Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador mistério. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mistério. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

O Incidente de Kersey

Kersey em 1957. Aquarela de Jack Merriot.
Pensando bem, aquele silêncio era mesmo uma coisa muito estranha: os sinos das igrejas pararam de tocar e até os patos se calaram e ficaram quietos no pequeno riacho no começo da rua principal enquanto o trio de cadetes navais se aproximava do vilarejo. Mais tarde, segundo a recordação dos garotos, até o canto outonal de um pássaro de desvaneceu à medida que eles se aproximavam das primeiras casas. Nenhuma folha se movia nas árvores que, aliás, pareciam não ter sombras. Até mesmo o vento parecia ter deixado de existir.

A rua em si estava bem deserta. Isso não seria surpresa numa manhã de domingo de 1957, ainda mais no coração rural da Inglaterra. No entanto, mesmo os mais remotos vilarejos britânicos já mostravam então sinais de modernidade — carros estacionados nas calçadas, linhas telefônicas suspensas ao lado das ruas e antenas espalhadas pelos tetos. Mas não havia nada disso naquela vila. De fato, todas as casas daquela rua pareciam antiquíssimas: eram grosseiras, com estruturas de madeira, e “quase medievais em aparência”, pensava um dos garotos.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Viva voz

Um [certo] Mr. Smith foi atacado à noite, há cerca de duas semanas, nas vizinhanças de Hexam, por três homens. Eles o arrancaram de seu cavalo e lançaram-no, com a face virada para baixo, contra o chão. Não foi feita qualquer tentativa de roubá-lo e nem se pronunciou uma sílaba. Mr. Smith também manteve-se calado até sentir os dentes de uma faca entrando na carne de sua nuca, ao que ele exclamou: “O que estão fazendo comigo?” Ao ouvir sua voz, um dos homens observou: “Esse não é ele!” Imediatamente, todos os três partiram. Esses bárbaros obviamente estavam à espera de alguém que seria objeto de vingança e que eles queriam destruir através do instrumento que citamos. — The Times, 19 de dezembro de 1821

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

O Quinto Gigante

Imagem: weareallstarstuff.tumblr.com
Um novo estudo recém-publicado na seção de astrofísica do arXiv.org indica, com base em simulações virtuais, que Jupiter, Saturno, Urano e Netuno podem não ter sido os únicos gigantes gasosos de nosso sistema solar. De acordo com David Nesvorny, do Colorado’s Southwest Research Institute, nosso atual sistema planetário nunca poderia ter se formado sem a existência de um quinto planeta. Até o momento, esse planeta primitivo e hipotético ainda não tem nome.

sábado, 20 de agosto de 2011

TrES-2b, o Planeta Negão

Concepção artística de TrES-2b, o planeta mais rubro-negro conhecido

Tente imaginar alguma coisa mais preta (ou negra ou afro-descendente) que carvão. Agora tente imaginar um planeta inteiro dessa cor. Foi exatamente isso que o telescópio espacial Kepler descobriu na semana passada.

Distante apenas 5 milhões de quilômetros de sua estrela-mãe, TrES-2 — e a 750 anos-luz da Terra —, o gigante gasoso chamado TrES-2b arde a cerca de 980ºC. Apesar disso, aquele mundo imenso e infernal aparentemente não reflete quase nenhuma luz que recebe.

David Kipping, líder da equipe que descobriu o planeta negão confirma: “é menos refetivo que o carvão ou mesmo a mais negra tinta acrílica — de longe o planeta mais obscuro já descoberto”. Kipping, astrônomo do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics, em Cambridge, Massachussets dá uma ideia da aparência do TrES-2b: “Se pudéssemos vê-lo de perto, ele pareceria uma bola de gás quase preta, com uma tênue faixa vermelha brilhante — um verdadeiro exotismo entre os exoplanetas.”

domingo, 14 de agosto de 2011

O Mistério da Cegueira Homérica


Em 1858, William Ewart Gladstone percebeu algo peculiar em Homero: as cores relatadas em suas obras parecem estranhas demais. Tanto o gado quanto o mar, por exemplo, são descritos como tendo a cor do vinho. As ovelhas são “violetas”, o mel é “verde” e, embora seja descrito como estrelado, amplo, grande, de ferro e de cobre, o céu nunca é azul. Gladstone conjecturou que “o órgão da cor e suas impressões eram apenas parcialmente desenvolvidos entre os gregos do período homérico”.

É uma hipótese bastante interessante, mas é igualmente improvável — afinal, como provar que uma população, quiçá a humanidade inteira foi daltônica em certa época? William Gladstone (1809-1898) pode ter sido facilmente enganado pela noção da Terra jovem, i.e., a teoria de que o planeta (e tudo que nele existe) tem mais ou menos seis mil anos. Mesmo que não fosse criacionista, o futuro premiê do Reino Unido por quatro vezes deve ter pensado que os homens de poucos milênios atrás eram tão primitivos que mal distinguiriam as cores.

domingo, 7 de agosto de 2011

Mini-Holmes


Com apenas 503 palavras (em inglês e 469 nesta tradução que eu fiz), o conto a seguir é a mais curta história de Sherlock Holmes escrita por Arthur Conan Doyle (1859-1930). O miniconto foi feito para ser publicado em um minilivro de 1,5 polegada [3,81 cm] de altura e que seria parte da biblioteca de uma casa de bonecas da Rainha Mary (1867-1953), esposa de George V (1865-1936, regnabat 1910-1936):

segunda-feira, 4 de julho de 2011

O caso Belle Gunness

Em 1902, Belle Gunness, uma imigrante norueguesa de 42 anos comprou uma fazenda em LaPorte, Indiana, com os 8.500 dólares que recebeu do seguro após a morte de seu marido e dois de seus filhos. Não demorou muito e Mrs. Gunness casou-se novamente. Nove meses depois, seu segundo marido também morreu.
Belle Gunness e seus filhos. O olhar dessa senhora já revela tudo.
Durante os seis anos seguintes, diversos pretendentes — muitos deles prósperos —, visitaram a fazenda da viúva norueguesa e jamais voltaram. Se você é leitor de romances policiais, já deve ter sacado que a perda de dois maridos em questão de meses e diversos pretendentes ao longo dos anos não foram meras fatalidades ou acidentes.

domingo, 3 de julho de 2011

O homem do pudim de ameixas

Em 1805, o então futuro poeta romântico francês Émile Deschamps (1791-1871) recebeu um pudim de ameixas de um estranho, o Monsieur de Fontgibu.

Dez anos depois, Deschamps pediu um pudim de ameixas em um restaurante de Paris. Polidamente, o garçom lhe explicou que o último pudim já havia sido servido para outro freguês — ninguém menos que o M. de Fontgibu.

Dezessete anos mais tarde, em 1832, Deschamps novamente recebeu um pudim de ameixas de presente. Ele havia começado a contar aos seus amigos sobre estranhas coincidências que o prato lhe trazia quando, por engano, um homem entrou na sala onde estava... Sim, senhoras e senhores, era ele mesmo: M. de Fontgibu!

“Três vezes na minha vida eu comi pudim de ameixas e nas três vezes eu vi o M. de Fontgibu!”, exclamou Deschamps, irado (e esquecendo-se de que não comeu o segundo pudim). “Na quarta vez eu seria capaz de fazer qualquer coisa! ou de não fazer nada...”

Até hoje, ninguém sabe ao certo quem foi M. de Fontgibu. Mas a história já rendeu pelo menos um curta-metragem (rodado em inglês e holandês):

M. de Fontgibu & the plum pudding from Prosper de Roos on Vimeo.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

“A mais beijada de todos os tempos”

No fim da década de 1880, o corpo de uma garota de 16 anos foi encontrado no Rio Sena, em Paris. Sem sinais de violência, o cadáver seria de uma jovem suicida. Mas ela era tão bela e tinha um sorriso tão enigmático que depois da autópsia, um legista fez uma máscara mortuária do rosto dela.

Na romântica atmosfera da Europa da belle époque, a face da anônima moça suicida — que passou a ser chamada de L'Inconnue de la Seine, a Desconhecida do Sena — se tornou um ideal de beleza feminina. Em Die Aufzeichnungen des Malte Laurids Brigge [Os Cadernos de Malte Laurids Brigge], o protagonista do único romance de Rainier Maria Rilke (1875-1926) escreve: “O mouleur [modelador], em cuja loja passo todo dia, tem um busto de gesso em cada lado de sua porta. [Um é] a face da jovem mulher afogada, da qual tiraram um molde no necrotério, pois era bela e sorria, sorria tão misteriosamente...”

Ironicamente, as feições da garota desconhecida foram usadas em 1958 para modelar a boneca usada no treinamento de primeiros-socorros, conhecida como Rescue Anne. Embora a identidade da moça e os motivos que a levaram ao suicídio ainda sejam um mistério, diz-se que ela se tornou “a mais beijada de todos os tempos” pois milhares de estudantes já treinaram a respiração boca-a-boca em seus lábios.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

O Mistério de Pimlico

Em 28 de dezembro de 1885, o padeiro Edwin Bartlett foi encontrado morto em sua cama, no distrito de Pimlico, em Londres. Seu estômago estava cheio com uma dose fatal de clorofórmio, mas, de modo intrigante, seu esôfago e sua laringe não mostravam qualquer sinal da queimadura que o clorofórmio líquido deveria ter causado.

A principal suspeita era a esposa de Bartlett, Adelaide (1855-?). Ela estava tendo um caso com um pastor do distrito, George Dyson. As investigações mostraram que d. Adelaide havia convencido o pastor Dyson a comprar pequenas doses de clorofórmio em diversas farmácias para não levantar suspeitas. Ela afirmava que Edwin (1845-1885) estava passando por um doloroso tratamento dentário e precisava de anestesia.

No tribunal, a defesa de Adelaide alegou que era impossível que ela tivesse matado o marido (que, diga-se de passagem, ela traía religiosamente) com clorofórmio líquido sem passá-lo pela garganta. O júri entendeu muito bem esse argumento e ela foi absolvida.

No entanto, ainda dentro do tribunal, o renomado patologista Sir James Paget queria uma resposta: “Agora que Mrs. Bartlett foi absolvida, ela deveria nos dizer, pelo bem da ciência, como ela fez isso.” Adelaide não respondeu. Após o julgamento tanto d. Adelaide quanto o Pastor Dyson sumiram do mapa (há quem diga que eles teriam emigrado para os Estados Unidos).

O assassinato de Edwin Bartlett continua sem solução até hoje.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Albert Herpin, o homem que nunca dormiu

Albert Herpin, nascido na França em 1862 e há quinze anos cocheiro nesta cidade, declara que ele não pregou os olhos nos últimos dez anos. Apesar disso, ele está em perfeita saúde e não parace sofrer qualquer desconforto por sua notável condição. Ele vai para a cama regularmente, mas diz que nunca fecha seus olhos ou nem por um instante perde consciência sobre tudo o que acontece à sua volta. Ao amanhecer, ele levanta-se renovado e pronto para outro dia de trabalho entre os cavalos. Ele diz que a mudança de posição e a escuridão do quarto parecem dar-lhe todo o descanso que ele quer.
— “Hasn't Slept in Ten Years” [“Não Durmo há Dez Anos”], New York Times, 29 de fevereiro de 1904
A matéria dizia que Herpin sofria de insônia desde o nascimento de seu primeiro filho, vinte anos antes. Pouco tempo depois, Mrs. Herpin morreu e o cocheiro passou a dormir cada vez menos, até ser incapaz de “pregar os olhos” durante a noite. Ele, diz-se, não tinha sequer uma cama. O cocheiro descansava em uma cadeira de balanço onde, não raro, ele varava a noite lendo jornais.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

O peso do nome: Edison (parte 2)


tomjr

Apesar do acordo com o pai, as coisas só pioravam na vida de Thomas Alva Edison Junior. A venda do “Magno-Electric Vitalizer” foi proibida em 1904, após ser considerada fraudulenta pelo U.S. Postal Service. A Thomas A. Edison Junior Chemical Company, que comercializava o produto e estava sendo processada pelo Edison-pai, acabou falindo rapidamente. Em uma entrevista para o New York American, Edison Sr. fez duras críticas a Junior, especialmente por sua falta de habilidade nos negócios, sua ingenuidade e sua educação incompleta.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Eletroterapia intensiva

Mr. Samuel Leffers, do condado de Carteret, na Carolina do Norte, sofria com uma paralisia na face, especialmente nos olhos. Enquanto ele estava andando para sua casa um raio derrubou-o, deixando-o desacordado. Vinte minutos mais tarde, ele voltou a si, mas só conseguiu recobrar seus movimentos à noite. No dia seguinte, ele se encontrava perfeitamente curado e agora era capaz de escrever sem o uso de espetáculos [óculos].
The Cabinet of Curiosities [O Gabinete de Curiosidades], 1824.

Mr. Leffers não sobreviveu: ele pegou no tranco. E cirurgia oftalmológica a laser é para os fracos.

domingo, 3 de outubro de 2010

William Cavendish, o Duque Tímido

Como diz a sabedoria popular, "Apenas os pobres são loucos; os ricos são 'excêntricos'." E o nobre inglês William John Cavendish-Scott-Bentinck (1800-1879) certamente é um desses casos de "excentricidade".

Quando herdou o ducado de Portland, em 1854, Bentinck retirou-se para sua propriedade em Nothinghamshire, onde enfurnou-se na ala oeste e mandou pintar todas as outras salas de pink.

Mas isso era só o começo. Aparentemente, o duque foi dominado por um caso extremo de timidez patológica. William mandou instalar caixas de correio em todas as portas e jamais permitia a entrada de pessoas, muito menos de médicos. Seus empregados nunca deviam perceber sua presença e apenas um mordomo poderia vê-lo em pessoa. Um de seus empregados o reconheceu e o cumprimentou uma vez, mas como havia percebido a presença do patrão, foi imediatamente demitido.

O Duque não saía de casa; ele descia. Cavendish usou centenas de operários para criar um vasto conjunto subterrâneo, também todo pintado de pink, com uma biblioteca, um salão de jogos cheio de mesas de bilhar, um observatório e 15 milhas (24 km) de túneis — um dos quais era largo o bastante para acomodar duas carruagens.

Ninguém sabe o que ele fazia lá embaixo. O salão de dança tinha um elevador hidráulico capaz de carregar até 20 pessoas, mas Mr. Cavendish-Scott-Bentick nunca convidava ninguém para dançar.

Nas raras vezes em que saía, Cavendish o fazia à noite, sempre precedido por um servo que carregava uma lanterna, mas que deveria manter-se 40 jardas à frente de seu senhor. Se fosse necessário sair de dia, o 5º. Duque de Portland escondia-se sobre dois pesados casacos com capuz, uma cartola altíssima, um grande colarinho sempre levantado e um enorme guarda-chuva, atrás do qual ele se abrigava sempre que alguém lhe dirigia a palavra.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

A Torre de Londres

torrelondres 
A Torre de Londres, que já foi a mais importante prisão e palco de torturas da Inglaterra, está sempre lotada. Mesmo quando está vazia. Há quem diga que ela é habitada pelos fantasmas das seguintes personalidades:
  • Thomas Becket
  • Rei Eduardo V
  • Ricardo, Duque de York
  • Ana Bolena (decapitada)
  • Lady Jane Grey
  • Sir Walter Raleigh
Também haveria uma tropa fantasmagórica que vive a reencenar a execução de Margaret Pole, oitava Condessa de Salisbury e ainda a alma penada de uma senhora de luto que não tem rosto. Parece um lugar bastante agitado.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Um ‘Contato’ menos Imediato

Como será o momento mais importante da História da Humanidade — O Contato? Muitos contos e romances de ficção científica já tentaram imaginar. Vez por outra, como agora, em Contatos Imediatos de 4º. Grau, Hollywood retoma o tema. Mas, geralmente, os filmes centram-se mais nos extraterrestres, nos efeitos especiais e em estereótipos: um disco voador, uma abdução, um “leve-me ao seu líder” ou uma invasão-e-destruição da raça humana ou até do planeta Terra.

contact_1Baseado no romance homônimo de Carl Sagan, Contato (Contact, EUA, 1997), apresenta um ponto de vista mais polêmico, mais científico e mais humano. Mesmo ofuscado pelo lançamento de MIB – Homens de Preto, Contato foi considerado um dos melhores filmes de FC de todos os tempos. O filme, dirigido por Robert Zemeckis (De Volta para o Futuro e Forrest Gump), inovou também no tratamento digital de imagens, na intertextualidade com a TV e com a “atuação” do presidente Bill Clinton. Ok, é claro que o presidente não atuou. Suas aparições são imagens digitalmente manipuladas.

No elenco pra valer, uma convincente Jodie Foster é Ellie Arroway, a cientista que faz o contato e Matthew McConaughey é Palmer Joss, um líder religioso descolado e um tanto irônico, que acaba virando conselheiro espiritual do presidente. A versão cinematográfica é bastante fiel ao livro, exceto talvez pelo final.

Ao longo do filme, que tem quase duas horas e meia de duração, algo pode frustrar os fãs de abduções e discos voadores: nada disso acontece, pelo menos a princípio. Contato começa com a infância de Arroway, volta para o presente, mostra o trabalho de uma radioastrônoma, ensaia um romance entre Ellie e Palmer Joss. O contato que dá título ao filme é feito e confirmado através de radiotelescópios e seguem-se todas as consequências e reações ao contato. Há intenso debate entre os descobridores, os céticos e os líderes religiosos, políticos e militares. Por fim, descobre-se que a mensagem recebida (com surpreendentes imagens de Hitler discursando) traz muitas informações ocultas, inclusive instruções para construir uma espécie de portal interplanetário.

saganNo final do filme, porém, uma suposta viagem interplanetária termina com elementos bastante comuns aos já tradicionais contatos ufológicos: uma experiência intensa, quase espiritual — e difícil de comprovar. Como um bom filme, Contato é menos imediato e mais instigante. O espectador  ganha o benefício da dúvida na escolha do final: houve ou não contato? Se sim, até que ponto o contato foi objetivo? Se não, o que aconteceu realmente? Uma fraude em escala planetária ou uma falha técnica causada por uma tecnologia alienígena e desconhecida?

O final é ambíguo e provocador graças ao autor. Carl Sagan, que ganhou fama mundial à frente dos Programas Viking e Voyager na NASA, era sobretudo um cientista cético, mas que não deixava de admitir possibilidades. Foi ele um dos primeiros a levar a sério o estudo dos fenômenos ufológicos. O filme não chega a ter bordões, mas uma frase recorrente sempre foi atribuída a Sagan: “Se não há vida lá fora, então o Universo é um tremendo desperdício de espaço.” 

Há também uma história por trás do filme, que custou a sair. Na verdade, como havia feito na série de documentários Cosmos (PBS TV, 1980), Sagan pretendia fazer um filme e depois um livro. A ideia de Contato surgiu no começo dos anos 80, mas após comprar o roteiro a Warner fez muitas exigências: incluir o Papa como personagem, dar um filho a Ellie Arroway, inserir mais cenas de efeitos especiais. Sagan, porém, bateu o pé. Ele não queria um blockbuster. Com o roteiro que tinha, lançou Contato, o livro, em 1985. Quatro anos mais tarde, ele começou a trabalhar novamente na versão cinematográfica. Mas a Warner, que só retomou o projeto em 1993, teve dificuldades em arranjar diretores e elenco e o filme só saiu em 1997, seis meses após a morte de Sagan.

Trailer (em inglês):

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Você conhece este homem?

O panfleto a seguir teria circulado em Dallas em 21 de novembro de 1963, um dia antes de John Kennedy ser assassinado.
antijfk

É difícil dizer se o documento é mesmo autêntico, isto é, se teria mesmo circulado na cidade na véspera do assassinato do JK gringo. Mesmo que seja uma farsa feita posteriormente, não deixa de ser uma espécie de justificativa para o assassinato, ainda hoje cercado de teorias conspiratórias.

Pra quem não entendeu nada, a tradução do panfleto é a seguinte:

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

10 lições de ceticismo em Scooby-Doo

scooby-doo-skeptic3
  1. Ceticismo pode ser divertido;
  2. Uma alegação paranormal é sempre um mistério a ser resolvido;
  3. Não importa o tamanho da loucura da alegação, alguém sempre vai acreditar nela;
  4. Ver não significa crer;
  5. Acreditar em alguma coisa não a torna verdadeira;
  6. Pessoas criam farsas por todos os motivos possíveis;
  7. Testemunhas e pesquisadores podem estar envolvidos na farsa;
  8. Falsários são geralmente motivados pelo dinheiro;
  9. Centenas de mistérios do mesmo tipo acabam sempre sendo falsos;
  10. Uma explicação baseada no mundo real é mais provável do que uma ideia sobrenatural.
Agora, para comprovar nossas lições, vamos ver um episódio de Scooby-Doo: O Dia das Bruxas de Scooby-Doo.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

"Eu não sei de nada"

Ken Rex McElroy era o valentão da cidade de Skidmore, Missouri, nos Estados Unidos. Era um verdadeiro vilão: ladrão, estuprador e incendiário, ele acumulava dúzias de acusações criminais, mas nunca foi preso por que intimidava as testemunhas.

Então, talvez não seja surpresa saber que dois de seus concidadãos tenham matado McElroy a tiros, em 10 de Julho de 1981, em plena luz do dia e no centro da cidade.

Entretanto, embora a esposa — ou melhor, viúva — do valentão morto tenha identificado os assassinos, nenhuma das 46 testemunhas dizia se lembrar do que tinham visto naquele dia.

Sem os testemunhos, o caso não pode seguir em frente — judicialmente, o crime continua sem solução até hoje.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

O primeiro de uma série

Em 1884, os Estados Unidos conheceram seu primeiro serial killer. O "Aniquilador de Empregadas Domésticas", como ficou conhecido, agia em Austin, no Texas. Ele arrastava suas vítimas para fora da cama, violentava-as e matava-as com um machadinho. Em um ano de atividades, ele matou pelo menos sete mulheres. Aí ele desapareceu, sem jamais ter sido capturado.

Três anos mais tarde, Jack, o Estripador apareceu em Londres.

Será uma coincidêcia ou seriam ambos os assassinos a mesma pessoa?

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...