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domingo, 9 de outubro de 2011

Contos Traduzidos: “As duas faces de Hargraves”

Todo mundo sabe que um ator pode ser alguém que tem duas caras ou até mesmo dois escrúpulos. A princípio, essa é a situação do desconhecido ator Henry Hopkings Hargraves diante de seus colegas de pensão em Washington. Quem mais desconfia dele, porém, é o Major Pendleton Talbot, a figura mais exótica da pensão de Ms. Vardeman. No entanto, Mr. Hargraves adora aquele velho senhor do Alabama, cheio de Anedotas e Reminiscências. Tanto que, no momento em que Talbot mais precisa de ajuda — embora seu orgulho sulista não o admita — é Hargraves quem lhe estende a mão. Nem que, para isso, ele tenha que mostrar sua outra face.

As duas faces de Hargraves é o retrato do confronto ente duas éticas conflitantes: a do jovem artista urbano e a do velho escravocrata rural. Este conto de O. Henry é o protótipo do estilo do autor. Trata-se de uma observação aguda da sociedade americana de sua época, com muita ironia, muito wit e, acima de tudo, cheia de reviravoltas. 

Esta tradução, enriquecida com notas e perfis biográficos do autor e deste tradutor, está disponível para leitura e download no Google Docs.

domingo, 7 de agosto de 2011

Mini-Holmes


Com apenas 503 palavras (em inglês e 469 nesta tradução que eu fiz), o conto a seguir é a mais curta história de Sherlock Holmes escrita por Arthur Conan Doyle (1859-1930). O miniconto foi feito para ser publicado em um minilivro de 1,5 polegada [3,81 cm] de altura e que seria parte da biblioteca de uma casa de bonecas da Rainha Mary (1867-1953), esposa de George V (1865-1936, regnabat 1910-1936):

quinta-feira, 23 de junho de 2011

O Otimismo de Dickens

Em certa ocasião, Charles Dickens discutia sua teoria de que quaisquer que fossem as provas e as dificuldades da estrada da vida, sempre haveria algo pelo qual um homem deveria ser grato. “Permita-me prová-lo com uma história”, pediu Dickens, acrescentando que “Dois homens estavam para ser enforcados em Newgate após serem condenados por assassinato. A manhã chegara; a hora final se aproximava: o sino [da Igreja] do Santo Sepulcro começou a dobrar, os condenados foram enfileirados, a procissão se formou e avançava para o momento fatal. As cordas foram enlaçadas nos pescoços dos pobres homens. Havia milhares de assistentes de ambos os sexos, de todas as idades; homens, mulheres e crianças diante do patíbulo. Então, de súbito, um touro que estava sendo conduzido a Smithfield partiu sua corda, e, balançando seus chifres para lá e para cá, jogava as pessoas por todos os lados. Diante disso, um dos condendados, voltando-se para seu companheiro igualmente desafortunado, observou: ‘Viu, Jack, que bom que não estamos na multidão!’” — J. B. Mc Clure, Entertaining Anecdotes from Every Source Avaiable [Anedotas Divertidas, de todas as fontes disponíveis], 1880

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Um emplastro

A estória sobre o Dr. Abernethy e uma paciente é clássica. Ele era um homem de poucas palavras e a moça sabia disso. Ao entrar no consultório, ela mostrou-lhe o braço nu e disse, simplesmente, “Queima”.
“Um emplastro.”, disse o doutror.
No dia seguinte, ela apareceu novamente, mostrou-lhe o braço e disse: “Melhorou.”
“Continue com o emplastro.”
Alguns dias se passaram antes que Dr. Abernathy a visse novamente. Então, ela disse: “Bem, quanto devo?”
“Nada”, disse o médico, numa explosão de loquacidade incomum. “Você é a mulher mais sensível que eu já encontrei em toda a minha vida!”
– William Shepard Walsh, Handy-Book of Literary Curiosities [Manual de Curiosidades Literárias], 1892

Esse causo é um oferecimento de:
“Um remédio para remediar o vício em remédios”.
À venda nas melhores pharmacias d'além e d'aquém-túmulo.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Os Biscoitos de Douglas Adams

O conto a seguir, escrito por Douglas Adams, não chega a ser propriamente um conto. É mais um causo do autor. No entanto, Adams conta uma experiência ao mesmo tempo banal e surreal que teve numa estação de trem — um lugar tipicamente britânico — do mesmo modo mochilesco que narra as (des)venturas de Arthur Dent em sua obra máxima, O Guia do Mochileiro das Galáxias.  

The Salmon of Doubt, a obra de onde foi extraído o já famoso conto/causo, é um livro póstumo que reúne relatos pessoais — como Biscoitos, que inspirou um episódio semelhante em Até Mais e Obrigado Pelos Peixes —, ensaios sobre tecnologia e rascunhos para a continuação de The Long Dark Tea-Time of the Soul [lit., A Longa e Escura Hora do Chá da Alma]. Como muitos fãs, Adams também não se sentia confortável com Praticamente Inofensiva, o quinto e último livro da série Hitchhiker's Guide. Ele achava que a continuação de Dark Tea-Time poderia ser transformada em um sexto e definitivo final para o Guia. Infelizmente, Douglas Adams morreu de ataque cardíaco em 2001, deixando essa história toda com um final totalmente sem graça.
 

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Dois palitos

Pintura de Márcio Camargo

Se você precisa parar de fumar ou de fazer queimadas, é melhor ler essa história. Uma bituca de cigarro ou fósforo pode fazer toda a diferença, mesmo que mentalmente:
Um dia, um mercador estava nas florestas da Califórnia, na estação seca, quando o Comércio estava em alta. Ele havia percorrido um longo caminho, estava cansado e faminto, e desmontou do seu cavalo para fumar um cachimbo. Mas quando ele procurou em seu bolso, encontrou nada além de dois fósforos. Ele riscou o primeiro, mas não acendeu.

"Que belo estado de coisas temos aqui!", disse o mercador. "Morrendo de vontade de fumar, só me resta um fósforo e ele certamente não vai pegar fogo! Poderia haver uma criatura tão desafortunada? E mesmo assim", pensou o viajante, "suponha que eu risque esse fósforo, acenda meu cachimbo e jogue o palito aqui na grama — a grama poderia pegar fogo feito um pavio. E enquanto eu controlo as chamas em frente, elas poderiam evadir-se e correr por trás, até tomar aquele arbusto de carvalho-veneno. Antes que eu o alcançasse, ele estaria em queimado. Além do arbusto, vejo um pinheiro cheio de musgos e aquilo também se incendiaria instantaneamente até o mais alto galho. E a chama daquela enorme tocha — como o vento alísio a tomaria e a brandaria através da floresta inflamável! Eu ouço o troar dessa corredeira junto com as vozes do vento e do fogo, e vejo-me a galopar pela minha alma. E a conflagração, voando, persegue-me e ultrapassa-me através das colinas. Eu vejo esta pobre floresta a queimar por dias, o gado torrado, e as nascentes ressecadas; os fazendeiros arruinados e seus filhos abandonados pelo mundo. Que mundo está em suspense nesse momento!"

Então, ele riscou o fósforo, que não se acendeu.

"Graças a Deus!", disse o mercador e guardou o cachimbo em seu bolso.

— Robert Louis Stevenson, Fables [Fábulas], Longman's Magazine (Agosto de 1895)
Moral da história: não existem queimadas controladas nem cacimbos da paz. É melhor parar de fumar já, por que o mundo já está mais quente do que no tempo do Stevenson.

domingo, 1 de agosto de 2010

Contos Traduzidos — Ou o seu dinheiro de volta

Jason Howley e sua caixa-talismã em ação (ou não)

Todo mundo que já fez uma "fezinha" na Mega Sena tem algum tipo de ritual ou talismã — um número favorito, um gesto sempre repetido ou até mesmo as infames cuecas da sorte. Mas e se os talismãs usados por jogadores em cassinos não apenas funcionassem, mas também fossem  gadgets industrializados? Eles deveriam ser proibidos? Ou será que talismãs nunca funcionam realmente e tudo não passaria de um efeito placebo? 

São essas as situações exploradas por David Gordon (1927-1987) no conto "Ou o seu dinheiro de volta", uma mistura interessante de ficção científica e história de tribunal. Tão interessante que chega a surpreender como Hollywood ainda não descobriu esse conto e levou-o às telonas, o que é uma pena. Ou não, já que muitas adaptações cinematográficas de FC são bastante grosseiras.

A seguir, a íntegra do texto de "Ou o seu dinheiro de volta", traduzido e comentado por este que vos escreve.

domingo, 4 de julho de 2010

Contos Traduzidos — "O Dólar de John Jones"


Já faz um bom tempo que eu falei por aqui sobre um estranho escritor chamado Harry Stephen Keeler. Na ocasião, eu havia prometido traduzir e publicar um dos contos dele. Pois bem, como o conto já estava traduzido há um bom tempo, agora é hora de publicá-lo.

Um dos primeiros trabalhos de Keeler, O dólar de John Jones foi publicado originalmente na Amazing Stories em abril de 1927, o que também o torna um dos mais antigos contos de Ficção Científica moderna. O conto começa com um simples depósito de um dólar em uma conta poupança — mas as consequências desse modesto investimento acabam mudando completamente o rumo da história humana. A seguir, o texto completo do conto, enriquecido com notas de tradução.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Conto de fadas — A princesa e o sapo

Em dois atos:
conto de fadas
E a princesa morreu, feliz para sempre…

domingo, 19 de julho de 2009

Digressões

Atenção!

O texto a seguir é gentilmente dedicado aos leitores, não apenas àqueles que leem este blog, mas a todos  os que fizeram da leitura mais que um hábito e acabaram viciados. Nos momentos de fissura ou tédio (ou em nossos tronos particulares), nós procuramos alívio, informação  e diversão em dicionários e enciclopédias; livros, jornais e revistas; HQs e animes; rótulos de alimentos, cosméticos e shampoos; bulas de remédio e manuais de instrução; sites e blogs ou qualquer outra coisa que contenha letras que formam sílabas, as quais formam palavras, que juntas se tornam parágrafos, que, em sequência, viram texto e por aí vai. Talvez o texto que começa logo a seguir seja divertido ou maçante, ofensivo ou elogioso, nonsense ou genial. Tudo dependerá do leitor que vai ler. Obrigado a todos e boa leitura!

Cara(o) Leitor(a),

O texto que estou começando a escrever, que, aliás, já comecei a escrever; este texto vai apresentar digressões, como o próprio título já indica. Agora o leitor já deve estar impaciente pelo meu suspense ou talvez sinta que sua inteligência foi ferida pela obviedade do primeiro período. Acalmem-se, leitores. Acomodem-se, por favor. Sintam-se à vontade, pois o texto já começou a progredir, ou melhor, digredir (pelo menos é o que me parece). A leitura de textos digressivos não é tarefa fácil e exige tanto do leitor que deveria ser considerada um esporte radical, tamanhos são os saltos e as mudanças bruscas de assunto. Leitores sedentários, não se desanimem, pois não exigirei uma leitura dinâmica. Mas o leitor que tiver medo de entrar nessa montanha-russa textual pode se retirar. Os cardíacos e psicóticos também, pois não quero ser responsabilizado por eventuais danos físicos ou psicológicos que este texto pode causar aos mais frágeis ou a terceiros. Embora seja contra o uso de drogas, estendo meu convite aos leitores bêbados, noiados ou que estejam numa trip alucinógena. Faço isso não apenas em consideração a esses leitores marginalizados, mas acho que talvez apenas eles venham a entender esse texto. Ou talvez nem eles, sei lá. Afinal, não posso fazer ideia de quem é ou de quem são os meus leitores. Pode até mesmo haver leitores com múltiplas personalidades e aí a coisa fica mais imprevisível ainda. Os leitores mais conservadores ou pudicos (eu acho que deveríamos dizer “púdicos” em vez de “pudícos”; a pronúncia correta é muito ridícula) ou aqueles que temem encontrar leitores estranhos ou potencialmente perigosos neste texto podem interromper a leitura agora. Antes disso, porém, eu gostaria de recomendar a este grupo de leitores que se dirijam rapidamente – corram, se quiserem ser mais ágeis – à caixa de comentários lá embaixo para me detratar e me criticar antes mesmo de conhecer minha obra. Eu os desprezarei por isso. E, por favor, sejam maduros. Nada de “first!” ou “primeiro!” nos comentários. Os leitores mais atentos já devem ter notado que me alonguei demais nesse parágrafo e alguns certamente estão sem fôlego a esta altura. Desculpem-me, não consegui conter minha empolgação.


Respirem agora, se ainda estão aí. Como podem ver, esta verborragia toda do parágrafo anterior é uma característica dos textos digressivos. Opa, acho que fui muito didático no período anterior. Afinal, isso aqui não é uma aula de gramática ou redação. Eis por que os leitores mais cultos já vêm me acusar de falta de criatividade, dizendo que eu começo um texto à moda de Clarice Lispector para criar, em seguida, um diálogo com o leitor típico de Machado de Assis. Entendam, porém, que este texto não tem tamanha pretensão literária. Afinal, ele nasceu num sobressalto que tirou o Autor da cama durante uma noite vaga e incerta de inverno e está publicado no blog obscuro do desconhecido Autor. Não, senhoras e senhores, meninas e meninos, gurias e guris, moças e rapazes, minas e manos, não, eu não quero a fama instantânea e artificial de um Dan Brown, de uma J.K. Rowling, de uma Stephenie Meyer ou de um Paulo Coelho. Talvez meu discurso tenha sido um tanto político, o que deve ter afastado alguns leitores. Outros já devem estar cansados novamente com outro parágrafo longo. Senhores leitores, tenham a gentileza de me acompanhar no próximo parágrafo.

Pronto, aqui estamos nós em um novo parágrafo. Foi só pular uma linha. Mas o problema de vocês, leitores, é que se cansam muito rápido e me obrigam a cortar meu raciocínio só para criar outro parágrafo. Talvez vocês já estejam muito (mal-)acostumados com aqueles míseros 140 caracteres do Twitter ou com as poucas palavras de uma mensagem de texto de telefone celular. Enganam-se, porém, se acham que esse negócio de escrever com poucas palavras é mais uma moda moderna (juro que a aliteração foi acidental). É que vocês nunca receberam um telegrama e jamais tentaram mandar um. Ah, é, vocês sequer sabem o que é um telégrafo, não é mesmo? Se quiserem saber o que são essas coisas antigas e desconhecidas, podem ir pesquisar no Google ou na Wikipédia. Eu só não vou usar links neste texto por que não quero perder leitores num clique. Abram uma nova aba e pesquisem, mas voltem para cá, por favor. Ainda tenho mais a dizer escrever.

Notaram como, apesar de parecer um pouco rabugento, eu fiquei menos formal no último parágrafo, trocando “senhores leitores” por um simples “vocês”? Eu achei que os leitores que o alcançaram e tiveram paciência de terminar de lê-lo já me eram íntimos só por dedicarem tamanha atenção e interesse ao meu texto, ocupando um bom tempo de suas vidas lendo isto. Talvez apenas os jovens mais audazes, os leitores mais curiosos e insaciáveis tenham se atrevido a chegar até aqui. Eu os agradeço profundamente e os parabenizo. Sei que certamente querem continuar, e, assim, vou ser gentil e descer mais um parágrafo só pra vocês.

Já devem ter percebido que eu falei muito de leitores até agora. É melhor me voltar um pouco para o texto, antes que ele fique repetitivo demais. Mas eis que, num sobressalto, surge um leitor japonês só para me lembrar que aquele negócio de escrever com poucas palavras é anterior ao próprio telégrafo. E ele tem razão mesmo, pois muito antes do telégrafo os japoneses já faziam poesias curtíssimas chamadas hai-kais. Os leitores-pesquisadores que foram atrás do telégrafo no Google e acabam de voltar poderiam - se quiserem, é claro - fazer outra pesquisa agora mesmo sobre os hai-kais e a cultura japonesa. Leitura é para isso mesmo, para ampliar nossos conhecimentos e nossa bagagem cultural. Agora eu acho que posso tentar começar a falar do texto, mas acho melhor fazer isso em outro parágrafo. Como vocês viram, este foi subitamente invadido por um ninja que acabou sequestrando todo o parágrafo, apesar de todos os meus esforços para ser mais sucinto.

Pois bem, agora vamos, finalmente, falar, ou, de certo modo, ler sobre este texto. Meu deus, que feio! Quantas pausas e vírgulas num só período. Foi sem querer. Mas como eu já disse, esse texto não tem qualquer pretensão literária a não ser demonstrar – de forma tanto prática quanto lúdica – o estilo digressivo de escrever. Os seguidores do modernismo vão dizer que este texto não passa de um fluxo de pensamentos. Para os psicanalistas, é uma livre associação de ideias. Mas há um consenso entre os bibliófilos, os filólogos, os gramáticos, os professores de letras, os de redação e os de literatura: todos eles dizem que este é apenas um texto metalinguístico. Os alunos e leitores com inclinação para a área de humanidades concordam. Os que gostam de exatas já pararam de ler há muito tempo para continuar com seus cálculos. Os que apresentam uma forte queda para as ciências biológicas já devem ter saído e foram organizar um protesto para salvar as baleias. O cara fodão fortão que senta lá no fundão já deve ter dormido antes mesmo do fim do primeiro parágrafo. Após levar todas essas “pauladas” dos mais diversos leitores – embora algumas tenham sido pertinentes – eu me limito a citar aquele velho e conhecido ditado: “Em todos esses anos nesta indústria vital, essa é a primeira vez que se aproveitam da minha nobreza”. Talvez essa resposta tenha sido cômica ou até mesmo cínica. Não era a minha intenção. Sério. Desculpem-me novamente.

Já devem ter reparado que pedi desculpas reiteradamente. Acontece que este texto ainda não me parece suficientemente bom e, para mim, não passa de uma tentativa amadora de digredir um pouco. Caro leitor, me entenda: eu sou um pobre Autor que aspira os aromas ásperos dos jornais velhos e os doces odores das revistas com folhas amareladas pelo tempo… Acho que agora eu me desviei completamente de meu rumo e quase comecei uma prosa poética com aquela breve sinestesia do período anterior. Nossa, eu não consigo mais parar de digredir! Será um novo vício? Ah, é que eu tropecei e caí na polissemia do verbo “aspirar” e acabei digredindo de novo quando já começava a encerrar este texto. O que eu queria dizer é que eu sou um pobre Autor que aspira a ser cronista. O Capitão Nascimento já perdeu a paciência pois acha que eu sou um “aspira de merda” e já me pediu pra sair. Vou tentar ser o mais breve possível, Capitão. Juro. Aliás, acho até que já me alonguei demais para uma crônica. Será que isso já não é um conto, caro leitor? Mas já não há nenhum outro personagem. Somos só nós dois nos comunicando silenciosamente. Não há nada de especial ou fantástico nisso. Por isso mesmo – e também por que a madrugada avança e me cansa – eu vou acabar este texto por aqui mesmo. Ponto Final. Ou melhor:.

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