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sábado, 26 de novembro de 2011

Patentes Patéticas (nº. 35)


Ah, com o verão que está chegando uma casquinha de sorvete é uma boa pedida, não é mesmo? Mas, vamos combinar: as casquinhas de sorvete são uma droga! Precisamos ficar girando-as o tempo todo para evitar que o sorvete derreta e se esparrame, sujando (e cansando) a mão do consumidor.

Deve ter sido mais ou menos esse o raciocínio que passou pela cabeça de Richard B. Hartman, de Issaquah, Washington no fim dos anos 1990. Com um problema tão simples a resolver, Mr. Hartman não tardou a ver a solução tipicamente americana: Casquinhas de Sorvete Motorizadas. Ou, segundo o resumo da patente 5.971.829:

sábado, 5 de novembro de 2011

Patentes patéticas (nº. 32)


Fast food — literalmente.


Em 1921, Robert Martin, de Ocala, na Flórida, conseguiu a patente para um opcional que traria muita praticidade ao já popular automóvel: um forno. Ou melhor:

Um forno de cozimento para automóveis, aquecido a gás de exaustão, formado por uma câmara fechada para encerrar utensílios de cozinha. A dita câmara tem uma tampa móvel para cobrir-la e para dar acesso ao seu interior, que contém uma serpentina de aquecimento a gás de exaustão localizada no fundo da tal câmara, uma placa dissipadora de calor colocada sobre a tal serpentina e que serve de suporte aos utensílios de cozinha. 

O sistema criado por Mr. Martin direcionava os gases do sistema de exaustão para uma câmara de aquecimento situada no interior da cabine. Dentro dessa câmara seria possível aquecer sua comida mesmo com o veículo em movimento — aliás, quanto mais movimento, melhor. A tampa do forno era equipada com molas de compressão, de modo a evitar que sua refeição ficasse rolando antes de você chegar à casa da vovozinha.

Não havia uma palavra sobre o risco de explosão ou queimaduras (afinal o forno ficava sob o banco dianteiro) no texto da patente nº. 1.392.956. Mesmo assim, Mr. Martin garantia que o tubo de aquecimento era selado e, portanto, seguro. Segundo o inventor, não havia riscos de contaminação da comida pelos “venenosos e prejudiciais componentes dos gases de exaustão” ou de “escurecimento ou enegrecimento dos utensílios de cozimento pela fuligem”. Bom, pelo menos a dona-de-casa (recém-)motorizada não precisaria se preocupar com suas panelas.

sábado, 1 de outubro de 2011

Patentes patéticas (nº. 27)


Não é de hoje que os fumantes sofrem (e são incompreendidos), sendo levados a restrições de ordem social, como acender seu cigarrinho e relaxar apenas em áreas privadas ou em zonas para fumantes. Preocupado com essa “segregação” dos fumantes, o californiano Walter C. Netschert resolveu fazer algo para resolver o problema.

Já que largar o vício (que vício?) nem sempre é uma ideia agradável, Mr. Netschert criou um meio para acabar com o isolamento de quem fuma. Assim, em 25 de maio de 1988, ele entrou com pedido de patente para um “Chapéu para Fumantes”, descrito como
 

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

MP3 pra K7

Você tem o mais recente iPod, mas o seu carro (ou o do seu avô) ainda ostenta aquele belo toca-fitas de 1900 e lá vai fumaça, onde é impossível ouvir suas músicas digitais? Seus problemas acabaram!

Basta colocar o Car Audio Cassette Adaptor, esse engenhoso adaptador em forma de cassete no seu toca-fitas e plugar o cabo de áudio de 3,5mm que sai da pseudo-fita no seu gadget favorito. Pode ser um iPod, um media player ou até mesmo um maravilhoso disc-man

O preço é uma pechincha: US$ 8,99 na cyberguys (sem frete, é claro).

sábado, 17 de setembro de 2011

Patentes Patéticas (nº. 25)


Não há nada tão desagradável no serviço postal quanto selar e fechar as cartas. Isso é ainda mais desagradável quando se usa a língua para umedecer a cola que vem nos selos e nos envelopes. Mas graças a David B. Poynter, de Cincinnati, Ohio, você não precisa mais ficar lambendo sua correspondência. 

No começo da década de 1980, Poynter deve ter tido uma grande ideia na fila do correio e resolveu patenteá-la na forma de um “Aparelho para umedecimento do revestimento adesivo de selos e envelopes postais”. A patente, de nº. 4.300.473 foi emitida em 17 de novembro de 1981. O resumo no início da patente fornece uma boa descrição: 

sábado, 10 de setembro de 2011

Patentes Patéticas (nº. 24)



Em 25 de fevereiro de 1920, Gaitley Guise, de Riley, Indiana, entrou com pedido de patente para um “escudo de língua” feito de borracha para prevenir “o desgosto que acompanha a ingestão de remédios.” A patente, de número 1.365.684, saiu quase um ano depois, em 18 de janeiro de 1921.

Quando se usa a camisinha lingual, o “medicamento irá fluir sobre o escudo e passar para a garganta sem afetar o sentido do paladar, de modo que todo o desgosto de tomar o medicamento é evitado.”

Talvez também fosse útil em outras ocasiões... como comer brócolis, por exemplo. Ou usos menos sérios, como mudar a cor da língua. E em uso conjunto com esse outro escudo bucal, evitaria definitivamente qualquer risco de contágio de herpes. 

sábado, 27 de agosto de 2011

Patentes patéticas (nº. 22)

Você é daqueles que acha que ter cães e gatos é comum demais e por isso tem uma cobra? Como você leva seu réptil pra passear? Mantê-la enrolada pelo corpo pode ser cool, mas da mesma forma que cães mordem seus donos e gatos arranham-nos, lembre-se que você pode acabar estrangulado sem mais nem menos pela sua adorável cobrinha... 

Usar uma coleira poderia ser mais seguro — mas será possível fazer uma coleira para uma criatura desprovida de saliências e que é toda pescoço? O inventor californiano Donald Robert Martin Boys provou que sim, é possível. Ou pelo menos é o que pensa o U.S. Patent Office, que em 10 de dezembro de 2002 emitiu a patente nº. 6.490.999 para um “Aparelho de coleira que permite o manuseio seguro de uma cobra por meio de uma corrente”. Explica-se:
Coleiras animais padronizadas, como as projetadas para cães e gatos bem como para outros animais com pernas não se prestam ao estilo corporal de uma cobra porque a cobra não tem qualquer apêndice externo. [...] O movimento sinuoso de uma cobra, combinado com a capacidade de alterar o diâmetro de sua circunferência permite-lhe atravessar e escapar de qualquer freio anular como uma coleira de pescoço.

A coleira de cobra de Mr. Boys inclui um “dispositivo de neutralização do movimento sinuoso” (nº. 101, na ilustração) para evitar as fugas e permitir que você (nº. 402) saia tranquilamente para dar uma voltinha no parque com a sua serpente (nº. 301). “Um réptil que recebe mais luz do sol”, explica a patente, em tom acaciano, “terá uma melhor condição dermatológica do que aquele que é mantido no escuro.”

sábado, 13 de agosto de 2011

Patentes Patéticas (nº. 20)




Precisa viajar, mas não quer abandonar seus bichinhos de estimação ou não tem quem cuide dos seus pets? Uma invenção patenteada por Brice Belisle em 1997 pode te ajudar — e de maneira bastante estilosa!

No pedido de patente, Belisle faz uma descrição bastante simples e direta: “A invenção trata-se de uma vestimenta para transportar e exibir pequenos animais enquanto é usada por uma pessoa.”

O “traje de exibição de pets” pode acomodar ratos, hamsters, gerbilos, cobras ou “possivelmente até mesmo insetos”. No verão, você pode levar seus peixinhos para passear. Mas e a sujeira? Belisle também pensou nisso: “Os dejetos fluidos tendem a gravitar para o bolso [nº. 14]” que podem ser equipados com uma pequena torneira para eliminar o pipi dos seus animaizinhos. Os resíduos sólidos talvez fiquem no outro bolso [nº. 13?].

Assim, você pode visitar seus amigos, ir para a faculdade ou simplesmente dar um rolê por aí — e sem matar o estilo (e muito menos os animais): “O colete pode ser provido de mangas para formar um casaco ou jaqueta e ser extendido para formar um sobretudo.”

sábado, 6 de agosto de 2011

Patentes Patéticas (nº. 19)

Em 1925, William Huffman patenteou um “balão para saltos” que poderia elevar seu usuário por alguns poucos metros. Na patente, Huffman profetizou o surgimento de um admirável mundo novo com sua invenção:

O balão é particularmente útil para pular sobre obstáculos naturais ou artificiais, como edifícios, árvores, rios, precipícios, e coisas assim; é um conveniente meio de obter rapidamente uma altitude considerável para fotografias e observações; é um meio conveniente e seguro para treinar aterissagens de pára-quedas e dar lições preliminares para estudantes de balonismo; é um modo conveniente de subir ágil e facilmente ao topo de árvores ou casas para inspecioná-los.

Usos não faltavam, mas o balão de Huffman acabou sendo usado em algo que seu inventor não havia planejado. Sem querer forçar o trocadilho, mas já forçando, essa patente patética literalmente decolou: houve uma verdadeira modinha de saltos com balões nos Estados Unidos do fim dos anos 1920. Até a revista Time dava instruções sobre o novo esporte aéreo: “Ande sobre o solo com o vento a seu favor, aproxime-se de uma cerca, dobre seus joelhos e pule levemente para o alto quando sentir o empuxo do balão. Você velejará sobre a cerca tão facilmente e aterrissará tão gentilmente que irá ficar surpreso.”

Alguns fãs parecem ter mesmo ficado com a cabeça nas nuvens. “Todas as casas legislativas” — alertava Frederick S. Hoppin, um entusiasta do invento de Huffman — “ficarão bastante ocupadas tentando aprovar leis proibindo as pessoas de deixar a terra tão facilmente ou regras para o lado certo de subir ou descer nas calçadas. E depois teremos toda uma nova etiqueta: você deveria ultrapassar uma dama por baixo ou pelo lado?”

domingo, 31 de julho de 2011

Patentes Patéticas (nº. 18)




Se esta invenção fosse registrada hoje, provavelmente iria atrair a ira do PETA se fosse aprovada. Mas La Fayete Wilson Page, de Shrevenport, Louisiana, conseguiu o registro de um “anexo para locomotivas” em 29 de janeiro de 1884. Sua ideia de um aparelho para remover o gado dos trilhos pode ter tido boas intenções, mas mesmo para os animais que pretendia proteger, a engenhoca era perigosa. Ferventemente perigosa. 

No texto da patente norte-americana nº. 292.504, Page explica que 
[...] esta invenção trata-se de um anexo para locomotivas a ser usado para fins de assustar e expulsar cavalos e gado para fora dos trilhos [...] Através da biela I a torneira F pode ser aberta, permitindo assim que a água escape da caldeira através da saída D, sendo empurrada com grande grau de força e a considerável distância de modo a ser empregada para assustar cavalos e expulsar o gado dos trilhos.
Em suma: o que Mr. Page inventou era um lançador de água fervente para assustar animais e impedir atropelamentos ferroviários.

É difícil saber, porém, se o sistema chegou a ser implantado ou testado em alguma locomotiva ou impediu algum acidente do tipo. Sobre isso, a patente não diz nada. Também não há qualquer menção a um meio para impedir o acionamento acidental do lança-vapor. 

O mais provável é que, se houve algum teste desse invento, o animal tenha sido não apenas assustado, mas ferido, caindo sobre os trilhos e sendo atropelado de qualquer maneira. Usar o apito e os freios seria muito mais fácil — e barato, já que eram equipamentos presentes na maioria das marias-fumaça.

sábado, 23 de julho de 2011

Patentes Patéticas (nº. 17)


Cuidado! Frágil!
Mumificação é algo tão 4.000 a.C., tão mainstream... Mas graças a Joseph Karwowski, agora você pode morrer de modo muito mais moderno, com estilo e, diferentemente das múmias, ficar lindo por toda a eternidade*. Em 1903, Karwowski patenteou um “método de preservação dos mortos” brilhante. Como a criogenia, o método é caro e lento, mas indolor. Trata-se de revestir e isolar hermeticamente o falecido em um bloco de vidro transparente. 

Perfeito para quem tem medo não apenas de morrer, mas de ser enterrado, cremado (e ter suas cinzas cheiradas por alguém) ou congelado num caixão criogênico. Não tem muito espaço para dividir com um cadáver envidraçado? Sem problemas, segundo a patente: “Na Fig. 3, eu apresentei apenas a cabeça do corpo inserida no interior do bloco de vidro transparente. É evidente que apenas a cabeça pode ser preservada dessa maneira, se assim for preferido.” 

Pelo menos serve como um bom peso de papel. Pois crânios são tão mainstream como pesos de papel...


________________________
*A eternidade do produto/serviço só é garantida até aquele seu distante e desastrado descendente de 10 anos encontrar alguma forma de quebrar seu sarcófago cristalino. Não se esqueça de deserdá-lo por isso.

sábado, 9 de julho de 2011

Patentes Patéticas (nº. 15)


Esta parece ser o cúmulo do sedentarismo, da nerdice ou da automação (fica à sua escolha, caro leitor). Trata-se de um sistema de controle remoto para cavalos inventado por Lem Maddem em 1980. O “cavaleiro” opera um transmissor eletrônico e o cavalo leva na sela um receptor que controla as rédeas. Opcionalmente, o receptor pode ser equipado com um bastão para tocar o animal e um alto-falante para dar comandos de voz.

Mas, se a necessidade é a mãe da invenção quem precisaria de tal invenção? “Uma pessoa idosa”, esclarece o texto da patente, “pode ser fisicamente incapaz de montar e manter o controle de um cavalo sozinha” ainda que prescise dele para fazer certas tarefas. E ainda “há aqueles que desejam domar e treinar os animais, mas que não podem fazê-lo por causa dos riscos envovidos em tais operações.” Aí sim!

sábado, 2 de julho de 2011

Patentes Patéticas (nº 14)

Você já deve ter ouvido falar em colchão de ar. Mas espere: e se você encher um colchão com hélio?


A má notícia é que William Calderwood já teve esse insight em 1989. A boa é que a ideia não é tão patética quanto parece à primeira vista. Se você encher seu colchão de ar com hélio, pode guardar sua cama no teto do quarto — e sem nenhum esforço, por que ela vai flutuar naturalmente. Isso, percebeu Calderwood, é excelente quando se tem um quarto pequeno ou se vive um uma quitinete. 

Quando você acorda de manhã, a cama simplesmente bóia até o teto e pode-se fazer o que for possível debaixo dela. À noite basta puxá-la por uma cordinha (item nº. 36, no desenho da patente) e deitar-se novamente. Mas o melhor de tudo é que você nunca mais vai precisar fazer a cama — pois ninguém vai vê-la desarrumada. A única precaução necessária é manter a janela fechada durante o dia. Afinal seria extremamente desagradável chegar em casa e perceber que sua cama saiu voando pela janela.

sábado, 25 de junho de 2011

Patentes Patéticas (nº 13)

Essa é para você, que é um sujeito multi-tarefas: tomar banho é um saco, não é mesmo? Ou pra você que tem um saco de dormir mas nunca o usou por que ninguém te convida pra acampar...

Enfim, se você realmente não quer perder tempo debaixo do chuveiro ou na banheira, é melhor usar esse “simples, econômico e portátil aparato de banho sanitário”, patenteado em 1913. Basta encher seu saco de banho (ou de dormir, se ele for impermeável) com água e sabão, entrar e puxar a cordinha para fechá-lo. Durante seu banho, você pode tomar um ônibus, fazer as compras, compor uma elegia, dormir — ou simplesmente navegar na internet.

Dica: “Alternando agachar e levantar dentro do saco ou rolando com o mesmo sobre uma cama ou o chão [...] o líquido na referida bolsa [...] pode simular as ondas do mar e assim prover gratificação ao banhista.” #senteamaresia

domingo, 19 de junho de 2011

Patentes Patéticas (nº 12)

Como muita gente, William Lamb não tinha sorte na pescaria. Mas diferente da maioria, ele buscou resolver seu problema com um pequeno aperfeiçoamento tecnológico. Após observar como gatos, cães e outros animais domésticos reagem diante de um espelho, Mr. Lamb supôs que o mesmo seria válido para os peixes. Assim, ele patenteou esse sistema de pesca especular em 1894. 


A patente explica: um peixe que se encontre diante do espelho fixado junto à isca “será atiçado contra seu suposto companheiro e será mais ágil ao morder a isca, para alcançá-la antes de seu competidor.”

O peixe, continua Lamb, com uma lábia digna de pesacador e que convenceu até o Escritório de Patentes dos Estados Unidos, “irá perder seus cuidados, e atacará a isca com tamanha agressividade que aumentará grandemente as chances de acabar preso ao anzol.”

O registro da patente, porém, não deixa muito claro se o espelho, assim como a isca, deve ser substituído depois de cada fisgada.

sábado, 11 de junho de 2011

Patentes Patéticas (nº 11)


Durante o período mais brega da borda mais brega da galáxia, Aaron Powell teve uma ideia digna de John Travolta: sapatos de dança — com luzes! Isso mesmo, antes de fazer a infância da garotada dos anos 80, as luzinhas em sapatos apareceram nas pistas de dança durante a febre disco, logo após o lançamento d'Os Embalos de Sábado à Noite. Note que a ideia é tão sofisticada que usa apenas uma lâmpada na meia-sola — a frente é iluminada por feixes de fibra ótica!

Mas se você quiser causar naquela Festa Brega, vai ter que pagar pau royalties  para Aaron Powell. Em dezembro de 1978 o pessoal do escritório de pantentes viu genialidade onde havia apenas breguice (ou seria preguiça?) e Powell conseguiu a patente de seu dançante invento.

sábado, 28 de maio de 2011

Patentes Patéticas (nº 09)

William Steiger era um pé-frio — literalmente. Mas ele tinha um funil, um elástico e uns pedaços de mangueira sobrando. Juntando tudo, ele percebeu que poderia simplesmente aquecer os próprios pés com o calor de sua expiração.

Antes de patentear seu “pedal calorificator” (#tabajarafeelings) em 1877, Steiger testou a gambiarra durante o inverno em Maryland. Os resultados não poderiam ser melhores: ele descobriu que o ar não apenas chegava quente aos seus pés como também era aquecido pelo calor do próprio corpo durante o transporte. 

O improvisado aquecedor mantinha os pés frios de Mr. Steiger a uma agradável e constante temperatura de 84°F (29ºC). Segundo a patente, era necessário apenas exalar no bocal do funil, “um processo simples, que eu comprovei praticamente que pode ser mantido por um longo tempo (...) sem muita inconveniência pessoal”. 

domingo, 22 de maio de 2011

Patentes Patéticas (nº 08)


Bicicletas são ótimas para exercitar o corpo — ou pelo menos a parte inferior do corpo. Pensando nessa pequena limitação técnica, Louis S. Burbank teve uma ideia loucamente genial em 1900: substituir o guidão por um par de remos articulados. O cruzamento entre bicicleta e canoa (bicirreme? ciclorreme? remociclo?) é totalmente controlado pelos remos, que servem para pedalar e guiar ao mesmo tempo. 

Seria a salvação para os Clubes de Regatas, mas a patente não diz nada sobre o sistema de freios. 

sábado, 14 de maio de 2011

Patentes Patéticas (nº 07)

Pelo visto Kate Perry foi modelo para desenhos de patentes antes da fama...

Deloris Gray Wood nunca deve ter sido beijada. Essa é a melhor explicação que eu tenho para a invenção que ela registrou em 1998, o “escudo para beijar” (patente nº. 5727565, de 17 de março de 1998):

É um costume quando beijamos entrar em contato com os lábios de outra pessoa e, em certas culturas, beijar também as bochechas. Dessa forma, os germes podem ser transmitidos de uma pessoa a outra. Um dos aspectos dessa invenção é que, caso um beijo seja necessário ou apropriado, a pessoa possa se proteger dos germes presentes na saliva ou outras secreções que possam ser transmitidas pelo beijo.

Ou talvez Ms. Gray Wood seja extremamente feia paranóica. Independente disso, ela foi bastante visionária: também há uma versão com “um pequeno bolso para acomodar a língua de uma das pessoas e permitir o beijo de língua.” (fig. 3, abaixo). A invenção de Wood ainda pode ser usada, segundo a patente, por “um político que beija bebês”. Não sabemos se a proteção é politicamente correta ou não — até agora, nem o político mais “Caco Antibes” adotou a geringonça.


sábado, 7 de maio de 2011

Patentes Patéticas (nº 06)


Em 1949 — muito antes de se falar em economia de energia, energias alternativas ou carros híbridos —, J. D. Stokes teve uma ideia sensacional: por que desperdiçar energia com um carro e uma máquina de lavar quando é possível acoplar uma lavadora em uma das rodas?

Para lavar roupas em suas calotas, adicione água e sabão por uma abertura (nº. 48, segundo a figura) e dirija em baixa velocidade. Para secar, basta repetir o ciclo (ou o percurso), preferencialmente em velocidade maior. Se a capacidade da calota-lavadora lhe parece pequena, lembre-se de que você pode multiplicá-la por quatro e lavar as roupas da família inteira.

Na patente, Stokes afirmava que sua invenção seria útil para “campistas, aqueles que vivem em trailers e outros viajantes.” Também poderia ser altamente recomendável para quem não tem espaço em casa para um varal ou uma máquina de lavar — ou então para assassinos, que podem fugir rapidamente e livrar-se das roupas ensanguentadas en route.

A não ser, é claro, que as calotas sejam roubadas. Afinal, uma peça multiuso certamente valeria muito mais que um disco de plástico.

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