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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

6.000 anos em sequência

Contar seis mil anos de história conhecida com detalhes e, ao mesmo tempo, com brevidade parece uma loucura. Contar a História de uma forma que ainda por cima seja prontamente reconhecível e tenha linguagem universal pode parecer mais difícil ainda.

A não ser, é claro, que se use um desenho aliado a uma linha do tempo. Ou seja: arte sequencial, quadrinhos. É o que fez o artista italiano Milo Manara na obra a seguir.

[Originalmente, esta representação gráfica da História não tinha palavra alguma. Como eu sei que nem todo mundo gosta de História, tomei a liberdade de indicar os períodos históricos representados, para que ninguém se perca.] 

Clique para ampliar:


O resultado não poderia ser mais claro: a História da Humanidade pode ser resumida a episódios recorrentes e interdependentes de Violência, Sexo e Intrigas.

Embora os puritanos torçam o nariz para as representações eróticas — e o erotismo não deixa de ser parte inseparável da natureza humana —, esta obra pode ser um ótimo recurso pra mostrar pro pessoal do fundão que História é legal.

E pra mostrar pra todo mundo todas as besteiras que já cometemos.

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Onde eu achei? É óbvio!

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Cectic 22 - Em outras palavras...

A tirinha a seguir define muito bem o que é o criacionismo: uma troca dissimulada de termos para tentar transformar a doutrinação religiosa numa teoria científica...

Clique para ampliar:



Não posso deixar de transcrever aqui uma um pouco da melhor definição de criacionismo, feita por Isaac Asimov num artigo publicado na New York Times Magazine de 14/06/1981 e que continua muito atual:

"Uma teoria (da maneira como a palavra é usada pelos cientistas) é uma descrição detalhada de alguma faceta do funcionamento do universo que é baseada em longa observação e experimentação e que tem sobrevivido ao estudo crítico dos cientistas em geral.

Por exemplo, temos a descrição da natureza celular dos organismos vivos (a 'teoria das células'); de objetos que se atraem mutuamente de acordo com uma regra fixa (a 'teoria da gravitação'); da energia agindo em quantidades discretas (a 'teoria quântica'); da luz viajando através do vácuo a uma velocidade fixa e mensurável (a 'teoria da relatividade'), e assim por diante.

São todas teorias; são todas firmemente fundamentadas; são todas aceitas como descrições válidas deste ou daquele aspecto do universo. Elas não são nem palpites nem especulações. E nenhuma é melhor fundamentada, examinada mais de perto, mais questionada criticamente e mais largamente aceita do que a teoria da evolução. Se ela é “apenas” uma teoria, isso é tudo o que ela tem que ser.

O criacionismo, por outro lado, não é uma teoria. Não há nenhum indício, cientificamente falando, que a apóie. O criacionismo, ou pelo menos a variedade particular aceita por muitos americanos, é uma expressão de uma lenda dos primórdios do Oriente Médio. Ela é descrita com justiça como 'apenas um mito'."

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

150 anos de evolução


Há exatamente 150 anos, em 20 de agosto de 1858, Charles Darwin publicou pela primeira vez a sua Teoria da Evolução no The Journal of the Proceedings of the Linnean Society of London (um jornal especializado em biologia). Na verdade, porém, Darwin vinha trabalhando com sua teoria desde 1838. No ano seguinte, Darwin escreveria um livro, A Origem das Espécies, no qual aprofundava e explicava a sua teoria, que se baseava no conceito de seleção natural.

A ideia de uma origem comum de todas as espécies e, consequentemente, de evolução não era inteiramente nova. O primeiro a examinar tal ideia, no século VI a.C. foi o filósofo grego Anaximandro de Mileto. Mais tarde, o grego Empédocles e o romano Lucrécio também se interessaram pelo tema. Somente no século XVIII os conhecimentos bilógicos voltaram a se expandir. Assim ideias evolutivas foram propostas por alguns filósofos como Pierre Louis Maupertuis em 1745, Georges-Louis Leclerc (conde de Buffon) entre 1749 e 1778, e Erasmus Darwin em 1796. Este último, por sinal, era avô paterno de Charles Darwin. Na primeira metade do século XIX, o Lamarckismo, teoria proposta por Jean-Baptiste Lamarck, era a explicação científica mais aceita sobre a origem e a evolução da vida.

A obra de Darwin revolucionou o mundo e ainda hoje é a explicação oficial da ciência quando se fala da origem e da evolução da vida na Terra.

Uma das explicações mais simples que pude encontrar é o seguinte vídeo. Nele, o saudoso astrônomo, escritor e divulgador científico, Carl Sagan narra os 4 bilhões* de anos que nos separam das células primordiais. É importante ressaltar que a verdadeira evolução biológica ocorreu em todo aquele espaço de tempo - 4 bilhões de anos - e que não devemos basear nossa noção de evolução na duração do vídeo - pouco mais de 7 minutos.


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* Nota: Para aqueles que não têm ideia do que se trata quando se fala em bilhões, uma comparação é muito útil:
- 1 000 000 (um milhão) de segundos = 12 dias
e
-1 000 000 000 (um bilhão) de segundos = 32 anos
.

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