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terça-feira, 10 de agosto de 2010

Em uma palavra [18]

Ombíbulo
adj. aquele que bebe de tudo. Cf. Onívoro, aquele que come de tudo.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Orgulho Modesto

Por que a modéstia é considerada uma virtude? Tradicionalmente, ser virtuoso é ser sábio, pensativo e prudente. Mas a modéstia parece estar baseada não nessas qualidades, mas na ignorância.

Ainda que seja um tipo especial de ignorância. Para uma pessoa ser modesta, ela deve ser ignorante com relação ao seu valor próprio. Ela deve se ver como alguém que merece menos, ou que vale menos, do que realmente deveria esperar.

Como a modéstia é geralmente considerada como uma virtude, conclui-se que essa virtude repousa sobre um defeito epistêmico fundamental — um paradoxo. O modesto não pode se considerar modesto por que, como a modéstia é uma qualidade, isso seria um sinal de vaidade, de orgulho.

Então, quando alguém diz “Eu não sou modesto” pode estar realmente sendo o oposto do que diz. O cara é tão modesto que nega sua própria modéstia. E é apenas assim que a modéstia funciona.

Ou, como disse Sherlock Holmes: "Subestimar-se é tão distante da verdade quanto exagerar o próprio poder."

terça-feira, 27 de julho de 2010

Em uma palavra [16]

Vespertilionizar
[de vespertilio, morcego em latim] v. transformar-se em um morcego; amorcegar-se. "Bruce Wayne vespertilioniza-se toda vez que o Batman é chamado." Vespertilionizado, adj.
Curiosamente, a palavra morcego também tem origem latina. Vem de mus caecus, literalmente rato cego (e não rato que voa, embora essa comparação seja mais adequada).

Nenhuma das línguas neolatinas formou derivados a partir de vespertilio. Em espanhol, é murciélago, com a mesma origem do português; em francês, é chauve-souris; em italiano, é pipistrello. Em occitano — antiga língua falada no sul da França, relacionada com o provençal — é uma pérola: ratapenada (embora não seja rato e nem tenha penas). Se vespertilio tivesse evoluído em português, talvez tivéssemos algo como *vespertílio, ou *vespertilho ou quem sabe até *vespertilhão.

Apenas as línguas artificiais criadas a partir do século XIX tomaram o vocábulo latino como modelo:  vesperto (esperanto), vespertilio (ido) e vespertilion (interlingua).

terça-feira, 20 de julho de 2010

Em uma palavra [15]

Lexifânico
adj. aquele que usa vocabulário pretensioso; tipo popularmente conhecido como “fala-bonito”. “’Em uma palavra’ é uma série muito lexifânica”

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Um ‘Contato’ menos Imediato

Como será o momento mais importante da História da Humanidade — O Contato? Muitos contos e romances de ficção científica já tentaram imaginar. Vez por outra, como agora, em Contatos Imediatos de 4º. Grau, Hollywood retoma o tema. Mas, geralmente, os filmes centram-se mais nos extraterrestres, nos efeitos especiais e em estereótipos: um disco voador, uma abdução, um “leve-me ao seu líder” ou uma invasão-e-destruição da raça humana ou até do planeta Terra.

contact_1Baseado no romance homônimo de Carl Sagan, Contato (Contact, EUA, 1997), apresenta um ponto de vista mais polêmico, mais científico e mais humano. Mesmo ofuscado pelo lançamento de MIB – Homens de Preto, Contato foi considerado um dos melhores filmes de FC de todos os tempos. O filme, dirigido por Robert Zemeckis (De Volta para o Futuro e Forrest Gump), inovou também no tratamento digital de imagens, na intertextualidade com a TV e com a “atuação” do presidente Bill Clinton. Ok, é claro que o presidente não atuou. Suas aparições são imagens digitalmente manipuladas.

No elenco pra valer, uma convincente Jodie Foster é Ellie Arroway, a cientista que faz o contato e Matthew McConaughey é Palmer Joss, um líder religioso descolado e um tanto irônico, que acaba virando conselheiro espiritual do presidente. A versão cinematográfica é bastante fiel ao livro, exceto talvez pelo final.

Ao longo do filme, que tem quase duas horas e meia de duração, algo pode frustrar os fãs de abduções e discos voadores: nada disso acontece, pelo menos a princípio. Contato começa com a infância de Arroway, volta para o presente, mostra o trabalho de uma radioastrônoma, ensaia um romance entre Ellie e Palmer Joss. O contato que dá título ao filme é feito e confirmado através de radiotelescópios e seguem-se todas as consequências e reações ao contato. Há intenso debate entre os descobridores, os céticos e os líderes religiosos, políticos e militares. Por fim, descobre-se que a mensagem recebida (com surpreendentes imagens de Hitler discursando) traz muitas informações ocultas, inclusive instruções para construir uma espécie de portal interplanetário.

saganNo final do filme, porém, uma suposta viagem interplanetária termina com elementos bastante comuns aos já tradicionais contatos ufológicos: uma experiência intensa, quase espiritual — e difícil de comprovar. Como um bom filme, Contato é menos imediato e mais instigante. O espectador  ganha o benefício da dúvida na escolha do final: houve ou não contato? Se sim, até que ponto o contato foi objetivo? Se não, o que aconteceu realmente? Uma fraude em escala planetária ou uma falha técnica causada por uma tecnologia alienígena e desconhecida?

O final é ambíguo e provocador graças ao autor. Carl Sagan, que ganhou fama mundial à frente dos Programas Viking e Voyager na NASA, era sobretudo um cientista cético, mas que não deixava de admitir possibilidades. Foi ele um dos primeiros a levar a sério o estudo dos fenômenos ufológicos. O filme não chega a ter bordões, mas uma frase recorrente sempre foi atribuída a Sagan: “Se não há vida lá fora, então o Universo é um tremendo desperdício de espaço.” 

Há também uma história por trás do filme, que custou a sair. Na verdade, como havia feito na série de documentários Cosmos (PBS TV, 1980), Sagan pretendia fazer um filme e depois um livro. A ideia de Contato surgiu no começo dos anos 80, mas após comprar o roteiro a Warner fez muitas exigências: incluir o Papa como personagem, dar um filho a Ellie Arroway, inserir mais cenas de efeitos especiais. Sagan, porém, bateu o pé. Ele não queria um blockbuster. Com o roteiro que tinha, lançou Contato, o livro, em 1985. Quatro anos mais tarde, ele começou a trabalhar novamente na versão cinematográfica. Mas a Warner, que só retomou o projeto em 1993, teve dificuldades em arranjar diretores e elenco e o filme só saiu em 1997, seis meses após a morte de Sagan.

Trailer (em inglês):

sábado, 3 de julho de 2010

Fica a Dica (6) — Como abrir uma garrafa de vinho com um sapato

Un vidéo tutoriel en français. Pourquoi est tellement plus chic!



Tire-bouchon est pour les mauviettes!

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Em uma palavra [12]

pré-antepenúltimo
adj. o quarto, do fim para o começo de uma lista; aquele que vem antes do penúltimo. “A pré-antepenúltima posição é a primeira da zona de rebaixamento.”
E o que é que vem antes do pré-antepenúltimo?

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Toda censura é burra

Em 1956, o Cardeal Spellman proibiu os católicos de Nova York de ir ao cinema e ver o novo filme de Elian Kazan, Baby Doll. O filme conta a história de uma noiva-adolescente que é explorada sexualmente. O baby-doll, peça íntima feminina, apareceu pela primeira vez no filme e tomou-lhe o nome emprestado.
Foto meramente ilustrativa

Questionado se ele havia visto o filme antes de decretar a censura, Spellman saiu-se com esta: "Você precisa ter uma doença para saber o que ela é? Se seu reservatório de água está envenenado, não há razão para querer beber água."

Outro caso de burrice cinematográfica aconteceu no British Board of Film Censors [Comitê Britânico de Censores de Filme]. Em 1928, os censores britânicos consideraram o filme surrealista francês La Coquille et le clergyman [A concha e o clérigo] "tão hermético que é quase desprovido de sentido", mas "se há um sentido, ele é indubitavelmente repreensível." E, pelo sim, pelo não, o filme foi censurado.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Em uma palavra [11] (macabra)

vivissepultar
verb. enterrar alguém vivo. Da aglutinação de vivo e sepultar. “Com dificuldade, eles vivissepultaram a sogra desesperada senhora.” Vivissepultamento, ato ou ação de vivissepultar. Vivissepultado, vítima do ato.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Os músicos do futuro (1906)

Depois de tentar, com algum sucesso, imaginar o teatro do futuro, T. Baron Russell escreveu — num estilo bastante tortuoso — o seguinte sobre como seria a música de nossa época:
[O] próprio músico profissional, como o ator, vai deixar de ser considerado como um tipo de arlequim superior ou um animal performático, exibindo suas forças para a diversão de um público reunido. O que ele pôde um dia tocar poderá, se ele quiser, ser constantemente repetido. [...] Em vez do intérprete ou cantor ser julgado por seu desempenho em uma ocasião na qual o cansaço, a fadiga, a doença ou condições desfavoráveis atuem contra seu perfeito sucesso; quando as condições esmagadoras de nervos dos palcos podem em qualquer caso ofender suas suscetibilidades e distraí-lo da perfeição de seu empenho, ele [o cantor] será capaz de encontrar sua reputação na melhor performance que ele é capaz de fazer. [O músico] será capaz de tentar e tentar, vez após vez, em seu estúdio privado. Quando ele se satisfizer, ainda sozinho, ele irá publicar se esforço artístico para o mundo. Ele pode destruir tantas gravações insatisfatórias quanto quiser — da mesma forma como o escultor quebra o molde que não o agrada e da mesma forma que o pintor cobre parte de sua pintura — e ser julgado apenas pelo seu melhor.
— T. Baron Russell, A Hundred Years Hence [Daqui a cem anos], 1906
Em resumo, Russell acreditava que as gravações libertariam cantores e intérpretes de maus bocados. Na prática, ele prevê o uso do que se chama hoje de playback [dublagem de gravação].

Por outro lado, ao falar em músicos que trabalham “sozinhos” em estúdios “privado[s]”, o autor adiantou também o surgimento de músicos (e músicas) independentes, que não dependem de um “público reunido”. Em tempos de myspace, tramas e youtube nada poderia ser mais verdadeiro.

Mas, assim como achava que o cinema acabaria com atores medíocres, Russell também pensava que a música gravada jamais seria capaz de resultar em música ruim. Ele acreditava piamente que a evolução técnica nas artes resultaria em artistas irretocáveis, perfeitos, incapazes de ter um dia ruim (ou de, considerando-se bons o bastante, escolherem justamente as suas piores gravações). Ele ignorou, enfim, que a música, como qualquer arte, é feita por seres humanos, seres que podem compor grandes obras num dia e músicas péssimas em outro.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Opinião de um cão sobre "Ratos e Homens"

Em 1936, Toby, o cãozinho de John Steinbeck transformou metade do manuscrito de Of Mice and Men [Ratos e Homens] em confete. “Eu fiquei bastante bravo mas o pequeno e pobre companheiro pode ter agido criticamente”, escreveu Steinbeck numa carta a um amigo. “Eu não quero arruinar um bom cachorro por causa de um manuscrito que nem tenho certeza se é assim tão bom.”

Em dois meses, ele refez todo o trabalho e achou que o cãozinho estava certo. “Não tenho certeza se Toby sabia o que estava fazendo quando comeu o primeiro rascunho.”, concluiu o autor de As Vinhas da Ira. “Eu promovi Toby-cão a tenente-coronel em se tratando de literatura.”

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Em memória do videocassete

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O artigo que segue é a tradução de um excelente texto publicado no Retrothing que mostra como a morte do videocassete — algo tão desejado pelas redes de TV e distribuidoras de cinema — acabou levando à queda de audiência generalizada e ao declínio do poder (mas não da arrogância) das grandes empresas de mídia. 

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Aquela peça, a “escocesa”…

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Montagem daquela peça escocesa feita em 1855

Num teatro, os atores não costumam se referir à Macbeth diretamente. Em vez do título, referem-se à obra de Shakespeare como "a peça escocesa". É uma tradicional superstição teatral, baseada na crença de que, se os atores disserem Macbeth nos bastidores, as bruxas amaldiçoariam as montagens da peça com acidentes fatais. A tradição da "peça escocesa" começou logo após a primeira montagem, quando um ator teria sido esfaqueado com uma adaga de verdade confundida com uma cenográfica.

Para evitar possíveis desastres, qualquer um que diga o verdadeiro nome da peça num teatro deve sair, cuspir ou rodar três vezes, gritar um palavrão e ser convidado antes de entrar novamente.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Em uma palavra [10]

Ictiarquia
Icti-ar-quia. subst. [do grego: Ichtios, peixe; archía, governo, reinado]. 1. governo ou domínio dos peixes. 2. por extensão, governo ou domínio exercido por pescadores. Uma isolada vila de pescadores é uma ictiarquia. Derivação: Ictiárquico (adj.).
E digo mais: Um governo formado por cabeças-de-bagre também é ictiárquico.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Pseudo-Poe

whitcomb-poe

Convencido de que o público aceitaria qualquer coisa de um autor famoso, James Whitcomb Riley (1849-1916, à esquerda) apostou com seus amigos que poderia provar sua teoria. Ele compôs um poema no estilo de Edgard Allan Poe (1809-1849) chamado "Leonanie" e publicou-o no jornal Despatch, da cidade de Kokono, Indiana, em 2 de agosto de 1877:

sábado, 13 de março de 2010

Bonitinha, mas inteligente

Ela foi considerada a mulher mais bela da Europa nos anos 30 e 40 e foi uma verdadeira diva do cinema. Mas as pessoas só enxegavam sua beleza exterior e poucos deram importância às suas contribuições tecnológicas. Mesmo nos dias de hoje ela é lembrada mais por sua beleza do que por sua inteligência. Nascida na Áustria, Hedwig Eva Maria Kieler ficou conhecida por seu nome artístico: Hedy Lemarr.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

A Indústria Fonográfica e suas ameaças

Perseguida no século passado por músicos profissionais que se sentiam ameaçados, agora é a indústria fonográfica que se considera ameaçada e usa as mesmas estratégias que foram usadas contra ela. O resultado vai ser o mesmo: nenhum.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Harry Stephen Keeler

Harry Stephen Keeler (1890-1967) foi um contista americano que ganhou notoriedade por suas obras de mistério que geralmente eram consideradas mal-estruturadas e confusas. Por exemplo, em The Ace Spades Murder [O assassinato do ás de espada], ele só apresenta o personagem culpado na antepenúltima página. Em X. Jones of Scotland Yard, ele explica na última página que Napoleão Bonaparte é o acusado.

E seus dons vão além das tramas. Seus personagens tem nomes como Criorcan Mulqueeny, Screamo, the Clown; Scientifico Greenlimb e Foxhart Cubycheck. Ele também criou títulos como Finger, Finger! [Dedo, dedo!], The Yellow Zuri [O Zuri Amarelo], I Killed Lincoln at 10:13! [Eu matei Lincoln às 10h13!] e The Face of The Man from Saturn [A Face do Homem de Sarurno, à dir.]. Mesmo em termos de prosa pura e simples ele parece inteiramente perdido. Eis a tradução de um excerto de The Case of 16 Beans [O caso dos 16 feijões]:
A porta agora se abriu revelando, como deveria, uma estranha figura — um meio-homem, nada menos, sentado numa carroça com rodinhas! — enquadrada contra um pedaço do outro lado do corredor. Mas não era um meio-homem ordinário este, pois ele era um chinês. Aliás, um tanto perneta, até a presença do toco de perna superior. Mas era amplamente dotado de locomoção, do tipo deslizante, de alguma forma, na forma de incomumente generosas rodas emborrachadas sob a plataforma da carroça.
Hoje há até mesmo uma sociedade de apreciadores de sua obra, o que é uma sorte pois a maioria das obras de Keeler estão esgotadas. Em 1942 o New York Times escreveu sobre ele: "Somos levados à inescapável conclusão de que Mr. Keeler escreve suas novelas peculiares meramente para satisfazer sua própria urgência indisciplinada e alegria criativa."

PS: estou traduzindo um interessante conto de Keeler, chamado John Jones' Dollar. Assim que eu terminar, vou publicá-lo, só que em PDF para download (o original tem umas dez páginas e a tradução é sempre um pouco mais longa).

UPDATE (04/07): acabei de publicar o Dólar de John Jones aqui.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

10 lições de ceticismo em Scooby-Doo

scooby-doo-skeptic3
  1. Ceticismo pode ser divertido;
  2. Uma alegação paranormal é sempre um mistério a ser resolvido;
  3. Não importa o tamanho da loucura da alegação, alguém sempre vai acreditar nela;
  4. Ver não significa crer;
  5. Acreditar em alguma coisa não a torna verdadeira;
  6. Pessoas criam farsas por todos os motivos possíveis;
  7. Testemunhas e pesquisadores podem estar envolvidos na farsa;
  8. Falsários são geralmente motivados pelo dinheiro;
  9. Centenas de mistérios do mesmo tipo acabam sempre sendo falsos;
  10. Uma explicação baseada no mundo real é mais provável do que uma ideia sobrenatural.
Agora, para comprovar nossas lições, vamos ver um episódio de Scooby-Doo: O Dia das Bruxas de Scooby-Doo.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Perfis Fakes

Uma das maiores obras de referência nos Estados Unidos do século XIX era a Appletons' Cyclopædia of American Biography, com seis volumes e descrições biográficas de 20.000 pessoas eminentes na história dos Estados Unidos e das Américas. A Cyclopædia foi publicada entre 1887 e 1889.

Surpreendentemente, muitos de seus personagens não são pessoas reais. Em seu zeloso trabalho para fazer perfis de cada pessoa digna de nota no Novo Mundo, a editora D. Appletons’ pagava por palavra e aceitava contribuições sem muito rigor. Suspeita-se que pelo menos 200 de suas detalhadas biografias foram simplesmente inventadas. Esse negócio de perfil fake não é assim tão novo quanto parece.

Quem fez isso? Ninguém sabe, mas curiosamente as falsas biografias são tão detalhadas quanto as de verdade. Uma investigação feita em 1937 mostrou que o escritor anônimo inventara títulos em seis línguas, tinha treinamento científico e conhecia a história e a geografia da América do Sul. Os lugares e os eventos históricos citados nas biografias fictícias eram genuinamente reais.

A minha suspeita é que tenha sido alguém com bom conhecimento e grande cultura, mas sem dinheiro. Tipo um estudante universitário.

Ainda mais surpreendente é fato de que a Cyclopædia of American Biography tenha sido republicada em 1968 por outra editora. Mas sem as devidas correções. Quem quiser tentar procurar mais biografias fakes pode baixar a obra.

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