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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Alá é para lá [2]


Situado na Polinésia Francesa, próximo ao famoso atol Mururoa, o atol Tematangi (ou Tematangui) é a antípoda quase exata de Meca — o ponto exatamente oposto fica a uns 50km a nordeste do atol. Por isso mesmo, um lugar que é aparentemente paradisíaco deve ser um inferno para os seguidores do Islã.

Em Tematangi a qibla¹ torna-se tão sensível quanto uma bússola perto de um campo magnético. Naquele pequeno atol, e em algumas ilhas mais próximas, dois seguidores de Maomé dificilmente oram alinhados na mesma direção e — talvez de modo bastante perigoso do ponto de vista doutrinário e teológico — cada um pode escolher para que lado se voltar. Não surpreende que não haja nehuma mesquita no local, habitado por apenas 57 pessoas.
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¹ qibla [direção em árabe]: a direção em que todo muçulmano se deve voltar quando faz cada uma de suas cinco orações diárias, isto é, com a face voltada para a Caaba, em Meca.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Na esquina do mundo

A caminho da Austrália, o capitão do navio canadense S.S. Warrimoo percebeu que teria uma oportunidade realmente única em sua viagem. À meia-noite do dia 30 de dezembro de 1899, ele parou o navio exatamente no ponto onde se encontram a Linha do Equador e a Linha Internacional da Data (ponto A no mapa abaixo).


Naquele breve momento, o navio estava ali na esquina do mundo, flutuando entre dois hemisférios, dias, meses, anos, estações e séculos diferentes — tudo ao mesmo tempo. Ao passear entre a proa e a popa, os passageiros poderiam trocar o inverno pelo verão, o Norte pelo Sul e o Século XIX pelo Século XX (ou vice-versa). 

Mas espere... Isso não deveria ter sido na noite de 31 de dezembro de 1899? Não, e por um pequeno detalhe: graças à sua posição, o Warrimoo simplesmente “pulou” o último dia do século XIX. Como bônus, todo mundo a bordo acabou a viagem praticamente um dia mais jovem.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Toma lá, dá cá

A rochosa ilhota de Märket fica no Mar Báltico, bem entre a Finlândia e a Suécia. Quando os finlandeses construíram um farol na ilha em 1885, não perceberam que o fizeram em território sueco. Isso criou um problema sério: sem ter como alterar a costa ou mover o farol, os dois países tinham que encontrar uma nova forma de dividir Märket igualmente.


O que em outros lugares teria sido motivo de guerra foi resolvido com um acordo simples e justo: a Suécia cedeu a área do farol para a Finlândia e, em troca, os finlandeses entregaram aos suecos uma porção equivalente do seu lado da pequena ilha. Embora a fronteira seja um enorme S invertido nos mapas, Märket é igualmente dividida. É a menor ilha do mundo dividida por uma fronteira internacional.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Mundo Multipolar


O pólo norte não é o único. Tampouco o pólo sul. O planeta Terra tem, na verdade, quatro pólos em cada hemisfério. E causa uma bagunça...

Quando se fala em Pólo Norte, a primeira coisa em que você pensa é no lugar onde, segundo a tradição, mora o Papai Noel. Felizmente, para ele, e infelizmente para nós, não existe apenas um único lugar, um único ponto da Terra que possa ser chamado de Pólo Norte.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Londres Cosmopolita

London_Hoefnagel's_Map_of_1572

Não é de hoje que vem a fama de cosmopolita de Londres. Antes mesmo de ser sede de um império global, Londres já podia se considerar uma cidade globalizada:
Sabemos de um certificado do Bispo de Londres que, em Dezembro de 1567, em Londres e adjacências, ou locais agora inclusos sob a palavra “Londres”, havia 3838 Holandeses; 720 Franceses; 137 Italianos; 14 Venezianos; 56 Espanhóis; 25 Portugueses; 2 Gregos; 2 Mouros; 1 Dinamarquês e 58 Escoceses, num total de 4851 estrangeiros.
Ten thousand wonderful things [Dez mil maravilhas], 1860
Tomando por bases as estimativas populacionais de 1530 (50.000 hab.) e 1605 (225.000 hab.) e supondo uma média de uns 2.000 hab. a mais por ano, em 1567 Londres deveria ter cerca de 85.000 habitantes. Os estrangeiros não passavam de 6% da população londrina.

O tempo passou, Londres foi o maior porto da Europa, se tornou a metrópole do maior império colonial do planeta e ainda é uma das capitais financeiras do mundo.

Hoje a capital do Reino Unido tem mais de 7 milhões de habitantes e mais de 50 comunidades estrangeiras com mais de 10.000 pessoas — no total, um terço da população nasceu em outro país.

Atualmente, segundo estimativas diversas, os 10 grupos mais numerosos são: Russos (300.000), Sul-Africanos (200.000), Indianos, (170.000), Irlandeses (160.000), Ugandenses (150.000), Brasileiros (130.000), Iraquianos (125.000) e Quenianos, Poloneses e Filipinos (120.000).

domingo, 5 de dezembro de 2010

Conflitos Esquecidos [8] — As Batalhas de Khalkhin Gol


As Batalhas de Khalkhin Gol, também chamadas de Incidente de Nomonhan pelos japoneses, foram uma série de escaramuças entre mongóis — apoiados por forças soviéticas — e o exército de Manchukuo, um Estado-fantoche formado pelo Império do Japão na Manchúria. As batalhas ocorreram entre 11 de maio e 16 de setembro de 1939. Embora tenham ocorrido longe do teatro europeu e tenham começado bem antes da II Guerra, as escaramuças em Khalkhin Gol (Rio Khalkha) mudaram o rumo da História. Por isso mesmo, Khalkhin Gol começa a ser considerada pelos historiadores como as primeiras batalhas da II Guerra.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Jogar no sábado e acertar na sexta

A escola pública da cidadezinha de College Corner, Indiana, fica bem na divisa com o Estado de Ohio — tão na divisa, que a fronteira linear típica dos Estados norte-americanos atravessa o ginásio local. Assim, quando a bola de basquete é lançada para o alto no começo do jogo, os jogadores de cada time pulam em Estados diferentes: um em Ohio e outro em Indiana.

E tem mais: até 2006, quando Indiana adotou o horário de verão, era possível jogar uma bola do lado de Ohio e fazer uma cesta uma hora mais cedo em Indiana.

Pra quem duvida, tá no Google:

Exibir mapa ampliado

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

A Longa Jornada Começa com um Passo

Karl Bushby está voltando a pé para sua casa, em Hull, na Inglaterra. Mas como o ex-paraquedista britânico de 40 anos de idade gosta de desafios, ele começou do ponto mais remoto possível: Punta Arenas, no extremo sul do Chile, de onde ele partiu em 1º. de novembro de 1998.




O inglês já caminhou pelos desertos do Chile e do oeste dos Estados Unidos, subiu pelas montanhas do Peru, do México e do Canadá, enfrentou o calor úmido das florestas tropicais no Equador, na Colômbia e na América Central e deu passos sobre a neve do Alasca e da Sibéria.

A jornada, de mais de 57.000 km — mais extensa que a circunferência da Terra no equador — só vai acabar quando Bushby voltar a por os pés em Hull. Já são 11 anos de viagem, que deve terminar apenas em 2012. Ele passou ileso pelo Estreito de Bering, mas a burocracia para obter um visto russo o atrasou consideravelmente. Assim, ele decidiu tomar um atalho que vai passar pelo árido e pobre Cazaquistão, o que terá suas próprias aventuras.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Terra sem Homens

Um pequeno trecho da fronteira entre o Egito e o Sudão tem a forma de um trapézio. A área, de 2000 km², é desértica.

O Egito diz que pertence ao Sudão; o Sudão diz que é do Egito.

Isso faz de Bir Tawil a única área da Terra (com exceção da Antártica) que não é reclamada por nenhum Estado.

É um bom lugar pros sem-terra invadirem: é totalmente improdutivo e, como ninguém quer, ninguém vai reclamar.

Ou, então, talvez fosse um lugar interessante para se criar uma micronação. Se você tiver um bom dinheiro, disposição e ânimo para viver num clima árido, pode comprar - ou simplesmente ocupar - o território todo e declarar independência! Só não me pergunte o que fazer para sobreviver economicamente numa área árida de 2000 km².

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