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| Esfera de Ouro (e urna funerária) de Nikola Tesla |
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Profundidade Superficial (ou Superficialidade Profunda)
domingo, 14 de agosto de 2011
O Mistério da Cegueira Homérica
sábado, 12 de março de 2011
Você está dentro da Matrix?
Suponha que houvesse uma máquina de experiências que lhe daria qualquer experiência que você desejasse. Superduper neuropsicólogos poderiam estimular seu cérebro de tal forma que você pensaria e se sentiria escrevendo um grande romance, ou fazendo amigos ou lendo um livro interessante. Durante todo aquele tempo, você estaria flutuando em um tanque, com eletrodos ligados ao seu cérebro. Você deveria se plugar nessa máquina pelo resto da vida, reprogramando constantemente suas experiências? Se você teme perder experiências igualmente desejáveis, nós supomos que as empresas desse ramo pesquisaram exaustivamente a vida de muitos indivíduos [antes de fazer suas ofertas]. Você pode apontar e escolher diante de uma ampla biblioteca ou bufê de tais experiências, selecionando suas experiências para, digamos, seus próximos dois anos de vida. Depois de dois anos você terá de dez minutos a dez horas fora do tanque, para selecionar as experiências para os dois anos seguintes. É claro que, enquanto você está dentro do tanque, você não sabe que está lá. Você vai pensar que está realmente acontecendo. [...] Você se plugaria?— Robert Nozick, Anarchy, State and Utopia [Anarquia, Estado e Utopia], 1974
sexta-feira, 4 de março de 2011
O Papagaio dos Atures
Mas há vários motivos para duvidar dessa história. Quando o naturalista alemão fez seu registro, não havia um alfabeto fonético internacional. Mesmo que os papagaios tenham sido treinados de acordo com os escritos de Humboldt, o “vocabulário” que ele registrou pode não ser muito fiel à suposta língua Ature.
Digo suposta língua por que o papagaio apresentado ao cientista alemão pode ter sido simplesmente um truque, uma forma de chamar a atenção e talvez até de obter dinheiro de forasteiros. Humboldt era um grande cientista, mas como ninguém é perfeito, ele pode ter sido enganado.
sábado, 30 de outubro de 2010
Isso é escolha?
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
O Paradoxo da Etiqueta
domingo, 5 de setembro de 2010
Cadê a maturidade democrática que estava aqui?
domingo, 25 de julho de 2010
Alá é para lá
Decreto fez muçulmanos rezarem virados para lado errado na Indonésia
Ulemás mandaram fiéis rezarem virados para a África por engano. Clérigo afirmou que, apesar do erro geográfico, Alá ouviu orações.A principal entidade islâmica da Indonésia, o Conselho dos Ulemás, anunciou nesta semana que cometeu um erro em março afirmando que a cidade sagrada de Meca estava a oeste do país.Isso levou os fieis da maior nação islâmica do país [sic] a orar durante meses virados para o lado errado -olhando em direção à África, não a Meca.O conselho pediu aos fiéis que mudem de direção em suas preces diárias.Outro clérigo importante disse que os indonésios não precisam ficar preocupados, pois o erro de cálculo não afeta a habilidade de Alá de ouvir as orações.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
O Paradoxo da Chuva de Amanhã
Mas como podemos perceber a mudança da "indefinição" para a "verdade"? Ela é súbita ou gradual? Em que momento a afirmação "vai chover amanhã" começa a ser verdade? Quando a primeira gota cai no solo? E supondo que não chova, quando a afirmação passará a ser falsa? Somente no fim do dia, à meia-noite em ponto? [...] Não sabemos como responder a essas questões. Isso não se deve a nenhuma ignorância em particular ou à estupidez de nossa parte, mas ao fato de que algo dá errado com o modo de uso das palavras "verdade" e "mentira" que são aplicadas aqui.
— F. Waissmann, "Como eu vejo a filosofia", in H.D. Lewis (editor), Contemporary British Philosophy [Filosofia Britânica Contemporânea], 1956.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
quarta-feira, 31 de março de 2010
O Paradoxo do Livro sobre a Mesa
Temos aqui um livro sobre a mesa. Abra-o. Observe a primeira página; meça sua espessura. É, aliás, bastante espessa para uma única folha de papel - meia polegada [pouco mais de 1 cm] de espessura. Agora, vá para a segunda página do livro. Quão espessa é essa segunda folha de papel? Um quarto de polegada. E a terceira página, quão espessa será essa terceira folha de papel? Um oitavo de polegada, etc., ad infinitum. Nós devemos supor não apenas que cada página do livro é seguida por um sucessor imediato com metade de sua espessura, mas também — e isso não é irrelevante — que cada página é separada da página 1 por um número finito de outras páginas. Essas duas condições são logicamente compatíveis; não há contradição verificável em sua afirmação conjunta. Mas ambas implicam, mutuamente, que o livro não tem a última página. Feche o livro. Vire-o de cabeça para baixo, apoiando a primeira capa na mesa. Agora, lentamente, levante a quarta capa do livro, e procure expor à vista a pilha de páginas que há sob a capa. Não há nada para ver. Pois não há nenhuma última página no livro para alcançar nossa vista.
— Patrick Hughes e George Brecht, Vicious Circles and Infinity [Ciclos Viciosos e Infinidade], 1978
Ei, se o livro não tem a última página, como pode ter a penúltima? E a antepenúltima? E também, assim por diante, ad infinitum, não sobraria nenhuma página. Será mesmo um livro ou só uma capa solta?
Talvez o erro deste paradoxo seja assumir que as condições iniciais sempre se repetem ad infinitum. Mesmo assim, é o paradoxo mais contraditório que encontrei até agora.





