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sexta-feira, 14 de maio de 2010

Neves Coloridas

Se você acha que o clima do mundo só começou a ficar louco agora, é por que nunca viu neve colorida:
Nevascas coloridas tem sido registradas desde o século sexto. Humboldt fala de uma precipitação de granizo ocorrida em Palermo. Na Toscana, em 14 de março de 1813, caiu granizo de cor laranja. Em 1808, cinco pés [cerca de 150cm] de neve vermelha caíram em Carniola, Alemanha. A tempestade de neve colorida foi seguida de uma de cor regular e o efeito produzido pelas camadas separadas de vermelho e branco, que eram bem distintas, foi bastante peculiar. Uma porção da neve escarlate derreteu em um vaso e a água evaporou e em seguida foi encontrado um sedimento terroso no fundo do vaso. Neve de um tom vermelho-tijolo caiu na Itália em 1816 e no Tirol em 1847.
— Henry Williams, Book of Curious Facts of General Interest Relating to Almost Everything Under the Sun [Livro de Fatos Curiosos de Interesse Geral sobre Quase Tudo que há sob o Sol], 1903.
A explicação é simples: é apenas neve “suja”, misturada com sedimentos, poeira e terra levantada pelo vento. Pode até ser que haja neve cinzenta, poluída com as cinzas de uma erupção vulcânica.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Tempestade Telefônica

Desde 1998, um piloto naval aposentado começou a receber uma enxurrada de telefonemas furiosos e semi-coerentes. Ele vive na Califórnia, mas as ligações chegam de praticamente todos os Estados norte-americanos.

Nas ligações, as pessoas reclamavam dele, culpavam-no por chuvas torrenciais ou por perdas em safras agrícolas. "Algumas pessoas até chegavam a me amaldiçoar abertamente e, ressentidas, perguntavam-me se eu não poderia fazer parar de chover.", diz o ex-navegante.

O nome dele é Al Nino, mas as pessoas o confundem com o El Niño, um fenômeno oceano-meteorológico. Como fenômenos climáticos não são pessoas e, portanto não têm telefone — e as pessoas ainda parecem que não sabem que o termo é espanhol —, sobrou para o nosso pobre aposentado californiano. Apesar dos transtornos, ele diz que leva tudo com bom humor e não tirou seu número da lista telefônica.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Quem Chega Lá?

Se você não curte o verão que se aproxima cada vez mais ou tem medo do aquecimento global, pode tentar alcançar o ponto mais inacessível da Antártica — e que não é exatamente o Polo Sul. Situado em 82º06'S 54º58'E, é o ponto distante do mar no continente austral e o lugar mais gelado da Terra.

Como saber se você chegou lá, se tudo não passa de neve, vento, e mais neve? Bem, a primeira coisa que você vai encontrar por lá é um velho busto de Lenin olhando solenemente na direção de Moscou através da imensidão branca.

Faça um buraco de uns seis metros de profundidade e você vai encontrar abrigo — uma velha cabana de pesquisas levantada pelos soviéticos e soterrada (ou seria sonevada?) pela neve.

Dentro da cabana há um livro de visitas dourado para que aqueles que conseguem chegar lá possam registrar o fato. Não se esqueça de assiná-lo. Se puder, mande uns cartões postais também.

domingo, 29 de novembro de 2009

É Agora ou Nunca

No início de dezembro, líderes de todo o mundo se encontram em Copenhague para buscar ações conjuntas e evitar o pior das mudanças climáticas. Mas o choque de interesses pode ser fatal para o encontro.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Meteoro-loser-gista

O meteorologista Robert H. Stanley, de Greenfield, New Hampshire, deve ter deixado os deuses da chuva irados. Ele foi para a cama durante um terrível aguaceiro na noite de 2 de agosto de 1966 e na manhã seguinte decobriu que apenas a sua casa fora atingida:
"Após encontrar 146 milímetros de chuva no pluviômetro, ele verificou esse dado com um vizinho situado a meio quilômetro de distância, no sentido leste. Ele soube que o vizinho tinha apenas 12,5 milímetros em seu pluviômetro. Ele, então, examinou a área externa para encontrar os efeitos visíveis. O rastro da exurrada na estrada estendia-se apenas por uns 30 metros. Ao sul da casa, por trás do pluviômetro, bem distante das árvores ou das estruturas, estende-se um campo de 4 hectares. A grama dele foi aplainada. À tarde, ela começou a revigorar e, no meio-dia seguinte, já estava ereta novamente. A oeste da casa, um riacho que corria vigorosamente ao amanhecer já estava vazio às 8 da manhã. Ao desenhar as linhas de direção dos traços de erosão, descobriu-se uma área oval com mais ou menos 1,6 quilômetro no sentido Norte-Sul e 1,1 km no sentido Leste-Oeste. Dentro dessa área, a intensidade da chuva variou de 10mm em suas bordas até cerca de 150mm no seu centro. Fora dessa área, a chuva foi tão fina que acumulou menos de 0,5mm."
- Monthly Weather Review [Revista Mensal de Clima], 93:164-68, 1970

Obs: todas as medidas foram convertidas para o sistema métrico decimal com aproximações.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Conflitos Esquecidos — “Batalha” Naval de Texel

Louis Joseph Lahure tem uma distinção sem igual na história militar — ele derrotou uma frota naval montado num cavalo!

Durante a ocupação da Holanda em Janeiro de 1795, o comandante do Exército Continental Francês soube que navios da poderosa marinha holandesa ficaram presos no gelo ao redor da Ilha de Texel. Então Lahure, acompanhado de seus 128 homens, simplesmente marchou sobre o gelo, cercou os navios e exigiu a rendição dos batavos.

Nenhum tiro foi disparado. A marinha holandesa, incapaz de se mover, não teve outra saída a não ser se render.

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