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sábado, 26 de novembro de 2011

Patentes Patéticas (nº. 35)


Ah, com o verão que está chegando uma casquinha de sorvete é uma boa pedida, não é mesmo? Mas, vamos combinar: as casquinhas de sorvete são uma droga! Precisamos ficar girando-as o tempo todo para evitar que o sorvete derreta e se esparrame, sujando (e cansando) a mão do consumidor.

Deve ter sido mais ou menos esse o raciocínio que passou pela cabeça de Richard B. Hartman, de Issaquah, Washington no fim dos anos 1990. Com um problema tão simples a resolver, Mr. Hartman não tardou a ver a solução tipicamente americana: Casquinhas de Sorvete Motorizadas. Ou, segundo o resumo da patente 5.971.829:

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Justiça sensorial

Outro julgamento francês relatado é o de um mendigo que, estando faminto, foi até a porta de uma casa de repasto e inalou o aroma do jantar até se restaurar. Ele foi processado pelo proprietário para pagar o preço de um jantar. O mendigo declarou que não havia tomado nada, mas a acusação declarou que ele havia se recuperado às suas expensas. O juiz deu a esse caso uma sentença que bem deveria ser imitada por nossos juízes superiores e finalmente decidiu que, assim como o réu havia sido recuperado pelo aroma do jantar, o proprietário deveria ser compensado pelo ouvir do tilitar de moedas. — H.C. Shurtleff, “The Grotesque in Law” [“O Direito Grotesco”]American Law Review [Revista Americana de Direito], Janeiro-Fevereiro de 1920

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Será que era só um cafezinho?

Sexauer [que, como você vai perceber, pronuncia-se da mesma forma que “Sex Hour”] é um nome alemão comum, referente aos naturais de Sexau, no sul da Alemanha. Procurando por um Mr. Sexauer, um homem de Washington ligou para o Comitê de Comércio Interestadual e Internacional do Senado. Tentando ajudá-lo, uma funcionária ligou para o Comitê de Finanças e Bancos através de ligação interna e perguntou, educadamente: “Você tem algum Sexauer por aí?”
“Ouça”, disse a telefonista da outra repartição, com um suspiro. “Nós não temos mais nem uma pausa de dez minutos para o café.”
— Elsdon C. Smith, Treasury of Name Lore [Tesouro da Tradição Oral dos Nomes], 1967

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Língua presa

O antropólogo Daniel Suslak, da Indiana University, está compilando um dicionário de Ayapaneco, uma das 68 línguas indígenas do México. Isso não seria incomum, não fossem dois grandes problemas que Suslak encontrou em seu trabalho: 1) há apenas duas pessoas ainda falam Ayapaneco e 2) essas pessoas não se falam entre si.

Os últimos ayapanecófonos são Manuel Segovia, de 75 anos e Isidro Velazquez, 69. Os dois vivem no Estado de Tabasco — e a apenas 500 metros de distância. Infelizmente, como contou Suslak ao Guardian em abril, “eles não têm muito em comum.” Segovia é “um pouco espinhoso” enquanto Velazquez é “mais estóico” e raramente sai de casa.

Sem a cooperação dos dois velhinhos ranzinzas, a língua Ayapaneco (que era chamada por seus falantes de Nuumte Oote, “voz de verdade”) pode morrer com eles. “Quando eu era um garoto”, reconhece Segovia, “todo mundo a falava. Pouco a pouco ela foi desaparecendo e agora eu suponho que pode morrer junto comigo.” Velazquez, seis anos mais jovem, talvez discorde.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

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