Um Judeu muito velho chamou sua mulher para a cama e disse: “Eu estou morrendo. Por favor, chame um padre... Eu gostaria de me converter ao Catolicismo.” Chocada, a mulher lembrou ao seu marido que eles haviam sido judeus devotos durante toda a vida. “Eu sei, querida,” disse ele, “mas não é melhor que um deles morra em lugar de um dos nossos?” — Epígrafe anônima em John Martin Fischer, The Metaphysics of Death [A Metafísica da Morte], 1993
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segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Saída Estratégica
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Clube da Modéstia
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| O Clube da Modéstia é realmente modesto: 2 membros. |
Em 1880, Mark Twain convidou William Dean Howells (1837-1920) para participar de um clube que acabara de fundar. Um clube no qual a “primeira & mais importante qualificação para ser filiado é a modéstia.”
“Até o momento, eu sou o único membro.” — explicou Twain em seu convite — “E como a modéstia requerida deve ser de um tipo deveras sério, o empreendimento pareceu por um tempo fadado a permanecer inoperante comigo, por falta de material adicional. Mas após refletir, eu cheguei à conclusão de que você é elegível.”
A resposta de Howells: “A única razão que me levou a não me filiar ao Modest Club é que eu sou modesto demais: ou seja, eu temo não ser modesto o bastante. [...] Se você pensa que eu não sou modesto demais, pode subscrever meu nome e eu tentarei pensar o mesmo de você.”
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quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Jesus Multinacional
Recentemente em um congresso teológico em Roma, estudiosos bíblicos de várias nacionalidades e etnias apresentaram TRÊS PROVAS DE QUE JESUS...
...ERA MEXICANO
1. Seu primeiro nome era Jesus;
2. Ele era bilíngue;
3. Ele sempre estava sendo perseguido pelas autoridades.
...ERA NEGRO
1. Ele chamava todo mundo de “mano”;
2. Ele curtia música gospel;
3. Ele não conseguiu um julgamento justo.
...ERA JUDEU
1. Ele seguiu a mesma carreira do pai;
2. Viveu em casa até os 33 anos;
3. Ele tinha certeza de que sua mãe era uma virgem, e ela estava certa de que ele era um Deus.
...ERA ITALIANO
1. Ele falava com as mãos;
2. Ele vivia tomando vinho;
3. Ele só comia massas e peixes e temperava tudo com azeite de oliva.
...ERA IRLANDÊS
1. Ele era barbudo;
2. Ele nunca se casou;
3. Ele vivia contando histórias...
...ERA CALIFORNIANO
1. Ele nunca cortou o cabelo;
2. Vivia andando descalço por aí;
3. Ele inventou uma nova religião;
...ERA ARGENTINO1. Ele era cabeludo;2. Se considerava um deus;3. Só era legal com seus puxa-sacos.
...ERA BRASILEIRO
1. Ele nasceu num curral e depois mudou-se com a família pra cidade grande;
2. Vivia cercado de pobres e putas (mas detestava os camelôs);
3. Sempre negou-se a trabalhar e a pagar impostos.
terça-feira, 6 de setembro de 2011
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
A-π-calipse
Ao longo do século XIX, vários autores anunciaram, cheios de confiança, que haviam encontrado um valor certo e exato de piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii pi. Infelizmente, houve bastante divergência, pois cada um deu a sua resposta. Buscando resolver de uma vez por todas o problema de π, DUDLEY (1977), matemático da DePauw University, resolveu procurar um consenso através da análise de uma seleção de 50 valores de π ordenados pelo ano do anúncio:
Surpreendentemente, Underwood Dudley descobriu uma tendência preocupante: o valor de π está diminuindo. Para encontrar o valor de pi para cada ano, Dudley usou a fórmula πt = 4,59183 – 0,000773t, onde t é o ano do cálculo do valor exato de pi. Fazendo as continhas, verifica-se que 1876 foi o ano com o pico do pi, co’ pi mais exato: 3,145926535. Desde então — admitindo-se um ritmo constante, é claro — o valor de π vem declinando.
Para ser bem claro, isso pode ter consequências estrogonoficamente catastróficas:
Quando πt for igual a 1, [alerta Dudley] a circunferência de um círculo será igual ao seu diâmetro. Assim, todos os círculos vão entrar em colapso. O mesmo ocorrerá com as esferas (uma vez que elas têm secções circulares), entre elas a Terra e o Sol. Será, de fato, o fim do mundo, que vai acontecer em 9 de agosto de 4646, exatos 3 minutos em 27 segundos antes das 9 da manhã.
Entretanto, há uma boa notícia (pelo menos para os seus netos): “Será particularmente fácil calcular circunferências de círculos em 2059, quando πt= 3”. A cotação de π para 2011 é π 2011= 3,032737.
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Bibliografia
- DUDLEY, Underwood. “πt”, artigo publicado em Journal of Recreational Mathematics 9:3, março de 1977, p. 178
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terça-feira, 30 de agosto de 2011
sábado, 20 de agosto de 2011
TrES-2b, o Planeta Negão
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| Concepção artística de TrES-2b, o planeta mais rubro-negro conhecido |
Tente imaginar alguma coisa mais preta (ou negra ou afro-descendente) que carvão. Agora tente imaginar um planeta inteiro dessa cor. Foi exatamente isso que o telescópio espacial Kepler descobriu na semana passada.
Distante apenas 5 milhões de quilômetros de sua estrela-mãe, TrES-2 — e a 750 anos-luz da Terra —, o gigante gasoso chamado TrES-2b arde a cerca de 980ºC. Apesar disso, aquele mundo imenso e infernal aparentemente não reflete quase nenhuma luz que recebe.
David Kipping, líder da equipe que descobriu o planeta negão confirma: “é menos refetivo que o carvão ou mesmo a mais negra tinta acrílica — de longe o planeta mais obscuro já descoberto”. Kipping, astrônomo do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics, em Cambridge, Massachussets dá uma ideia da aparência do TrES-2b: “Se pudéssemos vê-lo de perto, ele pareceria uma bola de gás quase preta, com uma tênue faixa vermelha brilhante — um verdadeiro exotismo entre os exoplanetas.”
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segunda-feira, 15 de agosto de 2011
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Michelangelo #LikeABoss
Às vezes, até um gênio como Michelangelo tem que lidar com a idiotice de um chefe:
Eu não posso omitir uma história um tanto infantil que Vasari conta sobre o David. Após ele ter sido colocado em seu pedestal diante do palácio, e enquanto o andaime ainda estava lá, Piero Soderini, que amava e admirava Michelangelo disse-lhe que achava que o nariz era muito largo. O escultor imediatamente correu escada acima até alcançar a altura dos ombros do gigante. Ele, então, pegou seu martelo, seu cinzel e, soprando um pouco de pó de mármore que levara na palma da mão, fingia trabalhar uma porção do nariz. Na verdade, ele o deixou como o havia encontrado. Mas Solderini, vendo o pó de mármore espalhado pelo ar, pensou que sua dica havia sido aceita. Assim, quando Michelangelo virou-se para ele lá de cima e disse “Veja só!”, Solderini respondeu gritando “Eu me sinto muito agradecido com isso. Você deu vida à estátua.” – John Addington Symonds, The Life of Michelangelo Buonarroti, 1893
E eu, da minha parte, não posso omitir um vídeo um tanto pitonesco, que talvez seja baseado nessa anedota:
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Dead-line (literalmente)
Em seus primeiros dias como repórter no Columbus Dispatch, onde trabalhou entre 1921 e 1924, o futuro escritor e cartunista americano James Thurber (1894-1961) recebeu um importante conselho de seu editor: “escreva leads dramáticos para suas matérias.”
Com o conselho em mente, Thurber escreveu a seguinte introdução para um caso de assassinato: “Morto. Assim estava o homem quando o encontraram com uma faca nas costas às 4 da tarde em frente ao Riley’s Saloon na esquina das ruas 52 e 12.”
Jornalismo literário é para os fracos.
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sexta-feira, 22 de julho de 2011
Trollagem Psicológica
Em uma universidade feminina, um psicólogo pediu aos membros de sua classe para cumprimentar qualquer garota vestida de vermelho. Em uma semana, a cafeteria ardia de tanto vermelho. Embora tenham notado que a atmosfera estava mais amigável, nenhuma das meninas sabia estar sendo influenciada. Diz-se que uma turma na Universidade de Minnesota teria condicionado seu professor de psicologia uma semana após ele ensinar sobre aprendizagem subconsciente. Toda vez que ele movia-se para o lado direito da sala, os alunos prestavam mais atenção e riam mais ruidosamente de suas piadas — e condicionaram-no tanto a ir para a direita que chegaram a fazê-lo sair da sala. — W. Lambert Gardiner, Psychology: a Story of a Search [Psicologia: relato de uma pesquisa], 1970Fica a dica para os estudantes universitários trolls.
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terça-feira, 19 de julho de 2011
Estou cego dos óculos
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| O pior é que antes de usar óculos (e aprender ótica), eu também pensava que todo mundo que usava fosse um quase-cego. #meaculpa |
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sábado, 30 de abril de 2011
On-Board Empire
No início de setembro de 1924, no auge da Lei Seca norte-americana, houve rumores de que pessoas ricas estariam bebendo e se divertindo. Onde? Em um vapor de 17.000 toneladas ancorado a 15 milhas náuticas [27km] da costa de Nova York, literalmente fora dos limites da lei. “Uma orquestra de Jazz fornece a música para que milionários e melindrosas dancem em um piso encerado com o aroma da maresia em suas narinas”, escreveu Sanford Jarrell no New York Herald Tribune. Para escrever a matéria — sob a enorme manchete “New Yorkers Drink Sumptuously on 17,000-Ton Floating Cafe at Anchor Fifteen Miles off Fire Island” —, o repórter teria conseguido passar uma noite a bordo do misterioso navio.
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| "Eu vou acabar com esse jornalista filho-da-puta!" — Nucky Thompson, ao saber da notícia |
Foi um verdadeiro furo. Outros jornais acreditaram na história, reproduziram-na e deram os devidos créditos a Jarrell e ao Herald Tribune. Tudo muito bom, tudo muito bem, mas a concorrência também foi buscar suas versões dos fatos. Agentes da Alfândega começaram suas investigações quando perceberam o súbito interesse dos nova-iorquinos pela Fire Island. Até o governo federal acreditou e a Marinha mandou um cúter da Guarda Costeira para caçar o suposto navio-cabaré. Surpreendentemente, ninguém conseguiu confirmar o caso. Todos ficaram a ver navios.
Inicialmente, o NYHT defendeu Jarrell contra os que duvidavam da história. Mas diante da falta de provas, o jornal acabou admitindo que a história não era verdadeira. O episódio começou com uma dica de uma fonte respeitável. Jarrell investigou a história e, como todo mundo depois dele, não encontrou nada que pudesse ser confirmado e publicado. Ele só publicou sua matéria sobre o “sin ship” como uma brincadeira, mas a história era tão boa que acabou ganhando vida própria. Apesar de convincente e extremamente provável, tudo não passava de uma farsa.
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| "Nada como mandar algumas garrafas de uísque para todas as redações" |
Sabendo que isso bastava para acabar com a carreira de qualquer jornalista (ao menos em um país civilizado) e que seria punido, Sanford Jarrell escreveu uma carta ao editor do jornal um dia depois de o jornal admitir que estava errado. Na carta o jornalista, além de confessar seu crime, pedia demissão: “Em antecipação à pena natural pela minha contravenção, e reafirmando meu mais sincero arrependimento por todo esse caso, eu venho por meio desta pedir meu imediato desligamento como membro da equipe do Herald Tribune.”
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sexta-feira, 22 de abril de 2011
Moderna Páscoa Judaica
Mudam-se os tempos, mas as sérias restrições alimentares do judaísmo continuam firmes e fortes:
Não ria se você for cristão — especialmente se for católico. Afinal você também não pode comer nem um Big Mac durante a quaresma. Ou não deveria.
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sexta-feira, 15 de abril de 2011
O primeiro fumante
O hábito de fumar tabaco nem sempre existiu — na verdade, nem é tão antigo: data do século XVI —, então é possível saber quem foi o primeiro fumante.
O tabaco foi levado à Europa em 1518 (ou 1523) pelos espanhóis que o descobriram na América. Por volta de 1559, o embaixador da França em Portugal, Jean Nicot (donde nicotina), enviou as primeiras amostras do que considerava uma planta medicinal para Paris. De lá, o fumo se espalhou pelo continente, mas era mascado ou moído e cheirado (rapé). Copiando os índios norte-americanos, Sir Walter Raleigh foi o primeiro a fumar tabaco em um cachimbo. Evidentemente, ele não foi muito compreendido:
O tabaco foi introduzido na Inglaterra por Sir Walter Raleigh. Por cuidado, ele manteve às escondidas o hábito de fumar, pois não pretendia ser copiado. Mas certo dia, durante profunda meditação e com um cachimbo na boca, ele chamou seu empregado, pedindo-lhe uma pequena caneca de cerveja. O servo, ao entrar em seu quarto, jogou toda a bebida na face de seu mestre e saiu correndo pelas escadas, gritando: “Fogo! Socorro! Sir Walter estudou até incediar sua cabeça! Ele solta fumaça pela boca e pelo nariz!”
— William Keddie [editor], Cyclopaedia of Literary and Scientific Anecdote, 1854
Em tempo: por incrível que pareça, o fumo chegou ao Japão antes de alcançar a França. Marinheiros portugueses levaram a planta para a terra do sol nascente em 1542.
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domingo, 27 de março de 2011
sábado, 12 de março de 2011
segunda-feira, 7 de março de 2011
quinta-feira, 3 de março de 2011
H. G. Wells é um fanfarrão
Ao sair de uma festa em Cambridge, H.G. Wells percebeu que havia levado o chapéu errado. O nome do proprietário estava dentro da borda. Mas o chapéu servia tão bem e Wells gostou tanto dele que decidiu devolver não o chapéu, mas um bilhete:
“Eu roubei seu chapéu; gosto do seu chapéu; vou ficar com seu chapéu. Sempre que eu olhar para dentro dele, lembrar-me-ei de você, do seu excelente Xerez e da cidade de Cambridge. Eu tiro seu chapéu para você.”
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terça-feira, 1 de março de 2011
Créditos Finais Sem Fim
Certa vez, o matemático inglês John Edensor Littlewood (1885-1977) escreveu um artigo para o Comptes rendus de l'Académie des sciences, da França. Noves fora a matemática, a tradução do texto foi feita pelo Prof. Marcel Riesz (1886-1969). O trabalho nem era muito importante e passaria despercebido, não fossem essas três notas de rodapé no fim do artigo:
Devo muito ao Prof. Riesz pela tradução do presente trabalho.
Ainda devo ao Prof. Riesz pela tradução da nota anterior.Ainda devo ao Prof. Riesz pela tradução da nota anterior.
A coisa poderia ter continuado indefinidamente (exceto talvez pela limitação de espaço). Mas não foi a isso que Littlewood se prendeu: “Eu parei legitimamente no número 3: não importa quão pouco eu saiba de Francês, eu sei que sou capaz de copiar uma sentença em Francês.”
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