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sábado, 5 de novembro de 2011

Patentes patéticas (nº. 32)


Fast food — literalmente.


Em 1921, Robert Martin, de Ocala, na Flórida, conseguiu a patente para um opcional que traria muita praticidade ao já popular automóvel: um forno. Ou melhor:

Um forno de cozimento para automóveis, aquecido a gás de exaustão, formado por uma câmara fechada para encerrar utensílios de cozinha. A dita câmara tem uma tampa móvel para cobrir-la e para dar acesso ao seu interior, que contém uma serpentina de aquecimento a gás de exaustão localizada no fundo da tal câmara, uma placa dissipadora de calor colocada sobre a tal serpentina e que serve de suporte aos utensílios de cozinha. 

O sistema criado por Mr. Martin direcionava os gases do sistema de exaustão para uma câmara de aquecimento situada no interior da cabine. Dentro dessa câmara seria possível aquecer sua comida mesmo com o veículo em movimento — aliás, quanto mais movimento, melhor. A tampa do forno era equipada com molas de compressão, de modo a evitar que sua refeição ficasse rolando antes de você chegar à casa da vovozinha.

Não havia uma palavra sobre o risco de explosão ou queimaduras (afinal o forno ficava sob o banco dianteiro) no texto da patente nº. 1.392.956. Mesmo assim, Mr. Martin garantia que o tubo de aquecimento era selado e, portanto, seguro. Segundo o inventor, não havia riscos de contaminação da comida pelos “venenosos e prejudiciais componentes dos gases de exaustão” ou de “escurecimento ou enegrecimento dos utensílios de cozimento pela fuligem”. Bom, pelo menos a dona-de-casa (recém-)motorizada não precisaria se preocupar com suas panelas.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Auto-atendimento bancário (1938)

Se você acha que a sociedade moderna já é excessivamente sedentária e dependente dos automóveis, a coisa poderia ser bem pior se essa ideia de “auto-atendimento” tivesse decolado:


Banco oferece serviço drive-in
Para responder às necessidades e à conveniência de seus clientes motorizados, o Security-First National Bank de Los Angeles construiu uma agência drive-in. Neste banco, o cliente entra com seu carro através de uma pista especial, ao longo da qual há janelas onde ele pode completar suas transações. Após encerrá-las, o cliente retira-se através de uma saída especial. — Modern Mechanix, Setembro de 1938

Se uma fila de banco já é ruim, imagine uma fila de banco com centenas de metros de comprimento queimando gasolina...

sábado, 14 de maio de 2011

A indústria ‘brasileira’ está com medinho

Durante sua breve presidência, Fernando Collor declarou que nossos automóveis eram “umas carroças” e, com o objetivo de estimular o desenvolvimento e a queda nos preços, acabou com o protecionismo dado à “nossa” indústria automobilística e abriu as portas para a importação. Duas décadas se passaram. Apesar de alguns avanços — mais estéticos do que mecânicos —, nossos carros continuam defasados. Mesmo assim, as montadoras reclamam dos importados. Entre proteger uma indústria defasada e apoiar a concorrência do Mercosul e a pesquisa e o desenvolvimento, Dilma escolheu proteger os fabricantes estrangeiros de carroças.

sábado, 16 de abril de 2011

Patentes Patéticas (nº 03)

Continuando com nossa série de loucuras patenteadas, que tal facilitar a vida de quem tem um pneu furado? 

Pneus Fatiados

Em vez de brigar com uma roda inteira, tudo o que você vai precisar fazer é mover o carro alguns centímetros, até que a seção murcha esteja por cima. Aí, você poderá fazer uma troca de pneu com apenas um pedaço novo — teoricamente. Mas e quanto a toda a fricção entre as “fatias da torta”? — Modern Mechanix, Janeiro de 1929

A ideia, em si, não chega a ser totalmente absurda. Pelo contrário, ela parece ser a solução para dois clássicos problemas automobilísticos: a complicada troca de pneus e o espaço roubado pelo estepe. Seria realmente prático se pudéssemos trocar apenas a parte furada. Mas se não é assim tão difícil perder uma roda inteira, quem garante que todos os pedaços (que, pelo visto são presos por parafusos) não vão sair pelo caminho?

Grande parte do problema já foi resolvido — e sem fatias! Hoje nós temos não apenas pneus sem câmara de ar (que murcham menos) mas também pneus que não furam (ou que resistem por mais algumas dezenas de quilômetros, o suficiente para se alcançar uma borracharia).

segunda-feira, 14 de março de 2011

Big Brother Rodoviário


Aquele carro vermelho virando à esquerda é muito suspeito! (esta legenda vermelha alinhada à esquerda também!)


Durante a caça às bruxas do começo dos anos 1950, a paranóia anticomunista dos americanos chegou até mesmo às ruas e às estradas. Segundo J. Edgar Hoover, então chefe do FBI, estes seriam os hábitos de motoristas comunistas ao volante [e estes são os sintomas da paranoia]:

  • Dirigir alternadamente em altas e baixas velocidades [claro que é suspeito: não faz o menor sentido diminuir de velocidade se as condições da pista ou o trânsito mudam...];
  • Passar num cruzamento movimentado durante a luz amarela intencionalmente, para desorientar ou causar um acidente fatal [também muito suspeito: o camarada pode ser daltônico ou estar a caminho de um hospital. E fugir de um assalto sempre levanta suspeitas];
  • Dobrar a esquina em alta velocidade e parar repentinamente logo em seguida [evitar um atropelamento não é algo muito americano];
  • Sair do carro e soltá-lo na contramão de uma ladeira de mão única [abandonar um carro sem freios é coisa de comuna!];
  • Entrar em uma rua residencial escura, à noite, com as luzes apagadas [o cúmulo da suspeita! É um comportamento totalmente anti-americano. Mas a rua escura não é culpa nossa, pois o governo não pode forçar a companhia elétrica — um empreendimento particular — a manter a rede em ordem];
  • Dirigir até uma área rural, atravessar campos por um longo tempo e se encontrar com outro carro [também muito suspeito: se perder é coisa de forasteiro];
  • Esperar até o último minuto no sinal e depois cortar à esquerda do tráfego [mas cortar à direita é um ato de amor à pátria!];
  • Parar em todos os postos de gasolina, sair, andar em volta do carro, sempre olhando e depois ir embora [camarada, esse seu disfarce de motorista cansado para deixar de consumir não nos convence. Estamos de olho!].

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Controle de Qualidade

A Guerra Fria teve notáveis efeitos na indústria automobilística. O mais visível foram os grandes  carros com inspiração aeroespacial produzidos pelos Estados Unidos nos anos 1950.

Mas a indústria automotiva soviética queria mostrar que tudo não passava de aparências. Então,  durante a Feira Mundial de 1958, em Bruxelas, na Bélgica, os fabricantes soviéticos desafiaram os norte-americanos.

Um engenheiro suíço foi escolhido de comum acordo e fez uma comparação exaustiva entre um modelo ianque e um bolchevique. O resultado não foi surpresa: o carro americano era melhor.

Mas nem todo mundo ficou sabendo, é claro. O Pravda, principal jornal soviético, relatou apenas que “em uma recente competição automotiva internacional, o carro russo foi o segundo melhor e o americano foi o penúltimo.”

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Morte e Vida Roverina

Land_Rover_90_County_Staation_Wagon
O Land Rover foi pro brejo...
Fugindo de toda essa modinha SUV — que combina interior glamouroso num jipe automático que é incapaz de sair de um atoleiro sozinho, mas mesmo assim bebe (e polui) feito um viciado — o Land Rover Defender tem se mantido basicamente o mesmo durante mais de trinta anos.

Ainda apenas em sua quarta série em mais de 60 anos, a dupla 90/110 é um exemplo de que a obsolescência planejada — chamar um design com três anos de idade ou menos de "geração" e substui-lo — é algo desnecessário para a sobrevivência da indústria automobilística. Mas o Landie pode estar com os dias contados. Padrões de segurança e baixas emissões cada vez mais rigorosos (na Europa, é claro) vão matá-lo até 2015.

Após conseguir tirar a Land Rover dos braços da Ford, a indiana Tata já percebeu que vai ser difícil matar um veículo com tantos fãs e deu início ao “Project Icon”, para reinventar o Defender. O desafio, porém, é imenso. Projetar um sucessor com a mesma capacidade fora-de-estrada, construí-lo por menos (para vender mais) e ainda adequar-se aos padrões ambientais e de segurança do século 21 é uma tarefa hercúlea — ainda mais por que não dá para desagradar uma legião de fãs formada duramente ao longo de seis décadas e que, naturalmente, é conservadora em termos de design.
land lama2
Um motor híbrido sobrevive a isso?

A montadora indiana poderia conseguir isso de várias formas. Para baratear a produção sem interferir na qualidade, a solução óbvia é levar a linha de produção para a própria Índia. O novo modelo também poderia ser híbrido, mas ainda não se sabe como motores elétricos podem se adequar (ou mesmo sobreviver) a situações tão extremas quanto as que existem no mundo off-road.

Além disso, será preciso manter os atributos que fazem do Landie o melhor 4x4 que existe. O Defender é o único que leva a sério a utilidade e não a esportividade de um utilitário esporte. A distância até o solo é de mais de 30 centímetros. Água até meio metro (até mais com um snorkel) e inclinações de até 45 graus não são problema. Consumo? Como dizem, "Se você precisa perguntar...". E segundo pesquisas da fábrica, 70% de todas as unidades produzidas desde 1959 continuam rodando.

O “Defensor” já foi fabricado montado em terras tupiniquins no fim dos anos 1990. Mesmo assim, o baixo índice de nacionalização, os preços altos incompatíveis com a simplicidade do veículo e a verdadeira perseguição legal contra os motores a diesel tornaram o negócio inviável. A busca de mercados produtores com mão-de-obra mais barata pode fazê-lo voltar para o Brasil.

domingo, 29 de agosto de 2010

Junta tudo e joga fora?

O que fazer com o que sobrou de dois carros após um acidente? Bem, normalmente, os destroços acabam jogados nos ferro-velhos da vida — o que mostra que um automóvel não é um bem tão durável quanto parece. Mas o pessoal da Auto Be Yours, uma oficina de Scottsburg, Indiana, nos Estados Unidos, resolveu fazer algo diferente. Muito diferente.

Eles levaram o conceito de "carro híbrido" ao pé da letra e criaram um único carro com o que sobrou de dois. A frente — na verdade, a maior parte — é um Toyota Prius e a traseira é parte de um Subaru Baja. O Baja, apesar do nome, é a versão picape do Subaru Outback. Ironicamente, o Prius é um sedã, mas também é híbrido: tem um motor de combustão auxiliado por um elétrico.

domingo, 11 de julho de 2010

Como funciona o diferencial?

Ei, você já deu uma olhada debaixo do seu carro hoje? Já viu aquela "bola" que fica no meio do eixo traseiro de caminhões e de alguns carros mais antigos? Se você for curioso, já deve ter se perguntado para quê serve aquela coisa redonda no meio de um eixo.

Pois aquela "bola" é uma das peças, ou melhor, um dos sistemas mais importantes em um carro — o diferencial, que distribui de forma equilibrada a energia cinética do motor entre as rodas de um eixo (dianteiro ou traseiro). O diferencial tem esse nome por que movimenta as duas rodas em velocidades diferentes. Graças a isso (e ao sistema de direção), os automóveis podem fazer algo incrível: curvas! 

Embora pareça complexo, o conceito por trás do diferencial é muito simples.  É mais simples ainda se usarmos imagens em lugar de palavras. O vídeo a seguir — traduzido por este que vos escreve — é um verdadeiro tesouro. Foi feito nos anos 1930 pela Chevrolet norte-americana e explica o que é e como funciona um diferencial.


Hoje em dia, os engenheiros nem precisam mais se preocupar com aquele "eixo desajeitado por cima do piso". Exceto por alguns esportivos, todos os carros modernos são tracionados pelo eixo dianteiro, o que permite ainda mais espaço interno, menor altura e muito mais conforto. Mas é realmente uma pena que não se façam mais videos explicativos como esse. Isso deveria ser apresentação obrigatória nas aulas de auto-escolas.

terça-feira, 18 de maio de 2010

O Carro-mala

Depois de ver a diferença entre o estacionamento do shopping e o estacionamento no shopping, você deve achar que já viu de tudo em termos de soluções para esse problema do trânsito.

Uma solução mais séria seria apostar em carros compactos. Mas o que te vem à cabeça quando você pensa em carro compacto? VW Fox? Ford Ka? Mini? Smart? Romi-Isetta? Você ainda não viu nada, por que você não conhece o Peel P50.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Fica a dica (5) — estacionamento no shopping

Sem lugar para estacionar no estacionamento do shopping? Então tente estacionar no shopping. Veja  como no vídeo a seguir (em inglês):



“Eu coloco [o cumpom] em qual urna?”

Totalmente OWNED! Só não tente fazer isso com uma Brasília 78 fumacenta e barulhenta — aí seria um EPIC FAIL.

vi no haha.nu.

sexta-feira, 26 de março de 2010

"Mantenha à Direita!"


Exatamente às 4h50 da manhã de 3 de setembro de 1967, todo carro na Suécia parou. Depois de parar, moveu-se cuidadosamente da faixa esquerda para a direita da pista e prosseguiu a partir das 5 da manhã.

O país inteiro fez a conversão para o sistema continental de direção durante a noite. Até então, a Suécia seguia a Inglaterra e dirigia pela esquerda.

Para o imenso crédito dos responsáveis pelo trânsito sueco, nenhum acidente fatal foi causado pela grande mudança no modo de dirigir. Aliás, as taxas de acidente diminuíram no ano seguinte.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Os piores trevos do mundo

Ah, as autoestradas! Essas maravilhosas obras de engenharia moderna onde é possível viajar e se perder com toda a segurança! Espere! Se perder? Como assim?

Se você precisa passar de uma estrada a outra, entrar ou sair da estrada ou simplesmente fazer uma curva para a esquerda (ou direita), você pode ter que pegar um trevo. Normalmente eles não são complicados, mas quando você junta várias estradas duplicadas perto de uma cidade, os trevos podem se tornar tão enrolados quanto um prato de macarrão. E como é possível ficar tonto com tantas voltas, você vai precisar de um mapa GPS para não cair no lugar errado. Preparem seus GPS's por que a seguir, os piores trevos do mundo!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Carreta transparente

Não há nada mais chato — e perigoso — do que ter de ficar esperando atrás daquelas carretas enormes até ultrapassar. Ainda mais se o teu carro for compacto. Você certamente já deve ter desejado que aquela jamanta simplemente suma da sua frente. Como isso é um tanto impossível, talvez seja melhor esperar que ela fique transparente. Tipo assim:





Em resumo, é o seguinte: uma câmera na frente do caminhão e uma tela nas portas traseiras do baú. Esta é uma ótima ideia, mas não sei se já foi posta em prática. De qualquer maneira, seria muito mais prático e seguro do que ter que contar com os sinais de ultrapassagem que apenas alguns caminhoneiros fazem.


quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Dodge La Femme




A Dodge introduziu em 1955 um sedutor pacote de opcionais para o Custom Royal Lancer: por 143 dólares a mais, era possível ter um modelo feminizado, com pintura rosa e bege e um interior pink decorado com botões de rosa.

"O primeiro carro desenhado exclusivamente para a mulher motorista" vinha também com uma capa e um chapéu de chuva que combinavam com uma sombrinha além de uma bolsinha pink com um pó compacto, um batom e um isqueiro. A brochura promocional adulava as possíveis consumidoras: "Para a satisfação de Sua Majestade... a Mulher Americana."

Mas o carro não era assim tão sedutor. Pouco menos de 1500 La Femmes foram vendidos e o modelo desapareceu em 1957.
 
Talvez o carro tenha sido feminino demais para as mulheres do pós-guerra, que já não eram mais "amélias" que pilotavam apenas fogões.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Nelsinho continua a correr



O Piquet-pai já se adiantou a dizer que o seu filho não é nenhum Dick Vigarista e que foi tudo culpa do Mutley, quer dizer, do Flávio Briatore. O Piquet-pai também disse que jamais agiria daquela forma, mas ele tem sim, sua parcela de culpa por ter criado o Piquetzinho sempre protegido debaixo de suas asas.  Ele sempre montou equipes próprias nas categorias de base. Assim, ele sempre soube obedecer seu patrão, que sempre foi seu papai. Mas como não dava pra fazer isso na F-1, deu no que deu. O moleque não teve coragem de enfrentar o chefe-de-equipe nem seu companheiro bicampeão, o Alonso, outro carinha mimado.  Mas teve a coragem — ou, melhor, a covardia — de fazer aquela vigarice sem tamanho.

Nelsinho, esquece teu pai e vai tentar ser modelo-e-manequim! Se joga, moleque!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

25º Salão do Automóvel de São Paulo - O local

O 25º Salão Internacional do Automóvel de São Paulo foi um sucesso! O público estimado em 650 mil visitantes - inclusive eu! - visitou o salão entre os dias 30/10 e 09/11 [1]. Foi minha segunda visita ao Salão. A primeira foi em 2004, quando fui de carro com meu pai. Dessa vez fui de ônibus [2], com alguns amigos...

Apesar do sucesso, ainda há pontos a melhorar, na minha opinião. Primeiro de tudo é o local. O Pavilhão do Anhembi, apesar de contar com 85 mil metros quadrados, não parece mais adequadao, dado o número de expositores e o grande público. O local não conta com um sistema de climatização o que é mais um ponto contra - ainda mais quando se levam em conta os custos: R$ 30 de entrada e R$ 20 de estacionamento. Tudo bem que é difícil [3] - e talvez até caro - climatizar um ambiente tão grande, mas todo grande salão que se preza tem um ambiente agradável. É um pré-requisito indispensável. Além disso, o Anhembi (que pertence à Prefeitura da capital) não é usado apenas pelo Salão, que é um evento bienal. Assim, eventuais custos (além do atrativo) da climatização seriam igualmente divididos por todos os eventos realizados lá. Quanto ao estacionamento, não enfrentei o problema dessa vez, mas concordo com as críticas de outros visitantes. É caro e as vagas se esgotam rápido.

Eu também acho que o layout dos estandes não é o mais adequado. Basicamente, os grandes e médios expositores ficam de um lado, os pequenos de outro. O problema, porém, é que ao entrar, a primeira coisa que se vê são os pequenos expositores e o espaço alí, bem na entrada, onde há grande concentração de pessoas, é pequeno. Não quero dizer que se devesse situar as principais atrações logo na entrada - isso não teria graça - mas as "ruas" entre os pequenos estandes deveriam ser tão largas quanto as demais. Além disso, como o espaço é muito grande, há muita coisa pra se ver, e muita gente fica "maravilhada", é muito fácil se perder por lá. Pra piorar, não haviam "mapas" do tipo você-está-aqui suficientes - eu só vi um, que por acaso ficava perto da praça de alimentação.

A praça de alimentação, aliás, merece um capítulo à parte. Na minha opinião era mal localizada - lá no fundo do salão - e não estava indicada nos mapas publicados pelas revistas (e eu me orientei por um desses mapas). Além disso, apesar de ser administrada pela (gigante) Ambev, a praça não foi nenhum exemplo de organização... Era preciso pegar senha para comer - até aí, tudo bem, por que o número de mesas era (bastante) limitado. Então, era de se esperar que, enquanto você fica na fila, outra pessoa está sendo servida numa mesa e depois ela se retira, deixando a mesa livre para você. Mas as coisas não eram bem assim. Apesar da (longa) fila, as mesas não se desocupavam por dois motivos: 1) demora no atendimento dos pedidos e 2) gente cansada [4] e até mesmo folgada que usava as mesas para descansar e/ou ficar vendo as fotos e as revistas. E não havia ninguém por perto para impor a ordem que era mais que necessária.

No mais, é uma pena que seja um evento apenas bienal. Nossa indústria e nosso mercado estão crescendo (tudo bem, tem essa crise aí) e creio que nós seríamos capazes de sediar um evento anual.

Ah, sim, e não podemos nos esquecer de um ponto muito positivos. Nem todas as atrações ficam sobre rodas... Algumas ficam sobre salto-alto!

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Observação: assim que puder eu vou atualizar esse post com fotos. Eu não tenho máquina, mas os meus amigos tiraram fotos e estão me devendo as cópias. Foi por isso que atrasei o quanto pude esta "cobertura".
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Notas
[1] - 650 mil visitantes em 11 dias dá uma média de... (fazendo as continhas) ... 59 000 visitantes/dia. Pra que se tenha uma idéia isso é quase seis vezes a população da cidadezinha do interiorr onde eu vivo!
[2] - Foi a primeira vez que fui de ônibus pra Sampa. Fazia tempo que não ia à Capital. Infelizmente eu ainda não conheço muito da maior cidade do país - shame on me!
[3] - Uma solução bem barata, aliás, sem custo algum, seria antecipar o salão para um período mais ameno, tipo fim de inverno, lá pra agosto, por exemplo.
[4] - Haviam locais destinados ao descanso, mas eram poucos e não havia limite de tempo pra ficar lá.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

25º Salão do Automóvel de São Paulo

O hypercubic, depois de mais um face-lift (agora com novas cores) vai cobrir seu primeiro evento: o 25º Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, que a partir desse ano entra oficialmente para o circuito internacional dos Grandes Salões. O evento paulistano, que é bienal, abre no dia 30/10 e termina no dia 09/11. Eu vou estar por lá no próximo sábado, dia 01/11. Se tudo der certo, a partir de semana que vem teremos fotos e comentários do maior evento do setor automotivo na América Latina.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Hamilton, o ingênuo

Segundo notícia publicada na seção de esportes do Terra (e no jornal inglês Daily Star), Lewis Hamilton (acima) teria se aconselhado com o mundialmente famoso paranormal chantagista profissional israelense Uri Geller (abaixo). Com grandes chances de vencer o campeonato mundial de pilotos de Fórmula 1 deste ano, o jovem piloto inglês surpreendeu o Circo da Velocidade com essa atitude que é, no mínimo ingênua - além de completamente inútil. Geller já foi desmascarado há mais de 20 anos, num dos programas de maior audiência dos EUA (vídeo disponível apenas em inglês e com bônus: acompanhe também o debunking do então famoso televangelista Peter Popoff):




Hamilton certamente ainda não viu o vídeo acima. Além disso, se ele, mesmo com todas as condições favoráveis, ainda precisava de algum tipo de apoio, ele procurou a pessoa errada. Embora Geller tenha afirmado que "ao longo dos últimos 40 anos fui procurado por uma multidão de esportistas, incluindo estrelas do tênis e futebol, que me pediram ajuda", isso não quer dizer nada. Certamente, os "ajudados" por Geller, que não tiveram os nomes divulgados, não se beneficiaram muito, pois o pretenso paranormal só pode ter acertado em, no máximo, 50% dos casos. Geller não tem poder algum, não pode fazer mais do que qualquer outro ser humano em casos assim: torcer. E mesmo a torcida não adianta muita coisa... Uma corrida se resolve mesmo é na pista, com a disputa de pilotos e máquinas.

Enquanto isso, Felipe Massa, segundo colocado no mundial de pilotos (7 pontos atrás de Hamilton e dependendo de uma favorável combinação de resultados) declarou em entrevista ao jornal português Record, que não acredita que Geller possa ajudar o rival, mas revelou o seu ritual: ele usa sempre a mesma cueca nos fins de semana de corrida. Também não é lá muito eficiente, mas pelo menos ele não se apóia em supostas paranormalidades...

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Cectic 25 - Mecânica Alternativa

Este é uma das minhas tirinhas favoritas, pois trata de ceticismo e automóveis....

Clique para ampliar.

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