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sábado, 1 de outubro de 2011

Patentes patéticas (nº. 27)


Não é de hoje que os fumantes sofrem (e são incompreendidos), sendo levados a restrições de ordem social, como acender seu cigarrinho e relaxar apenas em áreas privadas ou em zonas para fumantes. Preocupado com essa “segregação” dos fumantes, o californiano Walter C. Netschert resolveu fazer algo para resolver o problema.

Já que largar o vício (que vício?) nem sempre é uma ideia agradável, Mr. Netschert criou um meio para acabar com o isolamento de quem fuma. Assim, em 25 de maio de 1988, ele entrou com pedido de patente para um “Chapéu para Fumantes”, descrito como
 

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Confirmado: deus está em baixa

Deus: um declínio
Uma agência de pesquisas americana, a Public Policy Polling cansou-se de fazer sondagens populares sobre os políticos e, durante uma enquete sobre diversas figuras em evidência na mídia, finalmente fez a grande pergunta: “Se Deus existe, você aprova ou desaprova sua atuação?” Realizada entre 15 e 17 de julho, a pesquisa revelou que 52% dos 928 entrevistados aprovam a atuação de Deus. 40% estão indecisos e 8% o desaprovam. A margem de erro é 3,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Alguns aspectos do divino governo também foram pesquisados. Questionados sobre a performance de Deus na criação do Universo, 71% aprovam; 5% desaprovam e 24% não souberam opinar. Entretanto, quanto mais se aproximam do mundo humano, mais cai a aprovação para as ações de Deus: só 56% aprovam o modo como o Todo-Poderoso cuida do reino animal e apenas metade do público aprova a atuação do Criador quanto aos desastres naturais. Infelizmente, porém, não foram feitas perguntas sobre as ações de Deus diante de problemas que afetam diretamente os humanos, como fome, miséria, violência, guerras (inclusive as santas) e segunda-feiras. Sem surpresa, os jovens entre 18 e 29 anos são mais críticos com relação a Deus; os maiores de 65 são os que mais o aprovam.

sábado, 14 de maio de 2011

A indústria ‘brasileira’ está com medinho

Durante sua breve presidência, Fernando Collor declarou que nossos automóveis eram “umas carroças” e, com o objetivo de estimular o desenvolvimento e a queda nos preços, acabou com o protecionismo dado à “nossa” indústria automobilística e abriu as portas para a importação. Duas décadas se passaram. Apesar de alguns avanços — mais estéticos do que mecânicos —, nossos carros continuam defasados. Mesmo assim, as montadoras reclamam dos importados. Entre proteger uma indústria defasada e apoiar a concorrência do Mercosul e a pesquisa e o desenvolvimento, Dilma escolheu proteger os fabricantes estrangeiros de carroças.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Vista Grossa


Não é de hoje que o governo norte-americano faz vista grossa a uma ameaça de ataque em seu próprio território para entrar em uma guerra. Em 7 de janeiro de 1941, exatos 11 meses antes do ataque japonês a Pearl Harbor, o embaixador Joseph Clark, mandou o seguinte telegrama para o Departamento de Estado:

Um membro da Embaixada foi informado por ----- meu colega que em muitos quartéis, inclusive em um japonês, ele ouviu que um massivo ataque-surpresa em Pearl Harbor estaria sendo planejado pelas forças militares japonesas em caso de “problema” entre o Japão e os Estados Unidos. Tal ataque envolveria o uso de todas as instalações militares japonesas.

Washington não fez nada, pois o governo de Franklin Roosevelt sabia que somente um ataque direto convenceria a opinião pública norte-americana a se envolver na II Guerra Mundial. Ironicamente, sessenta anos depois os Republicanos — que faziam oposição a Roosevelt e defendiam a postura isolacionista — usaram do mesmo artifício diante das crescentes ameaças de ataques terroristas islâmicos nos EUA. Em 2001, eram os Republicanos que queriam uma guerra.

Uma guerra errada, como se viu (duas, na verdade). Bin Laden pode ter sido extremamente estúpido em abandonar a vida de playboy de petrodólares por um fundamentalismo religioso odiento. Mas ele não se tornou um simples guerrilheiro; foi um gênio por se esconder no Paquistão. Por outra ironia do destino, os militares americanos caíram na própria armadilha que criaram na Guerra Fria. Eles jamais ousaram atacar o Paquistão, por que ainda acreditavam em um antigo aliado na luta contra o comunismo seria confiável. Ainda mais um aliado com um arsenal nuclear. Assim, se Washington tivesse lutado pelo desmantelamento completo do arsenal nuclear em todo o mundo — Israel inclusive — nos anos 90, pegar o terrorista número 1 teria sido bem mais fácil (e barato, pois dez anos de uma guerra infrutífera ajudaram e muito a botar a economia americana de joelhos).

Ficou bem claro agora que os Estados Unidos desmantelaram o sistema errado quando Moscou caiu. A CIA pós-soviética já não era a mesma: acomodou-se com a suposta postura de única superpotência e abriu mão de infiltrados e clássicas estratégias de espionagem em favor de equipamento high tech. Quando os alertas sobre o 11 de setembro surgiram já era tarde e, como se viu, foram ignorados por uma mistura estúpida de conservadorismo político-econômico e fundamentalismo religioso.

domingo, 17 de abril de 2011

50 Anos-Lesma

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A ausência do homem no espaço é sinal de que desperdiçamos uma chance enorme de evoluir. Garantir a autodestruição é sempre mais fácil, seguro e barato do que adaptar-se aos novos tempos.
Há meio século, Yuri Gagarin foi o primeiro a chegar aonde nenhum homem jamais estivera — o Espaço Sideral. Parecia ser o início de uma nova era, há muito imaginada pelos autores de ficção científica. Essa seria a nova Era das Grandes Navegações, que agora se desenrolariam no vasto profundo Oceano Cósmico. Mas ao contrário do louvor camoniano, “se mais espaço houvera, lá não chegara.”

Pois cinquenta anos depois do primeiro homem no espaço, colônias de férias na Lua, cidades em Marte e mineradores no Cinturão de Asteróides ainda são fantasias distantes da realidade. Viagens espaciais são hoje algo tão excepcional que ainda nos lembramos do nome do primeiro viajante (compare com as viagens de trem, por exemplo. Alguém ainda se lembra do primeiro passageiro?)

sábado, 12 de março de 2011

Você está dentro da Matrix?

matrix tanque

Embora se diga muitas vezes que Matrix é apenas uma releitura high-tech de um antigo pensamento de Platão — o mito da caverna —, a inspiração pode ter sido bem mais recente. Nos anos 70 do século passado, o filósofo libertário Robert Nozick (1938-2002) propôs uma “máquina de experiências”:
Suponha que houvesse uma máquina de experiências que lhe daria qualquer experiência que você desejasse. Superduper neuropsicólogos poderiam estimular seu cérebro de tal forma que você pensaria e se sentiria escrevendo um grande romance, ou fazendo amigos ou lendo um livro interessante. Durante todo aquele tempo, você estaria flutuando em um tanque, com eletrodos ligados ao seu cérebro. Você deveria se plugar nessa máquina pelo resto da vida, reprogramando constantemente suas experiências? Se você teme perder experiências igualmente desejáveis, nós supomos que as empresas desse ramo pesquisaram exaustivamente a vida de muitos indivíduos [antes de fazer suas ofertas]. Você pode apontar e escolher diante de uma ampla biblioteca ou bufê de tais experiências, selecionando suas experiências para, digamos, seus próximos dois anos de vida. Depois de dois anos você terá de dez minutos a dez horas fora do tanque, para selecionar as experiências para os dois anos seguintes. É claro que, enquanto você está dentro do tanque, você não sabe que está lá. Você vai pensar que está realmente acontecendo. [...] Você se plugaria?
— Robert Nozick, Anarchy, State and Utopia [Anarquia, Estado e Utopia], 1974
É incrivelmente semelhante ao filme e talvez até mais assustador, já que sugere, implicitamente, que você pagaria para entrar na máquina e ter suas experiências. Quando Matrix chegou às telonas, surgiram questionamentos bastante fortes contra a recém-criada “realidade virtual”. Havia temores de controle mental do tipo sugerido por Nozick e de que isso arruinaria completamente nossa liberdade, anulando nosso poder de escolha.

Mas me parece que esse tipo de máquina de experiências não precisa ser necessariamente uma tecnologia super-avançada. Na verdade, talvez não precise ser nem uma máquina. A própria vida é bastante parecida: você vive fazendo escolhas e depois passa a se questionar se não está perdendo outras experiências ou oportunidades igualmente interessantes. Então você sempre acaba caindo sob controle de suas relações sociais (primeiro são os seus pais e os seus parentes; depois vêm os seus amigos e os seus amores), as quais te convencem de que você deve fazer algo por que outros já o fazem ou fizeram. Em última instância, você não escolhe nada sozinho, embora goste de acreditar nisso.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Sr. 1069

O que é um nome? Ou, o que pode ser um nome? Em 1976, o cozinheiro Michael Herbert Dengler entrou na justiça de Dakota do Norte para mudar de nome. Até aí tudo normal: mudar de nome até que é fácil nos Estados Unidos (basta cumprir certas exigências, como ter bons antecedentes, morar no Estado por certo tempo, apresentar uma justificativa e um novo nome). 

O porém é que Dengler queria ser chamado de 1069. Além de dizer que havia sido adotado, ele alegava que cada dígito refletia um aspecto de sua personalidade, em uma numerologia bastante idiossincrática. Segundo o cozinheiro, 6, por exemplo, representava a relação com o universo em minha compreensão de minha ocupação espacial através desta vida. Como se vê, não faz muito sentido. Mas Michael Dengler insitiu: a única maneira que essa identidade pode ser expressada é 1069.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Os Vermes de Lawrence

Você se lembra do filme O Óleo de Lorenzo, onde os pais, desesperados, começam a estudar e a pesquisar sozinhos uma cura para o filho? O filme era baseado em fatos reais, mas às vezes até a vida gosta de fazer um remake. E assim como em um remake, o final da história pode ser ao mesmo tempo surpreendente e repetitivo.

Conforme relatam em detalhes um artigo da The Scientist e Alyson Muotri em sua coluna no G1, em 2007 os pais de Lawrence, de 13 anos, resolveram procurar um tratamento mais efetivo para o autismo do garoto nova-iorquino. Diagnosticado aos dois anos, o menino tem um quadro grave de autismo. Ele mordia os poucos colegas que tinha e demonstrava muita ansiedade e agitação. Também havia episódios de autoagressividade: ele batia a própria cabeça na parede.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

A Física está "amolecendo"?

claude-levi-strauss_einstein
Einstein e Lévi-Strauss: quem teve mais espírito científico?

John Horgan levantou uma intrigante questão epistemológica no site da Scientific American: A Física teórica está se tornando uma ciência mais soft que a Antropologia?

Tradicionalmente há uma clara oposição entre as Ciências Exatas e as Humanas. Na ficção científica, as Exatas são chamadas de hard science enquanto as Humanas são a soft science. Mas como não há verdades absolutas na ciência, até essa oposição clássica começa a mudar — a se confundir, na verdade.

sábado, 9 de outubro de 2010

Blasfêmias?

Convenção do PCC e Concílio Católico (abaixo):
semelhanças vão além dos cerimoniais...
...Ambas as instituições se consideram
poderosas, mas adoram se vitimizar ao menor sinal de oposição.

Esta semana foi marcada por assim chamadas "blasfêmias" cometidas pela Comissão do Prêmio Nobel. Na segunda, a Igreja Católica — que tanto diz defender a vida — protestou contra a indicação de Robert Edwards, criador do método de fertilização in-vitro para o Nobel de Medicina/Fisiologia. Em seguida, foi o governo chinês, outra organização obscura, retrógrada (e revelando seu lado religioso) protestou — dessa vez contra a premiação do dissidente pró-democracia, Liu Xiaobo com o Nobel da Paz.

sábado, 18 de setembro de 2010

Arte Crítica e os Críticos de Arte

Será que um artista pode fundar uma escola de arte mesmo sem querer? Em 1924, irritado com a falta de discernimento dos críticos de arte diante de todo aquele hype modernista, o escritor e jornalista norte-americano Paul Jordan-Smith (1885-1971) convenceu-se de que "os críticos louvariam qualquer coisa ininteligível."

Para provar que estava certo, ele criou o que poderia ser chamado de uma meta-obra-de-arte-crítica. Paul, que jamais havia pintado na vida, pegou umas tintas velhas, uma brocha, uma tela com defeito e, "em poucos minutos espalhei os traços crus de uma selvagem assimétrica segurando o que deveria ser uma estrela-do-mar, mas que saiu como uma casca de banana." Depois, ele mudou seu penteado, apresentou-se como Pavel Jerdanowitch e mostrou a obra "Exaltation" a um grupo de artistas de Nova York. Pavel dizia fazer parte de uma nova escola, chamada Dessombracionismo.

"Exaltation" (1924): Estrela-do-mar FAIL é hype WIN.

Os críticos adoraram o estilo de Jerdanowitch e acabaram fazendo o que Jordan-Smith menos queria: criaram um hype em cima dele.  O pintor polonês (ou checo? ninguém nem se importou em saber quem era o cara) foi considerado um visionário e o dessombracionismo era uma revolução.

"Jerdanowitch", ou melhor, Jordan-Smith, expôs a pintura na galeria do Waldorf Astoria. Durante os dois anos seguintes, ele apareceu com pinturas cada vez mais fora do comum, exibidas em Chicago, Boston e Buffalo (a cidade, não o animal), comentadas e elogiadas até nos jornais de arte de Paris:
Um explorador de espírito inquieto, ele [Jerdanowitch] não se contenta com os caminhos pisados. Ele fez alguns belos retratos, depois alguns trabalhos muito estranhos, simbólicos e originais: Exaltation, Illumination, Admiration. Suas composições bastante pessoais, onde o artista representa coisas pela simbolização de sentimentos de seu próprio ponto de vista, o que o põe entre os melhores artistas do avant-garde com uma fórmula que exclui qualquer banalidade.

— L'Art Contemporain: Livre d'Or [A Arte Contemporânea: O Livro de Ouro] (Éditions De La Revue du Vrai et du Beau, Paris, 1927), pp 85-86

Ele acabou confessando a verdade em uma entrevista para o Los Angeles Times em 1927. E parece que o autor estava certo em sua crítica aos críticos. Mesmo depois de revelar a identidade de Jerdanowtch, Paul Jordan-Smith disse que "a maioria dos críticos da América insistia que, como eu já era um escritor e tinha noção de organização, eu tinha uma habilidade artística, mas era ou ignorante ou arrogante demais para admitir". Depois de enganados, os críticos é que foram ignorantes e arrogantes demais para admitir.
_____________________________
Em tempo: desde 2006, o Dessombracionismo (ou seria neodissombracionismo?) voltou às telas de pintura em um concurso anual que leva o nome de Pavel Jerdanowitch, mas homenageia Paul Jordan-Smith. Ele deve estar se revirando no túmulo com uma homenagem tão hype.

domingo, 12 de setembro de 2010

O Paradoxo da Chantagem

Chantagem emocional com as memória da sua infância

Todo mundo sabe que chantagem é crime — legalmente, a chantagem é chamada de extorsão indireta. De acordo com o Código Penal:
     Extorsão indireta
    Art. 160 – Exigir ou receber, como garantia de dívida, abusando da situação de alguém, documento que pode dar causa a procedimento criminal contra a vítima ou contra terceiro:
    Pena – reclusão, de um a três anos, e multa.
Mas pense no seguinte: a chantagem pode ser decomposta em dois atos totalmente legais.

  1. Falar mal dos outros não é ilegal. Nada impede que eu revele, por exemplo, a sua infidelidade conjugal diante de outras pessoas. “Sim, você mesmo, seu safadinho…” Isso, aliás, pode não passar de uma simples fofoca. Se eu não tiver provas, aí sim, poderia ser uma difamação — que é crime; e
  2. Pedir dinheiro em troca de algo, seja um produto ou serviço. Isso também não constitui crime. Pelo contrário, pedir dinheiro em troca de algo se chama comércio. Agora, e quanto a pedir dinheiro em troca de silêncio? “…mas se você me der 10.000 euros eu não conto nada para o seu amor.” Manter um segredo pode ser um serviço, que, por sua vez, pode ser livremente vendido. E comprado, se você aceitar.
Então a pergunta que fica é: por que a chantagem é crime?

domingo, 5 de setembro de 2010

Cadê a maturidade democrática que estava aqui?


Esquecendo-se de que a Guerra Fria já acabou e tentando mostrar que há disputa política numa eleição marcada pelo continuísmo, PT e PSDB agem de forma imatura e apelam para o jogo da arapongagem mútua.

domingo, 15 de agosto de 2010

Uma mesquita não resolve nada

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Quase dez anos depois o solo que sustentava as Torres Gêmeas em Nova York continua deserto. O Marco Zero continua sendo um pólo atrativo para turistas e polemistas. Nada foi levantado lá até hoje por uma razão simples: não há consenso sobre o que construir no lugar do WTC. E as controvérsias e teorias conspiratórias que surgiram desde então voltam à tona com a proposta de construir uma mesquita perto dali — e a aprovação dada pelo presidente Obama.

sábado, 31 de julho de 2010

Perde-se a vida, mas não se perde a piada

Nos Estados Unidos, ainda persiste a pena de morte — pelo menos em alguns Estados. Os métodos mudaram ao longo do tempo — forca, fuzilamento, cadeira elétrica, injeção letal — sempre no sentido de "minimizar" o sofrimento do condenado. Ou não.

Mas os condenados, mesmo os piores deles, são seres humanos. E na hora final alguns apresentam um senso de humor incrível, revelado em suas últimas palavras:

  • George Appel (?-1928), condenado à cadeira elétrica por matar um policial em Nova York: "Bem, pessoal, logo vocês vão ver um Appel cozido". Appel aproveitou-se da semelhança fonética entre seu sobrenome e Apple [maçã] para fazer um trocadilho.
  • James W. Rodgers (?-1960) bancou o espertinho quando lhe perguntaram qual seu último desejo antes de ser fuzilado: "Por que? Sim... um colete à prova de balas.". Infelizmente, o último desejo de Rodgers não foi atendido.
  • Frederick Wood (?-1963) deu uma de Appel: "Senhores, vocês estão prestes a ver os efeitos de eletricidade sobre Wood [madeira]"
  • James French (1936?-1966) dirigiu-se aos jornalistas em seus últimos momentos: "Eu tenho uma manchete terrível para vocês nesta manhã: 'French Fries'". French¹ frito ou Batatas fritas? Aqui a gente faz do seu jeito!
  • Jimmy Glass² (1962?-1987) estava mais preocupado: "Eu podia estar pescando". Porra, Glass! Você poderia ter dito "Glass will blow up" [Glass/vidro vai estourar].

Ah, e em 1856, o assassino inglês William Palmer hesitou ao subir no patíbulo e saiu da vida com uma ironia involuntária: "Tem certeza que isso é seguro?"
________________________________
¹ French realmente queria aparecer. Ele já estava em prisão perpétua quando matou um companheiro de cela. Há quem diga que ele queria se matar, mas como não tinha coragem, matou para ser morto pelo Estado. Ou talvez para fazer o trocadilho infame mais caro da história. 

² Glass foi condenado por assassinar um casal após fugir de uma prisão da Louisiana em 1982. Depois de ser condenado à cadeira elétrica, ele ainda tentou recorrer, alegando que a eletrocussão seria inconstitucional por ser uma punição cruel. A Suprema Corte decidiu, por 5 votos a 4, que o método era constitucionalmente válido. Jimmy foi executado após o Governador da Louisiana negar a comutação de pena.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

O Paredão do ‘The Times’ funciona

times on
Capa do Times On-Line: jeitão de jornal impresso com links. Vamos clicar para ver se funciona...

No começo deste mês o Times, jornal mais importante de Londres, decidiu que a internet já estava bastante grandinha e que já era hora de começar a cobrar por conteúdos on-line. Para isso, o principal diário londrino decidiu levantar um verdadeiro paredão virtual — o Times+. Poucas semanas se passaram e os resultados já apareceram. O paredão funcionou, mas teve efeito contrário ao que qualquer empresa esperaria.

Durante os primeiros dias, o Times+ foi oferecido em um sistema de free trial (experimente grátis) com 30 dias de duração. Para isso, bastava criar uma conta no Times+. Agora, quando a amostra grátis está acabando, apenas 1,2% dos assinantes on-line continua disposto a pagar para ler notícias na web. Ou, se você preferir, 98,8% dos web-leitores desistiram ou recusaram esse duvidoso privilégio — por que afinal se deram conta de que já pagam pelo acesso à internet ou que a versão on-line não tem muito mais a oferecer. Em muitos casos, tem até menos.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

domingo, 25 de abril de 2010

Expurgo à moda lulista


É tradicional na esquerda brasileira a desunião e o desentendimento mútuo entre os diversos partidos vermelhos no plano interno. Na política externa, porém, não parece muito difícil apoiar os camaradas, por mais controversos e ultrapassados que eles sejam. O socialismo lulista não é diferente. O verdadeiro expurgo de Ciro Gomes em favor de uma candidata inexpressiva — Dilma Rousseff  — repete os mesmos erros de Stalin e JK. É um gesto emblemático da personalidade contraditória do presidente-operário.

domingo, 21 de março de 2010

A morte de Glauco e a hipocrisia narcótico-religiosa

O assassinato do cartunista Glauco Vilas Boas e de seu filho, Raoni, no último dia 12 chocou o país. Mas pouca gente parece preocupada com o fato de que a morte de Glauco é mais uma de uma série histórica de assassinatos em nome de deus.  Carlos Eduardo Sundfeld Nunes (Cadu), o assassino, era um fanático toxicômano que se considerava Jesus Cristo e queria provar sua cristandade para a mãe. Ainda que o homicida possa ter cometido o crime sobre efeito de drogas — talvez até a ayahuasca do Santo Daime — isso não tira a religião da história. E a mistura de religião com drogas legais e ilegais é polêmica, mas a religião, mesmo quando usa drogas, é sempre protegida.

sábado, 6 de março de 2010

O que veio "antes" do Big Bang? — Uma nova teoria

Neil Turok, da Universidade de Cambridge e Paul Steihardt, diretor do Centro de Ciência Teórica da Universidade de Princeton dizem que têm a resposta. Os dois são defensores da teoria das cordas, segundo a qual existem diversos universos paralelos e múltiplas dimensões.

Os dois professores acreditam que o cosmos em que vivemos foi na verdade criado por uma colisão cíclica de dois outros universos — que eles definem como branas tridimensionais dotadas de tempo. Uma brana é algo mais ou menos parecido com um lençol estendido. Os dois outros universos atraíram-se mutuamente por causa da gravidade que "vazou" de um deles. O ciclo de encontro entre esses universos paralelos seria de trilhões de anos, muito mais tempo que o decorrido desde o Big Bang (que seria apenas o mais recente dentre muitos que ocorreram anteriormente). 

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