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sábado, 19 de novembro de 2011

Patentes patéticas (nº. 34)


Já em 1930 havia gente bastante preocupada com atropelamentos a ponto de pensar em soluções práticas (ou não). Heinrich Karl, de Jersey City, New Jersey, é um exemplo desse tipo de pessoa: ele inventou um complexo mecanismo para impedir ou minimizar os efeitos de um atropelamento. O sistema, totalmente mecânico, “sentiria” o choque com um pedestre, pararia o veículo e ainda teria a gentileza de lançar um lençol no solo para que “as roupas [da vítima] não sejam sujas.”

A geringonça anti-atropelo era tão imensamente complicada que a patente tinha oito páginas para descrever o sistema ilustrado em outras duas páginas — normalmente as patente têm só quatro ou cinco páginas. Até o título completo da patente nº. 1.865.014 é enorme: Dispositivo Automático para Veículos Sem-Cavalos para Proteção dos Pedestres e do Próprio Veículo. Um resumo simplificado é apresentado em partes do primeiro parágrafo (que soma quase 40 linhas) da patente, emitida em 28 de junho de 1932:
[...] Mais particularmente, este dispositivo inclui meios para prevenir o pedestre [...] de ser atropelado pelas rodas do dito automóvel ou caminhão, etc, [...] de tal maneira que a pessoa que for atingida não apenas cairá sobre o dito lençol [...] mas sua queda será amortecida pelo lençol, o qual não se apoiará diretamente no solo, previnindo assim ferimentos na dita pessoa. [...] Meios similares também são empregados na traseira do automóvel, etc, para proteger pessoas e o automóvel quando ele se move para trás. [...]

Entretanto, bem mais adiante, Mr. Karl via nessa complicação toda uma virtude e não um defeito:
O fato de que será necessária uma certa quantidade de trabalho e alguma perda de tempo para repor as diversas partes em suas posições normais após a ocorrência de uma colisão é uma razão para que o motorista do veículo seja mais cauteloso ao dirigir seu carro ou caminhão, etc, o que por sua vez diminuiria o alto número de acidentes decorrentes de colisões entre pessoas ou veículos.

Essa ideia pode parecer bastante lógica, mas é bom lembrarmos que um sistema de air-bag (que é muito mais simples) também demanda bastante perda de tempo e dinheiro após o uso — e mesmo assim, atropelamentos continuam ocorrendo. Pois na maior parte das vezes o defeito encontra-se entre o volante e o assento do banco dianteiro esquerdo (ou direito, em alguns casos).

sábado, 14 de maio de 2011

A indústria ‘brasileira’ está com medinho

Durante sua breve presidência, Fernando Collor declarou que nossos automóveis eram “umas carroças” e, com o objetivo de estimular o desenvolvimento e a queda nos preços, acabou com o protecionismo dado à “nossa” indústria automobilística e abriu as portas para a importação. Duas décadas se passaram. Apesar de alguns avanços — mais estéticos do que mecânicos —, nossos carros continuam defasados. Mesmo assim, as montadoras reclamam dos importados. Entre proteger uma indústria defasada e apoiar a concorrência do Mercosul e a pesquisa e o desenvolvimento, Dilma escolheu proteger os fabricantes estrangeiros de carroças.

sábado, 7 de maio de 2011

Patentes Patéticas (nº 06)


Em 1949 — muito antes de se falar em economia de energia, energias alternativas ou carros híbridos —, J. D. Stokes teve uma ideia sensacional: por que desperdiçar energia com um carro e uma máquina de lavar quando é possível acoplar uma lavadora em uma das rodas?

Para lavar roupas em suas calotas, adicione água e sabão por uma abertura (nº. 48, segundo a figura) e dirija em baixa velocidade. Para secar, basta repetir o ciclo (ou o percurso), preferencialmente em velocidade maior. Se a capacidade da calota-lavadora lhe parece pequena, lembre-se de que você pode multiplicá-la por quatro e lavar as roupas da família inteira.

Na patente, Stokes afirmava que sua invenção seria útil para “campistas, aqueles que vivem em trailers e outros viajantes.” Também poderia ser altamente recomendável para quem não tem espaço em casa para um varal ou uma máquina de lavar — ou então para assassinos, que podem fugir rapidamente e livrar-se das roupas ensanguentadas en route.

A não ser, é claro, que as calotas sejam roubadas. Afinal, uma peça multiuso certamente valeria muito mais que um disco de plástico.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Cosplay sobre Rodas: Modelo 313

Você já deve ter ouvido falar em cosplay. Mas não são apenas os personagens que são homenageados por seus fãs. Porém, quando se fala em cosplay automotivo, o que geralmente aparece são réplicas de carros de super-heróis como o do Batman ou de veículos famosos do cinema, como o simpático Herbie de Se Meu Fusca Falasse. Mas e quanto aos veículos que aparecem nos quadrinhos ou nas animações?

segunda-feira, 14 de março de 2011

Big Brother Rodoviário


Aquele carro vermelho virando à esquerda é muito suspeito! (esta legenda vermelha alinhada à esquerda também!)


Durante a caça às bruxas do começo dos anos 1950, a paranóia anticomunista dos americanos chegou até mesmo às ruas e às estradas. Segundo J. Edgar Hoover, então chefe do FBI, estes seriam os hábitos de motoristas comunistas ao volante [e estes são os sintomas da paranoia]:

  • Dirigir alternadamente em altas e baixas velocidades [claro que é suspeito: não faz o menor sentido diminuir de velocidade se as condições da pista ou o trânsito mudam...];
  • Passar num cruzamento movimentado durante a luz amarela intencionalmente, para desorientar ou causar um acidente fatal [também muito suspeito: o camarada pode ser daltônico ou estar a caminho de um hospital. E fugir de um assalto sempre levanta suspeitas];
  • Dobrar a esquina em alta velocidade e parar repentinamente logo em seguida [evitar um atropelamento não é algo muito americano];
  • Sair do carro e soltá-lo na contramão de uma ladeira de mão única [abandonar um carro sem freios é coisa de comuna!];
  • Entrar em uma rua residencial escura, à noite, com as luzes apagadas [o cúmulo da suspeita! É um comportamento totalmente anti-americano. Mas a rua escura não é culpa nossa, pois o governo não pode forçar a companhia elétrica — um empreendimento particular — a manter a rede em ordem];
  • Dirigir até uma área rural, atravessar campos por um longo tempo e se encontrar com outro carro [também muito suspeito: se perder é coisa de forasteiro];
  • Esperar até o último minuto no sinal e depois cortar à esquerda do tráfego [mas cortar à direita é um ato de amor à pátria!];
  • Parar em todos os postos de gasolina, sair, andar em volta do carro, sempre olhando e depois ir embora [camarada, esse seu disfarce de motorista cansado para deixar de consumir não nos convence. Estamos de olho!].

sábado, 5 de março de 2011

Antimanual: Como NÃO resgatar uma picape

O que fazer quando sua querida picape cabine-dupla te trai e capota logo em um lago congelado? Bem, primeiro o veículo não deve afundar. Caso contrário você morre e aí não dá pra salvar nada mesmo.

Se você sobreviver, seria melhor não se preocupar com mais nada: é melhor deixar estar até que as condições favoreçam um resgate (ou até que você consiga entender o que aconteceu). Mas se você for impaciente ou desesperado; se estiver com pressa ou não tiver seguro, tente ao menos procurar um operador de guincho que tenha um mínimo de bom-senso (ou não esteja bêbado). Caso contrário, quem morre é a picape:

domingo, 29 de agosto de 2010

Junta tudo e joga fora?

O que fazer com o que sobrou de dois carros após um acidente? Bem, normalmente, os destroços acabam jogados nos ferro-velhos da vida — o que mostra que um automóvel não é um bem tão durável quanto parece. Mas o pessoal da Auto Be Yours, uma oficina de Scottsburg, Indiana, nos Estados Unidos, resolveu fazer algo diferente. Muito diferente.

Eles levaram o conceito de "carro híbrido" ao pé da letra e criaram um único carro com o que sobrou de dois. A frente — na verdade, a maior parte — é um Toyota Prius e a traseira é parte de um Subaru Baja. O Baja, apesar do nome, é a versão picape do Subaru Outback. Ironicamente, o Prius é um sedã, mas também é híbrido: tem um motor de combustão auxiliado por um elétrico.

domingo, 11 de julho de 2010

Como funciona o diferencial?

Ei, você já deu uma olhada debaixo do seu carro hoje? Já viu aquela "bola" que fica no meio do eixo traseiro de caminhões e de alguns carros mais antigos? Se você for curioso, já deve ter se perguntado para quê serve aquela coisa redonda no meio de um eixo.

Pois aquela "bola" é uma das peças, ou melhor, um dos sistemas mais importantes em um carro — o diferencial, que distribui de forma equilibrada a energia cinética do motor entre as rodas de um eixo (dianteiro ou traseiro). O diferencial tem esse nome por que movimenta as duas rodas em velocidades diferentes. Graças a isso (e ao sistema de direção), os automóveis podem fazer algo incrível: curvas! 

Embora pareça complexo, o conceito por trás do diferencial é muito simples.  É mais simples ainda se usarmos imagens em lugar de palavras. O vídeo a seguir — traduzido por este que vos escreve — é um verdadeiro tesouro. Foi feito nos anos 1930 pela Chevrolet norte-americana e explica o que é e como funciona um diferencial.


Hoje em dia, os engenheiros nem precisam mais se preocupar com aquele "eixo desajeitado por cima do piso". Exceto por alguns esportivos, todos os carros modernos são tracionados pelo eixo dianteiro, o que permite ainda mais espaço interno, menor altura e muito mais conforto. Mas é realmente uma pena que não se façam mais videos explicativos como esse. Isso deveria ser apresentação obrigatória nas aulas de auto-escolas.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Fica a dica (5) — estacionamento no shopping

Sem lugar para estacionar no estacionamento do shopping? Então tente estacionar no shopping. Veja  como no vídeo a seguir (em inglês):



“Eu coloco [o cumpom] em qual urna?”

Totalmente OWNED! Só não tente fazer isso com uma Brasília 78 fumacenta e barulhenta — aí seria um EPIC FAIL.

vi no haha.nu.

sexta-feira, 26 de março de 2010

"Mantenha à Direita!"


Exatamente às 4h50 da manhã de 3 de setembro de 1967, todo carro na Suécia parou. Depois de parar, moveu-se cuidadosamente da faixa esquerda para a direita da pista e prosseguiu a partir das 5 da manhã.

O país inteiro fez a conversão para o sistema continental de direção durante a noite. Até então, a Suécia seguia a Inglaterra e dirigia pela esquerda.

Para o imenso crédito dos responsáveis pelo trânsito sueco, nenhum acidente fatal foi causado pela grande mudança no modo de dirigir. Aliás, as taxas de acidente diminuíram no ano seguinte.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Carreta transparente

Não há nada mais chato — e perigoso — do que ter de ficar esperando atrás daquelas carretas enormes até ultrapassar. Ainda mais se o teu carro for compacto. Você certamente já deve ter desejado que aquela jamanta simplemente suma da sua frente. Como isso é um tanto impossível, talvez seja melhor esperar que ela fique transparente. Tipo assim:





Em resumo, é o seguinte: uma câmera na frente do caminhão e uma tela nas portas traseiras do baú. Esta é uma ótima ideia, mas não sei se já foi posta em prática. De qualquer maneira, seria muito mais prático e seguro do que ter que contar com os sinais de ultrapassagem que apenas alguns caminhoneiros fazem.


sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Nelsinho continua a correr



O Piquet-pai já se adiantou a dizer que o seu filho não é nenhum Dick Vigarista e que foi tudo culpa do Mutley, quer dizer, do Flávio Briatore. O Piquet-pai também disse que jamais agiria daquela forma, mas ele tem sim, sua parcela de culpa por ter criado o Piquetzinho sempre protegido debaixo de suas asas.  Ele sempre montou equipes próprias nas categorias de base. Assim, ele sempre soube obedecer seu patrão, que sempre foi seu papai. Mas como não dava pra fazer isso na F-1, deu no que deu. O moleque não teve coragem de enfrentar o chefe-de-equipe nem seu companheiro bicampeão, o Alonso, outro carinha mimado.  Mas teve a coragem — ou, melhor, a covardia — de fazer aquela vigarice sem tamanho.

Nelsinho, esquece teu pai e vai tentar ser modelo-e-manequim! Se joga, moleque!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Cinquentões Americanos sobrevivem em Cuba

Outro dia eu tropecei no site do fotógrafo americano Dan Heller. Seus retratos de Cuba a partir de uma temática automotiva são tétricos e mais parecem o trabalho de um viajante do tempo.

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Para muitos, os grandes e pujantes carros norte-americanos dos anos 1950 não passam hoje de objetos de recordação e símbolos da Era de Ouro da economia yankee – na verdade uma era de ostentação e desperdício incompatíveis com as atuais crises energética e econômica.

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Embora Cuba tenha passado a importar carros de outros países – principalmente da Rússia –a partir dos anos 60, poucos foram os modelos euro-asiáticos que sobreviveram no tórrido e tormentoso clima da maior ilha do Caribe.

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Quase a totalidade dos carros que circulam pela Cuba de hoje são, na verdade, aqueles velhos símbolos de ostentação do “inimigo”.

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Por uma grande ironia do destino, a situação dos transportes na Ilha embargada e sub-industrializada só confirmou duas coisas alardeadas pela publicidade norte-americana dos anos ‘50:  a durabilidade e o conforto.

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Surpreendentemente, apesar do embargo, muitas “banheiras” mantém-se impecavelmente bem-conservadas.

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Para muitos cubanos, esses carros velhos são uma boa fonte de renda. É facilmente possível tornar-se taxista, pegar uns turistas por aí e ganhar até 50 dólares (ou mais) por mês.

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Parece pouco, mas é muito para economia falida e estagnada como a cubana, onde a média salarial não passa dos ÚS$ 25,00.

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Apesar dos altos custos de manutenção – esses carros são beberrões e a gasolina é tabelada pelo equivalente a US$ 4,00 o litro – o esforço compensa. E atrai os jovens.

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red-blue-yellow-bigcars-i-bigcars-v-bighavana-cruising-biggreen-2-bigcars-y-bigdan-jill-car-bigDan Heller, à direita, com a esposa, Jill, à esquerda.      

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segunda-feira, 10 de novembro de 2008

25º Salão do Automóvel de São Paulo - O local

O 25º Salão Internacional do Automóvel de São Paulo foi um sucesso! O público estimado em 650 mil visitantes - inclusive eu! - visitou o salão entre os dias 30/10 e 09/11 [1]. Foi minha segunda visita ao Salão. A primeira foi em 2004, quando fui de carro com meu pai. Dessa vez fui de ônibus [2], com alguns amigos...

Apesar do sucesso, ainda há pontos a melhorar, na minha opinião. Primeiro de tudo é o local. O Pavilhão do Anhembi, apesar de contar com 85 mil metros quadrados, não parece mais adequadao, dado o número de expositores e o grande público. O local não conta com um sistema de climatização o que é mais um ponto contra - ainda mais quando se levam em conta os custos: R$ 30 de entrada e R$ 20 de estacionamento. Tudo bem que é difícil [3] - e talvez até caro - climatizar um ambiente tão grande, mas todo grande salão que se preza tem um ambiente agradável. É um pré-requisito indispensável. Além disso, o Anhembi (que pertence à Prefeitura da capital) não é usado apenas pelo Salão, que é um evento bienal. Assim, eventuais custos (além do atrativo) da climatização seriam igualmente divididos por todos os eventos realizados lá. Quanto ao estacionamento, não enfrentei o problema dessa vez, mas concordo com as críticas de outros visitantes. É caro e as vagas se esgotam rápido.

Eu também acho que o layout dos estandes não é o mais adequado. Basicamente, os grandes e médios expositores ficam de um lado, os pequenos de outro. O problema, porém, é que ao entrar, a primeira coisa que se vê são os pequenos expositores e o espaço alí, bem na entrada, onde há grande concentração de pessoas, é pequeno. Não quero dizer que se devesse situar as principais atrações logo na entrada - isso não teria graça - mas as "ruas" entre os pequenos estandes deveriam ser tão largas quanto as demais. Além disso, como o espaço é muito grande, há muita coisa pra se ver, e muita gente fica "maravilhada", é muito fácil se perder por lá. Pra piorar, não haviam "mapas" do tipo você-está-aqui suficientes - eu só vi um, que por acaso ficava perto da praça de alimentação.

A praça de alimentação, aliás, merece um capítulo à parte. Na minha opinião era mal localizada - lá no fundo do salão - e não estava indicada nos mapas publicados pelas revistas (e eu me orientei por um desses mapas). Além disso, apesar de ser administrada pela (gigante) Ambev, a praça não foi nenhum exemplo de organização... Era preciso pegar senha para comer - até aí, tudo bem, por que o número de mesas era (bastante) limitado. Então, era de se esperar que, enquanto você fica na fila, outra pessoa está sendo servida numa mesa e depois ela se retira, deixando a mesa livre para você. Mas as coisas não eram bem assim. Apesar da (longa) fila, as mesas não se desocupavam por dois motivos: 1) demora no atendimento dos pedidos e 2) gente cansada [4] e até mesmo folgada que usava as mesas para descansar e/ou ficar vendo as fotos e as revistas. E não havia ninguém por perto para impor a ordem que era mais que necessária.

No mais, é uma pena que seja um evento apenas bienal. Nossa indústria e nosso mercado estão crescendo (tudo bem, tem essa crise aí) e creio que nós seríamos capazes de sediar um evento anual.

Ah, sim, e não podemos nos esquecer de um ponto muito positivos. Nem todas as atrações ficam sobre rodas... Algumas ficam sobre salto-alto!

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Observação: assim que puder eu vou atualizar esse post com fotos. Eu não tenho máquina, mas os meus amigos tiraram fotos e estão me devendo as cópias. Foi por isso que atrasei o quanto pude esta "cobertura".
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Notas
[1] - 650 mil visitantes em 11 dias dá uma média de... (fazendo as continhas) ... 59 000 visitantes/dia. Pra que se tenha uma idéia isso é quase seis vezes a população da cidadezinha do interiorr onde eu vivo!
[2] - Foi a primeira vez que fui de ônibus pra Sampa. Fazia tempo que não ia à Capital. Infelizmente eu ainda não conheço muito da maior cidade do país - shame on me!
[3] - Uma solução bem barata, aliás, sem custo algum, seria antecipar o salão para um período mais ameno, tipo fim de inverno, lá pra agosto, por exemplo.
[4] - Haviam locais destinados ao descanso, mas eram poucos e não havia limite de tempo pra ficar lá.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

25º Salão do Automóvel de São Paulo

O hypercubic, depois de mais um face-lift (agora com novas cores) vai cobrir seu primeiro evento: o 25º Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, que a partir desse ano entra oficialmente para o circuito internacional dos Grandes Salões. O evento paulistano, que é bienal, abre no dia 30/10 e termina no dia 09/11. Eu vou estar por lá no próximo sábado, dia 01/11. Se tudo der certo, a partir de semana que vem teremos fotos e comentários do maior evento do setor automotivo na América Latina.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Hamilton, o ingênuo

Segundo notícia publicada na seção de esportes do Terra (e no jornal inglês Daily Star), Lewis Hamilton (acima) teria se aconselhado com o mundialmente famoso paranormal chantagista profissional israelense Uri Geller (abaixo). Com grandes chances de vencer o campeonato mundial de pilotos de Fórmula 1 deste ano, o jovem piloto inglês surpreendeu o Circo da Velocidade com essa atitude que é, no mínimo ingênua - além de completamente inútil. Geller já foi desmascarado há mais de 20 anos, num dos programas de maior audiência dos EUA (vídeo disponível apenas em inglês e com bônus: acompanhe também o debunking do então famoso televangelista Peter Popoff):




Hamilton certamente ainda não viu o vídeo acima. Além disso, se ele, mesmo com todas as condições favoráveis, ainda precisava de algum tipo de apoio, ele procurou a pessoa errada. Embora Geller tenha afirmado que "ao longo dos últimos 40 anos fui procurado por uma multidão de esportistas, incluindo estrelas do tênis e futebol, que me pediram ajuda", isso não quer dizer nada. Certamente, os "ajudados" por Geller, que não tiveram os nomes divulgados, não se beneficiaram muito, pois o pretenso paranormal só pode ter acertado em, no máximo, 50% dos casos. Geller não tem poder algum, não pode fazer mais do que qualquer outro ser humano em casos assim: torcer. E mesmo a torcida não adianta muita coisa... Uma corrida se resolve mesmo é na pista, com a disputa de pilotos e máquinas.

Enquanto isso, Felipe Massa, segundo colocado no mundial de pilotos (7 pontos atrás de Hamilton e dependendo de uma favorável combinação de resultados) declarou em entrevista ao jornal português Record, que não acredita que Geller possa ajudar o rival, mas revelou o seu ritual: ele usa sempre a mesma cueca nos fins de semana de corrida. Também não é lá muito eficiente, mas pelo menos ele não se apóia em supostas paranormalidades...

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Cectic 25 - Mecânica Alternativa

Este é uma das minhas tirinhas favoritas, pois trata de ceticismo e automóveis....

Clique para ampliar.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Reflexões no Dia do Automóvel

Hoje, 13 de maio, é o Dia do Automóvel. Mas, infelizmente, não há muito o que comemorar. O automóvel, que era um símbolo de status e independência tornou-se um vilão social e ecológico. Eis o resultado de um mundo sobre rodas. Há cem anos, em 1908, Henry Ford inovava com a fabricação em série de seu memorável e - por que não dizer - simpático Modelo T, o carro que motorizou a América.

Era o início da era dos automóveis populares. As ruas começaram a se encher, e os problemas, a aparecer. Eram comuns acidentes devidos às condições precárias de segurança, tanto dos carros quanto das vias. Mas era também uma época de heroísmo nas estradas e nas pistas de corrida - eram comuns corridas de uma cidade a outra. A maior de todas, e talvez a menos lembrada, é a Nova York-Paris, realizada em 1908. Hoje temos um automobilismo seguro, asséptico e caríssimo, dominado pelas grandes marcas e pelo interesse comercial. Os tempos românticos, de improsivos heróicos se foram há muito.

Hoje os automóveis são repletos de itens de segurança, mas os acidentes continuam a ceifar vidas. As principais causas são a imprudência do motorista, a embiagez ao volante e, no caso do Brasil, a ainda precária condição das rodovias.

Outro grande problema automotivo da atualidade é o excesso de automóveis. É um problema mundial a lentidão do trânsito nos grandes centros. No Brasil, porém, a situação se agrava pela falta de boas opções de transporte coletivo - e pela forma como este meio ainda é (mal-)visto.

Os automóveis também são listados entre os vilões responsáveis pelo aquecimento global. Com certa razão, é claro. Afinal, queimar gasolina para andar uns poucos quarteirões, como muitos fazem, é um absurdo. Há até quem diga agora que a demanda por bio-combustíveis - uma urgência tecnológica da sociedade moderna - levará o mundo à fome. Isso só é verdadeiro se usarmos alimentos e áreas destinadas ao plantio de alimentos para a obtenção de etanol. O que devíamos fazer é produzir etanol a partir de celulose - qualquer vegetal serve como matéria prima, e as plantações não precisam ser grandes áreas contínuas.

A Honda promete lançar o primeiro carro a hidrogênio ainda este ano. Vai demorar pra chegar?

Devíamos, sobretudo, mudar a nossa matriz energética imediatamente. O hidrogênio é uma opção muito promissora: é uma fonte praticamente inesgotável (99% do Universo conhceido é hidrogênio) e não-poluente (sua queima gera apenas vapor d'água). Entretanto, o hidrogênio ainda não é comercialmente viável por falta de meios adequados para armazenamento e distribuição (o hidrogênio é um gás altamente inflamável). Eu me pergunto se esse empecilho para o hidrogênio já teria sido resolvido se não fosse o lobby (e a preguiça, o desinteresse mesmo) da indústria petrolífera.

UPDATE: A Honda lançou o FCX Clarity no fim de junho, apenas na Califórnia. No Japão o carro será lançado em setembro e não há previsão para vendas em demais mercados. A Califórnia foi escolhida como local de lançamento por dois motivos simples: já conta com uma pequena rede de postos de hidrogênio e, mais importante, tem uma das mais severas avançadas legislações ecológicas do mundo e novos limites de emissões entram em vigor a partir de 2009.

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