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sábado, 22 de outubro de 2011

Patentes patéticas (nº. 30)

Não é raro que algumas das maiores criações da mente humana sejam feitas sob efeitos de substâncias (lícitas ou não). Mas inventar sob efeito do álcool, por exemplo, pode ter resultados patéticos em vez de geniais.

O “cubo de gelo iluminado a bateria” do chinês Cheng Feng Liu é um desses casos. À primeira vista, um cubo de gelo brilhante deve parecer uma ideia genial para uns bons drink. Antes de fazer um brinde a Liu, veja a descrição:
Um iluminável (sic) cubo de gelo eletrônico, contendo um invólucro externo, uma unidade interna, LED, placa de circuito, bateria, tampa superior e cobertura da bateria. O invólucro externo tem uma forma natural de cubo de gelo, com lados ondulados. A unidade interna está ajustada com o invólucro e contém uma base, um suporte elevado e um iluminável cilindro translúcido fixado no suporte elevado. Uma câmara na unidade interna atravessa a base, o suporte elevado e o cilindro translúcido. O LED é ajustado ao cilindro translúcido e a placa de circuito fica debaixo do LED e a bateria debaixo da placa.

Até aí, Liu parece bastante sóbrio. Mais adiante, na explicação do conceito, essa sobriedade cai por terra: “[o] propósito dessa invenção é prover um cubo de gelo eletrônico e luminoso que é um substituto do cubo de gelo natural com [a] bateria substituível.” Bem, até onde se sabe, o gelo comum não necessita de pilhas, muito menos de troca de pilhas. No entanto, indo além da ambiguidade da frase anterior, Mr. Liu continua demonstrando seu alto teor alcoólico no texto da patente nº 6.966.666 (atentem para a infelicidade do número), emitida em 22 de novembro de 2005:
Frequentemente, em uma festa ou festival, uma atmosfera festiva é desejável, como o acendimento de velas ou lâmpadas de cor iluminadas. Ou às vezes as pessoas põem cubos de gelo em copos de vinho (WTF???), com o que obtêm um efeito decorativo bem como mantêm o vinho gelado. Mas o uso do cubo de gelo natural não é de baixo custo e o efeito decorativo é limitado.

Apesar da falta de sobriedade, Mr. Liu tem razão em um ponto: o uso de gelo comum não custa pouco. Afinal, antes de fazer gelo, é preciso comprar uma geladeira inteira, o que é uma ideia absurda! Mas se a beleza do gelo cinzento — mesmo quando ondulado — parece limitada, sempre há a opção de usar corantes (Tang, por exemplo).

sábado, 1 de outubro de 2011

Patentes patéticas (nº. 27)


Não é de hoje que os fumantes sofrem (e são incompreendidos), sendo levados a restrições de ordem social, como acender seu cigarrinho e relaxar apenas em áreas privadas ou em zonas para fumantes. Preocupado com essa “segregação” dos fumantes, o californiano Walter C. Netschert resolveu fazer algo para resolver o problema.

Já que largar o vício (que vício?) nem sempre é uma ideia agradável, Mr. Netschert criou um meio para acabar com o isolamento de quem fuma. Assim, em 25 de maio de 1988, ele entrou com pedido de patente para um “Chapéu para Fumantes”, descrito como
 

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Beer House, a Casa de Cerveja

John Milkovisch adorava cerveja. Mais que um simples bebedor, porém, ele era um amante fiel do líquido dourado (ou não...) produzido pelo Saccharomyces cerevisiae. Ele bebia um fardo de meia-dúzia de latinhas todos os dias — e depois guardava cada uma delas.

A barriga já diz tudo sobre Mr. Milkovisch

Apesar disso, ele também não era um colecionador fanático, daqueles que buscam as cervejas (e latas) mais raras ou estranhas do mundo. Ele simplesmente bebia e guardava aquilo que podia comprar. Aposentado no fim dos anos 1960, Milkovisch não queria se livrar de nenhuma latinha, mas sabia muito bem que não tinha espaço ilimitado para guardá-las.

Detalhe da cerca
No começo, Milkovisch revestiu as paredes externas e o topo da chaminé com suas latinhas. Obviamente ele continuava a beber e por isso teve buscar bons usos para as milhares de latas de cerveja que juntou. Com elas, ele fez móbiles, cercas, esculturas e cata-ventos. Os anéis foram usados para fazer cortinas.

Ao morrer, em 1988, John Milkovisch passou cerca de dezoito anos “encervejando” sua casa, sua cerca e até seu jardim com quase 39.000 latinhas.

“Algumas pessoas chamam isso de escultura”, disse Milkovich. “mas eu nunca tive que ir para uma escola caríssima para aprender essa loucura.”
 
Estudar Arte Moderna é para os fracos.
 
OBS: se você quiser visitar a Beer House (nem que seja pelo Google Maps), aqui está o endereço: 222 Malone, Houston, Texas, United States.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

O primeiro fumante

O hábito de fumar tabaco nem sempre existiu — na verdade, nem é tão antigo: data do século XVI —, então é possível saber quem foi o primeiro fumante.

O tabaco foi levado à Europa em 1518 (ou 1523) pelos espanhóis que o descobriram na América. Por volta de 1559, o embaixador da França em Portugal, Jean Nicot (donde nicotina), enviou as primeiras amostras do que considerava uma planta medicinal para Paris. De lá, o fumo se espalhou pelo continente, mas era mascado ou moído e cheirado (rapé). Copiando os índios norte-americanos, Sir Walter Raleigh foi o primeiro a fumar tabaco em um cachimbo. Evidentemente, ele não foi muito compreendido:


O tabaco foi introduzido na Inglaterra por Sir Walter Raleigh. Por cuidado, ele manteve às escondidas o hábito de fumar, pois não pretendia ser copiado. Mas certo dia, durante profunda meditação e com um cachimbo na boca, ele chamou seu empregado, pedindo-lhe uma pequena caneca de cerveja. O servo, ao entrar em seu quarto, jogou toda a bebida na face de seu mestre e saiu correndo pelas escadas, gritando: “Fogo! Socorro! Sir Walter estudou até incediar sua cabeça! Ele solta fumaça pela boca e pelo nariz!”

— William Keddie [editor], Cyclopaedia of Literary and Scientific Anecdote, 1854

Em tempo: por incrível que pareça, o fumo chegou ao Japão antes de alcançar a França. Marinheiros portugueses levaram a planta para a terra do sol nascente em 1542.

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