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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Igreja Fatiada


Dizem que a fé move montanhas. Mas a engenharia move igrejas:
Um dos mais incomuns feitos da engenharia em tempos recentes foi a moção da torre de 1814 toneladas de uma igreja em Detroit para abrir espaço para o alargamento de uma rua. A torre de pedra de 55 metros foi movida por sete homens sob os olhares de centenas de espectadores que seguravam o fôlego. Trabalhando sob a direção de Carl F. Henrichsen e Carl A. Johnson, veteranos motores de edifícios, os homens primeiro removeram uma secção de 8,2296m da igreja para que a fronte pudesse ser movida para trás o mesmo tanto. A porção frontal foi então levantada e colocada sobre calços. Polegada por polegada a estrutura foi empurrada através de força manual até encostar na parte posterior da igreja, quando os calços foram retirados e a fundação foi rapidamente cimentada. Devido ao risco de desequilíbrio e tombamento da torre, foi necessário eliminar todo o equipamento mecânico. — Modern Mechanix, Dezembro de 1936

Antes que me perguntem: sim, a Central Methodist Church de Detroit está de pé até hoje. Quase 8,3 metros mais curta, mas está.

domingo, 4 de setembro de 2011

A Torre de Eben-Ezer


Apesar de seu nome bíblico, a Torre de Eben-Ezer é um pequeno castelo construído no isolado vale Jaker, na Bélgica durante os anos 1960. Trata-se da obra de um homem só, Robert Garcet, que era fascinado pela Bíblia e por numerologia e civilizações antigas. 

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Beer House, a Casa de Cerveja

John Milkovisch adorava cerveja. Mais que um simples bebedor, porém, ele era um amante fiel do líquido dourado (ou não...) produzido pelo Saccharomyces cerevisiae. Ele bebia um fardo de meia-dúzia de latinhas todos os dias — e depois guardava cada uma delas.

A barriga já diz tudo sobre Mr. Milkovisch

Apesar disso, ele também não era um colecionador fanático, daqueles que buscam as cervejas (e latas) mais raras ou estranhas do mundo. Ele simplesmente bebia e guardava aquilo que podia comprar. Aposentado no fim dos anos 1960, Milkovisch não queria se livrar de nenhuma latinha, mas sabia muito bem que não tinha espaço ilimitado para guardá-las.

Detalhe da cerca
No começo, Milkovisch revestiu as paredes externas e o topo da chaminé com suas latinhas. Obviamente ele continuava a beber e por isso teve buscar bons usos para as milhares de latas de cerveja que juntou. Com elas, ele fez móbiles, cercas, esculturas e cata-ventos. Os anéis foram usados para fazer cortinas.

Ao morrer, em 1988, John Milkovisch passou cerca de dezoito anos “encervejando” sua casa, sua cerca e até seu jardim com quase 39.000 latinhas.

“Algumas pessoas chamam isso de escultura”, disse Milkovich. “mas eu nunca tive que ir para uma escola caríssima para aprender essa loucura.”
 
Estudar Arte Moderna é para os fracos.
 
OBS: se você quiser visitar a Beer House (nem que seja pelo Google Maps), aqui está o endereço: 222 Malone, Houston, Texas, United States.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

O verdadeiro apart-hotel


Olhar para cima pode ser uma experiência aterradora. Especialmente se você estiver no pátio interno da Ponte Tower, em Johanesburgo. Se você levantar a cabeça lá, tudo o que vai encontrar é um pequeno pedaço do céu cercado por um enorme cilindro de 173 metros de altura coberto com janelas idênticas. É um exemplo brutal de arquitetura brutalista.

Também conhecido como Ponte City Apartaments, o edifício Ponte foi construído em 1975 e ainda é o mais alto prédio residencial da África. O tubo de 54 andares foi projetado por Manfred Hermer.


Ponte Tower foi um edifício exemplar do ponto de vista da arquitetura do apartheid. Os apartamentos externos, sempre bem arejados e bem iluminados, eram projetados para as famílias ricas e brancas. Já os obscuros apartamentos internos eram exclusividade dos empregados negros daquelas famílias.

Ironicamente, a situação ficou brutal mesmo após o fim do apartheid. O bairro de Hillbrow, outrora de alto padrão, entrou em rápido declínio. Graças à sua estrutura imponente, Ponte Tower tornou-se a verdadeira sede do crime organizado da cidade. Os pobres senhores brancos nada puderam fazer a não ser abandonar o espigão. A quebrada se tornou tão sinistra que nem os lixeiros entravam — houve épocas em que o lixo formava uma montanha de cinco andares no pátio central.

Em 2007, o edifício foi comprado por uma empresa que pretendia revitalizar a área até a Copa de 2010. Um ano depois, a crise bateu em cheio no setor imobiliário, o projeto não saiu do papel e hoje Ponte Tower está abandonado. Até o tráfico de drogas saiu de lá. Mas não pense que a área é segura: os traficantes apenas se mudaram para o antigo Sands Hotel, a poucas quadras da  Torre Ponte.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Elefante Branco

Já que a França do Ancien Regime era uma verdadeira selva de estravagâncias, por que não decorá-la com um elefante?


Esse projeto de uma casa paquidérmica foi apresentado para decorar os Champs-Élysées em 1758. Bizarrices à parte, era bastante moderno para a época: além de uma grande escada em espiral, havia um sistema de condicionamento de ar. A drenagem, obviamente, era feita pela tromba.

Em meio à Guerra dos Sete Anos — que arruinaria o Império Francês —, Luís XV (1710-1774) teve que vetar o projeto.

domingo, 7 de novembro de 2010

O Menor Parque do Mundo

Fica em Portland, no Oregon:
MEP
Mill Ends Park: mais uma criação de um jornalista entediado... Ô raça!

Com apenas 0,61 cm de diâmetro e 0,29 metro quadrado de área, o Mill Ends Park é 60 milhões de vezes menor que seu vizinho, o Forest Park. O miniparque surgiu no dia de São Patrício de 1948, quando o jornalista Dick Fagan, do Oregon Journal, notou um buraco perto de seu escritório, no meio da South West Front Street.

Fagan dizia que o parque começou depois que ele olhou pela janela de seu escritório e viu um leprechaun cavando um buraco. Ele correu até lá e pegou o leprechaun, o que lhe fez ganhar um pedido. O jornalista disse que queria um parque só para ele. Mas como não disse de que tamanho seria o parque, acabou ganhando o buraco do leprechaun, que se chamava Patrick O’Toole. Dick decidiu plantar flores no buraco e passou a escrever uma coluna semanal sobre o parquinho, que ele descrevia como a “única colônia de leprechauns a oeste da Irlanda.”

Depois da morte de Fagan, em 1969, a população adotou o jardinzinho. Em 1971, o Guiness Book o reconheceu como o menor parque do mundo e a prefeitura oficializou-o como parque municipal em 1976. Desde então, além de ser o lar dos leprechauns, o Mill Ends Park já teve uma piscina para borboletas, uma réplica do prédio do jornal e hoje sedia a corrida anual de caramujos.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Em uma palavra [27]

Deponticação ou depontificação
s.f. Ato de lançar ou jogar algo ou alguém de uma ponte. "Todos viram a deponticação do suicida." "Depontificação de ônibus mata 20 crianças" [formado do latim pons, pontis, ponte por comparação com defenestração] Deponti(fi)car, verbo.

Há quem diga que a primeira forma é correta, tendo em vista que a segunda é claramente formada a partir de pontifex, pontífice (aquele que faz pontes).

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Em uma palavra [24]

antivitrúvio
[derivado de Vitrúvio, grande arquiteto romano da Antiguidade] subst. 1. aquele que se opõe às ideias de Vitrúvio. 2. aquele que tem prazer em destruir obras e monumentos arquitetônicos. antivitruviano, adj.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Roadtown, a cidade-estrada

Preocupado com os problemas do déficit habitacional e do transporte, o inventor americano Edgard Chambless imaginou um moderno arranha-céu deitado, estendendo-se pelo país afora. O projeto foi chamado de Roadtown, ou Cidade-Estrada. Essa "casa contínua" de dois andares deveria ser "uma maneira plausível de juntar habitação e transporte em um mecanismo", com um monotrilho no porão, fazendas em ambos os lados, e uma pista no teto para ciclistas e patinadores.

"Roadtown é um projeto para organizar a produção, o transporte e o consumo em um plano sistematizado", escreveu Chambless em um livro-manifesto em 1910. "Na era dos tubos e cabos e das ferrovias de alta velocidade, tal projeto necessita de um edifício em uma dimensão e não em três." Chambless também defendia a quebra da oposição entre zona rural e zona urbana. Para ele, Roadtown seria uma cidade com o melhor de dois mundos.

Um amigo de Edgard, Milo Hastings, também promoveu a ideia, escrevendo artigos para diversas revistas durante toda a década de 1910. Em 1919, o projeto foi reconhecido como o melhor num concurso do Instituto Americano de Arquitetura para "apresentar as melhores soluções do problema habitacional." O sucesso foi tão grande que Thomas Edison até doou algumas de suas milhares de patentes para ver Roadtown de pé. No entanto, nem Edison nem Chambless nem Hastings viram o projeto pronto — a ideia nunca saiu do papel.

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