filhos” quanto Francisco Costa, o lendário prior de Trancoso:

Sobre a união do homem com muitas mulheres, é curioso este documento que se acha arquivado na Torre do Tombo em Lisboa (armário 5º., maço 7º., datado do ano 1487):

“F...... C......, prior que foi de Trancoso, na idade de 62 anos, será degredado de suas ordens e arrastado pelas ruas públicas ao rabo de cavalos, esquartejado o seu corpo e posto em quartos e a cabeça e mãos em diferentes distritos, pelo crime de que foi arguido, que ele mesmo não contrariou, sendo acusado de ter dormido com 29 afilhadas, tendo delas 97 filhas e 37 filhos; de 5 irmãs teve 18 filhos e filhas; de 9 comadres teve 38 filhas e 18 filhos; de 9 amas teve 29 filhas e 5 filhos; de 2 escravas teve 21 filhas e 7 filhos; dormiu com uma tia chamada A.... C...... de quem teve três filhos e... da própria mãe teve 2 filhos!!!

Total — 275 filhos, sendo 200 do sexo feminino e 75 do sexo masculino, sendo concebidos de 54 mulheres!”


— Valmiro Vidal Rodrigues, Curiosidades: 1000 coisas interessantes para nossa cultura enciclopédica, Vol. III. 1960

O prior foi julgado e condenado e executado, certo? Errado! Lembre-se que estávamos em Portugal, um país que nos legou a rigorosa tradição jurídica do “prende e solta”:
“O rei João I perdoou ao fecundo sotaina e o mandou por em liberdade aos 17 dias de março de 1487 e guardar no Real Arquivo da Torre do Tombo esta sentença e mais papéis que formam o processo.”Idem.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

O Juízo Final vai acabar em pizza

Juízo_Final

Se Deus é infinitamente justo, ele irá punir todos os malfeitores (Eclesiastes 3:17).

Se Deus é infinitamente “misericordioso, clemente e vagaroso em irar-se” (Neemias, 9:17), ele os perdoará a todos.

Será possível ter, ao mesmo tempo, justiça e misericórdia infinitas? #reflita

Eu não sei, mas me parece que isso confirma a velha (e ufanista) crença de que deus é brasileiro.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Pérolas Fundamentalistas III: a Ascenção

porco

E depois de quase dois anos, essa série volta para nos assombrar com exemplos do que a fé é capaz de gerar. Para começo de conversa, uma torrente de ignorância na polêmica sobre a presença de gays no Exército:

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Quando a porca torceu o rabo

porca
Em 1266, em Fontenay-aux-Roses, perto de Paris, um porco que foi condenado por ter comido uma criança foi publicamente queimado por ordem dos monges de Sainte Geneviève. Em 1386, o tribunal de Falaise sentenciou uma porca a ser mutilada na cabeça e nas patas dianteiras e ainda a ser enforcada, por ter desfigurado a face e os braços de uma criança, causando-lhe a morte. Aqui nós temos uma aplicação estrita da lex talionis, o primitivo princípio retributivo de olho por olho e dente por dente. Como que para tornar completa essa justiça travestida, a porca foi vestida com roupas e executada na praça pública, próxima a prefeitura. A execução custou ao estado dez sous e dez deniers(*) além de um par de luvas para o carrasco. O executor recebeu luvas novas de modo a cumprir seu trabalho, ao menos metaforicamente, com as mãos limpas, para indicar que, como ministro da justiça, ele não incorreu em culpa ao derramar sangue. Ele não era um simples matador de porcos, mas um funcionário público, um “mestre de altas obras” (maître des hautes œvres), como era oficialmente nomeado.
— Edward Payson Evans, The Criminal Prosecution and Capital Punishment of Animals [Perseguição Criminal e Punição Capital de Animais], 1906
 (*) Observação monetária: o sou ou sol e o denier eram subdivisões do livre, a moeda da França pré-revolucionária. Um livre era formado por 12 sous e 1 sol equivalia a 12 deniers (ou seja, 1 livre = 144 deniers). Entre outras moedas europeias, esse sistema inspirou a antiga Libra inglesa. É por isso que, até a decimalização da Libra, nos anos 1970, a abreviação de penny era d.

Mas você deve estar se perguntando: Porcos matando crianças e sendo mortos em punição? Como isso é possível?

Simples: o pessoal da Idade Média era mesmo muito descuidado. Os pais deixavam as crianças em berços rasteiros, quase manjedouras mesmo e iam ou pra roça ou pra missa. E os porcos ficavam soltos, não raro até dentro de casa. Aí, quando um suíno confundia a manjedoura de verdade com um berço, o pobre animal era considerado demoníaco, julgado e executado. Enquanto isso, padres e monges eram donos de 1/3 das terras da Europa e viviam a vida que todo mundo pedia a deus. Realmente, era uma sociedade perfeita.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

É dando que se recebe!

Um Católico Romano tinha uma ficha tão longa que decidiu se confessar com o padre para obter uma absolvição. Ele entrou no apartamento do padre e disse: “Padre, eu tenho pecado.”

O padre fê-lo ajoelhar-se diante da cadeira de penitências. O penitente estava olhando à sua volta quando viu o relógio de ouro do padre sobre a mesa, bem a seu alcance. Ele pegou-o e colocou-o no seu paletó. O padre aproximou-se dele e pediu-lhe para contar os crimes que cometera.

“Padre,”, disse o meliante, “eu roubei. O que devo fazer?” “Devolva”, disse o padre, “a coisa que você pegou a seu legítimo dono”. “Fique com ela”, disse o penitente. “Não, eu não vou pegá-la”, disse o padre, “Você deve deixá-la com o dono.” “Mas ele se recusa a recebê-la.” “Se esse é o caso, você pode ficar com ela.”

O padre deu ao homem total absolvição. O penitente levantou-se, beijou-lhe a mão, ouviu sua bênção, fez o sinal da cruz e partiu, com a consciência tranquila e um valioso relógio de ouro no bolso.
 
— Walter Baxendale, Dictionary of Anecdote, Incident, Illustrative Fact [Dicionário de Anedotas, Incidentes e Fatos Ilustrativos], 1888
Se o ladrão arrependido não tivesse , ele provavelmente não cometeria um novo roubo tão cedo. Já se o padre não levasse uma vida tão materialmente confortável (ou tivesse um mínimo de ceticismo), ele jamais seria assaltado.

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