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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Antimétrica


A aritmética decimal é uma invenção dos homens para a contagem dos números e não uma propriedade do tempo, do espaço ou da matéria. Ela pertence essencialmente à manutenção da contabilidade, mas é um mero acidente das transções do comércio. A natureza não tem parcialidade pelo número 10. A tentativa de agrilhoar sua liberdade com eles [os decimais] sempre se provará abortiva. — John Quincy Adams, Secretário de Estado dos Estados Unidos, em recomendação contrária ao sistema métrico decimal, em 1821; citado em Chambers’ Edinburgh Journal, 15 de maio de 1852
Outra pérola do então secretário de Estado foi a chamada Doutrina Monroe. Filho do ex-presidente John Adams, Quincy Adams (1767-1848) foi  eleito presidente dos Estados Unidos em 1824. A eleição de Adams em 1824 foi, a seu modo, a versão oitocentista da polêmica eleição de George W. Bush (outro filho de um ex-presidente) em 2000. O vencedor, tanto no voto popular quanto no colégio eleitoral foi Andrew Jackson (1767-1845). Mas a vantagem de Jackson foi considerada insuficiente para elegê-lo e Adams foi eleito de forma indireta, pelo Congresso, no que foi considerado uma “barganha corrupta”. Porém, sem um ataque terrorista em solo americano para ajudá-lo, Quincy Adams perdeu a eleição seguinte para o próprio Andrew Jackson.

sábado, 23 de julho de 2011

Patentes Patéticas (nº. 17)


Cuidado! Frágil!
Mumificação é algo tão 4.000 a.C., tão mainstream... Mas graças a Joseph Karwowski, agora você pode morrer de modo muito mais moderno, com estilo e, diferentemente das múmias, ficar lindo por toda a eternidade*. Em 1903, Karwowski patenteou um “método de preservação dos mortos” brilhante. Como a criogenia, o método é caro e lento, mas indolor. Trata-se de revestir e isolar hermeticamente o falecido em um bloco de vidro transparente. 

Perfeito para quem tem medo não apenas de morrer, mas de ser enterrado, cremado (e ter suas cinzas cheiradas por alguém) ou congelado num caixão criogênico. Não tem muito espaço para dividir com um cadáver envidraçado? Sem problemas, segundo a patente: “Na Fig. 3, eu apresentei apenas a cabeça do corpo inserida no interior do bloco de vidro transparente. É evidente que apenas a cabeça pode ser preservada dessa maneira, se assim for preferido.” 

Pelo menos serve como um bom peso de papel. Pois crânios são tão mainstream como pesos de papel...


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*A eternidade do produto/serviço só é garantida até aquele seu distante e desastrado descendente de 10 anos encontrar alguma forma de quebrar seu sarcófago cristalino. Não se esqueça de deserdá-lo por isso.

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