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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Pelos poderes de bacon!

30 de maio, 1811. Os operários — ao remover os escombros de parte de um penhasco que desabou perto do Castelo de Dover há alguns meses, matando uma mulher e seus filhos (cujos corpos foram encontrados no dia seguinte) — descobriram um porco que foi soterrado ao mesmo tempo e que supostamente havia perecido. Mas, estranho como possa parecer, ele foi encontrado vivo, passados exatos cinco meses e nove dias desde o acidente. Naquela época, o animal pesava 140 libras [63,5 kg]; quando foi encontrado, havia perdido cerca de 30 libras [13,6 kg], mas passava bem. — National Register, 2 de junho de 1811
Ah, — que pena que já não se escreve mais como antigamente (e que as pessoas de hoje comumente se percam em frases tão longas como essa) — como eu adoro essa linguagem cheia de interpolações!

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Meta-Inventário

Nesta sentença há dezesseis palavras, oitenta e nove letras, um hífen, três vírgulas e um ponto-final.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

E digo mais:

Um gentleman, que tinha o hábito de intercalar seus discursos com a expressão “eu digo”, foi informado por um amigo que certo indivíduo fizera comentários maldosos sobre tal peculiaridade. Então, ele não perdeu a oportunidade e disse-lhe o seguinte em um divertido estilo de réplica: — Eu digo, senhor, que ouvi você dizer que eu digo “Eu digo” a cada palavra que digo. Porém, senhor, embora eu saiba que eu digo “Eu digo” a cada palavra que digo, eu ainda lhe digo, senhor, que não lhe cabe dizer que eu digo “Eu digo” a cada palavra que eu digo.
— Charles Carroll Bombaugh, Gleanings for the Curious from the Harvest-Fields of Literature [Coletas para os Curiosos dos Campos de Cultivo da Literatura], 1890
E tenho dito!

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

A corrida pelo Z

Se você sempre detestou ser o último de uma lista ordenada em ordem alfabética graças à sua graça, saiba que isso pode ser um bom negócio quando se trata de listas telefônicas.

Em 1979, a Time fez uma reportagem na qual informava que Zachary Zzzra havia sido ultrapassado no último lugar da lista telefônica de São Francisco por Zelda Zzzwramp. Ele colocou mais um Z em seu sobrenome, mas aí sim, Zzzra foi surpreendido novamente por Vladmir Zzzzzzabakov.

Para garantir o último lugar na lista telefônica, Mr. Zzzzra foi radical: mudou seu nome para Zzzzzzzzzra.

Evidentemente, Zzzzzzzzzra era um pseudônimo. Mas o verdadeiro Zzzzzzzzzra não era um milionário excêntrico (ou um poeta concretista). Bill Holland era um simples pintor de paredes que dizia a seus clientes para procurar seu número no fim da lista. Intencional ou preguiçosa, a manobra publicitária funcionou, mas a conta telefônica de Holland, como seu nom-de-plume (e esta sentença), se tornou cada vez mais longa, muitas vezes passando dos US$ 400,00 (ou das três linhas, no caso desta sentença).

“Pessoas que fazem ligações ilegais nas cabines telefônicas procuram o último nome do livro e me ligam a cobrar.”, explicou Mr. Z., que não se preocupava nem um pouco com esse pequeno inconveniente: “Eu não pago nenhuma dessas porras.”

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