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domingo, 15 de maio de 2011

Sex and the Vatican

Denúncia de pedofilia: você está fazendo isso errado


O papa pode não ser mais italiano há um bom tempo, mas mesmo assim, parece que o Vaticano acha que suas fronteiras vão além dos muros que o separam de Roma. Em meio aos escândalos político-sexuais de seu primeiro-ministro fanfarrão, a Itália está calada. Vergonhosamente, também está calada com o lançamento do livro Sex and the Vatican, do jornalista Carmelo Abbate. Não que se esperassem louvores à obra que devassa a vida dupla que padres, freiras, monges e bispos italianos levam. Surpreendentemente, também não houve críticas generalizadas. Nem um escândalo sequer.

sábado, 14 de maio de 2011

A indústria ‘brasileira’ está com medinho

Durante sua breve presidência, Fernando Collor declarou que nossos automóveis eram “umas carroças” e, com o objetivo de estimular o desenvolvimento e a queda nos preços, acabou com o protecionismo dado à “nossa” indústria automobilística e abriu as portas para a importação. Duas décadas se passaram. Apesar de alguns avanços — mais estéticos do que mecânicos —, nossos carros continuam defasados. Mesmo assim, as montadoras reclamam dos importados. Entre proteger uma indústria defasada e apoiar a concorrência do Mercosul e a pesquisa e o desenvolvimento, Dilma escolheu proteger os fabricantes estrangeiros de carroças.

domingo, 17 de abril de 2011

50 Anos-Lesma

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A ausência do homem no espaço é sinal de que desperdiçamos uma chance enorme de evoluir. Garantir a autodestruição é sempre mais fácil, seguro e barato do que adaptar-se aos novos tempos.
Há meio século, Yuri Gagarin foi o primeiro a chegar aonde nenhum homem jamais estivera — o Espaço Sideral. Parecia ser o início de uma nova era, há muito imaginada pelos autores de ficção científica. Essa seria a nova Era das Grandes Navegações, que agora se desenrolariam no vasto profundo Oceano Cósmico. Mas ao contrário do louvor camoniano, “se mais espaço houvera, lá não chegara.”

Pois cinquenta anos depois do primeiro homem no espaço, colônias de férias na Lua, cidades em Marte e mineradores no Cinturão de Asteróides ainda são fantasias distantes da realidade. Viagens espaciais são hoje algo tão excepcional que ainda nos lembramos do nome do primeiro viajante (compare com as viagens de trem, por exemplo. Alguém ainda se lembra do primeiro passageiro?)

domingo, 23 de janeiro de 2011

“Comer, comer, comer, comer…”

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Eu simplesmente não entendo os gourmands (ou gourmets ou foodies), esses gulosos sujeitos que gastam fortunas só para comer (e, como se não houvesse fome e pobreza no mundo, ainda sentem prazer nisso). Para eles, quanto mais caro e exótico, melhor. Hoje em dia há glutões tão doentios não se contentam em esbanjar para comer: eles também fotografam tudo o que comem e, depois de fazer uma ou outra crítica, chegam até a postar essas fotos em redes sociais. Ou então acaba ficando com saudades de determinado prato, que era tão caro que ele só pôde comer uma vez na vida. Mas se você acha que a vida de um gourmand é apenas luxo, gordura e glamour (ou glacê), eis uma história bem mais realista:
Um gentleman de Gloucester tinha um filho e mandou-o para o estrangeiro, para fazer o fazer o grand tour no Continente. Lá ele [o filho] prestou mais atenção à culinária das nações e a um modo de vida luxurioso do que qualquer outra coisa. Antes de seu retorno, seu pai morreu, deixando-lhe uma grande fortuna. Ele [o herdeiro] passou então a procurar entre suas anotações para descobrir onde os mais exóticos pratos e os melhores cozinheiros poderiam ser obtidos. Todos os empregados em sua casa eram cozinheiros — seu mordomo, seu lacaio, seu governante, seu cocheiro e os tratadores, todos eram cozinheiros. Ele também tinha três cozinheiros italianos — um de Florença, outro de Siena e o terceiro, de Viterbo — para preparar um prato florentino. Ele era conhecido por comer um único jantar ao custo de £50, embora raramente houvesse mais de dois pratos à mesa. Nove anos depois, ele começou a empobrecer, o que o deixou melancólico. Quando estava totalmente arruinado, após desperdiçar £150.000, um amigo lhe deu um guinéu [antiga moeda de ouro, equivalente 1 libra] para evitar-lhe a fome. No dia seguinte, ele foi encontrado em um sótão, broiling an ortolan [“grelhando uma sombra-brava”, um pequeno pássaro francês, então parte da cozinha do interior da França].
Tit-Bits from All the Most Interesting Books, Periodicals and Newspapers in the World [Petiscos dos Mais Interessantes Livros, Periódicos e Jornais do Mundo], 22 de outubro de 1881
Moral da História: não importa quão pobre um gourmand acabe ficando após literalmente devorar uma fortuna. Mesmo que ele fique deprimido e maltrapilho, ele sempre vai se recusar a comer algo tão banal quanto pão e água.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

A Física está "amolecendo"?

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Einstein e Lévi-Strauss: quem teve mais espírito científico?

John Horgan levantou uma intrigante questão epistemológica no site da Scientific American: A Física teórica está se tornando uma ciência mais soft que a Antropologia?

Tradicionalmente há uma clara oposição entre as Ciências Exatas e as Humanas. Na ficção científica, as Exatas são chamadas de hard science enquanto as Humanas são a soft science. Mas como não há verdades absolutas na ciência, até essa oposição clássica começa a mudar — a se confundir, na verdade.

sábado, 30 de outubro de 2010

Isso é escolha?

Nunca antes na história deste país tivemos uma eleição tão baixa. Ambos os lados acusam-se mutuamente, culpando um ao outro pela baixaria. Parecem incapazes de raciocinar e perceber que isso é que é baixaria. Muito se tem escrito, dentro e até fora do país, sobre o amadurecimento da democracia brasileira. Eu já disse antes do primeiro turno que discordo disso. A voracidade e a pseudo-polarização desta campanha demonstram justamente o contrário. Pois a oposição nunca soube se comportar como tal e o governo nunca deixou de ser politicamente violento, mesmo diante de uma oposição dúbia.

Quando PT e PSDB tiveram que assumir os papéis que lhes cabiam nesse pleito, ambos exageraram na dose, como um ator que não é capaz de mergulhar no personagem. Petistas e tucanos só fizeram mímicas e agiram literalmente como palhaços.

De um lado, volta o discurso da “herança maldita”, da História ignorada e reescrita a cada discurso: “Nunca antes na história deste país...”; que fala dos milhões que tirou da pobreza, mas nada diz sobre os milhões desviados para acabar com a própria pobreza e ainda comprar apoio — tudo em nome da “governabilidade”, coisa que nem os militares inventaram. De outro, uma oposição sempre indecisa e dividida, que ora tenta colar sua imagem na de Lulla, ora parte para o ataque que nunca fez à corrupção institucionalizada desde 2005; que cometeu erros políticos claros ao se fechar em si mesma e ao conduzir um duvidoso processo de escolha dos candidatos à presidência e, principalmente, à vice-presidência.

No meio de tudo isso, surge do nada a questão do aborto, tratada da mesma forma que as demais pelos dois candidatos (que de cândidos não têm nada). Em vez de assumir suas verdadeiras posturas — ambos foram, em diferentes momentos e em maior ou menor grau, favoráveis ao aborto do ponto de vista da saúde pública — e apresentar seus verdadeiros programas de governo, Serra e Dilma passaram a se acusar mutuamente e a correr atrás das bênçãos (e dos votos) de bispos evangélicos e/ou católicos. E quando até o papa se mete na marmelada, eles dizem cinicamente que cada um pensa o que quer, que os bispos não podem se meter na política por que o Brasil é um Estado laico...

Serra e Dilma são tão iguais que precisam insuflar a velha militância violenta e intolerante para se diferenciar. Felizmente, a artilharia não passou de rolos de fita adesiva e balões de água. Mas não seria difícil armar uma guerra civil num país que tem MST, tráfico-Estado e milícias para-militares. Se eles compram até parlamentares, como é que não podem comprar esses criminosos?

Novamente, a democracia brasileira não está amadurecida; está em plena adolescência traumática, ameaçada pelos hormônios do radicalismo e da ignorância política (e até religiosa). Os dois presidenciáveis querem apenas gerenciar por que acham difícil ser estadista e se colocar acima dos próprios partidos e ouvir críticas da oposição. Seja Serra ou Dilma, teremos um Lulla III. Isso é escolha?

sábado, 9 de outubro de 2010

Blasfêmias?

Convenção do PCC e Concílio Católico (abaixo):
semelhanças vão além dos cerimoniais...
...Ambas as instituições se consideram
poderosas, mas adoram se vitimizar ao menor sinal de oposição.

Esta semana foi marcada por assim chamadas "blasfêmias" cometidas pela Comissão do Prêmio Nobel. Na segunda, a Igreja Católica — que tanto diz defender a vida — protestou contra a indicação de Robert Edwards, criador do método de fertilização in-vitro para o Nobel de Medicina/Fisiologia. Em seguida, foi o governo chinês, outra organização obscura, retrógrada (e revelando seu lado religioso) protestou — dessa vez contra a premiação do dissidente pró-democracia, Liu Xiaobo com o Nobel da Paz.

domingo, 5 de setembro de 2010

Cadê a maturidade democrática que estava aqui?


Esquecendo-se de que a Guerra Fria já acabou e tentando mostrar que há disputa política numa eleição marcada pelo continuísmo, PT e PSDB agem de forma imatura e apelam para o jogo da arapongagem mútua.

domingo, 15 de agosto de 2010

Uma mesquita não resolve nada

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Quase dez anos depois o solo que sustentava as Torres Gêmeas em Nova York continua deserto. O Marco Zero continua sendo um pólo atrativo para turistas e polemistas. Nada foi levantado lá até hoje por uma razão simples: não há consenso sobre o que construir no lugar do WTC. E as controvérsias e teorias conspiratórias que surgiram desde então voltam à tona com a proposta de construir uma mesquita perto dali — e a aprovação dada pelo presidente Obama.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Em memória do videocassete

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O artigo que segue é a tradução de um excelente texto publicado no Retrothing que mostra como a morte do videocassete — algo tão desejado pelas redes de TV e distribuidoras de cinema — acabou levando à queda de audiência generalizada e ao declínio do poder (mas não da arrogância) das grandes empresas de mídia. 

domingo, 25 de abril de 2010

Expurgo à moda lulista


É tradicional na esquerda brasileira a desunião e o desentendimento mútuo entre os diversos partidos vermelhos no plano interno. Na política externa, porém, não parece muito difícil apoiar os camaradas, por mais controversos e ultrapassados que eles sejam. O socialismo lulista não é diferente. O verdadeiro expurgo de Ciro Gomes em favor de uma candidata inexpressiva — Dilma Rousseff  — repete os mesmos erros de Stalin e JK. É um gesto emblemático da personalidade contraditória do presidente-operário.

domingo, 21 de março de 2010

A morte de Glauco e a hipocrisia narcótico-religiosa

O assassinato do cartunista Glauco Vilas Boas e de seu filho, Raoni, no último dia 12 chocou o país. Mas pouca gente parece preocupada com o fato de que a morte de Glauco é mais uma de uma série histórica de assassinatos em nome de deus.  Carlos Eduardo Sundfeld Nunes (Cadu), o assassino, era um fanático toxicômano que se considerava Jesus Cristo e queria provar sua cristandade para a mãe. Ainda que o homicida possa ter cometido o crime sobre efeito de drogas — talvez até a ayahuasca do Santo Daime — isso não tira a religião da história. E a mistura de religião com drogas legais e ilegais é polêmica, mas a religião, mesmo quando usa drogas, é sempre protegida.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

A Indústria Fonográfica e suas ameaças

Perseguida no século passado por músicos profissionais que se sentiam ameaçados, agora é a indústria fonográfica que se considera ameaçada e usa as mesmas estratégias que foram usadas contra ela. O resultado vai ser o mesmo: nenhum.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

O iPad e a Caretice de Steve Jobs

book of jobsE eis que surge agora esse tal de iPad, que não passa de um iPhone enorme e que mais parece uma versão especial do telefone para gente idosa e portadores de hipermetropia grave — será que o Steve Jobs, o mago do design elegante, está ficando gagá?

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Socialismo do Século XXI?

Hugo Chávez continua a fazer suas trapalhadas no governo da Venezuela. E tudo que ele consegue fazer é demonstrar que o seu Socialismo do Século XXI é só uma reprise dos piores episódios das políticas latino-americana e  mundial do século passado.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Que feio, HADOPI!

No dia 12 do corrente, em Paris, o ministro da Comunicação e Culrura francês, Ftédéric Mitterrand (pra quem já desconfiou, ele é um genérico sobrinho do ex-presidente François Mitterrand) revelou o logo da HADOPI, entidade nazista francesa que defende os direitos autorais:

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Os ateus e o natal



Afinal, os ateus participam do natal? Comemoram? O que é o natal para um ateu?

OBS: Antes de responder, porém, quero deixar claro aos não-ateus que as respostas apresentadas aqui são pessoais, pois, para quem não sabe, não há uma doutrina ateísta, com respostas padronizadas para tudo.  Tampouco há uma autoridade ateísta, cujas palavras viram lei. Aliás, essas são coisas que os ateus detestam.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Erro 691

Apesar do feriadão, eu sumi misteriosamente. Bem, nem tanto. Eu não fui abduzido por incas venusianos nem fulminado por deuses irados. Como já podem notar pelo título, a culpa não foi minha, mas dessa coisa vaga e sempre (in)definida como "sistema".

Minha internet (by Speedy/Telefonica) simplesmente me deixou na mão, dando-me como justificativa um irritante e incontornável erro 691 — o não reconhecimento da combinação usuário-senha (que estava correto) ou um protocolo irreconhecível enviado pelo provedor. Uma definição tão vaga quanto a solução que me seria dada. Após três longas chamadas para o serviço de atendimento ao cliente, o famigerado SAC, que me encheu o saco por horas e horas e parece não ter se adaptado às novas exigências legais sobre o atendimento ao consumidor. Foram três chamadas por que duas caíram logo após eu conseguir os tais "números de protocolo" que não me ajudaram em nada e sequer foram registrados pelos "sistemas" da Telefonica. Na terceira chamada, após uma eternidade de 40 minutos, disseram-me que o problema estava no modem (fornecido por quem mesmo? ah, pela Telefonica!) e que um técnico seria enviado em até 72 horas (esse prazo ainda não se esgotou, mas o problema e a enrolação do provedor se arrastam desde a manhã de sexta).

Na hora de cobrar, porém, a Telefonica apresenta uma eficiência e uma fome incríveis: R$ 99,90 (sem qualquer opção de mudança de data de vencimento!) e o que eu recebo em troca é um atendimento miserável e antiprofissional - para não dizer ilegal. Isso sem falar que o Speedy é o único serviço de banda — ou seria bunda — larga do país que já passou por um apagão!

Evidentemente, já tentei contratar um serviço mais barato, mas por incrível que pareça, a maior companhia telefonica do Estado de São Paulo — a única, num monopólio vergonhoso — não parece ser capaz de manter a qualidade de suas próprias linhas telefônicas, por que a ligação para o SAC sempre cai.

A Telefonica, enfim, só está "em ação" na mente imaginativa e nas imagens ilusórias criadas pelos grandes marqueteiros desse país. Afinal, é muito mais fácil investir em publicidade barata do que em grandes mudanças de infra-estrutura e aprimoramento humano.

[Update (05/11): o problema foi resolvido após a visita de um técnico. Mas o prazo previsto, de 72 horas, não foi respeitado]

domingo, 27 de setembro de 2009

Geração Noé

A atual geração de jovens, formada principalmente pelos nascidos nas décadas de 1980 e 1990 vai ter um papel fundamental e importantíssimo no futuro e na História da Humanidade. Alguém poderia dizer que toda geração jovem pensa em mudar o mundo. Mas, no caso da atual geração, se isso não acontecer, a Humanidade como um todo correrá sérios riscos. Eis por que ela devia ser chamada de Geração Noé.

Não é apenas pela mudança climática. A Humanidade passa por um período crítico que vem se acumulando já há alguns séculos, desde o surgimento da industrialização e do pensamento racionalista-materialista. Ocorre que passamos milênios seguindo basicamente um modelo de sociedade patriarcal, agrário, nacionalista, provinciano, religioso e moralista.

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