| E o dono dele é a família Sarney |
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
O nome do gato é PMDB
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Fica a Dica (7) — Como dar Pausa no Atari?
domingo, 25 de abril de 2010
Expurgo à moda lulista
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Fala que eu desmonto!
Como era de se esperar, ele não tem diploma. Montes também atua na política — onde, afinal, não se precisa de diploma — e é deputado estadual no Rio pelo
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
PT: Perda Total
Por que o Partido dos Trabalhadores, um dos pioneiros da redemocratização e outrora o partido da ética política, foi transformado num feudo lulista que envergonha até seus próprios parlamentares?
(a) pelas desconhecidas tendências autoritárias do ex-líder sindical;
(b) pelas más companhias que ele (re)encontrou após subir a rampa do Planalto: Fernando “Parlapatão” Collor, José “Bigodão” Sarney (e família Ltda..) e Renan Calheiros, o encalhado no lamaçal;
(c) pela expulsão e/ou demissão das figuras mais fiéis aos valores da ética política que sempre guiaram o partido;
(d) todas as anteriores.
Quem respondeu a alternativa…
(d) está correto e atento à realidade política atual. Se o PT é um partido tão importante e popular, por que precisaria cortejar o apoio de um PMDB apodrecido a ponto de abrigar até o Sarney, que vivia batendo continência para os militares? O PMDB pode ser o maior partido do país em número de filiados (que se mantém por inércia política) e de cargos (puro oportunismo), mas quantidade nunca foi sinônimo de qualidade.
Há muito que o PMDB deixou de ser o “Partidão” íntegro de oposição aos milicos para se converter num refúgio das oligarquias que ficaram órfãs com a queda da “Redentora”: Quércia em São Paulo, Sarney no Maranhão... E o Lula acha isso muito bonito, muito natural. Claro, é muito natural que o maior partido do Brasil tenha virado a casaca e tenha se vendido em troca de cargos e mais cargos em todos os escalões possíveis e imagináveis. Os infindáveis parentes e aderentes do “Bigodão” que o digam!
O presidente-molusco está fazendo de tudo para peemebedizar o PT. E, com o apoio daquelas más companhias, daquelas velhas raposas nordestinas, que perdem a dignidade mas não largam o osso, ele está conseguindo. Já no começo de seu governo a chamada “ala radical”, capitaneada por Heloísa Helena foi sumariamente expurgada à la Trotsky e teve que se exilar num partido próprio, o PSOL.
Não demorou muito e Marina Silva, uma das poucas pessoas respeitáveis dentro do atual governo, também foi expulsa do Ministério do Meio-Ambiente. Ela não concorda com esse crescimento econômico movido por um impiedoso desmatamento que avança sobre a Amazônia financiado pelas motosserras dos grandes produtores de gado e soja. Até gente do MST começa a chamar Lula de traidor. Aí, para mostrar serviço, a Dilma teve a brilhante ideia do PAC (por que o Lula não sabe pensar), mas ninguém se lembrou dos impactos ambientais da aceleração de tantas obras pelo país (parece que a Dilma também não sabe pensar tão bem).
Dilminha ficou irritada com os atrasos na liberação ambiental de suas obras, e, temendo ser prejudicada numa corrida presidencial que ainda nem começou, pediu pra Marina sair. Como a acreana é fiel aos seus princípios e não ao cargo – ao contrário de todos os outros petistas – ela se demitiu e voltou ao Senado. Finalmente, ela acaba de sair corajosamente do PT e agora tem boas chances de ser a primeira presidenciável – pelo PV de Gabeira.
O que era pra ser uma eleição meramente plebiscitária, polarizada, numa democracia bem ao gosto dos militares do passado, acabou se tornando uma eleição viva e florescente. Graças aos “aloprados” do governo. Até mesmo o Ciro Gomes, que levou a sogra pra passear na Europa, ressuscitou e está empatado com Dilma.
Aliás, é muito estranho que mesmo quando tinha uma Marina Silva no seu partido e no seu governo, Lula tenha escolhido uma figura tão controversa e sem-graça quanto a Dilma para tentar sucedê-lo. Ela tem curso superior – aparentemente falsificado, sabe-se agora –, coisa que ele sempre teve orgulho de não ter. Ela foi uma guerrilheira, uma terrorista para os mais idosos. Uma candidata desse nível – que ainda por cima não tem carisma e pode ter uma saúde frágil – é simplesmente incapaz de agradar a flamenguistas e corintianos.
O fato é que Dilma era uma poderosa Ministra de Minas e Energia, um setor que – tal como o Maranhão e o inventado estado do Amapá – está há muito tempo sob influência de Sarney e família. Isso sim explica tudo. Quem escolheu Dilma, tanto como ministra quanto como candidata foi o clã do Bigodão. E dane-se o PT, que elegeu Lula, e deveria ser o principal partido do governo.
Agora não é mais “Partido dos Trabalhadores”. É Partido dos Traidores. O PT deu Perda Total mesmo.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Brasileiros descobrem o elemento químico mais pesado
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
Transposição de Dinheiro Público
Ora, o Sertão Nordestino é o berço do latifúndio brasileiro, e esses imensos canais não vão ajudar em nada as (quase inexistentes) pequenas propriedades. É gritantemente óbvio o fato de que só os grandes proprietários terão acesso à água.
Isso, claro, se houver água. Afinal, o calor sertanejo é implacável. Não importa quanta água seja bombeada, uma grande parte vai se evaporar rapidamente. E, além disso, o desvio tanta água assim vai, inegavelmente, afetar a qualidade de vida daqueles que moram após as estações de bombeamento. O impacto ambiental, então, seria incalculável.
E pode ser que a água nem chegue mesmo. Quem garante que essa obra não vai ser mais uma superfaturada daquelas, para fazer a festa das grandes empreiteiras? Quem garante que não teremos canais totalmente fora das especificações, para "reduções de custo"? Se a empreiteira reduzir o custo, ela devolve dinheiro para o governo? Aliás, o governo pagaria antes ou depois?
Sim, é preciso fazer todas essas perguntas. Mas o governo não está disposto a discutir. Quer que as obras comecem rápido. Por quê? Por que como sempre, essa é mais uma obra eleitoreira. Vão ser "torrados" 9 bilhões de reais... Bilhões vindos de impostos que sufocam o trabalhador (eu, você, cada um dos 180 milhões de brasileiros) durante meses... E tudo para construir uma imagem falsa, para que depois se possa falar "do governo que acabou com a seca".
Além do mais, se a construção de canais fosse realmente a solução para ambientes áridos, por que não há uma "transposição do Rio Nilo" para fertilizar o oeste do Egito? O Iraque tem dois grandes rios - o Tigre e o Eufrates - e mesmo assim é uma grande região árida. Afinal...
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
Enquanto isso, em Brasília...
É, é assim mesmo: eles cantam e a gente até se cansa, mas continua dançando.
Afinal, somos o povo mais
quarta-feira, 9 de maio de 2007
Ame-o ou Deixe-o - Artigo publicado no Comércio do Jahu
Ame-o e Deixe-o
Ficar olhando para o passado não dá futuro pra ninguém. Ainda mais quando é um passado sombrio e vergonhoso.
A Alemanha, por exemplo. Após a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), mesmo em meio às turbulências políticas e econômicas, os alemães poderiam olhar para o futuro e buscar um desenvolvimento pacífico. Mas não. Ficaram remoendo a derrota e nos deram a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o maior conflito de todos os tempos.
Após nova derrota, e mesmo dividida, a nação alemã aprendeu a lição: esqueceu o passado e passou a trabalhar de olho no futuro. Resultado: hoje a Alemanha está livre dos militares e é a terceira economia do planeta.
Será que nós precisaríamos de uma intervenção dos militares? Se ainda hoje vemos sem-terra e sem-tetos nos campos e nas ruas do Brasil é por que os militares intervieram para impedir as reformas de João Goulart. Aquele era o melhor momento para implantá-las. Pelo bem dos Estados Unidos — e financiados pelos norte-americanos — os militares decidiram intervir.
Não bastasse a intervenção, as Forças Armadas ainda perseguiram os opositores da “revolução” com torturas e mortes. Ninguém sabia disso por causa da censura, também imposta pelos militares. Tal censura também escondia verdadeiras farras com o dinheiro público. Como a inútil Transamazônica, por exemplo. E outras grandes rodovias também. Inúteis sim, por que a melhor forma de integrar países de dimensões continentais é através de ferrovias, não de rodovias. Vide os exemplos dos EUA, do Canadá, da Rússia e mesmo de um continente inteiro — a Europa.
Após tanta gastança, o resultado não podia ser outro. Nosso “milagre” econômico era sustentado por grandes empréstimos externos feitos antes do primeiro choque do petróleo (1973), quando os juros ainda eram baixos. Após aquela crise energética mundial, todos os preços subiram inclusive o dos empréstimos. Nosso crescimento não teve nada de milagroso, era um truque artificial que só nos trouxe a hiperinflação e uma desigualdade social cada vez mais gritante. Os únicos a ganhar com o regime militar foram os investidores estrangeiros.
Como se sabe, muitos investimentos foram feitos em infra-estrutura. Mas isso não foi garantia de um crescimento sustentado da economia brasileira. E a educação? Prioridade zero para os militares. Apenas como exemplo, cite-se o caso da Coréia do Sul. Há 50 anos, aquele país asiático estava arrasado por uma guerra ideológica causada pela intervenção estadunidense. Os sul-coreanos eram tão miseráveis quanto hoje ainda são seus irmãos do norte. Hoje a Coréia do Sul é um dos principais centros tecnológicos do mundo. Uma nação verdadeiramente desenvolvida e não uma pseudo-oitava-economia-mundial que não tem sequer uma indústria automobilística genuinamente nacional. Sem falar no uso, ainda relativamente comum no Brasil, de mão-de-obra em regime de semi-escravidão.
Felizmente, já estamos livres dos militares, mas nem tanto. Eles ainda se opõem fortemente à abertura dos arquivos referentes aos “anos de chumbo”. Eles têm medo do quê? Não agiram “apenas para botar ordem na casa”, segundo a opinião do “saudosista” Paulo Ferreira Costa Negraes (Comércio de 05/05/2007)?
Os militares insistem em manter o controle do tráfego aéreo e agora voamos de modo precário e caótico. Cadê a ordem militar. Se faltam recursos é por que os militares, em seus delírios, conseguiram convencer o Brasil de que era necessário enviar um membro da Aeronáutica pro espaço. Pagamos US$ 20 milhões por isso. Mas agora falta dinheiro para modernizar o sistema de controle do espaço aéreo. Será que vamos ter saudade disso também?
Eu também leio muito, mas sou jovem. E a leitura só nos é útil quando estamos abertos a novas idéias e não damos ouvidos a discursos reacionários que não apresentam nenhuma solução. Se somos o eterno país-do-futuro, é por que estamos presos ao passado.
Se você ama esse país, mas prefere os Estados Unidos, vá logo para a terra do Tio Sam!
Renato Pincelli

