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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O paradoxo do acionista honesto

Um acionista em meio a uma crise de consciência?

Suponha que você tenha  ações de uma companhia e que você descobriu que ela age de maneira imoral (digamos que ela explore mão-de-obra em condições de escravidão). Você decide, então, vender seus títulos. Mas será que isso é moralmente correto? 

Se possuir as ações de tal companhia lhe parece moralmente condenável por torná-lo co-responsável pela conduta da empresa, vendê-las para outra pessoa também pode ser um ato imoral. O comprador pode não perceber que a ação está moralmente podre, mas você tem consciência disso (e ainda tem lucro com aquelas ações “sujas”).

Mesmo renunciar à propriedade das suas ações, devolvendo-as à empresa, pode ser imoral. Isso levaria a uma redistribuição do valor da empresa entre os demais acionistas, o que aumenta a culpabilidade moral deles. Nesse caso, é possível ter uma saída honesta do mercado de ações?

(Steve M. Cahn, “A Puzzle Concerning Divestiture” [“Um Problema em Relação ao Desinvestimento”], Analysis, 1987)

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Imposto Nasal

Já falamos sobre alguns dos impostos mais absurdos já inventados em umas 10 Dimensões. Infelizmente (ou não), só agora eu encontrei a seguinte tributação:
No século IX, quando os Dinamarqueses estavam cuidando das coisas na Irlanda, eles impuseram — para desgosto dos nativos — uma taxa anual de uma onça de ouro sobre cada chefe de família irlandês. O não-pagamento seria punido com a amputação do nariz. Os Irlandeses nunca foram notáveis por suas riquezas e o ouro era quase tão escasso quanto as cobras na Ilha Esmeraldina. Consequentemente, a taxa era um grande peso, e a maioria dos pais de família era incapaz de pagá-la. A lista de inadimplentes logo tornou-se algo formidável e parecia quase certo que a Irlanda se tornaria um país de sem-narizes. Após se sujeitar por treze anos, o povo levantou-se e, irado, massacrou muitos de seus opressores. Estes entenderam o recado e a odiosa lei foi banida. — Albert W. Macy, Curious Bits of History [Bocados Curiosos da História], 1912

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Uma pequena (e bem pequena) bolha imobiliária

Em 1955, o programa de rádio canadense Sergeant Preston of the Yukon anunciou que cada criança que comprasse uma caixa do cereal Quaker Oats receberia de graça uma escritura de uma polegada quadrada de terra no território de Yukon. A empresa comprou 19 acres [a medida agrária, não o Estado] perto do Rio Yukon, dividiu-a em lotes polegarinos e incluiu as escrituras — talvez igualmente pequenas — nas caixas de cereal como brinde.

No total, 21 milhões de lotes foram distribuidos dessa forma. Como nem todos os consumidores eram crianças, logo começaram a surgir pessoas dispostas a explorar as possibilidades de propriedades tão pequenas. 

De acordo com Charles C. Geisler, em Property and Values [Propriedade e Valores, 2000], um dos proprietários declarou independência de seu minúsculo domínio — o que talvez a tenha tornado a menor micronação do mundo — ao passo que outro procurou doar seu título em troca da criação do menor parque nacional do planeta. 

Um garoto tentou mandar quatro dentes-de-leite para cercar sua propriedade, mas isso não foi possível porque as escrituras estipulavam que cada proprietário deveria reconhecer o direito dos demais de cruzar sua polegada livremente. Além disso, é provável que cada dente ocupasse inteiramente as quatro polegadas adjacentes, que já tinham dono.

Já em Canadian Literary Landmarks [Divisas Literárias Canadenses, 1984], John Robert Colombo conta a história de um colecionador visionário (e talvez um megalômano em pequena escala) que reuniu 10.000 escrituras e pediu para fundir suas propriedades em um grande território: “seu pedido foi negado, uma vez que em lugar nenhum da Escritura de Terreno afirmava-se que as polegadas quadradas [reunidas pelo peticionário] fossem adjacentes.”

Mas quem mais trollou nessa pequena bolha imobiliária foi a própria Quacker Oats. A empresa nunca registrou oficialmente o imenso loteamento e nem pagou impostos sobre a área que comprou. Alguns anos mais tarde, aqueles 19 milhões de acres foram devolvidos para o governo canadense.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Conforme a música

A música tem sido usada com sucesso para aumentar a produtividade industrial em quase tudo, da montagem de rádios à enrolação de cigarros e fogos de artifício. De fato, estima-se que a produtividade cresce em até 17%. Não há receita exata para qual melodia deve ser usada para acelerar as tarefas, mas geralmente são aquelas com tons definidos, como canções patrióticas, marchas, foxtrotes e polcas, são mais efetivas. [...] Mas talvez a mais imprevisível reação ocorreu quando uma fábrica, em uma febre de eficiência, tocou “Deep in the heart of Texas”, uma canção com um balanço bem próprio. Tudo correu bem na linha de montagem, até a entrada do refrão. O que se seguiu foi um pandemônio. Os trabalhadores estavam tão cheios do espírito da música que, no ponto em que o refrão pede por aplausos, eles automaticamente largaram suas ferramentas para aplaudir. — Women’s Day, novembro de 1963

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

O paradoxo do corte de custos

Esse paradoxo é especialmente dedicado a todos os economistas ortodoxos que acham que cortes de custos são um sempre um santo remédio, mas que não veem problema algum na origem de todas as crises — a jogatina irracional e histérica das bolsas de valores.
Eu estou apaixonado pelo paradoxo do empresário que devo a Lisa Collier: O presidente de certa companhia ofereceu uma recompensa de $ 100 para qualquer empregado que apresentasse uma sugestão sobre como a empresa poderia economizar dinheiro. Sugestão de um empregado: “Eliminar a recompensa”. — Raymond Smullyan

Taí um exemplo típico de presidente que não merece nem os bônus nem o alto salário que recebe. Mas como cortar na própria carne é sempre difícil, quem acabou cortado deve ter sido o funcionário que demonstrou mais sagacidade que o patrão. It's a trap! 

domingo, 24 de julho de 2011

Um museu vivo dos refrigerantes


Nesta era de globalização, quando os longos — e, vamos admitir, deliciosos — tentáculos da Coca-Cola ou da Pepsi alcançam até os lugares mais remotos do mundo, a Galco Soda Pop Stop é um lugar único. Nesse mercadinho cabe uma imensa variedade de marcas de refrigerante artesanais ou vintage, vindos de todos os cantos dos Estados Unidos e de lugares tão distantes quanto a Romênia. 

sábado, 14 de maio de 2011

A indústria ‘brasileira’ está com medinho

Durante sua breve presidência, Fernando Collor declarou que nossos automóveis eram “umas carroças” e, com o objetivo de estimular o desenvolvimento e a queda nos preços, acabou com o protecionismo dado à “nossa” indústria automobilística e abriu as portas para a importação. Duas décadas se passaram. Apesar de alguns avanços — mais estéticos do que mecânicos —, nossos carros continuam defasados. Mesmo assim, as montadoras reclamam dos importados. Entre proteger uma indústria defasada e apoiar a concorrência do Mercosul e a pesquisa e o desenvolvimento, Dilma escolheu proteger os fabricantes estrangeiros de carroças.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Em uma palavra [52]

monopsônia
subst. fem. uma situação de mercado na qual há apenas um comprador e diversos fornecedores; o oposto de monopólio. [do grego mono = um, único + opsonia = compra de comida]

sábado, 9 de abril de 2011

O dinheiro fala

1 tahler de 1814
Se você for um rei que acaba de conquistar um novo território, pense duas vezes antes de lançar uma nova moeda comemorativa.  O povo recém-conquistado pode até aceitar seu dinheiro, mas isso não significa que sua imagem vá melhorar:
Durante a Paz Geral de 1814, quando a Prússia absorveu uma parte da Saxônia, o rei [da Prússia, Frederico Guilherme III] cunhou uma nova moeda de nome EIN REICHSTAHLER [Um Tahler-do-Reino]. Os saxões, dividindo a segunda palavra obtiveram EIN REICH STAHLER, que significa “Ele roubou um reino!” — William T. Dobson, Poetical Ingenuities and Eccentricities [Engenhosidades e Excentricidades Poéticas], 1882 
Em tempo: pouca gente sabe, mas o Dólar norte-americano foi inspirado no Tahler alemão, mais precisamente no prussiano, que era de prata. Quando a Alemanha foi unificada pela primeira vez, ficou convencionado que 1 Tahler valeria 3 Marcos. O último Tahler foi cunhado em 1872, mas foi válido até 1908. Mesmo assim, o termo Tahler continuou sendo usado como sinônimo de “três Marcos” por mais duas décadas — mais ou menos como o nosso antigo mil-réis (ou mil pratas).

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Moedas Infográficas

Mesmo com tamanhos (e até cores) diferentes, as moedas continuam sendo uma das formas mais inconvenientes de ter dinheiro. Elas são fáceis de perder e, em muitos casos, difíceis de juntar.

Mas o designer japonês Mac Funamizu parece teve uma ideia no mínimo interessante para facilitar a vida de quem lida com moedas. Em lugar de variações no tamanho, no material, na textura ou na cor, ele propõe o uso de moedas com formas diferentes. Mas não são formas aleatórias: o formato teria relação com o valor de cada moeda.

domingo, 6 de março de 2011

Os Gigantes de Cardiff


Durante a escavação de um poço em Cardiff, no interior de Nova York, em 1869, os operários fizeram uma descoberta sensacional: um homem de pedra com 10 pés [3 metros] de altura.

Era uma estátua antiga? Um gigante petrificado? A verdadeira origem era bastante mundana. O chamado “Gigante de Cardiff” havia sido esculpido em gesso e enterrado deliberadamente por um comerciante de Nova York, George Hull. Ele realmente fez um bom negócio: gastou 2.600 dólares para esculpir e enterrar a peça, que foi vendida por US$ 37.500 após ser “descoberta”.

Mas a histeria do mercado não parava. P.T. Barnum, dono do então maior circo do mundo, ofereceu US$ 60.000 para alugar o gigante por três meses. Para ganhar ainda mais, Hull fez uma réplica, que apresentou como autêntica, declarando a peça original como o que era: falsa. Ao saber do caso, o expositor David Hannum teria dito a frase “A cada minuto nasce um otário.” Ironicamente, hoje a frase é creditada a P.T. Barnum, mas ele é que era o otário nessa história toda.

Apesar do hype (ou como todo hype), o truque não durou muito. Um ano mais tarde, as duas estátuas foram consideradas falsas após um exame. Mas a primeira delas ainda vive: está até hoje exposta em um museu de Cooperstown, NY.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Quando a porca torceu o rabo

porca
Em 1266, em Fontenay-aux-Roses, perto de Paris, um porco que foi condenado por ter comido uma criança foi publicamente queimado por ordem dos monges de Sainte Geneviève. Em 1386, o tribunal de Falaise sentenciou uma porca a ser mutilada na cabeça e nas patas dianteiras e ainda a ser enforcada, por ter desfigurado a face e os braços de uma criança, causando-lhe a morte. Aqui nós temos uma aplicação estrita da lex talionis, o primitivo princípio retributivo de olho por olho e dente por dente. Como que para tornar completa essa justiça travestida, a porca foi vestida com roupas e executada na praça pública, próxima a prefeitura. A execução custou ao estado dez sous e dez deniers(*) além de um par de luvas para o carrasco. O executor recebeu luvas novas de modo a cumprir seu trabalho, ao menos metaforicamente, com as mãos limpas, para indicar que, como ministro da justiça, ele não incorreu em culpa ao derramar sangue. Ele não era um simples matador de porcos, mas um funcionário público, um “mestre de altas obras” (maître des hautes œvres), como era oficialmente nomeado.
— Edward Payson Evans, The Criminal Prosecution and Capital Punishment of Animals [Perseguição Criminal e Punição Capital de Animais], 1906
 (*) Observação monetária: o sou ou sol e o denier eram subdivisões do livre, a moeda da França pré-revolucionária. Um livre era formado por 12 sous e 1 sol equivalia a 12 deniers (ou seja, 1 livre = 144 deniers). Entre outras moedas europeias, esse sistema inspirou a antiga Libra inglesa. É por isso que, até a decimalização da Libra, nos anos 1970, a abreviação de penny era d.

Mas você deve estar se perguntando: Porcos matando crianças e sendo mortos em punição? Como isso é possível?

Simples: o pessoal da Idade Média era mesmo muito descuidado. Os pais deixavam as crianças em berços rasteiros, quase manjedouras mesmo e iam ou pra roça ou pra missa. E os porcos ficavam soltos, não raro até dentro de casa. Aí, quando um suíno confundia a manjedoura de verdade com um berço, o pobre animal era considerado demoníaco, julgado e executado. Enquanto isso, padres e monges eram donos de 1/3 das terras da Europa e viviam a vida que todo mundo pedia a deus. Realmente, era uma sociedade perfeita.

domingo, 23 de janeiro de 2011

10 Dimensões: os piores impostos da História

Começo de ano é sempre a mesma coisa: janeiro é o mês dos impostos. O Brasil sempre foi famoso pela voracidade tributária de seus governos (e pelos jeitinhos de seus contribuintes). Do quinto da Era da Mineração aos quase 40% de carga tributária dos dias atuais, pouca coisa mudou. No entanto, por incrível que pareça, existe algo pior do que pagar muitos impostos e não ter retorno: é pagar impostos não apenas arbitrários mas até mesmo ridículos. Dando início à nossa série de 10 Dimensões, eis os piores impostos já criados:

“Comer, comer, comer, comer…”

gourmand1
Eu simplesmente não entendo os gourmands (ou gourmets ou foodies), esses gulosos sujeitos que gastam fortunas só para comer (e, como se não houvesse fome e pobreza no mundo, ainda sentem prazer nisso). Para eles, quanto mais caro e exótico, melhor. Hoje em dia há glutões tão doentios não se contentam em esbanjar para comer: eles também fotografam tudo o que comem e, depois de fazer uma ou outra crítica, chegam até a postar essas fotos em redes sociais. Ou então acaba ficando com saudades de determinado prato, que era tão caro que ele só pôde comer uma vez na vida. Mas se você acha que a vida de um gourmand é apenas luxo, gordura e glamour (ou glacê), eis uma história bem mais realista:
Um gentleman de Gloucester tinha um filho e mandou-o para o estrangeiro, para fazer o fazer o grand tour no Continente. Lá ele [o filho] prestou mais atenção à culinária das nações e a um modo de vida luxurioso do que qualquer outra coisa. Antes de seu retorno, seu pai morreu, deixando-lhe uma grande fortuna. Ele [o herdeiro] passou então a procurar entre suas anotações para descobrir onde os mais exóticos pratos e os melhores cozinheiros poderiam ser obtidos. Todos os empregados em sua casa eram cozinheiros — seu mordomo, seu lacaio, seu governante, seu cocheiro e os tratadores, todos eram cozinheiros. Ele também tinha três cozinheiros italianos — um de Florença, outro de Siena e o terceiro, de Viterbo — para preparar um prato florentino. Ele era conhecido por comer um único jantar ao custo de £50, embora raramente houvesse mais de dois pratos à mesa. Nove anos depois, ele começou a empobrecer, o que o deixou melancólico. Quando estava totalmente arruinado, após desperdiçar £150.000, um amigo lhe deu um guinéu [antiga moeda de ouro, equivalente 1 libra] para evitar-lhe a fome. No dia seguinte, ele foi encontrado em um sótão, broiling an ortolan [“grelhando uma sombra-brava”, um pequeno pássaro francês, então parte da cozinha do interior da França].
Tit-Bits from All the Most Interesting Books, Periodicals and Newspapers in the World [Petiscos dos Mais Interessantes Livros, Periódicos e Jornais do Mundo], 22 de outubro de 1881
Moral da História: não importa quão pobre um gourmand acabe ficando após literalmente devorar uma fortuna. Mesmo que ele fique deprimido e maltrapilho, ele sempre vai se recusar a comer algo tão banal quanto pão e água.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Como deixar um autor irado

Mude um título genial alegando questões de mercado. Foi o que fizeram com C.P. Smith.

Em 1938, o poeta Chard Powers Smith (1894-1977) levou um semi-acabado romance para a sua editora, a Scribner’s. O texto foi elogiado, mas pediram a Smith que o título fosse mudado, pois pensavam que ele assustaria os leitores. Smith concordou com a mudança e no ano seguinte The Artillery of Time [A Artilharia do Tempo] foi publicado.

O título original do livro de Smith? The Grapes of Wrath [As Vinhas da Ira]. A obra-prima de John Steinbeck apareceu semanas depois da publicação de Artillery of Time.

Smith deve ter ficado irado com seus editores.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Uma bolha de otimismo

Economia é uma coisa complicada e imprevisível. Tão complicada e imprevisível que os caras da Weekly Letter [Carta Semanal], a revista da Sociedade Econômica de Harvard, demoraram a perceber a gravidade da crise de 1929. Eis alguns excertos dos números da WL publicados durante o primeiro ano da Grande Depressão:
Uma depressão severa como a de 1920-21 está totalmente fora do alcance da probabilidade. (WL, 16 de novembro, 1929)
Ninguém mais se lembra da crise “severa” de 1920-21. Já a improvável depressão de 1929 era apenas uma recessão genérica:
Com as condições apresentadas, acreditamos que a recessão nos negócios em geral será breve e melhoras devem chegar durante os meses da primavera. (WL, 18 de janeiro, 1930)
E em plena primavera a situação era essa:
Os preços, em geral, estão agora no ponto mais baixo e logo vão melhorar. (WL, 17 de maio, 1930)
No meio do ano,  os economistas de Harvard já percebiam um certo atraso na recuperação da economia. Mesmo assim, o tom de “estamos-com-toda-a-razão” não mudou:
Dado que nossas estruturas monetárias e de crédito são não apenas profundas mas incomumente fortes, há todas as razões para a recuperação que, esperamos, não deverá se atrasar mais. (WL, 30 de agosto, 1930)
Chegou uma hora em que a negação da realidade ficava óbvia. Mas o tom da Weekly Letter passou a ser lacônico e, por isso mesmo, quase autoritário:
[A] recuperação logo será evidente. (WL, 20 de setembro, 1930)
O panorama para o fim do declínio nos negócios é para a primeira parte de 1931 e [...] o renascimento, para o resto do ano. (WL, 15 de novembro, 1930)
Depois disso não houve mais previsões otimistas na Weekly Letter. Por que simplesmente não houve mais Weekly Letter. Engolida pela depressão que negava, a revista dos economistas de Harvard fechou as portas em 1931.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Nem morta!

Devizes.market.cross

Na Praça do Mercado em Devizes, Wiltshire, Inglaterra, há a seguinte um monumento com a seguinte inscrição:
Na terça-feira, 25 de janeiro de 1753
RUTH PEARCE
de Potterne, neste Condado,
Fez um acordo com três outras mulheres para comprar um Saco de Trigo
no Mercado, cada qual pagando sua devida proporção    
pelo mesmo.
Uma dessas Mulheres, ao coletar as várias quotas    
de Dinheiro, descobriu uma deficiência e exigiu de
RUTH PEARCE a soma que faltava para 
completar o Montante.
RUTH PEARCE protestou que ela já pagara sua Parte,
e disse que gostaria de cair morta se não o
tivesse feito. — Ela imprudentemente repetiu esse terrível desejo; — quando, para a consternação e o terror da multidão
que a cercava, ela caiu instantaneamente e expirou,
com o dinheiro em questão em suas mãos.
Na época, John Clare, encarregado de investigar a morte de Ruth Pearce, acreditou na história e concluiu que ela “caiu morta pela vingança de Deus”. Não seria surpresa se, com a aproximação entre Católicos e Anglicanos, Ruth Pearce virasse a santa padroeira dos mão-de-vaca. Falando sério, Pearce pode ser apenas uma personagem folclórica, coisa que toda cidadezinha tem para atrair turistas.

Devizes é uma tradicional cidade-mercado e os mercadores sempre tiveram grande influência por lá. Assim, a história pode ter sido inventada para assustar os inadimplentes numa época em que não existiam serviços de proteção ao crédito (aka Serasa).

Mesmo que Ruth Pearce tenha sido uma personagem real, a morte dela não tem nada de sobrenatural. Ela simplesmente pode ter tido um enfarte ou uma morte súbita.

sábado, 6 de novembro de 2010

Conflitos Esquecidos [7] — A Guerra do Sal


Também conhecida como Guerra de Ferrara, foi um conflito iniciado em 1482, envolvendo Ercole I d'Este, duque de Ferrara e as forças pontifícias lideradas pelo arqui-inimigo de Ercole, o Papa Sisto (às vezes Sixto) IV, aliado aos venezianos. Embora não tenha chegado aos campos de batalha (e não sofresse de hipertensão), Sisto IV acabou morrendo por causa da guerra.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

O Paredão do ‘The Times’ funciona

times on
Capa do Times On-Line: jeitão de jornal impresso com links. Vamos clicar para ver se funciona...

No começo deste mês o Times, jornal mais importante de Londres, decidiu que a internet já estava bastante grandinha e que já era hora de começar a cobrar por conteúdos on-line. Para isso, o principal diário londrino decidiu levantar um verdadeiro paredão virtual — o Times+. Poucas semanas se passaram e os resultados já apareceram. O paredão funcionou, mas teve efeito contrário ao que qualquer empresa esperaria.

Durante os primeiros dias, o Times+ foi oferecido em um sistema de free trial (experimente grátis) com 30 dias de duração. Para isso, bastava criar uma conta no Times+. Agora, quando a amostra grátis está acabando, apenas 1,2% dos assinantes on-line continua disposto a pagar para ler notícias na web. Ou, se você preferir, 98,8% dos web-leitores desistiram ou recusaram esse duvidoso privilégio — por que afinal se deram conta de que já pagam pelo acesso à internet ou que a versão on-line não tem muito mais a oferecer. Em muitos casos, tem até menos.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Moedas na Pista

Mais uma da série: "Por que isso nunca acontece comigo?"

Na semana passada um acidente milionário parou o trânsito na rodovia A114, perto de Foggia, no sul da Itália. Um caminhão que transportava 2 milhões de euros [cerca de R$ 4,4 milhões] em moedas (de € 1 e € 2) capotou, espalhando parte da carga na pista. O veículo que transportava as moedas bateu em outro carro e capotou após um dos pneus estourar.

caminhao620italiaMotoristas que passaram pelo local não perderam a oportunidade e arriscaram a vida para ajudar a limpar a rodovia e liberar o trânsito. De acordo com a imprensa italiana, os motoristas mais habilidosos conseguiram acumular até € 10 000 em moedas antes que a polícia chegasse ao local. O prejuízo foi estimado em 50 000 euros, mas pode ser até cinco vezes maior. O motorista do caminhão e o passageiro do carro atingido sofreram apenas ferimentos leves.

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