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domingo, 17 de julho de 2011

A última canção

Enquanto está sendo desativado (ou morto) em 2001: Uma Odisseia no Espaço, o computador HAL começa a cantar “Daisy Bell”. É uma cena clássica:


A letra da música é singela:
Daisy, Daisy, give me your answer do,
I’m half crazy, all for the love of you.
It won’t be a stylish marriage–
I can’t afford a carriage–
But you’ll look sweet upon the seat
Of a bicycle built for two.

De certo modo, isso é uma ironia poética. Durante uma visita ao Bell Labs em 1961, o autor de ficção científica Arthur C. Clarke (1917-2008) havia testemunhado uma apresentação do primeiro computador a cantar. O físico John Kelly (1923-1965) havia programado um IBM 704 para cantar através de um sintetizador de voz. O nome da canção era “Daisy Bell”.

sábado, 16 de julho de 2011

Patentes patéticas (nº. 16)

Frustrado com os intertítulos irritantemente intermitentes usados para apresentar as falas nos filmes do cinema mudo, Charles Pidgin teve um sopro de inspiração em 1917. Seria muito melhor se, durante a atuação, os atores inflassem balões nos quais suas falas estariam impressas. “O ato de soprar ou inflar os balões pelos vários personagens de uma foto-peça [sic] irá adicionar palavras que parecem sair da boca dos atores ao realismo da imagem”, justificava Pidgin. 
Soprando o texto: A: “Você já fez isso antes”; B: “Eu nunca a amei”; C: “Oh! A fraude”

Mais que isso: “o tamanho do discurso pode ser desenvolvido com o desenvolvimento [sic] das emoções mostradas na tela.” Também havia outros prós: o sistema seria barato e os atores não precisariam mais decorar os textos (mas talvez precisassem ter mais fôlego). Se tivesse conhecido a ideia, é provável que o próprio Thomas Edison a aprovasse. 

Seria um estouro.

sábado, 11 de junho de 2011

Patentes Patéticas (nº 11)


Durante o período mais brega da borda mais brega da galáxia, Aaron Powell teve uma ideia digna de John Travolta: sapatos de dança — com luzes! Isso mesmo, antes de fazer a infância da garotada dos anos 80, as luzinhas em sapatos apareceram nas pistas de dança durante a febre disco, logo após o lançamento d'Os Embalos de Sábado à Noite. Note que a ideia é tão sofisticada que usa apenas uma lâmpada na meia-sola — a frente é iluminada por feixes de fibra ótica!

Mas se você quiser causar naquela Festa Brega, vai ter que pagar pau royalties  para Aaron Powell. Em dezembro de 1978 o pessoal do escritório de pantentes viu genialidade onde havia apenas breguice (ou seria preguiça?) e Powell conseguiu a patente de seu dançante invento.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Morte Eterna


Aparentemente, um escritor e psicólogo alemão descobriu o caminho para a vida eterna há quase um século:
Leinbach descobriu uma prova de que, na realidade, a morte não existe. Está além de questionamento, diz ele, que não apenas no momento do afogamento, mas em todos os momentos de morte de qualquer natureza, o sujeito vive novamente toda a sua vida com uma rapidez inconcebível. Essa vida relembrada também deve ter um último momento, e esse último momento também deve ter o seu, e assim por diante. Portanto, o próprio ato de morrer é uma eternidade e, de acordo com a teoria dos limites, pode-se aproximar da morte, mas nunca pode-se alcançá-la.
— Arthur Schnitzler, Flucht in die Finsternis [Fuga na Escuridão], 1931
Então será que Arthur Schnitzler não é o verdadeiro Dom Cobb?

“Uma morte, dentro de uma morte, dentro de uma morte...”

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Porra, McFly!

Lembre-se, se você viajar até o futuro e tiver uma sensação de déjà vu, nunca tente evitar isso — Nunca! Os resultados podem ser desastrosos:

“Book'em Danno!”

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

O Senhor dos Anéis: uma co-produção Beatles-Kubrick

Imagem: Super Punch

Era uma vez os Beatles, O Senhor dos Anéis, Stanley Kubrick e uma adaptação para o cinema da obra de J.R.R. Tolkien. Mas o que poderia se tornar o mais interessante mash-up cinematográfico do século XX acabou antes mesmo de começar.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Efeito Bourne

Em 14 de março de 1887, o norte-americano Ansel Bourne acordou em um quarto desconhecido. Para sua imensa surpresa (e a sua também, leitor), Bourne, que vivia em Rhode Island como pastor evangélico, descobriu que estava em Norristown, Pensilvânia. Lá, ele havia se estabelecido dois meses antes, apresentando-se como A. J. Brown, e abriu uma loja de confecção.

Mister Bourne/Brown foi encontrado por seu sobrinho, que ajudou-o a voltar para Providence, capital de Rhode Island. Psicólogos diagnosticaram nele um dos primeiros casos de fuga dissociativa, múltipla personalidade e amnésia.

Não foi a primeira vez que Bourne perdeu sua identidade (não, não foi o RG). Em 1857-58, ele, que até então era carpinteiro, tornou-se subitamente obcecado com a ideia de visitar uma capela. Depois desse episódio, ele tornou-se o pastor Bourne.

Quase um século depois, em 1980, Robert Ludlum foi inspirado pela história e deu o sobrenome do carpinteiro/pastor/comerciante ao personagem principal de sua trilogia mais bem-sucedida — A Identidade Bourne, A Supremacia Bourne (1986) e O Ultimato Bourne (1990).

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

O Paletó Mágico de Oz

Enquanto procurava um figurino para o Professor Marvel d'O Mágico de Oz, o pessoal da MGM encontrou um paletó Prince Albert num brechó de Los Angeles.
oz
Frank Morgan com o paletó mágico de
Frank Baum

Numa tarde, durante as gravações, o ator Frank Morgan virou o bolso do paletó do avesso e descobriu um nome: "L. Frank Baum." Por uma coincidência bizarra, a produção do filme comprara o casaco do próprio autor do Maravilhoso Mágico de Oz, livro que deu origem ao filme.

O cinegrafista Hal Rosson, sua sobrinha Helene Bowman e a publicitária Mary Mayer trabalharam na produção do filme e foram testemunhas dessa história.

No livro The Making of The Wizard of Oz, a Sra. Mayer disse que após a descoberta, “nós telegrafamos e mandamos fotos para o alfaiate, em Chicago. E ele nos mandou de volta uma nota fiscal dizendo que o paletó havia sido feito para Frank Baum. A viúva de Baum também reconheceu o paletó e, após o fim das filmagens, nós o demos de presente a ela. Mas eu nunca consegui fazer ninguém acreditar nessa história.”

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Dove nessun uomo è mai giunto prima

Io sono un soldato, non un diplomatico. Capiche?

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Porra, New York Times!!! [2]

Mais algumas pérolas notáveis que vieram da seção de erratas do New York Times:

Mudando o rumo da história (de novo): 
"Uma reportagem identificou erroneamente o documento no qual John Hancock colocou sua proeminente assinatura. Foi a Declaração de Independência, não a Constituição." (14 de julho de 1985)
Um pequeno erro de cálculo na coluna social: 
"Um artigo sobre Ivana Trump e seus hábitos de consumo errou o número de sutiãs que ela compra. São duas dúzias [de sutiãs] pretos, duas dúzias beges e duas dúzias brancos e não dois milhares de cada." (22 de outubro de 2000)
E outro no caderno de culinária: 
"A receita para o petisco de salmão zimbrado errou na quantidade de sal kosher. É metade de um copo, e não quatro copos." (26 de novembro de 2000)
Botando a culpa na fonte: 
"Uma reportagem no caderno 'Sunday' incluiu dados errôneos do Farmer's Almanac sobre a ocorrência de luas cheias. O último mês sem lua cheia foi fevereiro de 1980, não fevereiro de 1866. O próximo mês sem lua cheia será fevereiro de 1999 e não o mesmo mês daqui a 2,5 milhões de anos." (25 de fevereiro de 1996)
E alguém da editoria de cinema fez James Dean se revirar no túmulo: 
"Um artigo errou o título do filme de 1955 que fez de James Dean uma estrela. É 'Rebelde sem Causa', não 'Rebelde com Causa.'" (8 de maio de 2000)

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Um ‘Contato’ menos Imediato

Como será o momento mais importante da História da Humanidade — O Contato? Muitos contos e romances de ficção científica já tentaram imaginar. Vez por outra, como agora, em Contatos Imediatos de 4º. Grau, Hollywood retoma o tema. Mas, geralmente, os filmes centram-se mais nos extraterrestres, nos efeitos especiais e em estereótipos: um disco voador, uma abdução, um “leve-me ao seu líder” ou uma invasão-e-destruição da raça humana ou até do planeta Terra.

contact_1Baseado no romance homônimo de Carl Sagan, Contato (Contact, EUA, 1997), apresenta um ponto de vista mais polêmico, mais científico e mais humano. Mesmo ofuscado pelo lançamento de MIB – Homens de Preto, Contato foi considerado um dos melhores filmes de FC de todos os tempos. O filme, dirigido por Robert Zemeckis (De Volta para o Futuro e Forrest Gump), inovou também no tratamento digital de imagens, na intertextualidade com a TV e com a “atuação” do presidente Bill Clinton. Ok, é claro que o presidente não atuou. Suas aparições são imagens digitalmente manipuladas.

No elenco pra valer, uma convincente Jodie Foster é Ellie Arroway, a cientista que faz o contato e Matthew McConaughey é Palmer Joss, um líder religioso descolado e um tanto irônico, que acaba virando conselheiro espiritual do presidente. A versão cinematográfica é bastante fiel ao livro, exceto talvez pelo final.

Ao longo do filme, que tem quase duas horas e meia de duração, algo pode frustrar os fãs de abduções e discos voadores: nada disso acontece, pelo menos a princípio. Contato começa com a infância de Arroway, volta para o presente, mostra o trabalho de uma radioastrônoma, ensaia um romance entre Ellie e Palmer Joss. O contato que dá título ao filme é feito e confirmado através de radiotelescópios e seguem-se todas as consequências e reações ao contato. Há intenso debate entre os descobridores, os céticos e os líderes religiosos, políticos e militares. Por fim, descobre-se que a mensagem recebida (com surpreendentes imagens de Hitler discursando) traz muitas informações ocultas, inclusive instruções para construir uma espécie de portal interplanetário.

saganNo final do filme, porém, uma suposta viagem interplanetária termina com elementos bastante comuns aos já tradicionais contatos ufológicos: uma experiência intensa, quase espiritual — e difícil de comprovar. Como um bom filme, Contato é menos imediato e mais instigante. O espectador  ganha o benefício da dúvida na escolha do final: houve ou não contato? Se sim, até que ponto o contato foi objetivo? Se não, o que aconteceu realmente? Uma fraude em escala planetária ou uma falha técnica causada por uma tecnologia alienígena e desconhecida?

O final é ambíguo e provocador graças ao autor. Carl Sagan, que ganhou fama mundial à frente dos Programas Viking e Voyager na NASA, era sobretudo um cientista cético, mas que não deixava de admitir possibilidades. Foi ele um dos primeiros a levar a sério o estudo dos fenômenos ufológicos. O filme não chega a ter bordões, mas uma frase recorrente sempre foi atribuída a Sagan: “Se não há vida lá fora, então o Universo é um tremendo desperdício de espaço.” 

Há também uma história por trás do filme, que custou a sair. Na verdade, como havia feito na série de documentários Cosmos (PBS TV, 1980), Sagan pretendia fazer um filme e depois um livro. A ideia de Contato surgiu no começo dos anos 80, mas após comprar o roteiro a Warner fez muitas exigências: incluir o Papa como personagem, dar um filho a Ellie Arroway, inserir mais cenas de efeitos especiais. Sagan, porém, bateu o pé. Ele não queria um blockbuster. Com o roteiro que tinha, lançou Contato, o livro, em 1985. Quatro anos mais tarde, ele começou a trabalhar novamente na versão cinematográfica. Mas a Warner, que só retomou o projeto em 1993, teve dificuldades em arranjar diretores e elenco e o filme só saiu em 1997, seis meses após a morte de Sagan.

Trailer (em inglês):

quarta-feira, 7 de julho de 2010

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Toda censura é burra

Em 1956, o Cardeal Spellman proibiu os católicos de Nova York de ir ao cinema e ver o novo filme de Elian Kazan, Baby Doll. O filme conta a história de uma noiva-adolescente que é explorada sexualmente. O baby-doll, peça íntima feminina, apareceu pela primeira vez no filme e tomou-lhe o nome emprestado.
Foto meramente ilustrativa

Questionado se ele havia visto o filme antes de decretar a censura, Spellman saiu-se com esta: "Você precisa ter uma doença para saber o que ela é? Se seu reservatório de água está envenenado, não há razão para querer beber água."

Outro caso de burrice cinematográfica aconteceu no British Board of Film Censors [Comitê Britânico de Censores de Filme]. Em 1928, os censores britânicos consideraram o filme surrealista francês La Coquille et le clergyman [A concha e o clérigo] "tão hermético que é quase desprovido de sentido", mas "se há um sentido, ele é indubitavelmente repreensível." E, pelo sim, pelo não, o filme foi censurado.

domingo, 6 de junho de 2010

O futuro do cinema, segundo Thomas Edison

Os americanos preferem um descanso tranquilo na sala de cinema e, para eles, as palavras saindo dos lábios das figuras na tela acabariam com a ilusão. Aparelhos para projetar o discurso do ator do filme podem ser viáveis, mas a ideia não é prática. O palco é o lugar para a palavra falada. As reações do público americano até agora indicam que os filmes não vão substitui-lo.

— Thomas Edison, em entrevista para o New York Times em 21 de maio de 1926.
Embora já estivesse velho, Edison viveu o bastante para ver como estava errado em relação ao futuro do cinema — uma arte que deve muito a ele. Um ano e meio depois dessa entrevista, estreava ali mesmo, em Nova York, o primeiro filme falado da história: The Jazz Singer [O Cantor de Jazz].

Ironicamente, o próprio Edison foi um pioneiro na sonorização do cinema: já em 1894, ele tentou sincronizar duas de suas invenções: o fonógrafo e o kinetoscópio, mas não teve sucesso.

Aliás, não é de hoje que Hollywood tem uma queda pelas novidade tecnológicas: The Jazz Singer foi um dos primeiros filmes a ganhar o Oscar.

sábado, 17 de abril de 2010

Teatro do Futuro

Imagine o teatro do futuro. [...] As massas sem dúvida vão frequentar os teatros tanto quanto hoje. Mas em vez de ver uma companhia de atores e atrizes mais ou menos medíocres, engajados na degradante tarefa de repetir, vez após vez as mesmas palavras, os mesmos gestos, as mesmas ações, eles vão ver a apresentação de uma completa companhia de “estrelas”, encenada em seu melhor desempenho, reproduzida tantas vezes quanto se queira. O perfeito kinetoscópio exibirá o espetáculo do palco, a máquina de falar e o fonógrafo ([que serão] sem dúvida muito diferentes) reproduzirão perfeitamente as vozes dos atores e as músicas da orquestra. Não haverá necessidade de empregar atores inferiores em pequenas partes. Como a produção de qualquer peça vai exigir somente que seja trabalhada até o ponto da perfeição e depois encenada apenas uma vez, não haverá dificuldade em assegurar o mais perfeito espetáculo possível.
— T. Baron Russell, A Hundred Years Hence [Daqui a Cem Anos], 1906.
Mais uma previsão que se cumpriu, pelo menos em parte. Sim, mas por que essa era óbvia. O “teatro do futuro” de cem anos atrás era apenas aquela novidade que na Europa se chamava de Cinema e na América era conhecida como Kinetoscópio. Os filmes ainda eram mudos, e ninguém era capaz de pensar numa forma de fazê-los falar; pensava-se que em vez de contratar pianistas, as produtoras deveriam gravar as falas em um disco, a música em outro e os cinemas deveriam trocar pianistas por vitrolas. Mais sofisticado que isso, impossível.

Perto do cinema daquela época, os filmes de hoje seriam considerados perfeitos, ou até mais do que perfeitos. Pelo menos nos aspectos técnicos, pois as várias revoluções tecnológicas do cinema não impediram o uso de figurantes nem o surgimento de novos atores “medíocres” ou de péssimos roteiros. E ainda hoje, mais de dois milênios e meio após sua invenção, o teatro continua firme e forte.

sábado, 13 de março de 2010

Bonitinha, mas inteligente

Ela foi considerada a mulher mais bela da Europa nos anos 30 e 40 e foi uma verdadeira diva do cinema. Mas as pessoas só enxegavam sua beleza exterior e poucos deram importância às suas contribuições tecnológicas. Mesmo nos dias de hoje ela é lembrada mais por sua beleza do que por sua inteligência. Nascida na Áustria, Hedwig Eva Maria Kieler ficou conhecida por seu nome artístico: Hedy Lemarr.

sexta-feira, 5 de março de 2010

A Lista de Sindler

Irving Sindler (1897-1990) nunca foi um ator, mas encontrou um jeito de aparecer em filmes de Hollywood. Sindler era cenógrafo-chefe do estúdio de Sam Goldwyn (1879-1974) e resolveu que seu nome apareceria em todos os filmes em que ele trabalhasse.

Ele começou pintando o próprio nome num armazém cenográfico da comédia muda Little Annie Roony (1925). Com o passar do tempo, Sindler passou a ser um nome engenhosamente inserido em etiquetas de garrafas, papéis e fachadas de lojas e indústrias do mundo do cinema. Ele até convenceu um chinês a traduzir seu nome para colocá-lo em Marco Polo

sindler

Acima, à esquerda, Sindler e um caminhão da “Sindler & Son Transfer Co.”, transportadora inventada para o filme The Restless Age. À direita, o epitáfio que Sindler criou para si mesmo — trata-se, evidentemente, de um epitáfio para o filme Wuthering Heights [O morro dos ventos uivantes]. Realmente, “Ele era um homem muito bom”, de muito bom humor.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Orçamento de "Avatar"

Eu não ia comentar sobre Pocahontas Smurf Avatar depois de tanto bafafá. Mas não resisti. Eis a divisão orçamentária do primeiro hype de 2010:



Em azul, para combinar com aqueles smurfs crescidos

Mais de 300 milhões de dólares pra fazer smurfs crescer? O James Cameron gosta de torrar fortunas com histórias bobinhas. Ou vocês não se lembram do nauseante Titanic?

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