Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador à frente do seu tempo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador à frente do seu tempo. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Silogismos de Carroll


Os silogismos a seguir são parte de um livro-texto de Lewis Carroll sobre lógica. Como Carroll era um cara à frente de seu tempo, eles mais se parecem com peças de arte surrealista do que exemplos sérios de lógica.

1. Bebês são ilógicos;
2. Quem é desprezado não pode controlar um crocodilo;
3. Pessoas ilógicas são desprezadas.
Portanto, Bebês não podem controlar crocodilos.

Na verdade, o que Carroll queria mesmo era demonstrar o ponto fraco da lógica aristotélica: dadas quaisquer premissas, a conclusão será igualmente aleatória.

1. Nenhum poema interessante é impopular entre pessoas de bom-gosto;
2. Nenhuma poesia moderna é livre de afetações;
3. Todos os seus poemas são sobre bolhas de sabão;
4. Nenhuma poesia afetada é popular entre pessoas de bom-gosto;
5. Apenas um poema moderno poderia tratar de bolhas de sabão.
Portanto, todos os seus poemas são desinteressantes.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Fono-Gato

Não é de hoje que gatos são geeks. Muito antes dos computadores aparecerem, os bichanos já dormiam em gadgets que, na época, eram sofisticados.


Esse gato gosta mesmo é de um gramofone. Ele adora entrar na trompa para dormir e não sai nem mesmo quando um disco é posto para tocar! — Strand, Agosto de 1906

quarta-feira, 30 de março de 2011

Elefante Branco

Já que a França do Ancien Regime era uma verdadeira selva de estravagâncias, por que não decorá-la com um elefante?


Esse projeto de uma casa paquidérmica foi apresentado para decorar os Champs-Élysées em 1758. Bizarrices à parte, era bastante moderno para a época: além de uma grande escada em espiral, havia um sistema de condicionamento de ar. A drenagem, obviamente, era feita pela tromba.

Em meio à Guerra dos Sete Anos — que arruinaria o Império Francês —, Luís XV (1710-1774) teve que vetar o projeto.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Um burro no tribunal

Richard Martin (1754-1834) foi um parlamentar irlandês que tornou-se famoso não só por ser um protestante filho de católicos que defendia o fim da segregação religiosa na Irlanda e por seus discursos irreverentes, mas também (e principalmente) por sua defesa dos animais no começo do século XIX. 

Em 1822, ele levou um burro ao tribunal para mostrar as marcas de espancamento do animal como evidência. Com isso, ele ganhou o caso, que foi a primeira condenação do mundo por tratamento cruel de um animal. No mesmo ano, Martin propôs um projeto de lei na Câmara dos Comuns, que foi aprovado e se tornou a Ill Treatment of Cattle Bill [Lei dos Maus Tratos do Gado].

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O Segredo de Fermat



Certa vez, Marsenne escreveu para Fermat, perguntando se 100.895.598.169 era um número primo ou não.

Fermat respondeu imediatamente, dizendo que aquele número era primo, pois é o produto de dois primos: 898.423 e 112.303.

Até hoje ninguém sabe como ele sabia disso ou como descobriu. Será que Fermat levou para o túmulo uma poderosa técnica de fatoração (ou seria fermatação?) ainda desconhecida?

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Declaração de Independência FAIL



O rascunho original da Declaração de Independência dos Estados Unidos poderia ter abolido a escravidão logo após o 4 de julho. Thomas Jefferson denunciava o rei da Inglaterra pelo tráfico de escravos:
Ele [o rei George III] moveu uma guerra contra a própria natureza humana, violando-a em seus mais sagrados direitos de vida & liberdade de pessoas de um povo distante, que jamais o ofenderam, mas que são cativadas e carregadas à escravidão em outro hemisfério, ou condenadas à morte miserável em seu transporte.
Antes de aprovar a Declaração e transformar treze colônias em Estados Unidos, o Congresso Continental resolveu vetar a passagem anti-escravista. O assunto só foi resolvido setenta anos depois e da pior maneira possível: com uma Guerra Civil que quase dissolveu a União.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Montaigne e a força do hábito


Roubemos espaço aqui para uma história. Um fidalgo francês sempre se assoava com a mão — coisa muito avessa ao nosso costume. Acerca disso, defendendo sua atitude (e era famoso pelos ditos espirituosos), ele perguntou-me que privilégio tinha aquela excreção para que lhe fôssemos preparando um belo lenço delicado a fim de recebê-la e depois, o que é pior, empacotá-la [no lenço] e guardá-la cuidadosamente em nós; que isso devia causar mais horror e náusea do que vê-la ser lançada fora de qualquer maneira, como fazemos com as outras excreções. Achei que ele não falava totalmente sem razão e que o costume me eliminara a percepção dessa extravagância, que no entanto consideramos tão horrível quando é narrada a propósito de um outro país.

— Michel de Montaigne, Do costume e de não mudar facilmente uma lei aceita. in: Ensaios, Livro I (1595)
Estou lendo, ainda que lentamente, Montaigne. À parte sua inevitável linguagem quinhentista e as diversas citações latinas e até gregas, achei Montaigne muito parecido com um blogueiro. Seus escritos foram originalmente criados apenas como uma espécie de diário, de auto-retrato de seu pensamento.

Com uma ampla gama de temas — do hábito de assoar o nariz aos índios da América e à educação das crianças — exemplificados por experiências do autor ou de conhecidos seus, os Ensaios de Michel de Montaigne (1533-1592) foram inovadores justamente por sua diversidade e sua brevidade (em relação aos outros textos filosóficos da época). 

Os ensaios começaram a ser escritos em 1572, mas foram publicados pela primeira vez em dois volumes em 1580. Na segunda edição, em 1588, foram feitos inúmeros acréscimos e saiu um terceiro volume. A terceira edição, de 1595, já póstuma foi baseada em rascunhos manuscritos feitos por Montaigne em um exemplar de 1588.

Quanto à filosofia, Montaigne não cria uma escola de pensamento pois não é um moralista ou um doutrinador. Como se nota em seus Ensaios, ele preocupa-se mais em levantar perguntas do que dar respostas ou apresentar as coisas como certas ou erradas. Embora seja cristão, mantém-se cético diante de relatos de milagres, de misticismos e crendices. Igualmente, mostra-se bastante indiferente às divisões religiosas de sua época. Assim, ele pode ser considerado o pai do livre-pensamento moderno.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

A quem interessar possa...


Ao visitar a França como embaixador das Treze Colônias em 1777, Benjamin Franklin recebia centenas de pedidos de franceses entusiasmados com a Revolução Americana e loucos para lutar pelo exército de Washington. Para não perder tempo respondendo todas as cartas, Franklin fez o que muitas empresas fazem hoje: uma resposta-padrão cheia de enrolação. Mais do que isso, era uma "carta de recomendação de uma pessoa que você não conhece."
Sir — O portador desta, que está indo para a América, pressiona-me por uma carta de recomendação, mesmo que eu não saiba nada sobre ele, nem mesmo seu nome. Isso pode parecer extraordinário, mas eu garanto-lhe que isto não é incomum por aqui. Aliás, às vezes uma pessoa desconhecida traz outra pessoa igualmente desconhecida para recomendar e há vezes em que se recomendam mutuamente! Quanto a este cavalheiro, devo recomendá-lo pelo seu caráter e mérito, os quais ele certamente conhece mais do que eu posso. Eu recomendo-o, entretanto, para aquelas civilidades que todo estrangeiro, do qual não se conhece dano, tem direito a, e peço-lhe que você dê a ele todos os bons ofícios e mostre a ele todo o favor que, ao conhecê-lo, você verá que ele merece. Com a honra de ser, &c.
Evidentemente, é possível que muito francesinho tenha recebido isso achando que fosse um documento legítimo e sério. Como muito cliente que faz alguma reclamação hoje em dia.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Multifuncional para a cozinha (1952)

Anúncio encontrado na edição de setembro de 1952 da Collier’s Magazine (via Modern Mechanix):

general_fridge

Naquela época, os anúncios de eletrodomésticos se limitavam apenas a descrever o produto e nem de longe ofendiam sua inteligência com frases de efeito apelativas.
COZINHE e LAVE em seu REFRIGERADOR!
Cozinha completa em 5 pés quadrados [meio metro quadrado??]. Combina refrigerador, pia, três bocas de gás, e gaveta para panelas. Disponível com queimadores elétricos, 220 ou 110V. Também sem pia. 5 anos de garantia.
General Air Conditioning Corp.
Vendas e serviços para todo o país
Para detalhes, onde comprar, escreva: 4530 E. Dunham St. • Los Angeles 23, Calif. Escritório em Chicago: Dept. 6, 323 W. Polk Street
Estranho como algo tão genial simplesmente não pegou. O fato é que as cozinhas americanas sempre tiveram espaço de sobra e pouco depois o microondas e os restaurantes fast-food praticamente matariam o fogão em muitos lares — mas ainda não criaram um combo micro/pia/geladeira que sirva de brinde no McDonald’s...

domingo, 19 de setembro de 2010

A Incrível Memória do Pinóquio Mecânico

Em 1928, o Instituto Franklin, na Filadélfia, recebeu uma curiosa doação. Era um autômato muito engenhoso, mas de origem e autoria desconhecidas. Movido por molas e guiado por uma série de engrenagens, o homenzinho mecânico era capaz de desenhar sete figuras diferentes e escrever versinhos em inglês e francês. Mas o pequeno menino de lata estava severamente danificado, pois fora encontrado entre os escombros de uma casa incendiada —  e impropriamente vestido como uma boneca.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

A tia das Cataratas do Niágara

annie edson A primeira pessoa a descer as Cataratas de Niágara num barril não foi o Pica-Pau — não foi nem um homem, na verdade. Procurando levantar dinheiro com a publicidade, a professora Annie Edson Taylor entrou num barril de picles em 24 de outubro de 1901 e, partindo da Goat Island, ficou à deriva. Vinte minutos depois de partir, ela emergiu após a queda com apenas um corte profundo na testa.

"Se esse não foi meu último suspiro", disse ela mais tarde, "eu gostaria de desaconselhar qualquer a tentar o feito... Eu preferiria subir na boca de um canhão, sabendo que ele iria me deixar em pedaços, a fazer outra viagem sobre a queda."

Há relatos de que ela estava na companhia de um gatinho preto (Basement Cat?) que, após o mergulho, teria ficado branco.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Festinha Intertemporal

ttclogo-final

Se por acaso você for o feliz inventor de uma máquina do tempo, mas não sabe como (ou quando) testá-la, uma boa ideia seria voltar no (ou a) tempo para participar da Convenção de Viajantes do Tempo do MIT. As coordenadas do evento são as seguintes: sábado, 7 de maio de 2005, em 42.360007° N, 71.087870° W.

Não se esqueça de provar que você é alguém vindo do futuro. Apareça com algo que ainda não existia naquela época, como a cura para a Aids, a solução para a pobreza global ou um reator de fusão a frio.

Se isso tudo for muito complicado para você ou se não houver muito espaço na sua máquina do tempo, leve algo pequeno e até então impensável, como um iPhone com músicas da Lady Gaga.

Segundo o site do evento,
a convenção foi um meio sucesso. Infelizmente, não tivemos viajantes temporais confirmados entre nós. Mas muitos viajantes do tempo podem ter comparecido incógnitos para evitar as intermináveis perguntas sobre o futuro. Tivemos grandes palestras, bandas incríveis e até um DeLorean. Sentimos muito ter que recusar visitantes, mas havia restrições de capacidade no Morss Hall. Agradecemos às dezenas de pessoas que nos auxiliaram.
Espere! E se o(s) viajante(s) temporal(is) estivesse(m) entre aquelas pessoas que não puderam entrar por falta de espaço??

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Dois palitos

Pintura de Márcio Camargo

Se você precisa parar de fumar ou de fazer queimadas, é melhor ler essa história. Uma bituca de cigarro ou fósforo pode fazer toda a diferença, mesmo que mentalmente:
Um dia, um mercador estava nas florestas da Califórnia, na estação seca, quando o Comércio estava em alta. Ele havia percorrido um longo caminho, estava cansado e faminto, e desmontou do seu cavalo para fumar um cachimbo. Mas quando ele procurou em seu bolso, encontrou nada além de dois fósforos. Ele riscou o primeiro, mas não acendeu.

"Que belo estado de coisas temos aqui!", disse o mercador. "Morrendo de vontade de fumar, só me resta um fósforo e ele certamente não vai pegar fogo! Poderia haver uma criatura tão desafortunada? E mesmo assim", pensou o viajante, "suponha que eu risque esse fósforo, acenda meu cachimbo e jogue o palito aqui na grama — a grama poderia pegar fogo feito um pavio. E enquanto eu controlo as chamas em frente, elas poderiam evadir-se e correr por trás, até tomar aquele arbusto de carvalho-veneno. Antes que eu o alcançasse, ele estaria em queimado. Além do arbusto, vejo um pinheiro cheio de musgos e aquilo também se incendiaria instantaneamente até o mais alto galho. E a chama daquela enorme tocha — como o vento alísio a tomaria e a brandaria através da floresta inflamável! Eu ouço o troar dessa corredeira junto com as vozes do vento e do fogo, e vejo-me a galopar pela minha alma. E a conflagração, voando, persegue-me e ultrapassa-me através das colinas. Eu vejo esta pobre floresta a queimar por dias, o gado torrado, e as nascentes ressecadas; os fazendeiros arruinados e seus filhos abandonados pelo mundo. Que mundo está em suspense nesse momento!"

Então, ele riscou o fósforo, que não se acendeu.

"Graças a Deus!", disse o mercador e guardou o cachimbo em seu bolso.

— Robert Louis Stevenson, Fables [Fábulas], Longman's Magazine (Agosto de 1895)
Moral da história: não existem queimadas controladas nem cacimbos da paz. É melhor parar de fumar já, por que o mundo já está mais quente do que no tempo do Stevenson.

sábado, 19 de junho de 2010

Loucura, loucura, loucura

twain-tesla

Na foto, dois dos maiores loucos do século XIX: Mark Twain e Nikola Tesla. Os dois eram amigos muito próximos e enquanto Twain escrevia literatura infanto-juvenil realista e cheia de sátiras sociais (loucura!), Tesla desenvolvia todo o sistema elétrico que existe até hoje. Mas a maior loucura de Tesla foi a transmissão de eletricidade sem fio, coisa que muitos ainda consideram uma loucura.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Roadtown, a cidade-estrada

Preocupado com os problemas do déficit habitacional e do transporte, o inventor americano Edgard Chambless imaginou um moderno arranha-céu deitado, estendendo-se pelo país afora. O projeto foi chamado de Roadtown, ou Cidade-Estrada. Essa "casa contínua" de dois andares deveria ser "uma maneira plausível de juntar habitação e transporte em um mecanismo", com um monotrilho no porão, fazendas em ambos os lados, e uma pista no teto para ciclistas e patinadores.

"Roadtown é um projeto para organizar a produção, o transporte e o consumo em um plano sistematizado", escreveu Chambless em um livro-manifesto em 1910. "Na era dos tubos e cabos e das ferrovias de alta velocidade, tal projeto necessita de um edifício em uma dimensão e não em três." Chambless também defendia a quebra da oposição entre zona rural e zona urbana. Para ele, Roadtown seria uma cidade com o melhor de dois mundos.

Um amigo de Edgard, Milo Hastings, também promoveu a ideia, escrevendo artigos para diversas revistas durante toda a década de 1910. Em 1919, o projeto foi reconhecido como o melhor num concurso do Instituto Americano de Arquitetura para "apresentar as melhores soluções do problema habitacional." O sucesso foi tão grande que Thomas Edison até doou algumas de suas milhares de patentes para ver Roadtown de pé. No entanto, nem Edison nem Chambless nem Hastings viram o projeto pronto — a ideia nunca saiu do papel.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Ninguém deu ouvidos ao Bismarck

Pior é que ele acertou duas vezes: uma na Primeira Guerra Mundial (1914-18); outra na Guerra da Iugoslávia (1991-99). Não duvidem se ele acertar de novo...

terça-feira, 18 de maio de 2010

O Carro-mala

Depois de ver a diferença entre o estacionamento do shopping e o estacionamento no shopping, você deve achar que já viu de tudo em termos de soluções para esse problema do trânsito.

Uma solução mais séria seria apostar em carros compactos. Mas o que te vem à cabeça quando você pensa em carro compacto? VW Fox? Ford Ka? Mini? Smart? Romi-Isetta? Você ainda não viu nada, por que você não conhece o Peel P50.

sábado, 17 de abril de 2010

Teatro do Futuro

Imagine o teatro do futuro. [...] As massas sem dúvida vão frequentar os teatros tanto quanto hoje. Mas em vez de ver uma companhia de atores e atrizes mais ou menos medíocres, engajados na degradante tarefa de repetir, vez após vez as mesmas palavras, os mesmos gestos, as mesmas ações, eles vão ver a apresentação de uma completa companhia de “estrelas”, encenada em seu melhor desempenho, reproduzida tantas vezes quanto se queira. O perfeito kinetoscópio exibirá o espetáculo do palco, a máquina de falar e o fonógrafo ([que serão] sem dúvida muito diferentes) reproduzirão perfeitamente as vozes dos atores e as músicas da orquestra. Não haverá necessidade de empregar atores inferiores em pequenas partes. Como a produção de qualquer peça vai exigir somente que seja trabalhada até o ponto da perfeição e depois encenada apenas uma vez, não haverá dificuldade em assegurar o mais perfeito espetáculo possível.
— T. Baron Russell, A Hundred Years Hence [Daqui a Cem Anos], 1906.
Mais uma previsão que se cumpriu, pelo menos em parte. Sim, mas por que essa era óbvia. O “teatro do futuro” de cem anos atrás era apenas aquela novidade que na Europa se chamava de Cinema e na América era conhecida como Kinetoscópio. Os filmes ainda eram mudos, e ninguém era capaz de pensar numa forma de fazê-los falar; pensava-se que em vez de contratar pianistas, as produtoras deveriam gravar as falas em um disco, a música em outro e os cinemas deveriam trocar pianistas por vitrolas. Mais sofisticado que isso, impossível.

Perto do cinema daquela época, os filmes de hoje seriam considerados perfeitos, ou até mais do que perfeitos. Pelo menos nos aspectos técnicos, pois as várias revoluções tecnológicas do cinema não impediram o uso de figurantes nem o surgimento de novos atores “medíocres” ou de péssimos roteiros. E ainda hoje, mais de dois milênios e meio após sua invenção, o teatro continua firme e forte.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Tacada Certeira

Em 1892, J. McCullough escreveu um pequeno livro chamado Golf in the Year 2000 [Golfe no Ano 2000]. No livro — que tem um quê de ficção científica da Era Vitoriana — um homem adormece profundamente e acorda num futuro tecnologicamente avançado. A obra de McCullough foi largamente ignorada em sua época e só foi redescoberta às vésperas da virada do Milênio, quando aquele mundo do futuro havia chegado.

Em relação ao próprio golfe, McCollough errou bem feio — ele pensava que teríamos clubes de golfe com placares automáticos, carrinhos sem motorista e jaquetas que gritam "Fore!". Mas o mundo extra-golfe teve uma previsão surpreendentemente precisa:

  • Liberação feminina;
  • Conversão do sistema monetário britânico para a base decimal;
  • Relógios digitais;
  • Trens-bala;
  • Televisão.

Essas previsões não foram feitas literalmente; não havia palavra para “televisão” ou “relógios digitais” numa época em que nem o rádio existia. E a liberação feminina, longe de ser sinal de tendências liberais, é motivada por machismo: só é permitida para que as mulheres trabalhem enquanto os homens jogam (cada vez mais) golfe.

Mais irônico ainda é que ele só tenha “acertado” previsões secundárias. Isso nos faz pensar: Quantos livros ignorados pela crítica e pelo público e despretensiosos em relação ao futuro não estarão certos?

sábado, 13 de março de 2010

Bonitinha, mas inteligente

Ela foi considerada a mulher mais bela da Europa nos anos 30 e 40 e foi uma verdadeira diva do cinema. Mas as pessoas só enxegavam sua beleza exterior e poucos deram importância às suas contribuições tecnológicas. Mesmo nos dias de hoje ela é lembrada mais por sua beleza do que por sua inteligência. Nascida na Áustria, Hedwig Eva Maria Kieler ficou conhecida por seu nome artístico: Hedy Lemarr.

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...