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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Estados Unidos: singular ou plural?

É uma velha dúvida que nos atormenta na hora de escrever sobre a Grande República do Norte: “Estados Unidos é um país” ou “Estados Unidos são um país”? Aparentemente, a dúvida também tem atormentado os estado-unidenses ao longo de sua História. 

Na redação dos primeiros documentos após a Independência, os Pais Fundadores tendiam a usar o plural. Em 1783, por exemplo, John Adams escreveu: “The United States are another object of debate” [“Os Estados Unidos são outro assunto de debate”]. Mais de meio século mais tarde, a 13ª. Emenda proclamava que a escravidão não existirá “no interior dos Estados Unidos ou em qualquer lugar sujeito às suas jurisdições.” Ou, no original: “within the United States, or any place subject to their jurisdiction.”

Apesar da tradição histórica do plural, muitos argumentam que o resultado da Guerra Civil — iniciada, ironicamente, pela 13ª. Emenda — estabeleceu uma unificação em sentido moderno nos Estados Unidos. Isto é, na denominação da república norte-americana, a ênfase passou a ser mais a União (com sua singularidade) do que os Estados (com sua pluralidade). 

Como não há nada equivalente a uma Academia Americana de Letras, a questão nunca foi oficialmente resolvida (Até há uma American Academy of Arts and Letters. Entretanto, tal academia é muito mais um clube honorário do que uma autoridade normativa). Vários escritores consagrados e jornalistas já usavam o singular antes da guerra ou continuaram usando o plural após o conflito. O poeta e jornalista William Cullen Bryan (1794-1878), por exemplo, baniu o uso do singular no New York Evening Post em 1870. Ambrose Bierce (1842-1913?) ainda pressionava pelo uso do plural em 1909.

Lentamente, porém, a imprensa foi se fechando em torno do singular. Isso se deu tanto pela ausência de flexão de artigos na língua inglesa — especialmente do artigo definido, the — quanto por razões políticas. Em 1887, um escritor declarou ao Washington Post que “a guerra havia resolvido para sempre a questão gramatical. [...] A rendição de Mr. Davis e do Gen. Lee significou uma transição do plural para o singular.” Oito anos mais tarde, o New York Times observava que “A rebelião tornou as ideias de direito e de soberania dos Estados bastante desagradável às pessoas leais e resultou na correspondente proeminência e popularidade da ideia de nacionalidade.” O diplomata John W. Foster (1836-1917), em artigo numa edição do NYT de 1901, confirmou que “desde a guerra civil, a tendência tem se inclinado para esse uso”, isto é, o singular.

Em português, ambas as formas são aceitas, mas em diferentes contextos. Quando há artigo, usa-se o plural: “Os Estados Unidos são um país da América do Norte.” Sem artigo, usa-se o singular: “Estados Unidos é um país da América do Norte.”

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Língua presa

O antropólogo Daniel Suslak, da Indiana University, está compilando um dicionário de Ayapaneco, uma das 68 línguas indígenas do México. Isso não seria incomum, não fossem dois grandes problemas que Suslak encontrou em seu trabalho: 1) há apenas duas pessoas ainda falam Ayapaneco e 2) essas pessoas não se falam entre si.

Os últimos ayapanecófonos são Manuel Segovia, de 75 anos e Isidro Velazquez, 69. Os dois vivem no Estado de Tabasco — e a apenas 500 metros de distância. Infelizmente, como contou Suslak ao Guardian em abril, “eles não têm muito em comum.” Segovia é “um pouco espinhoso” enquanto Velazquez é “mais estóico” e raramente sai de casa.

Sem a cooperação dos dois velhinhos ranzinzas, a língua Ayapaneco (que era chamada por seus falantes de Nuumte Oote, “voz de verdade”) pode morrer com eles. “Quando eu era um garoto”, reconhece Segovia, “todo mundo a falava. Pouco a pouco ela foi desaparecendo e agora eu suponho que pode morrer junto comigo.” Velazquez, seis anos mais jovem, talvez discorde.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Teste do Frasômetro


A sentença Strč prst skrz krk [áudio], que em checo significa “enfiar o dedo através da garganta”, não tem nenhuma vogal. Por isso mesmo, é um trava-línguas.

Mas, mesmo para os checófonos (neolog., falantes de checo) dizer Strč prst skrz krk em claro e bom som é algo tão difícil que não é um simples desafio, uma mera brincadeira de criança. A frase é usada pela polícia como teste de sobriedade dos motoristas. 

Bem, isso não deixa de ser bastante bastante apropriado: é mais fácil Strč prst skrz krk depois de tomar umas vodcas a mais (e gorfar) do que dizer isso.

domingo, 21 de agosto de 2011

Láadan, a língua das mulheres


Após receber seu Ph.D. em linguística, Suzette Haden Elgin inventou a língua Láadan para um romance de ficção científica. Em termos literários, isso já não é novidade: das línguas élficas de O Senhor dos Anéis ao Klingon de Star Trek, dezenas de idiomas foram inventados na ficção moderna. Mas o que torna a Láadan única é que ela é uma linguagem feminina, por assim dizer. Foi criada especialmente para expressar as percepções das mulheres. Eis alguns vocábulos de Láadan, que, aliás, é autodefinida como a “linguagem da percepção”:

terça-feira, 17 de maio de 2011

Em uma palavra [53]

Algumas palavras são tão antigas que, ao mudar de gênero, revelam os preconceitos de sua época:
herbolário
adj. e s.m. 1. que ou aquele que faz coleção de plantas; 2. aquele que conhece plantas medicinais. [derivado do latim herbula = ervinha] sin. hortelão

Curiosamente, herbolária era “3. a mulher que fazia feitiços ou preparava venenos com plantas.” Ou seja, uma bruxa.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

O século XIX inteiro. E ponto final.


Dentre os muitos livros de história do cristianismo publicados no século XIX, History of the Church of God: from Creation to A.D. 1885 [História da Igreja de Deus: da Criação a 1885 A.D.] é notável por seu estilo prolixo. Publicado em 1886, o livro de Cushing Biggs Hassell não é apenas um calhamaço com umas mil páginas. Ele contém o que se considera a mais longa sentença já escrita em um livro. É simplesmente o quinto parágrafo do capítulo XIX, que trata, justamente, do século XIX.
The nineteenth is the century of the rise and fall of Napoleon Bonaparte, in a long series of bloody and demoralizing European wars; the […]

sábado, 5 de março de 2011

Hamlet: Uma comédia de erros?

ham

Em 1889, Fredericka Raymond Beardsley Gilchrist propôs a teoria de que todo o sentido de Hamlet havia sido confundido por causa de um mero erro tipográfico. Na Cena V do Ato I, a sombra revela a Hamlet o adultério de sua mãe e o assassinato de seu pai. Então, Hamlet responde:
O all you host of heaven! O earth! what else?
And shall I couple hell? O fie!
[Ó legiões do céu! Ó terra! Que mais, ainda?
Invocarei o inferno?]
Mas Mrs. Gilchrist afirmava que o segundo verso deveria ser lido assim:

sexta-feira, 4 de março de 2011

O Papagaio dos Atures

Em 1800, o naturalista alemão Alexander von Humboldt (1769-1859) explorava o Alto Orinoco na Amazônia venezuelana. Foi quando ouviu falar de uma tribo extinta recentemente, os Atures. A língua morrera com o último falante, mas Humboldt ainda pôde ouvi-la: “Naquela parte de nossa viagem, um velho papagaio nos foi apresentado em Maypures [...] e um fato digno de nota é que ‘eles não conseguiam entender o que ele dizia, por que ele falava a língua dos Atures.’”

Maipures, Venezuela

Humboldt tentou, na medida do possível, registrar foneticamente o que pareciam ser 40 palavras faladas pelo papagaio. Quase dois séculos mais tarde, em 1997, a língua Ature teria sido ouvida novamente. A artista Rachel Berwick alega ter ensinado dois papagaios da Amazônia a falar o que Humboldt havia registrado.

Mas há vários motivos para duvidar dessa história. Quando o naturalista alemão fez seu registro, não havia um alfabeto fonético internacional. Mesmo que os papagaios tenham sido treinados de acordo com os escritos de Humboldt, o “vocabulário” que ele registrou pode não ser muito fiel à suposta língua Ature.

Digo suposta língua por que o papagaio apresentado ao cientista alemão pode ter sido simplesmente um truque, uma forma de chamar a atenção e talvez até de obter dinheiro de forasteiros. Humboldt era um grande cientista, mas como ninguém é perfeito, ele pode ter sido enganado.

Para quem quer tirar as próprias conclusões, há uma gravação dos papagaios de Rachel Berwick aqui, mas não me parece muito convincente. 

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Lingva Latina morta non est


 O Latim não está morto. A língua de Ovídio, Júlio César e da Antiguidade Clássica está em franco renascimento, graças à internet e à curiosidade de jovens do mundo todo.
O Latim, há séculos considerado como língua morta, está ressuscitando graças à internet (sive interrete) e à comunidade global de latinistas. E eles não são apenas velhos saudosos dos tempos do latim do colégio ou monges fundamentalistas do Vaticano. Muitos latinófilos (ou seriam latin lovers?) são, na verdade, jovens admiradores que estão redescobrindo – e reinventando – a primeira flor do Lácio.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Passagem de ida e volta

Nomes palindrômicos de cidades ou vilas:
  • Anahanahana, Madagascar
  • Zirak Kariz, Afeganistão
  • Allagalla, Sri Lanka
  • Arrawarra, Austrália
  • Assamassa, Portugal
  • Caraparac, Peru
  • Daba Qabad, Somália
  • Dabababad, Irã
  • Elleyelle, Nigéria
  • Illibilli, Sudão
  • Wassamassaw, Estados Unidos
Alguém conhece uma opção nacional?

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Conflitos Esquecidos [9] - A Guerra do Hífen

ČSR_1918

A Guerra do Hífen foi um dos mais curiosos conflitos do século XX. Embora tenha sido travada por parlamentares, gramáticos, professores e puristas das línguas envolvidas, a guerra acabou  não com a separação não de uma palavra, mas de um país inteiro: a Checoslováquia.

Antecedentes Históricos
Para quem tem menos de 20 anos e não sabe, a Checoslováquia foi um Estado criado em 1919, após a queda do Império Austro-Húngaro. O território foi formado pela união da Rutênia, Eslováquia, Morávia e da antiga Boêmia (não confundir com a “Boemiiiiiaa…”, de Nelson Gonçalves). No novo país deveriam conviver, em regime federativo, os checos e os eslovacos, além das minorias germânica, polonesa e ucraniana. Menos de vinte anos depois, a Checoslováquia foi o primeiro país não-germânico a ser anexado (ou penetrado, se você prefere piadas infames) pela Alemanha nazista.

domingo, 12 de dezembro de 2010

A Voz de Shakespeare

Embora no começo do século XVII não existissem meios para gravar o áudio de peças de teatro, ainda hoje é possível ouvir as peças de Shakespeare tal e qual eram pronunciadas quando de sua estreia. A façanha é fruto de estudos do professor Paul Meier, da Universidade do Kansas, e seus alunos de artes cênicas.

Desde outubro, o Prof. Meier trabalha em parceria com o linguista David Crystal para reencenar as peças do bardo de Avon em OP (original pronounce, ou pronúncia original). Essa é a primeira montagem de Shakespeare em OP fora do Reino Unido.

A primeira vez que isso foi feito foi em Cambridge, nos anos 1950, em uma única e especial apresentação. Mais recentes são as duas montagens foram feitas pelo Globe Theather em Londres em 2005, também realizadas com consultoria de David Crystal, autor de Pronouncing Shakespeare.

A peça escolhida pelo professor Meier para ressuscitar o inglês seiscentista é A Midsummer’s Night Dream [Sonhos de uma noite de verão]. Um trecho da peça, em linguagem original e devidamente legendado em inglês, é apresentado no vídeo a seguir:

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Nomes (im)Próprios

Se você acha que apenas no Brasil poderiam surgir nomes ééééé, digamos, “criativos”, como Valdisnei, Usnavi, Maiquel Géquiçom, Erripóter, Letisgo, Brucili ou até mesmo Urrigrisson, lembre-se de que os americanos sempre podem conseguir fazer coisas melhores (ou piores):
O censo dos Estados Unidos, agora quase completado, trouxe à luz alguns espécimes curiosos de nomes próprios. Um homem de Illinois teve cinco filhos, batizados Imprimis, Finis, Appendix, Addendum e Erratum. Em Smythe Couty, na Virgínia, um certo Mr. Elmadoras Sprinkle deu aos seus dois filhos os nomes Myrtle Ellmore e Onyx Curwen e suas seis filhas são Memphis Tappan, Empress Vandalia, Tatnia Zain, Okeno Molette, Og Wilt e Wintosse Emmah. O grande número de pessoas tratadas por Sprinkle naquele condado se deve a esses extraordinários nomes.
Notes and Queries [Anotações e Consultas], 10 de dezembro de 1870
Sem contar que, como o inglês é uma das línguas que ignoram (quase) completamente as diferenças entre gêneros, não há distinção clara entre nomes masculinos e femininos. Muito menos entre nomes de lugares e de pessoas, o que nos dá resultados mais ou menos comuns como um cara chamado Dakota ou uma garota chamada Sydney! Nomes próprios comuns-de-dois-gêneros começam a ser considerados politicamente corretos por lá (como se todas as diferenças psico-físicas entre meninos e meninas fossem uma obscenidade).

Mas não podemos nos esquecer da verdadeira onda de nomes “exóticos” (por que querer ser “criativo” para aparecer é coisa de pobre) que as celebridades dão aos seus adotados-do-terceiro-mundo ou até mesmo aos próprios rebentos: Maddox Jolie-Pitt; Moon Unit, Diva Thin Muffin, Dweezil e Ahmet (todos do Frank Zappa); Kal-El, o menino do Nicholas Cage; Fifi Trixibelle (filha do Bob Geldof) e, last but not least, Apple Martin Paltrow (filha-fruta de Gwyneth Paltrow e Chris "Coldplay" Martin).

sábado, 2 de outubro de 2010

Trava-dedos

Se você não pode falar, nunca vai precisar enrolar a língua com palavras complicadas, como os trava-línguas. Certo? Errado! Como qualquer língua, a linguagem de sinais também tem suas expressões problemáticas.

Um exemplo vem da Linguagem de Sinais Americana, a ASL: dizer "Good blood, bad blood" é tão difícil com as mãos quanto é com a língua.

sábado, 25 de setembro de 2010

Fulanos

Diversas línguas usam nomes inventados (ou muito comuns) para se referir a alguém cujo nome ou é desconhecido ou não pode ser citado. Eis os parentes estrangeiros de Fulano de Tal:
  • África do Sul: Koos van der Merwe
  • Austrália: Fred Nurk
  • Áustria: Hans Meier
  • Bélgica: Jan Janssen
  • Croácia: Ivan Horvat
  • Estados Unidos: John Doe
  • Eslovênia: Janez Novak
  • Estônia: Jaan Tamm
  • Filipinas: Juan dela Cruz
  • França: Jean Dupont
  • Guatemala: Juan Perez
  • Itália: Mario Rossi
  • Lituânia: Vardenis Pavardenis
  • Malta: Joe Borg
  • Nova Zelândia: Joe Bloggs
  • Rep. Checa: Josef Novák
  • Polônia: Jan Kowalski
  • Romênia: Ion Popescu
Notem que com exceção da África do Sul, da Austrália e da Itália, todos os pseudônimos populares usam equivalentes locais (ou apelidos) de João ou José. O mesmo se dá em português: além de Fulano, nós também usamos Zé-Ninguém.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

E se Espirrar, “Saúde!”

Se você vai viajar para o exterior e está gripado mas não sabe espirrar em outra língua não se desespere! Eis um guia prático com alguns espirros ao redor do mundo para você espirrar aliviado:
  • França: Atchoum! 
  • Finlândia: Atsiuh! 
  • Islândia: Atsjú! 
  • Suécia: Atjo!
  • Índia: Akchhee!
  • Dinamarca: Atju! 
  • Holanda: Hatsjoe! 
  • Lituânia: Apchi! 
  • Alemanha: Hatschie!
  • Hungria: Hapci! 
  • Polônia: Apsik! 
  • Rússia: Apchkhi! 
  • Itália: Etciù!
  • Espanha: ¡Achís! 
  • Brasil: Atchim! 
  • Romênia: Hapciu! 
  • Filipinas: Hatsing! 
  • Japão: Hakushon! 
  • Coréia do Sul: Achee! 
  • Vietnã: Hát-xì!
Na verdade, embora haja pessoas com um espirro estranho e que parecem diferentes, o som é o mesmo em todas as línguas. Ninguém espirra em inglês — Achoo! — a não ser que esteja espirrando em cima de um inglês, mas isso já é outra coisa. O que difere, portanto, é apenas a forma de (d)escrever o som do espirro.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Hurakan, o deus dos furacões

No período arcaico, Hurakan era o deus Maia dos ventos e das tempestades. Ele é o porta-voz da ira dos deuses ao trazer as enchentes. Também era considerado um deus criador numa lenda muito antiga que se perdeu na poeira dos tempos. Ele flutuava sobre a enchente primordial repetindo incessantemente a palavra "Terra" até que o mundo sólido emergiu dos mares. Quando os deuses perderam a paciência com os seres humanos, Hurakan mandou um grande dilúvio para destruir os homens. Seu nome deu origem às palavras Huracan em espanhol e Hurricane em inglês e também é, indiretamente, a raiz da nossa palavra Furacão.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Soma de Corvos

O plural da palavra russa para corvo no caso genitivo é sorok. A mesma palavra também significa quarenta. Assim, pode haver uma construção matematicamente ambígua: “100 sorok + 100 sorok = 200 sorok ou “100 + 40 + 100 + 40 = 280”.
V.M. Bradis, Lapses in Mathematical Reasoning (Lapsos na Razão Matemática), 1938.

domingo, 11 de outubro de 2009

Em uma palavra

MATERTERAL
adj. Como uma tia. Ex: “Ela tinha um amor materteral por seus alunos quando elas a chamavam de ‘tia’.”

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Em uma palavra [4]

Belíbona
subst. uma mulher boa e bela. Exemplo: “Ele se apaixonou por aquela belíbona”.

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