domingo, 8 de maio de 2011
Gênesis, cap. 51
domingo, 6 de fevereiro de 2011
O Juízo Final vai acabar em pizza
sábado, 11 de dezembro de 2010
domingo, 20 de junho de 2010
Azaração bíblica
Certa vez um jovem cavalheiro, sentado por acaso em um banco de igreja adjacente a um em que estava uma jovem lady, por quem ele se apaixonou rapida e violentamente, sentiu o desejo de fazer a corte ali mesmo. Mas o lugar não era adequado para apresentar uma declaração, o que exigiu o seguinte plano. Polidamente, ele entregou à sua bela vizinha uma Bíblia, aberta, com um alfinete marcando o seguinte verso — Segunda Epístola de João, verso 5 — “E agora, senhora, rogo-te, não como se escrevesse um novo mandamento, mas aquele mesmo que desde o princípio tivemos: que nos amemos uns aos outros”. Ela devolveu com o seguinte — Segundo Capítulo de Ruth, verso 10 — “Então ela caiu sobre o seu rosto, e se inclinou à terra; e disse-lhe: Por que achei graça em teus olhos, para que faças caso de mim, sendo eu uma estrangeira?”. Ele retornou o livro, apontando para o 13º. e o 14º. versos da Terceira Epístola de João — “Tinha muito que escrever, mas não quero escrever-te com tinta e pena. Espero, porém, ver-te brevemente, e falaremos de face a face.” E após a entrevista acima, o casamento aconteceu na semana seguinte.— The Shamrock [O Trevo], 26 de agosto de 1871
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
21 de maio de 2011
domingo, 10 de janeiro de 2010
Santo Plágio
Parece que nem Deus resistiu e acabou plagiando-se a si mesmo. Talvez ele estivesse com sono, pois naquele tempo não havia café (embora ele tenha criado o mundo inteiro, inclusive a flora inteira, em seis dias).
Evidentemente, os defensores da Bíblia vão argumentar que trata-se de uma citação. Isso não pode ser verdade, pois a suposta citação não cita suas fontes nem segue as normas da ABNT e, portanto, não pode ser aceita.
domingo, 11 de outubro de 2009
Pérolas Fundamentalistas II – A Ressurreição
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Hapax Legomenon
Hapax Legomenon não é nenhuma espécie de legume nem de animal. Tampouco é o nome de alguma banda desconhecida.
Hapax Legomenon vem do grego “ἅπαξ λεγόμενον” e significa “algo dito apenas uma única vez”. Assim, esse é o nome de um fenômeno linguístico bastante curioso: as palavras que fazem uma aparição única numa determinada obra, numa língua e, também, são aquelas palavrinhas que são usadas uma única vez por certo autor. Eis alguns exemplos:
- NORTELRYE (inglês) – o mesmo que “educação”; usado apenas uma vez por um único autor, Geoffrey Chaucer, poeta medieval e considerado por alguns como Pai da Literatura Inglesa.
- AUTOGUOS [αυτογυος] (grego arcaico) – possivelmente refere-se a algum tipo de aragem; aparece apenas uma vez na obra de Hesíodo. Ainda há dúvidas quanto ao significado exato.
- SLÆPWERIGNE (inglês arcaico) – aparece apenas no Livro de Exeter, um dos mais antigos da língua inglesa, escrito em 960 ou em 990. O significado exato da palavra não é conhecido. Há quem diga que é algo como “cansado e com sono”.
- FLOTHER (inglês) – aparece apenas num manuscrito de origem obscura, datado do fim do século XIII. É o mesmo que “floco de neve”.
- PANAORIOS [παναωριος] (grego arcaico) – Significa “muito fora de época” ou “muito fora de tempo”. Um dos muitos Hapax Legomena (esse é o plural) da Ilíada.
- HONORIFICABILITUDINITATIBUS (inglês via latim) – Parece um palavrão, não é mesmo? Originária do latim, é a mais longa palavra inglesa com alternância de consonantes e vogais. É o plural ablativo de honorificabilitudinitas, que pode ser traduzido como “o estado de ser capaz de alcançar honras”. É uma Hapax Legomenon em inglês pois foi usada apenas por Shakespeare na seguinte estrofe de Trabalhos de Amores Perdidos, uma das primeiras comédias do Bardo de Avon:
“O, they have lived long on the alms-basket of words.
I marvel thy master hath not eaten thee for a word;
for thou art not so long by the head as
honorificabilitudinitatibus: thou art easier
swallowed than a flap-dragon.”
— Costardo, Trabalho de Amores Perdidos, Cena 1 do 5º Ato.
- SUMMERSETS (inglês) – é usada uma única vez em toda a obra dos Beatles. Aparece na música "Being for the benefit of Mr Kite", do famoso Sergeant Pepper's Lonely Hearts Club Band.
É uma variante vitoriana de "somersaults" e teria sido encontrada por John Lennon num cartaz amarelado de um velho circo. Significa “dar um salto mortal” e tem origem francesa. Vem de sombresault, que, por sua vez é uma variação de sobresault. Assim, também pode ser traduzido como “sobressaltar”.
Hapax Legomena são muito comuns em textos bíblicos e, obviamente, em escritas que ainda não foram inteiramente decifradas, como é o caso dos hieróglifos maias, a única linguagem escrita da América Pré-Colombiana. A ocorrência constante de Hapax Legomena nesses casos dificulta ainda mais os trabalhos de decifração e tradução. Eis alguns curiosos exemplos bíblicos (esses você pode encontrar em casa!):
- LILITH (לילית) – a única ocorrência no Velho Testamento está em Isaías 34:14. Em português, traduz-se por “animais noturnos”. Em inglês usa-se “corujas”.
Mas, segundo a Cabala judaica, Lilith é um dos mais obscuros personagens bíblicos, e teria sido a primeira mulher de Adão, antes mesmo de Eva. Para as antigas lendas hebraicas, Lilith teria se rebelado contra o sistema patriarcal pois se negava a deitar-se debaixo de Adão. Hoje, alguns a consideram como a primeira feminista.
Para manter o establishment, Deus teria enviado ao Éden dois anjos: Eva e Samael. Este teria tentado Lilith, sem obter sucesso. Mas Eva teria sido bem-sucedida ao seduzir Adão e ter filhos com ele.
Enfurecida, Lilith passou a tentar destruir a humanidade recém-formada. Assim, ela – e não o diabo – seria a serpente que tentou Adão e Eva e causou a expulsão da humanidade do Jardim do Éden. - GVINA (גבינה) – também ocorre apenas no Velho Testamento, em Jó 10:10. Normalmente é traduzido como “queijo”. Apesar de se referir a algo comum, essa palavra não existe no hebreu moderno e por isso é uma Hapax Legomenon.
- GOPHER ou GOFER (גפר) – é parte da expressão madeira de Gofer, material com o qual a Arca de Noé teria sido feita (segundo Gênesis 6:14). Há muita controvérisias sobre o que seria Gofer.
Há quem defenda que seria uma espécie de árvore já extinta (obviamente, extinta durante o Dilúvio). Outros dizem que Gofer quer dizer simplesmente “cipreste” e não teria sido entendida corretamente pelos vários tradutores da bíblia.
De fato, a Septuaginta Grega do século III a.C. traduz o termo como xylon tetragonon ou “madeira quadrada”.
Mais tarde, a Vulgata Latina do século V fala em lignis levigatis (ou lævigatis), que é algo como “madeira macia e aplainada”.
Estudiosos judeus acreditam que Gopher é uma tradução para o hebraico de gushure i erini (“grãos de cedro” em Babilônio) ou de giparu (“junco” em Assírio).
Outras sugestões de tradução: “pinho”, “junípero”, “acácia”, “ébano” e até “piche”, o que faria “madeira de Gofer” transformar-se em “madeira com piche”.
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Quando lhes convém
O vídeo abaixo, muito interessante por si só, mostra uma daquelas belas passagens bíblicas que nunca serão lidas – ou lembradas – na igreja. Felizmente, é claro, por que se o que se mostra aqui fosse ensinado, o mundo seria ainda pior.
Depois dessa demonstração do mais puro amor divino, eis que surgem os seguintes comentários, feitos por um usuário identificado como “jesusehtudo”, procurando dar uma interpretação alternativa – e menos violenta, claro - do trecho bíblico em questão.
Ridiculo o video, nao cotumo dar perolas aos porcos, mas vou dar uma explicação que nao tem nada a ver com essa interepretacao do peidei [usuário que postou o vídeo]
O profeta andando simboliza o homem de deus na busca pela santidade, os garotos ou crianças são exatamente os demonios que nos infligem, veja que são 42, 4+2 = 6. 6+6+6 = Numero da besta, satan.
Os garotos são a tentação do demonio que foi vencida pela palavra do profeta santo de deus.
É simples, porem só atraves do ES poderemos entender essas dimensões espirituais.
Chamar o profeta de calvo significa dizer que o homem de deus esta improdutivo e que vive no pecado, pois sua cabeça...
... esta descoberta, oque na epoca era motivo de vergonha, deus fez sua justiça prevalecer usando os animas, os ursos que simbolizam a força do espirito santo matando o mal, destruindo os futuros filhos de satanas que iriam com certeza provocar mais mal ainda.
A explicação é simples, basta estar aberto ao Espirito do Senhor. e quanto a oração achei ridicula, ta na cara que não é assim que se ora.
O profeta não fez mais do que manter sua dignidade perante Deus. A punição vem para os que nã temem o senhor e nem seus profetas santos.
Deus sabe o que faz. Ele é soberando. Glórias a Ti o Pai. Em Nome de Jesus. Amem.
Realmente, é uma pérola de cegueira religiosa. Notem como ele faz de tudo para eximir a responsabilidade de deus e colocar tudo em termos figurativos ou alegóricos. A própria alegoria apresentada como explicação dessa passagem bíblica revela uma visão de mundo bastante estreita: (1) o profeta – homem supostamente santo - simboliza apenas o homem adulto, que é atormentado pelas crianças demoníacas. Para ele, o homem deve nascer mal e depois de adulto é santificado pela religião. Grória, grória, areruiá! (2) a suposta maldição do número da besta, o 666, é relacionada a um número totalmente distinto – o 42. Só porque os garotos eram exatamente 42 eles seriam demoníacos. Se fossem 43 ou 41 não haveria como fazer essa correlação. Além disso, por serem ligados a satã (“futuros filhos de satanas”), a ofensa que eles proferem é também motivada pelo demônio. Isso não tem qualquer sentido lógico. (3) os ursos são interpretados como sendo o Espírito Santo, que por sua vez é uma das “formas alotrópicas” do deus bíblico (ao lado do Pai e do Filho, Jesus Cristo). Portanto o autor do comentário admite - ainda que implicitamente - que deus matou as crianças, mas faz uso de toda essa alegoria para justificar essas mortes dentro do velho e surrado maniqueísmo, a eterna – e enfadonha – luta do bem contra o mal. Como sempre, o bem sempre vence e foi o mal quem provocou o bem.
Moral da História:
Quando lhe convém, um cristão é capaz de ver a bíblia apenas como um livro alegórico. Mas apenas quando se trata de verdadeiras barbáries cometidas por deus – ou em nome dele. Quando se trata de multiplicação de peixes, curas milagrosas, ressureições e profecias apocalípticas, tudo é aceito tal como está escrito. Não há espaço para alegorias quando deus se revela bondoso e atencioso. Ou quando faz ameças àqueles que se opõem a ele, como no caso das profecias apocalípticas.
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Um livro que não funciona
Este livro não funciona. Eu tentei o método de "oração" para conseguir um novo Porsche 996, mas não recebi nada. Não há nada nas instruções sobre não desejar carros esportivos alemães, mas eu também tentei orar por coisas menos ambiciosas. Eu desisti depois de não conseguir nem mesmo um Big Mac. No começo do livro há uma parte sobre pessoas que cruzam o deserto e são sustentadas pelo maná do céu, então você pode pensar que o livro seria capaz de te garantir pelo menos um hambúrguer.
Eu estou desapontado e vou entrar em contado com a editora. Eu não posso recomendar esse livro pois ele é claramente falho.Você pode conferir o original in loco. By the way, eu concordo com a resenha, mas ele ainda não leu as partes sobre ódio explícito, violência, genocídio, homofobia e sexo.
