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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Pé na tábua!


Não importa se seu veículo foi ou não foi feito para correr: há certas situações em que o melhor a fazer é pisar fundo. Foi isso que Albert Gunter deve ter percebido em janeiro de 1953. Motorista de um ônibus double-decker tipicamente londrino (sim, aqueles ônibus vermelhos de dois andares), Mr. Gunter estava atravessando a Ponte de Londres quando “parecia que a rodovia diante de mim estava caindo”.

“Tudo aconteceu terrivelmente depressa”, disse ele à revista Time. “Eu percebi que a parte em que estávamos estava se levantando. Foi horripilante. Eu senti que nós devíamos seguir em frente ou poderíamos cair no rio. Então, eu acelerei.”


Mr. Gunter correu o máximo que pôde com o duplo busão até o topo da pista em ascensão e saltou até o outro braço da ponte, que ainda estava subindo um pouco mais lentamente, formando um desnível de 6 pés (1,82m). “Eu pensei que aquela [parte] já tinha começado a subir também”, explicou o audaz motorista.

Depois de um pouso que certamente não foi dos melhores, o ônibus quebrou a suspensão. Mr. Gunter quebrou uma das pernas e 12 dos 20 passageiros ficaram feridos. Mas Gunter não foi despedido pelo acidente. Pelo contrário: o motorista-voador ganhou um bônus de ₤10 no fim do mês.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Igreja Fatiada


Dizem que a fé move montanhas. Mas a engenharia move igrejas:
Um dos mais incomuns feitos da engenharia em tempos recentes foi a moção da torre de 1814 toneladas de uma igreja em Detroit para abrir espaço para o alargamento de uma rua. A torre de pedra de 55 metros foi movida por sete homens sob os olhares de centenas de espectadores que seguravam o fôlego. Trabalhando sob a direção de Carl F. Henrichsen e Carl A. Johnson, veteranos motores de edifícios, os homens primeiro removeram uma secção de 8,2296m da igreja para que a fronte pudesse ser movida para trás o mesmo tanto. A porção frontal foi então levantada e colocada sobre calços. Polegada por polegada a estrutura foi empurrada através de força manual até encostar na parte posterior da igreja, quando os calços foram retirados e a fundação foi rapidamente cimentada. Devido ao risco de desequilíbrio e tombamento da torre, foi necessário eliminar todo o equipamento mecânico. — Modern Mechanix, Dezembro de 1936

Antes que me perguntem: sim, a Central Methodist Church de Detroit está de pé até hoje. Quase 8,3 metros mais curta, mas está.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Michelangelo #LikeABoss


Às vezes, até um gênio como Michelangelo tem que lidar com a idiotice de um chefe:
Eu não posso omitir uma história um tanto infantil que Vasari conta sobre o David. Após ele ter sido colocado em seu pedestal diante do palácio, e enquanto o andaime ainda estava lá, Piero Soderini, que amava e admirava Michelangelo disse-lhe que achava que o nariz era muito largo. O escultor imediatamente correu escada acima até alcançar a altura dos ombros do gigante. Ele, então, pegou seu martelo, seu cinzel e, soprando um pouco de pó de mármore que levara na palma da mão, fingia trabalhar uma porção do nariz. Na verdade, ele o deixou como o havia encontrado. Mas Solderini, vendo o pó de mármore espalhado pelo ar, pensou que sua dica havia sido aceita. Assim, quando Michelangelo virou-se para ele lá de cima e disse “Veja só!”, Solderini respondeu gritando “Eu me sinto muito agradecido com isso. Você deu vida à estátua.” – John Addington Symonds, The Life of Michelangelo Buonarroti, 1893
E eu, da minha parte, não posso omitir um vídeo um tanto pitonesco, que talvez seja baseado nessa anedota:

segunda-feira, 25 de julho de 2011

De Dase a Lemaire

Quais os maiores números que você já multiplicou de cabeça? Certa vez o jovem alemão Johann Martin Zacharias Dase (1824-1861) teria multiplicado dois números de 100 dígitos. De cabeça. Ele levou 8 horas e 45 minutos para terminar a operação. Entretanto, outro prodígio matemático, Gauss (1777-1855), estimou que um matemático hábil, usando apenas papel e lápis, levaria só metade daquele tempo para cumprir a mesma tarefa de Dase. Mas Zacharias não era um matemático e mal aprendeu o básico de teoria matemática quando tentaram lhe ensinar. 

Zacharias Dase: “Eu não preciso de lápis e papel. Beijos.”
Ele simplesmente contava, com uma rapidez incrível. Aliás, ele talvez nem contasse. Segundo Douglas Hofstadter em Gödel, Escher, Bach, “[...] ele tinha um senso de quantidade sisnistro. Isso é, ele podia apenas ‘dizer’, sem contar, quantas ovelhas ovelhas havia num campo ou quantas palavras em uma sentença e assim por diante [...]”

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