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sábado, 14 de maio de 2011

A indústria ‘brasileira’ está com medinho

Durante sua breve presidência, Fernando Collor declarou que nossos automóveis eram “umas carroças” e, com o objetivo de estimular o desenvolvimento e a queda nos preços, acabou com o protecionismo dado à “nossa” indústria automobilística e abriu as portas para a importação. Duas décadas se passaram. Apesar de alguns avanços — mais estéticos do que mecânicos —, nossos carros continuam defasados. Mesmo assim, as montadoras reclamam dos importados. Entre proteger uma indústria defasada e apoiar a concorrência do Mercosul e a pesquisa e o desenvolvimento, Dilma escolheu proteger os fabricantes estrangeiros de carroças.

domingo, 15 de agosto de 2010

Uma mesquita não resolve nada

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Quase dez anos depois o solo que sustentava as Torres Gêmeas em Nova York continua deserto. O Marco Zero continua sendo um pólo atrativo para turistas e polemistas. Nada foi levantado lá até hoje por uma razão simples: não há consenso sobre o que construir no lugar do WTC. E as controvérsias e teorias conspiratórias que surgiram desde então voltam à tona com a proposta de construir uma mesquita perto dali — e a aprovação dada pelo presidente Obama.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Moedas na Pista

Mais uma da série: "Por que isso nunca acontece comigo?"

Na semana passada um acidente milionário parou o trânsito na rodovia A114, perto de Foggia, no sul da Itália. Um caminhão que transportava 2 milhões de euros [cerca de R$ 4,4 milhões] em moedas (de € 1 e € 2) capotou, espalhando parte da carga na pista. O veículo que transportava as moedas bateu em outro carro e capotou após um dos pneus estourar.

caminhao620italiaMotoristas que passaram pelo local não perderam a oportunidade e arriscaram a vida para ajudar a limpar a rodovia e liberar o trânsito. De acordo com a imprensa italiana, os motoristas mais habilidosos conseguiram acumular até € 10 000 em moedas antes que a polícia chegasse ao local. O prejuízo foi estimado em 50 000 euros, mas pode ser até cinco vezes maior. O motorista do caminhão e o passageiro do carro atingido sofreram apenas ferimentos leves.

domingo, 13 de junho de 2010

Cala a boca, Galvão!

by Mola

Os jogos do Brasil na Copa do Mundo ainda nem começaram, mas ele já está enchendo o saco. E o pessoal do twitter já está xingando. Muito. #CALA A BOCA GALVAO é o tópico mais comentado do momento no microblog. Felizmente, ninguém sabe quem (ou o quê) é Galvão lá fora. Então surgiram as mais incríveis explicaçãos pra inglês ver.

Aproveitando-se da ingenuidade (e ignorância) dos gringos, Cala-a-boca-galvão é, ao mesmo tempo, o próximo single da Lady Gaga — deixando os fãs perdidos — e campanha ecológica para salvar um raríssimo pássaro amazônico, o Silentium Galvanus. Veja:

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Socialismo do Século XXI?

Hugo Chávez continua a fazer suas trapalhadas no governo da Venezuela. E tudo que ele consegue fazer é demonstrar que o seu Socialismo do Século XXI é só uma reprise dos piores episódios das políticas latino-americana e  mundial do século passado.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Fora-da-lei

Para um ser que acima de tudo é — ou se diz ser — onibenivolente, Deus já se meteu em uma série de problemas legais. Nos dois últimos anos foram duas acusações e, como era de se esperar de alguém que também se diz ser onipresente, cada uma veio de um lado do mundo.

Em 2007, Ernie Chambers, deputado estadual do Estado de Nebraska (EUA), entrou com um processo contra a deidade sob a alegação de que Ele causou "irrestritas mortes, destruição e aterrorização de milhões e milhões dos habitantes da Terra".

No ano seguinte, na Romênia, um prisioneiro recorreu judicialmente contra Deus por quebra de contrato. Segundo o detento, seu batismo era um contrato com Deus, mas o ser supremo teria rompido o acordo ao falhar em protegê-lo contra o mal.

Deus só não foi convocado a comparecer nos tribunais por formalidades técnicas. A ação do Sr. Chambers foi arquivada por que Deus não tem endereço (ou, pelo menos, não o informa em seu livro) e, portanto, não poderia ser notificado por um oficial de justiça. O caso romeno foi considerado fora da jurisdição da corte por que Deus não está registrado nem como pessoa física nem como pessoa jurídica.

Certamente, Deus deve ter procurado advogados com o Diabo.

domingo, 29 de novembro de 2009

É Agora ou Nunca

No início de dezembro, líderes de todo o mundo se encontram em Copenhague para buscar ações conjuntas e evitar o pior das mudanças climáticas. Mas o choque de interesses pode ser fatal para o encontro.

sábado, 17 de outubro de 2009

Um Preço Alto Demais a Pagar

Lembranças de um tempo em que a Natureza ainda dominava o homem:

Em 1774, um navio perdido foi descoberto na região ártica coberto de gelo e neve. O descobridor foi o capitão de um navio baleeiro da Groenlândia chamado Warrens. Ele, ao subir a bordo do navio encontrado achou, em uma das cabines, o corpo de um homem perfeitamente preservado pelo frio glacial, com exceção de uma mancha de mofo esverdeado que apareceu em volta dos olhos e na testa. O cadáver estava sentado numa cadeira e ligeiramente afastado da mesa. Na mão direita, ainda havia uma caneta e em diante dela estava o diário de bordo. O morto estava escrevendo no momento em que faleceu. A última sentença completa do diário inacabado era a seguinte:

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Os Pobres Quintilionários

Se você tem dificuldade para conseguir troco (ou para dar o troco), lembre-se da Hungria do pós-guerra e agradeça por não ter vivido no país dos magiares logo após a II Guerra Mundial. A moeda nacional, chamada Pengo, se desvalorizava tão velozmente que os preços dobravam a cada 15 horas.

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Você já viu um gari varrendo dinheiro da rua?

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Terra sem Homens

Um pequeno trecho da fronteira entre o Egito e o Sudão tem a forma de um trapézio. A área, de 2000 km², é desértica.

O Egito diz que pertence ao Sudão; o Sudão diz que é do Egito.

Isso faz de Bir Tawil a única área da Terra (com exceção da Antártica) que não é reclamada por nenhum Estado.

É um bom lugar pros sem-terra invadirem: é totalmente improdutivo e, como ninguém quer, ninguém vai reclamar.

Ou, então, talvez fosse um lugar interessante para se criar uma micronação. Se você tiver um bom dinheiro, disposição e ânimo para viver num clima árido, pode comprar - ou simplesmente ocupar - o território todo e declarar independência! Só não me pergunte o que fazer para sobreviver economicamente numa área árida de 2000 km².

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Cinquentões Americanos sobrevivem em Cuba

Outro dia eu tropecei no site do fotógrafo americano Dan Heller. Seus retratos de Cuba a partir de uma temática automotiva são tétricos e mais parecem o trabalho de um viajante do tempo.

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Para muitos, os grandes e pujantes carros norte-americanos dos anos 1950 não passam hoje de objetos de recordação e símbolos da Era de Ouro da economia yankee – na verdade uma era de ostentação e desperdício incompatíveis com as atuais crises energética e econômica.

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Embora Cuba tenha passado a importar carros de outros países – principalmente da Rússia –a partir dos anos 60, poucos foram os modelos euro-asiáticos que sobreviveram no tórrido e tormentoso clima da maior ilha do Caribe.

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Quase a totalidade dos carros que circulam pela Cuba de hoje são, na verdade, aqueles velhos símbolos de ostentação do “inimigo”.

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Por uma grande ironia do destino, a situação dos transportes na Ilha embargada e sub-industrializada só confirmou duas coisas alardeadas pela publicidade norte-americana dos anos ‘50:  a durabilidade e o conforto.

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Surpreendentemente, apesar do embargo, muitas “banheiras” mantém-se impecavelmente bem-conservadas.

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Para muitos cubanos, esses carros velhos são uma boa fonte de renda. É facilmente possível tornar-se taxista, pegar uns turistas por aí e ganhar até 50 dólares (ou mais) por mês.

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Parece pouco, mas é muito para economia falida e estagnada como a cubana, onde a média salarial não passa dos ÚS$ 25,00.

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Apesar dos altos custos de manutenção – esses carros são beberrões e a gasolina é tabelada pelo equivalente a US$ 4,00 o litro – o esforço compensa. E atrai os jovens.

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red-blue-yellow-bigcars-i-bigcars-v-bighavana-cruising-biggreen-2-bigcars-y-bigdan-jill-car-bigDan Heller, à direita, com a esposa, Jill, à esquerda.      

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domingo, 26 de julho de 2009

2009 – Ano da França no Brasil

Depois do Ano do Brasil na França, em 2008, chegou a nossa vez de homenagear os franceses. Mas parece que a primeira impressão do Presidente gaulês, Nikolas Sarkozy, não foi muito agradável: ano da frança no brasil

Após a visita, Sarkozy informou o presidente Lula que não voltará mais ao país durante os próximos eventos comemorativos do Ano da França no Brasil por que estará muito ocupado com uma agenda de intensas relações com a sua primeira-dama, a cantora italiana Carla Bruni – o que é perfeitamente invejável compreensível.

O Itamaraty divulgou nota sobre o fato dizendo “que nunca antes na história deste país nós tivemos dois canhões dentro do Palácio do Planalto: Dona Marisa, a primeira-dama, e Dilma Rousseff, o primeiro-ministro”.

Diante do caso, o Ministério da Cultura e o Ministério das Relações Exteriores estudam cancelar o Ano da França no Brasil por falta de interesse dos francos. O evento seria substituído pelo Ano do Irã no Brasil, pois o presidente Ahmadinejad estaria muito interessado em visitar o país e comprar material bélico nacional. O projeto conta com apoio do Ministério da Defesa e de todos os setores das Forças Armadas, que querem a modernização de nossos arsenais. Ainda não se sabe qual seria o impacto da venda dos canhões à ditadura teocrática democracia de Teerã na imagem do Brasil junto à comunidade internacional. O presidente Lula apoia a ideia e acredita que a medida vai melhorar ainda mais a imagem que os estrangeiros têm do Brasil – principalmente aqueles que visitam Brasília.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Cuba Libre?


"Comunico que não aspirarei nem aceitarei; repito, não aspirarei e nem aceitarei, os cargos de presidente do Conselho de Estado e comandante-em-chefe". Com essas palavras, num artigo publicado hoje no Granma, o jornal oficial cubano, Fidel Castro (81 anos) renunciou à presidência de Cuba, depois de liderar o país durante 49 anos. Fidel foi, enfim, um perfeito caudilho. Tal como Bolívar e San Martín, Castro apareceu como libertador, mas uma vez no poder, tornou-se um ditador com sua própria doutrina, o castrismo.

É difícil definir, no momento, o legado de Fidel. Apesar da ditadura socialista que impôs ao povo cubano, houve grandes avanços sociais no país. Educação, saúde e esporte fizeram de Cuba uma referência, um exemplo a ser seguido pela América Latina. Por outro lado, o Estado autoritário e autocrático sediado em Havana é algo totalmente retrógrado. A economia da Ilha não teve grandes avanços, nem mesmo na época da Guerra Fria. Cuba nunca deixou de ser uma ex-colônia agro-exportadora. Com o embargo americano, a economia, que sempre teve forte dependência do turismo, parou nos anos 50. Boa saúde e boa educação formam bons cidadãos, mas se não há liberdade de pensamento e nem uma economia dinâmica, os avanços sociais por si só são insuficientes para a população. Este é o motivo pelo qual tantos cubanos têm se arriscado no mar do Caribe, durante esse meio século de revolução.

Quanto ao futuro de Cuba, porém, não deve haver mudanças a curto prazo. Há quase dois anos que Fidel adoeceu e deixou seu irmão, Raúl Castro, 76 anos, no poder. Agora, a tendência é que Raúl seja oficialmente eleito, embora hajam outros nomes possíveis, inclusive de uma geração mais jovem. Dentre os possíveis nomes estão: o comandante Juan Almeida, 81 anos; José Ramón Machado Ventura, um influente membro do Partido Comunista, 76 anos; o ministro do Interior, general Abelardo Colomé, 67 anos; Ramiro Valdés, 75, ministro das Comunicações. A "nova guarda" é representada apenas pelo vice-presidente Carlos Lage, 55 anos e pelo chanceler Felipe Pérez Roque, 41 anos.

Independente da geração que assumir, as reformas serão inevitáveis. Talvez sejam lentas e graduais, mas uma vitória democrata (Hillary ou Obama) nas eleições americanas em novembro pode levar a um relaxamento do embargo americano, o que aceleraria o clima de renovação. Se Fidel morrer em breve, o processo de democratização e abertura de Cuba pode ser ainda mais intenso.

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