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| Kersey em 1957. Aquarela de Jack Merriot. |
Pensando bem, aquele silêncio era mesmo uma coisa muito estranha: os sinos das igrejas pararam de tocar e até os patos se calaram e ficaram quietos no pequeno riacho no começo da rua principal enquanto o trio de cadetes navais se aproximava do vilarejo. Mais tarde, segundo a recordação dos garotos, até o canto outonal de um pássaro de desvaneceu à medida que eles se aproximavam das primeiras casas. Nenhuma folha se movia nas árvores que, aliás, pareciam não ter sombras. Até mesmo o vento parecia ter deixado de existir.
A rua em si estava bem deserta. Isso não seria surpresa numa manhã de domingo de 1957, ainda mais no coração rural da Inglaterra. No entanto, mesmo os mais remotos vilarejos britânicos já mostravam então sinais de modernidade — carros estacionados nas calçadas, linhas telefônicas suspensas ao lado das ruas e antenas espalhadas pelos tetos. Mas não havia nada disso naquela vila. De fato, todas as casas daquela rua pareciam antiquíssimas: eram grosseiras, com estruturas de madeira, e “quase medievais em aparência”, pensava um dos garotos.
A rua em si estava bem deserta. Isso não seria surpresa numa manhã de domingo de 1957, ainda mais no coração rural da Inglaterra. No entanto, mesmo os mais remotos vilarejos britânicos já mostravam então sinais de modernidade — carros estacionados nas calçadas, linhas telefônicas suspensas ao lado das ruas e antenas espalhadas pelos tetos. Mas não havia nada disso naquela vila. De fato, todas as casas daquela rua pareciam antiquíssimas: eram grosseiras, com estruturas de madeira, e “quase medievais em aparência”, pensava um dos garotos.









